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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As cordas a que nos queremos agarrar na vida

Cada um tem seu poço, e não precisa sair dele sozinho. | by Elivelton  Rodrigues | Medium

 

Muitas vezes, na ânsia, e no desespero de querer sair do poço à força, e ainda que só tenhamos dois braços, e duas mãos, mais cordas fossem lançadas, mais as que tentaríamos agarrar, sem sequer olhar para elas.

Queremos tanto sair dali, agarrar todas as oportunidades, que nos seguramos a todas. Correndo o risco de não conseguirmos agarrar nem uma delas, até ao fim do percurso.

Quando, se parássemos para reflectir, para observar, para prestar atenção, bastaria apenas agarrar a "certa", para conseguirmos subir até onde queríamos.

Por vezes, mais do que tentar agarrá-las todas, ou uma que seja, deveríamos tentar perceber se aquilo que nos traz realização pessoal está do lado de fora do poço ou, pelo contrário, está ali mesmo, connosco, mais perto do que imaginamos.

Porque, ainda que as consigamos agarrar todas, subir e chegar ao topo, pode acontecer continuarmos a não nos sentir realizados.

Simplesmente, encontrarmo-nos, outra vez, num outro poço, à espera de outras tantas cordas, numa busca que se arrasta pela vida fora, sem nunca alcançarmos aquilo que nem sabemos bem o que procuramos.

 

 

 

A dúvida corrói mais que uma verdade dolorosa

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A dúvida, a incerteza e o desconhecimento, corroem mais que uma verdade dolorosa.

Com a verdade, é como se levássemos com uma onda que nos atira ao chão e nos encharca mas, depois, volta ao mar, e nós levantamo-nos e recuperamos.

Com a dúvida e a incerteza, a nossa mente perde o rumo, ficamos sem reacção, e deixamo-nos enrolar pela onda, que tanto nos pode trazer de volta, como levar-nos de vez mar dentro.

Com a verdade, sabemos com o que contamos, e quando chega a altura de seguir o caminho apoiados somente nos nossos pés.  

Com o desconhecimento, não recebemos aviso prévio, e foge-nos o chão por debaixo dos pés, sem perceber muito bem como nos erguer de novo, e onde nos apoiar.

Com a verdade, sabemos que nos podemos atirar, que vão lá estar para nos segurar, ou que não o podemos fazer, porque nos vamos, com toda a certeza, magoar.

Com uma crescente confiança, acreditamos que aqueles braços irão segurar-nos para sempre, tal como os nossos o fazem.

De repente, quando pensamos que estamos seguros, e que o perigo já passou eis que, simplesmente, nos atiram ao chão, como se atira para o lixo algo que se usou quando era mais conveniente, mas já não faz falta, ou já não serve mais. Só não sabemos o porquê...

 

E a dúvida, a incerteza e o desconhecimento, perseguir-nos-ão sempre, não deixando a ferida cicatrizar como gostaríamos, achando que haverá, quem sabe, alguma explicação lógica que não estamos a conseguir ver no momento.

A dúvida, coloca a nossa vida em "banho-maria", enquanto que a verdade, por mais dolorosa que seja, nos leva a seguir com a nossa vida...Ainda que o golpe seja mais fundo, e continue a deixar a sua marca... 

 

Depois da cabeçada, um abraço!

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Isto era eu, abaixada, a fazer festinhas à Becas. Mas logo uma gatinha ciumenta apareceu atrás de mim, e saltou-me para as costas. Ainda tive tempo de a amparar com as mãos, atrás, para ela não cair.

A Amora agradeceu o apoio e foi subindo costas acima, até à minha cabeça, à qual se agarrou, literalmente, com unhas e dentes! As garras para se segurar e não cair, e os dentes a morder o cabelo, na brincadeira!

 

Ler um livro de 400 páginas em poucas horas é possível?

 

Sim, é possível!

Não é fácil um livro tão grande conseguir segurar e motivar o leitor em cada página que lê, mas a Sandra Brown tem esse efeito sobre mim.

Ninguém consegue ter aquela capacidade de manter o suspense, e fazer-me querer ler mais e mais e mais, porque a cada novo capítulo há uma surpresa guardade para mim. Deve ser por isso que não perco nenhum dos livros da Sandra Brown, e estou sempre à espera do próximo!

Sim, as histórias podem partir todas da mesma premissa: uma mulher que será a possível vítima, um homem que nos dá todos os motivos para acreditar que é ele o criminoso, mas que acabamos por descobrir que não, e alguém que nunca desconfiámos acaba por ser o verdadeiro culpado. O salvador, quase sempre não se pode, ou não se quer, envolver com a mulher que tenta proteger, mas acaba por fazê-lo. A mulher, apesar de todas as aparentes evidências, ainda assim acredita neles e sente-se mais segura ao seu lado. Quase sempre, este homem desaparece por uns tempos, deixando o romance em supenso, mas volta nas linhas finais para ficar com a mulher.

Mas, ainda assim, gosto de ler Sandra Brown, e deliciar-me com as voltas e reviravoltas que ela dá às suas histórias, e que nos prendem a cada uma das páginas, até ao desfecho.