Segredos
(ouvi por aí)

"Os mortos não escondem segredos.
São os vivos que insistem em impedir que a verdade venha à tona!"
Desse lado, concordam?
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"Os mortos não escondem segredos.
São os vivos que insistem em impedir que a verdade venha à tona!"
Desse lado, concordam?

Um bom livro, sem dúvida!
E com uma reviravolta que não esperava.
Confesso que comecei a leitura a antipatizar, de imediato, com Laure.
É certo que está a passar por um momento delicado, que Iris e Gabriel são seus amigos, e que há uma certa confiança entre eles, mas achei o comportamento dela invasivo, uma familiariedade e confiança excessivas.
Senti, tal como Iris, que já se estava a tornar uma situação sufocante, abusiva. E, tal como ela, não via a hora de Laure sair lá de casa.
Depois, há ali o mistério em torno de Gabriel, algo que o está a afectar em vários sentidos, incluindo a sua relação com Iris. A mensagem, a verdadeira mensagem deixada por Charlie antes de morrer. E o que a mesma significa.
E, no que respeita à descoberta de Laure, a recusa de Pierre em falar sobre o assunto. Em querer a companhia de Gabriel. Em esclarecer tudo com a própria mulher.
E, quando damos por isso, Laure está morta. E Pierre, descobre-se logo em seguida, também.
Se, quanto à primeira, aparenta ter sido um acidente, ou suicídio, não há dúvidas de que o segundo foi assassinado.
Mas, o que terá, de facto, acontecido?
E entre todas estas situações que entram Esme, Hugh e Joseph, os novos vizinhos, e o jardineiro, com quem Iris, Gabriel e Laure criam logo grandes laços.
Mas, com eles, mais segredos por desvendar, e outros tantos a esconder a qualquer preço.
Sinopse:
"Até onde pode ir a hospitalidade antes de se tornar uma ameaça?
Iris e Gabriel acabam de chegar de umas férias inesquecíveis. Contudo, ao abrirem a porta, são surpreendidos com uma visita inesperada. Uma das suas melhores amigas, Laure, está instalada na sua casa - a dormir na cama do casal, a vestir as roupas de Iris e até a reorganizar a mobília.
Laure acabou de descobrir que o marido tem uma filha fora do casamento e procura refúgio junto dos amigos. Iris e Gabriel querem apoiá-la, mas, rapidamente, o humor de Laure torna-se imprevisível e a sua presença, sufocante e perturbadora.
Com a chegada de novos vizinhos e de um jardineiro com um passado duvidoso, o ambiente transforma-se num campo minado de tensões e desconfianças.
Há segredos prestes a serem desvendados, alguns mais perigosos do que eles poderiam imaginar e capazes de abalar até as amizades mais sólidas.
A autora bestseller B.A. Paris tece uma narrativa apaixonante e claustrofóbica, cheia de reviravoltas, mantendo o leitor agarrado até à última página."
Os membros da realeza são pessoas comuns.
A diferença é que, quando assumem o seu papel perante o seu povo, passam a carregar um peso, a viver de aparências, a esconder segredos e, em alguns casos, a ser consumidos pelo dever, abdicando da sua felicidade.
"Realeza" é uma comédia romântica.
No entanto, não foi o romance o que mais me cativou.
Foi a forma como a relação familiar, entre a mãe e os seus três filhos, vai mudando, e melhorando, perante as dificuldades que enfrentam, e os segredos que se vão desvendando.
Na verdade, também todos eles mudam, individualmente. Crescem.
Aviraaj, o "bon vivant" a quem o pai deixou o trono, recusa a coroa. De costas voltadas com o pai, em vida, não quer nada que venha dele, após a morte.
Parece um homem mimado e arrogante mas, na verdade, carrega muita coisa dentro dele, que terá de resolver. E adora os seus cavalos, com quem não mede esforços, em prol da sua saúde e bem estar.
