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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando os professores acompanham o crescimento dos seus alunos

Comunicação com amor entre professor e aluno | Revista Construir Notícias

 

No outro dia, quando estava a ir para casa, passei por um carro que tinha música alta. É uma música que gosto, de Avicii - "Hey Brother" - que, por acaso, foi usado pelo pai de uma colega da minha filha, para um vídeo sobre os 4 anos da primária, que ofereceu em cd a cada aluno e à professora, no final do 1º ciclo.

 

E pensei que, ainda no outro dia eles eram tão pequenos, e agora já são quase adultos.

A professora da minha filha é daqui perto e, por isso, volta e meia vê-a. A educadora do Jardim de Infância, no segundo ano em que ela lá esteve, também a tem acompanhado neste crescimento.

Então, perguntei-me o que sentirão os professores/ educadores ao verem os seus meninos a crescer, a transformar-se, a tornarem-se adultos, a seguirem o seu caminho na vida?

Saudades? Orgulho? Satisfação? Uma espécie de sentimento de missão cumprida?

 

Alguns professores, acabam mesmo por, mais tarde, serem professores de filhos dos seus ex alunos. 

O que sentirá um professor ao dar aulas a uma segunda geração?  

A forma como a meteorologia mexe com as minhas emoções

meteorologia-1.jpg

 

Sol 

Deixa-me animada, positiva, esperançosa, divertida.

Sinto-me como se me fosse dado um balão de oxigénio, um novo fôlego.

 

Chuva

Sinto-me menos enérgica.

Faz-me ficar com a neura. de mau humor. Vai-se a esperança, dando lugar ao negativismo.

Fico mais murcha, sem ânimo.

 

Nevoeiro

Sinto-me claustrofóbica, oprimida, sufocada, como se me estivesse a ser roubado o ar.

 

Vento

Deixa-me irritada, stressada.

 

Calor

Deixa-me descomprimida, relaxada, leve.

 

Frio

Deixa-me paralisada, com dificuldade em raciocinar.

 

Nuvens 

De uma forma geral, puxam pela minha criatividade e imaginação.

Tanto podem prenunciar paz, como a chegada de tempos difíceis.

 

Trovoada

Medo... Muito medo!

 

 

Imagem: ensina.rtp

 

Em dia de aniversário, o que mudou na forma como vivo este dia!

Desenho de 42 anos pintado e colorido por Usuário não registrado o dia 18  de Dezembro do 2016

 

Longe vão os tempos em que uma pessoa quase passava o ano inteiro à espera que chegasse o dia do aniversário.

Nesse tempo, tudo era vivido de forma mais intensa. Nessa altura, adorava fazer anos.

Não é que agora não goste.

Mas, a cada ano que passa, este dia vai sendo vivido de forma diferente.

 

Ansiedade

Aquela ansiedade de contar os dias para a data, quase meses antes, já não existe.

Talvez a palavra certa seja expectativa, moderada, e sem histerismos.

 

Gostar de ser mais velha

Se há uma altura na nossa vida em que só queremos fazer mais um ano e ficar mais velhos, a partir de uma determinada altura, isso passa!

Não é que a idade me pese, ou que note muito a diferença, mas passava bem sem os adicionar à conta.

 

Mensagens à meia-noite 

Esqueçam!

Se tempos houve em que uma pessoa ficava acordada até à meia-noite, à espera das primeiras mensagens, ou, no papel inverso, a enviar mensagens aos aniversariantes, só para ser a primeira, isso já passou de moda!

Há um dia inteiro pela frente para parabenizar, ou ser parabenizada. Não faz sentido estarmos acordados a essa hora, quando podemos dormir.

 

Bolo de aniversário

Eu era daquelas para quem aniversário sem bolo não era aniversário.

Hoje, faz sentido, se houver um almoço ou jantar de celebração, em família ou com amigos.

Se isso não acontecer, não vale a pena gastar dinheiro num bolo, em que quase nenhum de nós vai comer mais que uma fatia.

Mais vale comprar um bolo qualquer pequeno e pôr-lhe umas velas, só para cumprir a tradição.

 

Tirar o dia

Nunca o fiz.

Justifica-se se o resto do pessoal estiver de folga ou férias. Se for para passear, ou viajar.

Senão, que sentido faz ficar em casa num dia em que a filha está na escola, e o marido a trabalhar?

Acaba por ser um dia como outro qualquer e que, na maioria das vezes, até é celebrado mais tarde, no fim de semana seguinte.

 

A importância dada a quem se lembra/ esquece o aniversário

Claro que gostamos que a nossa família e amigos se lembrem do nosso aniversário e que tenham essa atenção para connosco mas...

Qualquer um se pode esquecer. Até eu própria já me esqueci de alguns. Por isso, não devemos levar isso como uma ofensa, ou levar a mal.

Por outro lado, ligar ou mandar mensagem só porque sim, também dispenso. 

