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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Sobre a trovoada...

Quando era nova, a minha mãe apanhou um valente susto com a trovoada e, a partir daí, até hoje, cada vez que ela marca presença, fica cheia de medo.

Já eu, sempre andei na rua a trovejar e nunca tive medo! A primeira vez que a trovoada me assustou, foi aí com os meus vinte e poucos anos, quando estava a ir de carro para casa, já de noite, e só via relâmpagos uns atrás dos outros durante todo o caminho. 

Mas há dois anos, por esta altura, o susto foi bem maior!

Estava a sair de casa, de manhã, para vir para o trabalho, e estava a chover e trovejar. Tinha andado meia dúzia de metros, quando de repente ficou tudo branco à minha volta, e quase simultaneamente, um estrondoso trovão pareceu deitar tudo abaixo.

Só me lembro de ter pensado que tinha morrido ali mesmo "Já fui"!

Fiquei em estado de choque! Desatei a chorar no meio da rua. Consegui ligar para o meu marido e ir falando com ele, enquanto caminhava até ao trabalho. Fui acalmando, embora algum tempo depois ainda tremesse!

A partir desse dia, fiquei como a minha mãe. Sempre que tenho que andar na rua com o tempo trovoada, começo a entrar em pânico. Cada relâmpago, cada salto! 

Já para não falar que, depois disso, caíram alguns relâmpagos aqui na zona, em prédios, casas ou edifícios. E, volta e meia, surgem notícias de estragos provocados pela trovoada, pessoas que morrem...

Para mim, trovoada, quero-a bem longe!

Eu e os bichos...os bichos e eu!

Quem quiser assistir a uma cena de terror, suspense, acção e comédia, não precisa de ir ao cinema! Basta estar ao pé de mim, no momento em que eu descobrir um bichinho indesejado no meu território!

Eu até nem gosto de fazer mal aos pobres coitados, mas eles insistem em me visitar sem serem convidados, e habitar na minha casa sem pagar renda!

Tendo em conta os inúmeros crimes que já cometi, pode-se considerar que sou uma serial killer extramamente perigosa!

E não digo isto só em relação às vítimas, mas também para quem esteja por perto, que se assusta mais com a minha histeria do que com o resto!

Ora vejamos:

- uma vez, por causa de uma aranha que estava no meu quarto, mandei um grito tão grande que, quem lá estava em casa, pensava que me tinha acontecido alguma coisa!

- em outra ocasião (outra vez uma aranha como protagonista), quando uma aranha que se julgava já desaparecida voltou a surgir no espelho retrovisor do carro, do lado do pendura (ou seja, o meu), dei um tal salto e um grito que quase provocava um acidente!

- tive também uma cena hilariante com uma osga, que se enroscou no corredor, por baixo da cadeira auto da minha filha – depois do pânico inicial, resolvi-me a dar-lhe umas quantas “cadeiradas”, até que lhe separei o rabo do resto do corpo! Mas como sou amiguinha, depois de morta, ainda a coloquei à sombra de uma planta!

- aqui no trabalho, também já entrei em acção – a uma distância considerável de um grilo que estava numa das salas, e do qual não me consegui aproximar, tal como a advogada que cá estava comigo!

- houve também uma ocasião em que um bichinho parecido com uma carocha me visitou de noite – dei-lhe pantufadas até o matar. E de manhã, ainda me certifiquei que não tinha fugido!

- e ontem mutilei uma centopeia – estava alojada na parede do quarto e eu vi-me obrigada a fazer uso do mata moscas para a eliminar!

É caso para dizer: se a melhor arma da Rapunzel é a frigideira, a minha é o mata moscas”!

O Salto

 

E se, de repente, eu me atirasse ali para baixo, caísse na água, e me deixasse ir ao fundo?

Não, não estou com tendências suicidas!

Até porque tenho vertigens e, muito dificilmente, me conseguiria aproximar deste cenário!

Mas a verdade é que, por vezes, vivemos tão intensamente a nossa vida, sempre com uma imensidade de assuntos para gerir (e digerir), coisas inadiáveis para fazer, decisões para tomar...

Vivemos em modo de aceleração, e estamos tão habituados a esse ritmo que quase parecemos programados para ele.

Acontece que, em certos momentos, o cansaço surge de tal forma, que damos por nós a desejar um travão, um botão stop para carregar, um apagão momentâneo que nos permita desligar do mundo real, nem que seja por meros segundos.

E se realmente déssemos o salto? Se realmente nos desligássemos e estivéssemos a ir ao fundo? 

Haveria alguém que nos puxasse para cima?... 

 

 

 

Tenho asas...

 

...e salto!

 

O meu prato deve ter bebido Red Bull! Ou então estava a ensaiar a coreografia da música dos Clã!

Não é que o raio do prato achou que tinha asas, aventurou-se num voo rápido e certeiro da bancada até ao chão, e estatelou-se!

Ficou em cacos, quando percebeu que afinal não sabia voar!

E assim se começa um dia a partir loiça. Só espero que não se confirme o ditado "quem parte um prato, parte três ou quatro"!

 

 

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