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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Porta aberta ao oportunismo ou à inovação?

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As tragédias, as calamidades e o caos, são sempre boas portas, abertas ao aproveitamento por parte daqueles que, nelas, vêem uma forma de lucrar.

Seja em termos ideológicos, sociais, políticos, económico-financeiros, ou qualquer outro, que possa beneficiar com a desgraça alheia. 

 

Não digo que não haja, igualmente, altruísmo, solidariedade, generosidade desinteressada, verdadeira vontade de ajudar, porque o há.

 

Mas haverá sempre oportunistas.

E se, com alguns deles, temos que ter muito cuidado, porque nem sempre as suas intenções são as melhores, ou mais nobres, com outros, acabam por surgir inovações, técnicas, métodos, que ficarão a fazer parte da vida daí em diante.

 

 

 

 

Depois d' "A Rede"...

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... acho que vamos andar todos desconfiados sobre aquelas pessoas que temos adicionadas no facebook, e que não conhecemos pessoalmente!

Não se vá dar o caso de ser um perfil falso, uma personagem inventada, uma pessoa fictícia.

 

 

A verdade é que, quando nos inscrevemos e utilizamos este tipo de redes sociais, sabemos os riscos e perigos que corremos, sabemos que nem tudo o que por lá se vê é verdade, que cada um diz e coloca lá o que mais lhe convém, e que há muito boa gente que faz, de enganar e manipular os outros, o seu modo de vida, sobretudo se conseguir lucrar alguma coisa com isso.

E se não sabemos, é porque somos mesmo muito ingénuos, ao ponto de acreditar em tudo o que vemos, sem desconfiar, sem duvidar.

 

 

Claro que, apesar de tudo isso, não estamos livres de sermos apanhados no meio de uma rede como esta, de que fala a reportagem de Conceição Lino.

A forma como é engendrada, de forma a que tudo pareça real e credível, torna mais difícil desconfiar de que algo não bate certo, até porque, por um lado, temos tendência a acreditar que ninguém tem necessidade de estar a enganar os outros e, por outro, temos tendência a solidarizar com as desgraças alheias e a criar empatia por quem por elas passa.

 

 

Hoje será transmitida a terceira e última parte desta reportagem, que nos mostra como Sofia conseguiu arrastar para a sua "rede", Nuno, Maria, Ana, Margarida e até Irene, mãe de Nuno.

E talvez aí se consiga perceber qual o principal objectivo de toda esta história inventada, o porquê de envolver estas pessoas, ou a necessidade de o fazer.

Para além de ter feito Nuno apaixonar-se pela imagem e personagem por si criada, ainda conseguiu arrastar outras pessoas desconhecidas, que com ela criaram laços por conta do seu drama, e que passaram a fazer parte da sua falsa vida.

 

 

Porquê? 

Por prazer em brincar com os sentimentos, emoções e vida das pessoas?

Para se sentir mais poderosa, capaz de controlar estas pessoas, e fazê-las jogar o seu jogo sem o saberem, como marionetas nas suas mãos?

O que ganhou esta mulher com toda esta trama inventada?

 

 

E sim, é perfeitamente normal que as pessoas envolvidas estejam revoltadas, e se sintam usadas, manipuladas, enganadas. Que se sintam frustradas consigo mesmas por terem estado tão cegas durante todo aquele tempo, por não terem desconfiado de nada, por terem engolido toda a história de boa fé, sem se questionarem.

 

 

No entanto, embora condenando a atitude desta mulher, não posso deixar de constatar que, apesar de tudo, ela acabou por, de certa forma, dar um sentido à vida destas pessoas que com ela se envolveram.

No caso de Nuno, apesar de todo o desgaste, abuso e chantagem emocional, durante aquele tempo, ele teve um objectivo na sua vida. Se precisava? Se calhar, sim. 

Não criticando a sua atitude, que qualquer um de nós poderia ter, a verdade é que sendo ele um homem bem resolvido, de bem com a vida, com o seu trabalho, amigos e família estruturada, que necessidade tinha de se envolver com alguém, desta forma, sem nem sequer a conhecer pessoalmente? 

A necessidade de se apaixonar. Faltava essa parte na sua vida, e foi por aí que a suposta Sofia atacou.

 

 

Quanto às restantes, todas afirmam que, a determinado momento, foi essa Sofia que lhes deu força e apoiou em situações mais delicadas que elas próprias passaram. Que acabaram por desabafar os seus problemas com ela, e de receber uma força do outro lado que não esperavam.

Ou seja, estas pessoas precisavam de alguém que as ouvisse, com quem pudessem conversar, sem julgamentos. E Sofia aproveitou-se dessa necessidade.

Por outro lado, o facto de apoiarem uma pessoa tão jovem, que sofria de cancro mas que, apesar de tudo, parecia sempre de bem com a vida e bem disposta, também lhes deu um sentido à vida, um propósito. Sentiam-se úteis, por ajudarem alguém. Mais uma vez, Sofia encarregou-se disso.

 

 

E por aqui se pode perceber que, quem planeia engendrar uma teia ou rede como esta, vai procurar pessoas que, à partida, sabe que precisam de alguma coisa, que estão mais susceptíveis, que fazem destas redes o seu escape do dia-a-dia, que procuram fazer amizades e travar novos conhecimentos nas redes sociais, que têm aquilo de que precisa para que mordam o isco.

