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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Uma semana de loucos

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Já vai fazer, daqui a pouco, três semanas que o meu pai faleceu e, verdade seja dita, acho que ainda nem tive tempo para assimilar, ou fazer o devido luto.

Têm sido dias/ semanas atribuladas, a tratar de burocracias da herança.

A dar a volta às coisas que estão na casa do meu pai, casa que teremos que entregar, vazia, no fim de Abril. 

E ainda tem por lá tanta coisa.

Nós, filhos, bem queríamos ficar com elas mas, por muito que queiramos, nas nossas casas não cabe mais nada.

Nem sequer temos um espaço, como uma arrecadação ou garagem, para guardar o que quer que seja.

Assim, ando a publicar nos grupos aqui da zona, os vários artigos, mobílias e coisas que estamos a doar, para quem quiser vir buscar.

 

Ora, como se sabe, o que é dado toda a gente quer. Mas não é bem assim.

Há pessoas muito interessadas, que perdem logo a seguir o interesse. Pessoas que dizem que querem, mas no dia seguinte já não querem. Pessoas que ficam com tudo para, dali a poucas horas, "abdicar" em prol de outros. Pessoas que inventam as desculpas mais esfarrapadas, para justificar o desinteresse repentino.

O que vale é que, para algumas coisas, há vários interessados em fila de espera.

Mas, enfim, com jeito, e muita paciência, algumas coisas vão saindo.

Uma senhora, por exemplo, surpreendeu-me ao perguntar se tinha naperons, paninhos, bibelots e afins.

 

Claro que andar a gerir estes contactos todos e doações (achar que já vai sair de lá mais alguma coisa e depois, afinal, ainda não é desta), tratar de papelada da herança, trabalhar, fazer as coisas em casa, e aproveitar todos os bocadinhos para ir a casa do meu pai adiantar mais qualquer coisa, está a dar comigo em doida.

Esta semana, então, tem sido uma semana de loucos.

Já para não falar em termos de saúde - em 3 semanas, 3 infecções, 3 antibióticos. Uma constipação, e um nariz "assassinado".

 

Sim, o meu pai partiu.

E, com isso, termina toda uma história, mais minha que do meu irmão, daquela casa onde também eu morei e que, literalmente, era a minha segunda casa.

Mas, enquanto ando a esvaziá-la, atarefada entre móveis, loiças, roupas e tantas outras coisas, só quero que tudo isto termine, para poder ter um pouco de sossego.

Ainda não houve tempo para me perder em memórias, em nostalgia pela casa que vai deixar de ser "minha" daqui a pouco, nos momentos que lá vivemos todos juntos, em família.

Talvez, depois, quando tudo estiver, definitivamente, encerrado.

 

Espero que as próximas semanas sejam mais pacíficas, e menos stressantes.

 

 

 

 

Burocracias

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A semana foi passada, de ambas as partes, a tratar de burocracias.

Da parte dele, arranjar casa (e garanti-la). E tratar da transferência do serviço Meo para outra morada. 

A ideia era cancelar, uma vez que, para onde vai, já está incluído, mas já tinham passado uns dias do prazo para resolução. E eu não queria ficar com o serviço naquele valor. Acabou por transferir para a mãe.

 

Da minha parte, pedir um novo serviço Meo, mais barato, e com condições semelhantes ao que temos actualmente.

Negociar um novo tarifário de telemóvel, porque o meu era um abuso, e estou em contenção de custos.

E alterar a titularidade de uma das bichanas para o meu nome, uma vez que vão ficar as duas comigo.

Cresceram juntas, estão habituadas uma à outra, e a esta casa. Não fazia sentido separá-las. 

 

Temos conversado sobre a situação. Brincamos.

No fundo, desejamos que tudo corra bem ao outro nesta nova etapa que aí vem.

Desconfio que, se vacilássemos, ainda voltávamos atrás na decisão.

Mas, desta vez, precisamos mesmo de não vacilar. De ir em frente.

 

Há decisões que sabemos que são as mais acertadas, ou necessárias, e não devemos ter medo de enfrentá-las.

Ainda assim, o facto de ser "a decisão certa", não a torna menos dolorosa.

Desta semana

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Em modo "sobrevivência às constipações"

 

Não bastava a dor de cabeça e de garganta, tinha que vir a tosse.

Uma constipação à moda antiga, portanto.

Daquelas que já não tinha desde antes do Covid.

 

Isto é chás de manhã e à noite.

É pastilhas e rebuçados.

É comprimidos para a tosse.

 

É dormir com 4 almofadas (e um torcicolo). Dormir, como quem diz, tentar. Porque as primeiras horas são a tossir. Até as gatas se assustam, e fogem da cama! Pudera.