Digvijay é o filho "ignorado". Ele próprio, a determinado momento, menciona sentir que um dos funcionários mais antigos da família é a sua única "família".
Adora cozinhar e, para provar que tem talento, e ser reconhecido pelo mesmo, e não pelo seu título, decide inscrever-se numa competição de culinária, como um homem comum.
Divyaranjini, mais conhecida por Jini, considera-se, também ela, ignorada por todos.
Talvez por ser mulher. Talvez porque os seus irmãos chamam mais a atenção. E têm outras responsabilidades.
Jini vai ter atitudes de menina mimada, fazer birras mas, no fundo, ela apenas não sabe como lidar com tudo aquilo que está a descobrir sobre si mesma.
Rani Padmaja, a mãe, agora viúva.
Viveu uma vida de mentira, pelo bem do reino. Mas não só.
Começa por parecer uma mulher fútil, à semelhança da restante família, mas depressa percebemos que, também ela, trava uma luta interna, que está longe de terminar.
Com o objectivo de manter o palácio na família, e afastar Sophia, uma plebeia, do seu filho Aviraaj, acaba por mexer num vespeiro do qual ela sairá, sem esperar, como a maior vítima.
É caso para dizer que, depois de tudo o que foi conquistado, no último episódio, tudo se desmorona, com um "sopro" do inimigo.
E a forma como quiseram mostrar que devemos sempre seguir os nossos sonhos, arriscar naquilo que gostamos de fazer, mesmo que nos digam que nunca chegaremos a lado nenhum.
Mesmo que aqueles, que julgávamos estar do nosso lado, nos atraiçoem.
Ainda que nos queiram passar a perna, e colher os louros daquilo que construimos, afastando-nos dos nossos próprios projectos, como se nos tornássemos, de repente, pessoas incapazes e não desejadas.
Nunca devemos desistir. Nunca nos deveos dar por vencidos.
Destaco também a banda sonora, o guarda-roupa, e algumas das tradições que nos são dadas a conhecer.
Está confirmada uma segunda temporada, que espero que chegue brevemente, para saber como vai acabar esta história que, quando parecia que estava a terminar, nos troca as voltas, e está, provavelmente, apenas a começar!
Não se trata, propriamente, de um grupo de pessoas a tentar sobreviver numa qualquer ilha, após um trágico acidente, no sentido em que estamos habituados a ver.
E, ainda assim, é precisamente sobre um grupo de pessoas e a forma como cada uma delas lidou, e tentou "sobreviver", após um trágico acidente, que causou a morte de três jovens.
Os "sobreviventes" são aquilo a que podemos chamar de "danos colaterais" ou "efeitos secundários" - levam com os "estilhaços" dos acontecimentos que não aconteceram, directamente, com eles mas são, igualmente (ou até mais) afectados.
Há 15 anos, Finn e Toby fizeram-se ao mar, para salvar Kieran, no meio de uma tempestade, e acabaram por morrer.
Toby deixou órfão um filho pequeno. Finn, deixou os pais sem metade deles.
Kieran sobreviveu.
Nesse mesmo dia, uma adolescente - Gabby - desapareceu.
A polícia entendeu, após a sua mochila dar à costa, que ela tinha sido lançada das rochas, pela tempestade, e morrido. O corpo nunca apareceu. E ninguém mais falou dela.
Agora, 15 anos depois, só se fala nos dois jovens exemplares que perderam a vida, e aos quais estão a preparar uma homenagem.
No entanto, Bronte, uma turista que está ali a passar uma temporada, decide investigar o que aconteceu a Gabby. Para além de analisar os pertences da filha de Trish, ela interroga os moradores, e vai tirando várias fotografias, e publicando vídeos sobre a sua intenção de descobrir o mistério.
Agora que a melhor amiga de Gabby - Mia, mulher de Kieran - está de volta, é a oportunidade de poder falar com ela também.
Só que, na manhã seguinte à chegada do casal, Bronte é encontrada morta na praia.
Acidente? Ou assassinato?
