Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Foi eleito mais um "ídolo" de Portugal

291577324_10160469690527028_5673794931269720721_n.

 

Esta nova edição do Ídolos deu muito que falar, não só pela nova apresentadora escolhida - Sara Matos - mas, sobretudo, pelo novo painel de jurados - Tatanka, Joana Marques, Ana Bacalhau e Martim Sousa Tavares.

Logo após a tranmissão do primeiro programa, foram várias as críticas, e muitas as pessoas que afirmaram que não iriam continuar a ver.

 

Eu, confesso, só vi ontem a gala final.

Não gostei de ver a Sara Matos como apresentadora. Ela pode ter imenso talento para dançar, cantar ou representar, mas a apresentar o Ídolos, não gostei.  

 

Quanto aos jurados, o bom de só ver a última gala, é que só têm elogios para os concorrentes.

Estão mais descontraídos, porque não são eles que vão escolher, nem avaliar. Brincam, dizem umas piadas.

E para eles está tudo bem: as actuações são fantásticas, qualquer um pode ganhar, já são todos vencedores.

Por isso, nada a apontar.

 

Só conhecia os finalistas pelo que tenho lido sobre eles, mas nunca os tinha ouvido cantar.

Portanto, ontem foi uma estreia para mim.

Não consegui avaliar a evolução, nem se estavam melhor ou pior que noutras galas.

Disse ao meu marido que, em termos do que se procura num "ídolo", o Eduardo era o que mais se destacava e, por isso, poderia ser vencedor, embora não faça muito o meu estilo.

 

A Beatriz foi a primeira a ficar pelo caminho.

Por coincidência (ou não), pelo que percebi, foi a que mais cantou em português nesta edição. Pelo menos na gala final, fê-lo. Foi a andar.

Para mim, tinha melhor voz que a Eva.

Mas já sabia que, entre as duas, sairía a Beatriz.

 

A Eva era uma das favoritas à vitória.

Não mereceu toda a polémica, mensagens e críticas que recebeu por ser filha de quem é.

No entanto, a mim, não me encantou, nem convenceu.

 

Após ouvir a Juliana na primeira actuação passei a torcer por ela.

Quando cantou pela segunda vez, em português, afirmei: vai ficar por aqui.

Não que tenha cantado mal, mas pareceu-me que foi "engolida" pela banda.

E depois, lá está, cantou em português!

A sério que não percebo porque é que as pessoas estão sempre a criticar os concorrentes por não cantarem na nossa língua mas, quando o fazem, são as mesmas pessoas a mandá-los para casa.

 

Portanto, o duelo final foi entre a Eva e o Eduardo.

E, não gostando do estilo de música que canta, considero que o Eduardo foi um justo vencedor. 

Foi, assim, eleito mais um "ídolo" de Portugal!

 

Mas, como eu dizia à minha filha, não interessa quem vence o programa, interessa quem consegue vingar com a sua participação nele.

Por isso, daqui a uns tempos, veremos quem colheu melhores frutos!

 

Imagem: Ídolos

"Olha por Mim", na SIC

Olha Por Mim estreou e liderou no confronto direto com TVI

 

A sério, SIC?

Não podiam ter continuado com o "Estamos Aqui"? 

Tinham que nos "presentear" com este programa deprimente e tão parvo, que não convence ninguém?

 

No sábado, tinha eu acabado de ver uma série, quando me deparo com este programa. Já estava a mudar para outro lado mas o meu marido e a minha filha queriam ver, então, lá deixei ficar, e vi com eles.

Que o programa seja útil para que se descubram pessoas que não se vêem há anos porque, de alguma forma, acabaram por perder o contacto, ainda compreendo. A televisão tem outros meios que o cidadão comum não tem, e consegue fazer verdadeiros milagres, em nome das audiências.

 

Mas no caso de pessoas que estejam chateadas uma com a outra, em que tenha havido zangas, problemas, afastamento intencional, alguém acredita que basta irem a um programa de televisão para tudo ficar resolvido?

