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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Dar o exemplo

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Gosto de ler. Sempre andei rodeada de livros e, inevitavelmente, a minha filha começou a interessar-se por livros (embora agora tenha outros interesses).
 
Gosto de escrever. Criei um blog. Fiz entrevistas. Escrevi dois livros. E a minha filha, entusiasmada, seguiu os meus passos (embora agora tenha tudo em standby).
 
Dedico uma parte do meu tempo a tentar ajudar os animais, conforme e da forma que posso. A minha filha, herdou esse sentido de responsabilidade e, por uma ou duas vezes, já fez a sua parte também.
 
Ultimamente, tem-me dado para a fotografia. E o que é que a minha filha me enviou ontem?
Esta foto, que tirou a caminho da escola.
Onde será que ela terá ido buscar essa ideia?!
 
Querendo ou não, para o bem e para o mal, acabamos por ser um exemplo para os nossos filhos.
Que eles podem, ou não, seguir.
Mas que se tornará a sua referência.

Ir pelos outros, ou ir por nós?

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Num dia, ela viu que o tema do momento eram as cores.

Então, no dia seguinte, ela falou de cores.

Mas, nesse dia, ninguem a ouviu, porque o tema já não eram as cores. Eram os números.

Assim, no dia seguinte, ela falou de números.

Oh, mas já ninguém queria saber deles, porque o que estava a dar eram os animais.

De novo, ela tentou falar sobre os animais.

Mas é que, no dia seguinte, o tema era a moda...

 

Então, ela deixou de ver sobre o que se andava a falar.

Um dia, falou sobre o que lhe apeteceu.

E, nesse dia, ela conseguiu aquilo que tinha vindo a tentar de todas as outras vezes, sem sucesso:

falar, e ser ouvida... 

 

 

Porque, mais do que seguir os outros, devemo-nos seguir a nós.

Mais do que ir atrás de tendências, devemos criá-las.

E o resto, acontece naturalmente...

 

 

Rotinas boas e rotinas más

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Rotinas…

Existem rotinas boas. E rotinas más.

Existem rotinas necessárias. Que trazem organização, planeamento, hábitos saudáveis.

E rotinas dispensáveis. Que cansam, que aborrecem, que não nos deixam viver em pleno.

Existem rotinas que queremos manter para sempre. E outras que gostaríamos de empurrar para longe.

Existem rotinas que fazem sentido. E outras que mais não são, que uma obrigação.

Existem rotinas que foram criadas para serem seguidas. E outras que devem mesmo ser quebradas.

Existem rotinas sobre as quais não temos qualquer poder, que nos foram impostas pela vida. E outras, que somos nós que as fazemos.

É bom criarmos e termos rotinas, se elas ajudarem a melhorar a nossa vida.

Mas será ainda melhor aboli-las, sempre que pudermos, quando estas nos prejudicam mais do que ajudam.