Estarão, os dois casos, separados por 15 anos, ligados por algum elo comum?
A verdade é que muitas pessoas, ali, escondem segredos. E estão dispostos a tudo para que continuem a sê-lo.
Até, matar. E deixar os outros levarem com a culpa. De novo...
Em termos de personagens, tenho de destacar três:
Verity - uma mulher amarga, rude, arrogante, prepotente que destila o seu veneno e magoa quem menos deveria mas que consegue, ao mesmo tempo, ser carinhosa, afectuosa e bondosa, com quem quer. O que a tornou assim? A vida!
É muito fácil julgá-la, condená-la porque ela consegue mesmo ser detestável. Até cruel para com o filho sobrevivente.
Mas a série mostra o que a tornou assim. Para além da morte do filho mais velho, pela qual culpa o filho mais novo, ela lida há anos com a demência do marido, que ama, e nunca abandonou.
Mesmo que ele, por vezes, sem intenção, seja mais agressivo com ela. Ou não a reconheça. Ou faça muitos disparates que, depois, ela tem de remediar.
E, ao mesmo tempo que culpa o filho mais novo pelo acidente, talvez pela dor com a qual não consegue lidar, de ter perdido um dos filhos, culpa-o, igualmente, por ter abandonado os pais, logo após o acidente, deixando-a entregue a tudo aquilo do qual ele fugiu.
Kieran - o filho sobrevivente de Verity, é "odiado" por quase todos em Evelyn Bay ou, pelo menos, por aqueles que foram afectados pelo acidente e pelas mortes. Muitos, tal como a própria mãe, o culpam pela tragédia.
Há 15 anos que ele carrega essa culpa, mesmo sem a ter.
Agora num relacionamento com Mia, e uma filha bebé, Kieran volta ao sítio do qual partiu há anos, e é-lhe difícil estar naquele ambiente hostil, em que a relação com a mãe está longe de melhorar, e com um pai muito diferente daquele que deixou, agora também acusado do assassinato de Bronte.
Brian - um homem que sempre foi activo, outrora nadador salvador, professor de educação física, membro do rotary club, é agora um homem afectado pela doença neurodegenerativa de que sofre.
À excepção de Verity, que sempre esteve ao lado dele, poucos são os que ainda lhe prestam alguma atenção ou tentam ajudá-lo a normalizar a sua vida.
O antigo Brian está lá, algures. De vez em quando, aparece. Mas a doença não dá tréguas.
E é ver a frustração de estar dependente, não conseguindo fazer uma coisa tão simples como vestir uma camisa.
É ver o alheamento da realidade, a confusão mental, um adulto a tornar-se uma criança indefesa.
É ver o medo. Medo de que tenha feito alguma coisa errada. Medo por não se conseguir lembrar. Ou por não se conseguir expressar.
Acusado do assassinato de Bronte, Brian é levado para a prisão, agravando ainda mais o seu estado.
Mas de alguma coisa serviram as aulas que deu, há muitos anos, aos jovens de Evelyn Bay.
Ao fazer um gesto, que todos interpretaram como sendo uma coisa, Kieran percebeu o que o pai estava a tentar dizer. E foi graças a isso que conseguiram, mais tarde, trazê-lo de volta a casa.
Deixo também um apontamento sobre Trish, mãe de Gabby que, ao contrário dos restantes, nunca conseguiu fazer o luto pela sua filha, por nunca se ter sabido, com certeza, o que lhe aconteceu.
E ela bem tentou perceber, fazer as autoridades investigarem mais, sem sucesso.
A determinado momento, ao ver que todos seguiam em frente, que a sua filha tinha sido esquecida, e que estava completamente sozinha, tentou matar-se.
Foi quando a sua outra filha, Olívia, voltou. E quando Bronte chegou, e lhe deu um novo alento.
Será desta que a verdade vem, finalmente, à tona?
Com apenas seis episódios, vale a pena ver!
Finalmente, uma boa série!