Eu não!

Das duas uma: ou aceitam participar, e percebe-se que é só pelos 5 minutos de fama ou, se realmente se quiserem entender, fazem-no fora das câmaras, sem se expôr.

 

Partindo do princípio que não existe um guião pré definido, e que as coisas aconteceram naturalmente, mostraram primeiro um pai a querer voltar a ter contacto com o seu filho, sendo que este não se mostrou receptivo em dar essa oportunidade. Não sei qual foi o motivo que o levou a rejeitar a participação mas, se fosse comigo, eu não aceitaria.

Soa a falso, a hipócrita. Se há situações para resolver, resolvem-se entre as partes envolvidas, sem necessidade de ir para a televisão.

 

Depois, a própria dinâmica da experiência, não abona muito a favor do programa.

Percebo a ideia do olhar, mas o tempo que ali ficamos a ver a olharem um para o outro, é excessivo. Dá vontade de mudar de canal, ou fazer uma pausa até estarem autorizados a falar um com o outro.

E, mais uma vez, a etapa seguinte não faz sentido. Se as pessoas aceitaram participar, e chegaram até à fase do olhar, parece-me lógico que, independentemente do que possa resultar desse encontro, irão querer falar um com o outro, logo, aquela retirada para pensar se querem voltar para a mesma sala, ou ficar por ali, é estúpida.

 

Apesar de já há muito utrapassado, gostava muito mais de ver o velhinho "Ponto de Encontro"!

 

Respondendo à pergunta da SIC:

“Pode um olhar entre duas pessoas que se afastaram, voltar a uni-las? 

O que une não é o olhar, é o que as pessoas realmente sentem. O olhar, quanto muito, deixa esses sentimentos transparecerem. Ou não...

Mas já que querem dar tanto ênfase ao olhar, que tal mudar o nome para "Olha Para Mim"?

Porque, basicamente, é isso que os participantes vão lá fazer - olhar um para o outro, e não um pelo outro. 

O final antecipado dos Amigos Improváveis Famosos

93983230_2833808123401141_5231763825774034944_n.jp

 

Chegou ao fim esta edição de Amigos Improváveis Famosos.
 
E, sim, apesar de mais curta e interrompida antes do tempo, também marcou, e foram muitos os momentos de companhia e descontração passados a acompanhar as aventuras destas duplas.
 
O que levo desta experiência?
Que é preciso respeitar as diferenças. E esse respeito implica focarmo-nos mais em nós, e naquilo que podemos fazer e temos para dar, do que em criticar os outros, e o que fizeram ou deixaram de fazer.
 
Que devemos aceitar cada um como é, perceber que cada pessoa é única e diferente, e isso não tem quer ser negativo, ou errado, nem tão pouco ser uma barreira intransponível, que afasta ou cria distância entre as pessoas.
 
Essas barreiras somos, muitas vezes, nós que as criamos, quando não nos queremos dar verdadeiramente a conhecer, ou quando não estamos genuinamente interessados em conhecer os outros.
 
Esta experiência pode ter chegado ao fim mas, querendo, na verdade, ela foi apenas o início de algo.
A experiência continuará para todos aqueles que lhes quiserem dar continuidade.
E essa, sim, mais verdadeira, mais sentida, longe das câmaras, de um qualquer guião, ou das imposições de uma produtora.
Porque se o início, nem sempre é fruto da vontade ou desejo dos intervenientes, cabe-lhes a eles, e só a eles, o final da história, que quiserem escrever.
 
Acredito que saíram daqui amizades para a vida e, se assim for, já valeu a pena.
A despedida custa sempre mas a verdadeira amizade supera este afastamento temporário, sabendo que haverá todo o tempo do mundo para estar juntos, assim o queiram.
 
