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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Só porque não se vêem...

 

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...não significa que não estejam lá.

Só porque não falo, não significa que não pense.

Só porque não me queixo, não significa que não doa.

Só porque não choro, não significa que não fique triste.

 

Só porque não me manifesto...

Só porque sigo em frente...

Só porque sorrio...

Só porque levo a vida com a normalidade que se espera...

 

Não significa que não incomode.

Não significa que não limite.

 

Significa, apenas, que não me permito ficar aí.

Presa.

Parada.

A remoer. 

 

Porque o caminho não é só feito de pedras.

E porque a vida é muito mais do que isso!

Dar o exemplo

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Gosto de ler. Sempre andei rodeada de livros e, inevitavelmente, a minha filha começou a interessar-se por livros (embora agora tenha outros interesses).
 
Gosto de escrever. Criei um blog. Fiz entrevistas. Escrevi dois livros. E a minha filha, entusiasmada, seguiu os meus passos (embora agora tenha tudo em standby).
 
Dedico uma parte do meu tempo a tentar ajudar os animais, conforme e da forma que posso. A minha filha, herdou esse sentido de responsabilidade e, por uma ou duas vezes, já fez a sua parte também.
 
Ultimamente, tem-me dado para a fotografia. E o que é que a minha filha me enviou ontem?
Esta foto, que tirou a caminho da escola.
Onde será que ela terá ido buscar essa ideia?!
 
Querendo ou não, para o bem e para o mal, acabamos por ser um exemplo para os nossos filhos.
Que eles podem, ou não, seguir.
Mas que se tornará a sua referência.

Ir pelos outros, ou ir por nós?

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Num dia, ela viu que o tema do momento eram as cores.

Então, no dia seguinte, ela falou de cores.

Mas, nesse dia, ninguem a ouviu, porque o tema já não eram as cores. Eram os números.

Assim, no dia seguinte, ela falou de números.

Oh, mas já ninguém queria saber deles, porque o que estava a dar eram os animais.

De novo, ela tentou falar sobre os animais.

Mas é que, no dia seguinte, o tema era a moda...

 

Então, ela deixou de ver sobre o que se andava a falar.

Um dia, falou sobre o que lhe apeteceu.

E, nesse dia, ela conseguiu aquilo que tinha vindo a tentar de todas as outras vezes, sem sucesso:

falar, e ser ouvida... 

 

 

Porque, mais do que seguir os outros, devemo-nos seguir a nós.

Mais do que ir atrás de tendências, devemos criá-las.

E o resto, acontece naturalmente...

 

 

Rotinas boas e rotinas más

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Rotinas…

Existem rotinas boas. E rotinas más.

Existem rotinas necessárias. Que trazem organização, planeamento, hábitos saudáveis.

E rotinas dispensáveis. Que cansam, que aborrecem, que não nos deixam viver em pleno.

Existem rotinas que queremos manter para sempre. E outras que gostaríamos de empurrar para longe.

Existem rotinas que fazem sentido. E outras que mais não são, que uma obrigação.

Existem rotinas que foram criadas para serem seguidas. E outras que devem mesmo ser quebradas.

Existem rotinas sobre as quais não temos qualquer poder, que nos foram impostas pela vida. E outras, que somos nós que as fazemos.

É bom criarmos e termos rotinas, se elas ajudarem a melhorar a nossa vida.

Mas será ainda melhor aboli-las, sempre que pudermos, quando estas nos prejudicam mais do que ajudam.