Dramática, é certo. Mas comovente.
Revemo-nos em algumas personagens.
Criamos empatia e ligações com outras, que dificilmente esqueceremos.
Apesar do fenómeno raro que a história aborda, tudo o resto, nela, é o mais comum que possamos imaginar, e é por isso que nos identificamos.
Quando percebi que a série tinha 17 episódios, pensei que ia ser mais complicado de ver.
Até porque os primeiros episódios parecem mostrar quase tudo.
No entanto, esses episódios são mesmo só o começo, de uma história que vai evoluindo à medida que os anos avançam, as personagens crescem (e envelhecem), e os segredos se tornam impossíveis de esconder, ainda que transformem a vida de todos num inferno. Ou, quem sabe, levem a um novo recomeço...
Liana e Tomás são um casal em crise.
Liana quer muito ter um filho do seu marido mas está, de tal forma, obcecada, que isso acaba por se reflectir na relação.
Tomás, acaba por traí-la e sair de casa. Para esquecer esse mau momento, Liana sai com Débora, e acaba por ser violada por Oscar, irmão da sua amiga, e melhor amigo do seu falecido irmão.
Umas semanas depois, Liana descobre que está grávida. De gémeos. Só que de pais diferentes. Um do marido, e outro fruto da violação. Um fenómeno a que chamam de superfecundação.
A partir daqui, começam os dilemas:
Ter ambos, ou não ter nenhum?
Contar para o marido, agora que se reconciliaram, ou esconder?
Será que Liana vai conseguir amar ambos? Talvez. Afinal, ela é mãe.
Será que Tomás irá conseguir amar um filho que não é dele? Tratá-lo de igual forma? Isso já parece mais difícil.
E se começarem a perceber as parecenças/ diferenças? Como explicarão isso?
Conseguirá o próprio casamento, no meio de tudo isto, sobreviver?
Sílvia é irmã de Tomás, cunhada de Liana. É médica, e é a primeira pessoa da família a saber do segredo. Ela estará sempre ao lado do casal.
Mas também tem os seus próprios problemas. Ela é mãe de Inácio, um rapaz que sofre de uma doença degenerativa que irá, progressivamente, tirar-lhe a visão.
A cuidar sozinha do filho, desde que o pai os abandonou, ela é uma mãe superprotectora, muito por conta do problema de saúde do filho, e é impossível, para quem é mãe, não se identificar com os receios e a preocupação dela. Faz parte de ser mãe.
Obviamente que também percebemos o lado de Inácio, a sua vontade de querer ser independente, de querer ser tratado como uma pessoa normal, apesar das suas limitações.
Este vai ser o desafio de ambos.
Felizmente, Inácio tem o apoio de Vicente, o namorado da mãe, que será como um pai para ele. E só não é marido de Sílvia, porque ela acredita que o casamento irá estragar aquilo que têm.
No entanto, chegará a um ponto que ela vai ter que decidir se quer dar o tão ameaçador passo.
Voltando a Liana, para além da violação, da gravidez, do fenómeno raro que representa em termos de medicina, ainda terá que lidar com a doença da mãe, que tem Alzheimer. A desorientação, a confusão, o esquecimento, o perigo para si e para os que a rodeiam e, ainda assim, a lucidez no meio de tudo isso.
A realidade das drogas nas discotecas e bares, usadas para "diversão" e para cometer crimes a vítimas que não têm como se defender, depois de drogadas.
Gente com poder, que compra advogados para "apagar" as provas dos crimes e safar os criminosos da prisão.
Família que finge que não vê, que arranja desculpas, que não percebe que não está a ajudar, mas apenas a ser conivente, e compactuar com a continuação dos crimes.
Há de tudo um pouco nesta série brasileira, protagonizada por Juliana Paes, Vladimir Brichta, Filipe Abib, Paloma Duarte, João Vitti, Bento Veiga, Jussara Freire e António Grassi, entre outros.
Se puderem, vejam!