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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Sistema Color ADD - para praias inclusivas

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No fim de semana fomos dar uma voltinha até à praia.

Não estava bom para banhos de sol, mas aproveitámos para estar na esplanada do bar, passear ao longo da praia e usufruir do ambiente que por ali se vivia, com música brasileira ao vivo, transportando-nos para uma qualquer praia no Brasil!

 

 

Descemos a rampa que dá para a praia e, às tantas, deparo-me com este cartaz.

Desconhecia este sistema, nem tão pouco tinha visto antes nas praias que frequentamos.

Mas gostei da iniciativa!

 

 

 

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ColorAdd é um sistema de identificação de cores para daltónicos, desenvolvido por Miguel Neiva, designer gráfico português e professor da Universidade do Minho, que se apoia nas cores primárias como ponto de partida (ciano, magenta e amarelo), às quais foram acrescentadas o preto e o branco.

Para cada uma destas cinco cores foi criado uma forma geométrica básica. A conjugação destes símbolos básicos permite representar simbolicamente todas as cores existentes.

 

 

Desde a sua criação, o sistema ColorADD tem sido aplicado em várias situações, principalmente em Portugal:

  • Hospitais: em pulseiras de pacientes, embalagens de comprimidos e linhas de percurso pintadas no chão
  • Escolas: lápis de cor Viarco, blocos de notas de estudantes
  • Transportes: mapas de redes de metro, semáforos e parques de estacionamento
  • Acessibilidade: sinalética, embalagens, serviços postais
  • Vestuário, etiquetas de roup

E, agora, ao que parece, chegou também às praias!

A magia que o dinheiro consegue fazer!

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Tal como vos tinha dito, no serviço público de saúde, o meu pai, que neste momento tem uma catarata em estado muito avançado, só teria cirurgia marcada lá para finais de 2018 ou início de 2019.

 

Ontem foi a uma consulta, no serviço privado. Disseram-lhe que tem de ser operado com urgência. Hoje fez análises. Amanhã, exames. Dia 11 consulta com a anestesista e, dia 12, será submetido a cirurgia. 

 

Isto sim, é rapidez!

Uma rapidez que lhe vai custar cerca de 2500 euros!

Mas, ao menos, que pague para ficar bem servido, e volte a ver bem.

É este o sistema de saúde que temos em Portugal

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O meu pai esteve quase um ano à espera de uma consulta de oftalmologia no hospital público, para futura cirurgia às cataratas.

Ontem foi, depois de vários adiamentos, o dia da consulta.

 

"O senhor tem uma grande catarata. Quer avançar para a cirurgia?"

"Claro!"

"Muito bem. Então dirija-se ao gabinete "x" para tratar de tudo."

 

O meu pai assim fez.

A funcionária explicou-lhe que iria fazer o primeiro exame em outubro, outro em novembro, e os restantes talvez só para o ano.

 

"Então e quando é que é marcada a cirurgia?"

"A cirurgia será marcada 8 meses depois de termos todos os exames!"

 

É este o sistema de saúde público em Portugal. 

Como é óbvio, quem pode, tem mesmo que se virar para o privado se quiser resolver os problemas de saúde a tempo.

 

É triste...

Semana de aulas sem aulas

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Terminou ontem a maratona de testes da minha filha.

Como já tinha referido, os testes do mês de Março tiveram que ser marcados quase em cima uns dos outros, devido à viagem que parte da turma iria fazer na última semana de aulas.

As viagens escolares, consideradas visitas de estudo em âmbito escolar, têm que ser realizadas em tempo de aulas, devido ao seguro escolar. Para além dos alunos, claro, vão também diversos professores como responsáveis. Partiram hoje de madrugada, e só voltam no último dia de aulas.

 

O que é que isso significa?

Que, quem fica, vai ter uma semana de aulas sem aulas!

Não podem dar matéria, porque não estão todos presentes. Vão passar o tempo a ver filmes e noutras actividades, para ocupar o tempo. E algumas aulas, nem sequer as têm, porque os professores foram na viagem.

Significa que se andaram a matar a estudar para tudo ao mesmo tempo, para agora se desperdiçarem todos estes dias.

 

A minha filha, mesmo não tendo ido, agradece esta "meia folga". Pode ir mais tarde para a escola, sai mais cedo, e desanuvia um bocadinho, até às férias.

 

Mas é por estas e por outras que eu cada vez me revolto mais com o sistema de ensino.

 

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