Relativamente aos participantes, as duplas que mais gostei, enquanto duplas, foram:
Io/ Carolina 
Nel e Júlia/ Bruno  
Fernando Póvoas/ Gonçalo
Manuela/ Diana
Graça/ Beatriz
 
Mas sem dúvida que as três primeiras são as minhas favoritas!
 
A nível individual, a Júlia, mulher do Nel, foi a pessoa que mais, e por bons motivos, se destacou nesta experiência, por nos ter dado o prazer de a conhecer, com toda a sua simplicidade, energia, alegria e afectuosidade!
 
Que, daqui a uns tempos e quando voltar tudo a uma relativa normalidade, venham mais edições de Amigos Improváveis.

Primeiras impressões sobre o Amigos Improváveis Famosos

Resultado de imagem para amigos improváveis famosos

 

Estreou, no passado domingo, a versão famosos do programa Amigos Improváveis.

E se, no que respeita ao anterior, acabava por ver jovens e séniores numa espécie de relação netos/ avós, aqui neste, penso que o nome do programa é, de facto, o que faz mais sentido porque vejo-os apenas como eventuais amigos.

Diz-se que não há amor como o primeiro, e a verdade é que os anteriores participantes vão ser sempre lembrados pela primeira experiência que vivenciaram que tende, por norma, a ser mais genuína e autêntica (apesar do "guião" da produtora que devem ter que seguir), do que as seguintes edições.

Ainda assim, estou a gostar de acompanhar esta versão com os ditos "famosos" e, ao fim da primeira semana, estas são as minhas primeiras impressões.

 

Graça Peralta e Rafael - "Grace House"

Sou um pouco leiga nestas coisas de Guest Houses mas, a primeira coisa que me saltou à vista foi:

- uma cozinha com muitas moscas, que não devem ser muito cómodas para os hóspedes

- uma guest house sem um quarto para o convidado, que tem de dormir numa sala contígua ao quarto da anfitriã, sem qualquer espaço para colocar os seus próprios objectos pessoais, roupas e afins

- uma apresentação da casa e das regras ao estilo hóspede, com a respectiva entrega das chaves da casa

Percebendo pouco de como funciona uma guest house, pergunto-me, se cada hóspede poderá comprar a sua própria comida e cozinhar para si? Colocando as coisas no frigorífico, como distinguem o que é de cada um?

Suponho, quando ela disse que tinha separado uma prateleira para ele colocar a comida que comprasse, que seja para algo que ele goste e queira comer, e que mais ninguém ali compre. E não para todas as suas refeições. E a ser pago por ele, como passou cá para fora.

Relativamente à experiência em si, não percebi ainda muito bem como é que a Graça, estando ocupada com a sua Grace House conseguirá, ao mesmo tempo, dedicar-se à experiência a 100%. Aguardo os próximos diários.

 

Fernando Póvoas e Gonçalo - "Mini zoo/ Maxi mansão"

Quando imaginamos esta experiência, imaginamo-la com alguém que já não trabalhe, que tenha tempo disponível, que se sinta sozinho.

O Dr. Fernando Póvoas é um homem activo. Com consultas no Porto e em Lisboa, pelo menos e, imagino, uma agenda preenchida, pergunto-me qual será a disponibilidade para se entregar a esta experiência, a 100%.

Embora o Gonçalo possa ficar a conhecer um pouco do trabalho do seu anfitrião, não será complicado passar o tempo entre consultas? Ou apenas a partilhar refeições?

Aguardo para ver como se vai desenrolar tudo mas, ainda assim, é uma das minhas duplas preferidas, até ao momento, pela simplicidade de ambos.

E acredito quando ele diz que a mansão é grande demais para tão poucas pessoas.

Espero vê-los no mini zoo e em actividades com os animais!

 

Manuela Marle e Diana - "Apartamento Santo António"

A Manuela parece ser uma pessoa simples, que sabe receber os seus convidados.

Parece-me que se irão dar muito bem.

Deixou a Diana à vontade para convidar uma amiga a ir lá a casa. Ou para sair à noite. Mas, pergunto-me, não é suposto a experiência ser vivida entre as duas? 

