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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

1 Foto, 1 Texto #31

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O que vêem nesta imagem?

 

Não sei o que me fez parar, e olhar uma segunda vez, mas é certo que alguma coisa me chamou a atenção, quando olhei para este pequeno ser.

Talvez tenha sido o sorriso com que nos brinda, e que nos faz, inevitavelmente e de forma contagiante, sorrir também. Sorrir de volta!

 

Um daqueles sorrisos tontos, de quem se lembra, de repente, de algo engraçado, e se ri sozinho. 

De quem vai às memórias de outros tempos, e recorda as aventuras, as parvoíces e as brincadeiras, que parecem de uma outra vida.

 

Juro que consigo distinguir perfeitamente aqueles olhinhos assim meio fechados, o pequeno nariz, e a boca, de sorriso traquina, como quem acabou de pregar uma partida inocente.

Ou está, simplesmente, feliz, e quer que sintamos o mesmo.

Até parece que está ali de braços abertos, pronto para nos abraçar e aconchegar.

Para nos lembrar que temos que levar a vida com mais leveza.

E dizer que tudo vai correr bem.

 

Será um alien fofinho que aterrou neste planeta?

Um bebé, no seu berço, a palrar, para delícia de quem o ouve?

Um pequeno diabinho que habita em cada um de nós, e puxa pelo nosso lado mais divertido e atrevido?

 

Depois, reparo que, vendo bem, talvez não seja só um ser, mas dois.

Porque consigo perceber um segundo rosto.

Mas, esse, mais indecifrável.

 

Com sorte, cada uma daquelas partes simboliza as várias expressões que o nosso rosto é capaz de transmitir, consoante o nosso estado de espírito.

Os vários seres que habitam no mesmo ser.

Os nossos "eus"...

 

Mas aquele rosto que está ali, bem visível, deu-me boa disposição para o resto do dia.

Um dia em que nem era suposto passar ali, mas quis o destino (e as obras na rua por onde costumo passar) que assim fosse.

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1Texto 

 

 

 

 

 

 

Reflexão do dia

vista-de-pensamento-da-mulher-do-adolescente-afast

 

 

Porque é que parece que as coisas, para os outros, acontecem sempre de uma forma tão simples, fácil e rápida?

E connosco parece sempre mais complicado, e demorado?

Porque é que parece que, com os outros, tudo ocorre de forma natural, e sem qualquer esforço?

E connosco parece ser sempre necessário lutar pelo que queremos, e nem sempre com sucesso?

Porque é que parece que, aos outros, a sorte lhes vai bater à porta?

E, a nós, parece obrigar-nos a ir atrás dela, e nem sempre nos permite alcançá-la?

 

Parece...

Não quer dizer que, realmente, seja.

Pode ser. Acontece.

Ou podemos ser nós a ver as coisas de uma forma negativa, vitimizadora, e superficial, já que não sabemos o que custou, aos outros, as suas conquistas.