Tenho alguém na família que, sempre que ligava, só queria saber se eu ia almoçar ou jantar fora para celebrar.

Se o fizerem, que seja sentido, e é esses gestos que contam e têm valor. 

O resto, é relativizar.

 

E por aí, ainda encaram o vosso aniversário da mesma forma, ou também mudaram a forma de o viver?

Pessoas mentais versus pessoas emocionais

A importância da inteligência emocional para uma vida mais saudável

 

Nem uma pessoa mental é um cérebro vazio de sentimentos, bem uma pessoal emocional é um coração sem pensamento.

 

Nem sempre as pessoas mentais são inevitavelmente sérias, tal como nem sempre as pessoas emocionais levam a vida constantemente na brincadeira.

 

Só porque uma pessoa não age por impulso, não se atira de cabeça, nem é movida a pressa, preferindo tomar decisões depois de refletir sobre as mesmas, não significa que não sinta. Que tenha uma pedra ou um bloco de gelo no lugar do coração.

 

Da mesma forma, nem sempre as pessoas que dão muitas vezes ouvidos ao coração, e agem de acordo com o que estão a sentir no momento, estão a mostrar que têm um cérebro oco e não pensam no que fazem.

 

Simplesmente, há quem tenda a seguir mais o que lhe diz a mente, e quem siga mais o coração. E não há problema nenhum com isso. 

Há é ocasiões em que um é mais necessário que o outro e, por vezes, ser-se uma pessoa ou outra, nas situações erradas, que pediam exatamente o oposto, corre menos bem.

 

As afinidades não são, necessariamente, mais regulares entre pessoas semelhantes, tal como os atritos, não se baseiam no facto de a pessoa ser mais mental ou emocional do que outra, porque até mesmo dentro do mesmo género podem ocorrer.

 

Eu diria que sou mais mental do que emocional. Embora possa pender exageradamente para qualquer dos lados, consoante as circunstâncias.

E por ai?

"Olha por Mim", na SIC

Olha Por Mim estreou e liderou no confronto direto com TVI

 

A sério, SIC?

Não podiam ter continuado com o "Estamos Aqui"? 

Tinham que nos "presentear" com este programa deprimente e tão parvo, que não convence ninguém?

 

No sábado, tinha eu acabado de ver uma série, quando me deparo com este programa. Já estava a mudar para outro lado mas o meu marido e a minha filha queriam ver, então, lá deixei ficar, e vi com eles.

Que o programa seja útil para que se descubram pessoas que não se vêem há anos porque, de alguma forma, acabaram por perder o contacto, ainda compreendo. A televisão tem outros meios que o cidadão comum não tem, e consegue fazer verdadeiros milagres, em nome das audiências.

 

Mas no caso de pessoas que estejam chateadas uma com a outra, em que tenha havido zangas, problemas, afastamento intencional, alguém acredita que basta irem a um programa de televisão para tudo ficar resolvido?

Eu não!

Das duas uma: ou aceitam participar, e percebe-se que é só pelos 5 minutos de fama ou, se realmente se quiserem entender, fazem-no fora das câmaras, sem se expôr.

 

Partindo do princípio que não existe um guião pré definido, e que as coisas aconteceram naturalmente, mostraram primeiro um pai a querer voltar a ter contacto com o seu filho, sendo que este não se mostrou receptivo em dar essa oportunidade. Não sei qual foi o motivo que o levou a rejeitar a participação mas, se fosse comigo, eu não aceitaria.

Soa a falso, a hipócrita. Se há situações para resolver, resolvem-se entre as partes envolvidas, sem necessidade de ir para a televisão.

 

Depois, a própria dinâmica da experiência, não abona muito a favor do programa.

Percebo a ideia do olhar, mas o tempo que ali ficamos a ver a olharem um para o outro, é excessivo. Dá vontade de mudar de canal, ou fazer uma pausa até estarem autorizados a falar um com o outro.

E, mais uma vez, a etapa seguinte não faz sentido. Se as pessoas aceitaram participar, e chegaram até à fase do olhar, parece-me lógico que, independentemente do que possa resultar desse encontro, irão querer falar um com o outro, logo, aquela retirada para pensar se querem voltar para a mesma sala, ou ficar por ali, é estúpida.

 

Apesar de já há muito utrapassado, gostava muito mais de ver o velhinho "Ponto de Encontro"!

 

Respondendo à pergunta da SIC:

“Pode um olhar entre duas pessoas que se afastaram, voltar a uni-las? 

O que une não é o olhar, é o que as pessoas realmente sentem. O olhar, quanto muito, deixa esses sentimentos transparecerem. Ou não...

Mas já que querem dar tanto ênfase ao olhar, que tal mudar o nome para "Olha Para Mim"?

Porque, basicamente, é isso que os participantes vão lá fazer - olhar um para o outro, e não um pelo outro.