No lugar da Diana, aceitaria bem a regra da meia-noite. Já a das 8 da manhã... A não ser, claro, que haja todo um planeamento de actividades que obriguem a começar o dia cedo, para aproveitá-lo ao máximo.

 

Nel Monteiro, Júlia, Débora e Bruno - "Museu Nel Monteiro"

Não gosto da música do Nel Monteiro. 

Os primeiros diários também não abonaram muito a favor da sua pessoa, sempre a tagarelar, a gabar-se, a falar de si e da sua música.

Mas, quando ele deixa esse seu lado exibicionista, e mostra um lado mais simples e humilde consegue, juntamente com o Bruno, proporcionar os momentos mais divertidos do programa.

Estou curiosa para ver os dotes de bailarina do Bruno, em pleno desfile de Carnaval.

E desconfio que ainda poderá ganhar ali um genro, em vez de um amigo!

 

Io Appolloni e Carolina - "Mansão Oliveirinha de Palmela"

Ao contrário do que imaginava, estou positivamente surpreendida com a Io.

Com gosto em explicar, ensinar, transmitir o seu saber.

E com algum sentido de humor, mesmo naqueles momentos em que poderia sair outra coisa, menos simpática, pela boca fora.

 

De uma forma geral e, passada uma semana, está tudo ainda muito calmo, muito zen. À excepção da equipa Nel Monteiro, que já iniciou actividades, as restantes ainda pouco passaram das apresentações.

Pessoalmente, continuo a preferir a pequena casinha de Sacóias, o apartamento da D. Lina, ou a casa de praia da D. Fernanda, pequenas de espaço, mas grandes em afectos e acolhimento, e com boas lembranças, do que as mais espaçosas, cheias de tudo mas, muitas vezes, vazias do que mais fazia falta. 

Sobre o final da experiência social "Amigos Improváveis"

Sem Título.jpg

"Amigos Improváveis" era aquele programa que me fazia companhia todos os dias, quando chegava a casa do trabalho, para descomprimir.

Se havia um dia que não dava, sentia que faltava alguma coisa. Ficava ansiosa pelo próximo diário.

Apesar de ser mais um programa de televisão, em que muita coisa poderá ser editada, manipulada, e passar apenas o que dá audiências, ou aquilo que querem que seja visto, ainda assim superou, em muito, outras experiências sociais transmitidas na TV.

 

Estando a meio destas duas gerações, acabei por me identificar com ambas, em diferentes aspectos.

Representam, de certa forma, um pouco do que já fui e mudei, do que ainda sou, e do que poderei vir a ser, à medida que o tempo avança.

Não me importava de conviver com alguns daqueles "avós" tal como, ao mesmo tempo, não me importava de estar com alguns daqueles jovens.

 

No fundo, o que retiro desta experiência é que, independentemente da geração a que se pertence, o mais importante é haver humildade, respeito, entrega, compreensão, flexibilidade e capacidade de adaptação, de ambas as partes.

E, acima de tudo, colocar estereótipos de parte, superar preconceitos e não nos guiarmos, somente, pelas aparências. O carácter de uma pessoa vai muito além do que se vê por fora, e do que se aparenta ser.

 

Aprendi que se pode ensinar sem criticar negativamente, que se pode falar sem se ser inconveniente, que se pode ser sincero sem se ser indelicado, e que uma forma de estar diferente, perante uma mesma situação, pode fazer a diferença, entre se ouvir e interiorizar ou, simplesmente, rejeitar ou ignorar.

 

E que a honestidade, o ser-se como se é, vale muito mais do que fazer aquilo que é esperado de nós, do que agir apenas e só para agradar o outro, com o objectivo de marcar pontos.

 

Fica a curiosidade de saber, daqui por uns meses ou anos, quantas destas amizades improváveis, que se tornaram, em pouco mais de dois meses, amizades para a vida, irão perdurar ou manter-se.