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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Saber ganhar, saber perder...

win or lose…or?. A lot of people believe there are two… | by Dave | It's  Your Turn

Ninguém gosta de perder - é um facto.

Sobretudo, quando se perde algo que queríamos muito, que nos daria jeito, que nos fazia falta, ou que seria bom para nós. 

Mas também em contexto de competição.

 

E, como se costuma dizer, há quem não goste de perder nem a feijões!

Há quem tenha mau perder.

Há quem não saiba perder.

Ainda que numa brincadeira, há quem fique aborrecido, mal humorado, até mesmo irritado, por perder.

E isso acaba por transformar um bom ambiente, descontraído, num mau ambiente, pesado.

 

Curiosamente, aqueles que menos sabem perder, são os mesmos que mais se vangloriam com as vitórias.

Os que fazem a festa, deitam os foguetes, e apanham as canas.

Os que relembram, uma e outra vez, a quem perdeu, quem ganhou!

 

Claro que toda a gente gosta de ganhar - é um facto. 

Mas, tal como é preciso saber perder, também é preciso saber ganhar.

E há pessoas que, mesmo que numa brincadeira em que não ganharam mais do que ela mesma, agem (e reagem) como se tivessem ganhado a lotaria, e fossem as maiores.

Por vezes, também é preciso saber desistir

desistir.jpg

 

Há quem desista muito facilmente, e quem teime em não desistir.

Há quem leve a vida toda a desistir, e quem não tenha essa palavra no seu dicionário.

 

Há quem diga que desistir é para os fracos. 

Mas, por vezes, desistir pode ser a decisão mais acertada.

E não torna ninguém mais fraco. Apenas, mais sensato.

 

É aí que as coisas se complicam.

Nem toda a gente sabe desistir. Há quem confunda persistência, com teimosia. Determinação, com irresponsabilidade.

Há quem insista naquilo que sabe que será uma luta perdida, por puro orgulho.

Há quem esteja tão agarrado, tão focado, que não consiga abdicar, abrir mão, tomar a decisão mais acertada.

 

Por vezes, insistir é insensato. Ainda que pareça ser aquilo que nos faz mais felizes hoje, pode não ser o que nos trará felicidade, amanhã.

Para algumas pessoas, desistir será a decisão mais difícil que alguma vez tomaram na vida.

Mas é preciso aprender a fazê-lo, a saber fazê-lo, e a aceitar que, o que achamos que estamos a perder hoje, pode ser aquilo que nos levará a ganhar, amanhã.

 

Digam-me que não estamos assim tão mal de cultura!

Muitas vezes me diz, a minha filha, para eu e o meu marido nos inscrevermos neste programa.

Respondo-lhe sempre que não. Porque não basta ir. Por muito que eu goste de brincar, e até saiba umas coisitas, e por muito que gostasse de ganhar aqueles prémios, é preciso muito mais para concorrer.

E entre ir até lá fingir que sei muito quando, na verdade, não sei, ou ter que andar a estudar à pressão nem se sabe bem o quê, para não fazer má figura, correndo o risco de a fazer na mesma, prefiro ficar em casa.

 

Mas há perguntas que são tão básicas, do senso comum, que fazem parte da nossa vida e da nossa cultura, que fico parva com as respostas que por ali surgem a alguns concorrentes.

Eu sei que lá é tudo muito diferente. Há nervos, não se tem noção se a Cristina estará a ajudar, ou a confundir, e parece que todas as nossas certezas se desvanecem, e começamos a duvidar de tudo. 

Ainda assim, digam-me que os portugueses não estão assim tão mal de cultura, e que estes concorrentes são uma minoria, um "erro de casting"!

 

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A esta pergunta, o parceiro estava hesitante entre quarto crescente e quarto minguante mas, não querendo arriscar, trocou com a companheira, que também não sabia a resposta!

Nós damos isto na escola. As luas estão presentes em agendas, calendários, notícias na internet. Como é possível haver quem não saiba o ciclo da lua?

Sem saber a resposta certa, ela arriscou a Lua Nova, porque diz ter a ideia de que esta vinha logo a seguir à lua cheia, e então, depois, os quartos. 

Foram a andar para casa!

 

 

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Outro dia, outros concorrentes, e nova pergunta básica!

Isto também vem nas agendas e calendários. E também se dá na escola!

O concorrente não sabia. Mas os seus palpites estavam muito frios. Trocou com o colega que, de imediato, respondeu "5 de outubro". E eu só levava as mãos à cabeça.

A Cristina, para o ajudar, falou da Implantação, para ver se se fazia luz. Deve ter resultado, porque ele lá se decidiu pela resposta certa.

 

 

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No entanto, logo a seguir, espalharam-se de vez!

Esta pergunta é, das 3, a que menos fácil era, porque estamos a falar de algo específico - símbolos químicos, muitas vezes parecidos e confundíveis. Ainda assim, esta era fácil. Já perdi a conta às vezes que este símbolo me apareceu em palavras cruzadas.

O concorrente, com toda aquela conversa da Cristina, conseguiu passar por todas as respostas, menos pela que estava certa: começou por escolher o ouro, cujo símbolo é Au (este eu sabia), passou para o azoto e, no fim, bloqueou selénio. Era sódio!

Foram para casa à terceira pergunta.

 

Falam muito, mas não dizem nada!

Resultado de imagem para atrapalhar

 

Sabem aquelas pessoas a quem se faz uma pergunta, e andam ali às voltas e voltas, acabando por dar uma resposta que nada tem a ver com a pergunta que fizemos, porque nem elas próprias sabem?

 

E aquelas pessoas que são peritas num determinado assunto, a quem recorremos quando temos dúvidas que não conseguimos esclarecer, e vemos que aquilo que nos explicam é apenas aquilo que também nós sabemos/ conseguimos fazer?

 

Ou ainda aquelas que têm intenção de nos ajudar de boa vontade, mas nada mais fazem que atrapalhar e atrasar o nosso trabalho, sem terem contribuído com algo de útil?

 

Pois é, falam muito, fazem pouco, e não dizem nada!

Mais vale ficarem quietinhas no seu canto. Se não podem ajudar, não atrapalhem!