É acordar com dores nas costas e abdominais. E em modo zombie.

É pôr qualquer coisa na garganta e senti-la a arder, de tão inflamada que está.

É tentar controlar os ataques de tosse no trabalho, sem sucesso.

É querer falar e a voz sair rouca, e aos bocados.

E melhoras? Nem vê-las.

 

Mas até evito ir ao médico.

Ainda na semana passada fui lá, por causa da garganta, e disse-me que estava normal! Um pouco inflamada e inchada, mas nada de mais. Para beber chás e continuar com as partilhas.

Receitou-me uns comprimidos que, afinal, à garganta, segundo a farmacêutica, pouco ou nada faziam: eram para dor de cabeça. Acabei por não comprar.

 

No entanto, numa coisa tinha razão: consumir mel.

Já o meu marido me diz a mesma coisa.

Só que eu não gosto de mel. Só de pensar...

Mas pronto, rendo-me às evidências: após duas doses, a tosse abrandou.

Fiquei mal disposta, e enjoada. Mas a tosse deu-me umas tréguas temporárias.

 

E é isto.

Em semana de Carnaval e Dia dos Namorados, pouca disposição houve para brincar ou para romance.

Mas um dia em casa soube bem!

 

 

 

 

Peripécias de uma semana de baixa!

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Experimentei uma nova forma de enxugar loiça: sentada numa cadeira! Até nem foi mal pensado.

Ou de lavar a loiça: de joelhos, na cadeira. Não deu jeito nenhum.

 

Passei a dormir só com um edredão, porque os cobertores e edredãos que tenho na cama eram demasiado peso em cima do corpo (vá lá que não esteve muito frio nessas noites), e houve mesmo alturas em que dormi, literalmente, com os pés de fora!

 

Passei tardes sentada, com uma perna levantada, a outra em baixo, e uma gata ao colo!

 

No primeiro dia em que tive que ir ao Centro de Saúde mudar o penso, liguei para todos os taxistas que conhecia, e não houve uma alminha disponível para me levar até lá (haja clientes e trabalho). Portanto, tive que ir a pé! O que vale é que a distância é pequena.

 

Deitava-me com uma almofada por baixo da perna e, quando dava por isso, era a gata que estava em cima da almofada. Outras vezes, a almofada acabou a fazer de barreira, para o companheiro do lado não me tocar, sem querer. 

 

Dava comida à bichana, ou limpava as caixas de areia, abaixada, com um pé normal, o outro esticado, e encostada a uma cadeira!

 

Apesar da costura do tornozelo ter causado maiores dores, foi a do peito que me irritou (ainda irrita) e quem pagou foi o cabelo, que passou a andar apanhado, porque o mais pequeno fio me incomodava, e dava nervos, ao tocar na pele.

 

Pus em prática aquele conhecido termo "tomar banho à gato"!

Não me quis arriscar com película aderente, nem a ficar com a metade direita do corpo na banheira, e a metade esquerda de fora. As toalhitas dos bebés também foram uma solução!

 

E quando uma pessoa tem, finalmente, autorização para tomar um banho decente... Acaba-se o gás!

Lá se foi o banho.

 

Tive que usar uns chinelos da minha mãe porque as minhas pantufas novas, com o pé inchado, não me serviam.

Tive que arranjar roupas largas, e camisolas mais quentes que não me irritem a pele (assaltei o roupeiro da minha filha).

 

Fui um dia levantar um exame do meu pai a uma clínica e, mal entro, a funcionária diz-me: "Ah, é a senhora do sinal!" Não me perguntem a que propósito ela disse isso. Ou se confundiu, ou leu algures sobre mim, porque nunca lá fui por causa deste assunto. Meeedo!

 

Na ida ao Centro de Saúde, a senhora enfermeira sugeriu-me, muito preocupada, levar uns preservativos porque, como estava a tomar antibiótico, podia cortar o efeito da pílula. Como se eu, cheia de costuras de cima a baixo, a tentar evitar esforços, e com dores, estivesse a pensar nessas aventuras!

 

Chegada a domingo, acho que nunca tive tanta vontade de regressar ao trabalho, como nesse dia!

Para que vejam ao ponto de tédio a que uma pessoa chegou. 

 

E assim se passou a semana.

Essa, e mais uma, já de trabalho. Bastante trabalho, por sinal.

 

O corpo, já nada habituado a caminhadas, e a subir e descer escadas, reclamou. Ao final do dia, parecia que tinha andado no ginásio: doíam-me todos os músculos. Dores saudáveis, dizem...

 

Estava capaz de tirar férias!

Irónico, não?!