São estratagemas planeados, bem estudados para que tudo bata certo, construídos ao pormenor, com tempo, e orquestrados por uma mente perversa ou, simplesmente, doente. 

Fazer várias vozes diferentes, e personagens diferentes, fingir uma doença, fingir lágrimas e desespero, inventar mortes de familiares, e acidentes, não é para todos.

Mas, que há pessoas capazes disso, e muito mais, lá isso há. E podem estar mais perto de nós do que pensamos, até mesmo no nosso grupo de "amigos" do facebook!

 

 

E por aí, têm acompanhado a reportagem?

Qual é a vossa opinião?

Já começaram a fazer uma limpeza nas vossas redes sociais, ou estão seguros das pessoas com quem falam?

 

 

Imagem: https://mag.sapo.pt/

 

Fexpomalveira

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Todos os anos se realiza, na Mata Paroquial, na Malveira, a Fexpomalveira.

Há já vários anos que não ia lá. Fomos no sábado.

A primeira novidade, é que temos que comprar bilhete para poder entrar. Um valor simbólico, é certo - 2 euros por pessoa. 

Entrando no recinto, há por ali de tudo um pouco.

 

Comércio:

Para quem vê na Fexpomalveira uma oportunidade de promover os seus produtos e ganhar algum dinheiro, existem vários expositores ao longo da feira, não só as já habituais tasquinhas, restaurantes, pastelarias, e mostras de produtos gastronómicos da região, como também de veículos automóveis e motorizados, máquinas, outros produtos diversificados e serviços variados.

 

Solidariedade:

Também estão presentes associações que visam angariar verbas para as suas causas, sendo que muitos dos locais onde podemos comer, vêem as suas receitas reverterem para instituições solidárias.

 

 

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Divertimento:

Para além dos espetáculos com artistas bem conhecidos do panorama musical português, e das bandas que asseguram o baile, também por lá andam mascotes que fazem as delícias dos mais pequenos, balões de todos os feitios e muito mais.

 

Mostra animal:

Embora estejam ali em exposição com o objectivo de venda ou estabelecimento de contactos com criadores e herdades, acabam por ser também uma atracção para todos os que visitam a feira.

Por lá, vimos ovelhas, cabras, cabrinhas anãs, vacas, burros, cavalos, e até cães.

E, sim, são bonitos de ver, mas custa saber para o que ali estão, e vê-los ali durante tantas horas, naquele espaço, com pessoas atrás de pessoas a chatearem-nos.

Custou-me principalmente um cão preso numa jaula, com ar de conformado com a sua sorte.

 

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O sentido de oportunidade é tudo!

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Esta semana recebi um email de um jornalista, que queria entrar em contacto comigo acerca de uma alegada burla de uma agência de modelos.

Em 2015, a minha filha foi a um casting para a Space Milan Models. Foi-lhe dito que tinha potencial e apresentaram duas propostas, uma para uma formação de 700 euros, e um book, de 200 euros.

Na altura fiquei com muitas dúvidas, mas acabei por pagar o book, que me foi entregue 4 meses depois.

Assunto arrumado. Nunca foi chamada para nada, como já era de esperar.

 

Ao receber este email, fui pesquisar, e percebi que existem várias queixas de burla no portal da Queixa contra esta agência, de pessoas que não tiveram a mesma sorte que eu, que pagaram e nunca receberam nada. Ao que parece, a agência fechou. Ficou com o dinheiro dessas pessoas, e agora está incontactável.

 

Ora, eu poderia aproveitar a maré, mas a verdade é que, por muito que me tenham mentido no que respeita ao potencial da minha filha, a verdade é que eu já não esperava nada e, quanto ao book, foi pago mas entregue. Nunca fiz qualquer queixa e, no meu caso, não houve burla.

 

Mas, como diria alguém que conheço "o sentido de oportunidade é tudo" e, já que um jornalista me contactou, porque não servir-me desse meio para divulgar algo de mais valor, como é o caso das acções solidárias do Clube de Gatos do Sapo?!

Os dados estão lançados. 

 

À Conversa com Miguel Gameiro

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Nascido a 15 de Fevereiro de 1974, desde cedo que Miguel Gameiro mostrou interesse pela escrita e pela música.

Aos 18 anos, iniciou-se nesta última, como um dos fundadores da banda Pólo Norte, juntamente com António Villas-Boas, Rodrigo Ulrich, Francisco Aragão, Tó Rodrigues e Tiago Oliveira, e como elemento crucial na composição de alguns dos mais emblemáticos temas do grupo.

 

Anos depois, aventurou-se numa carreira e solo, com temas de grande sucesso como "Dá-me Um Abraço", "O Teu Nome" ou "Alquimia". 

Hoje, Miguel Gameiro é considerado um dos mais carismáticos e reconhecidos autores/cantores portugueses.

 

Mas não é só à música que Miguel Gameiro dedica o seu tempo. Para além de ter tirado um curso de cozinha, na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, Miguel passou também pelo instituto culinário Alain Ducasse, em Paris, e estagiou em alguns dos mais conceituados restaurantes portugueses.

As iniciativas solidárias são outra das causas à qual se costuma dedicar sempre que pode.

 

“Maria” é o novo trabalho discográfico de Miguel Gameiro, composto por duetos exclusivamente femininos, um álbum que pretende celebrar a Mulher.

O primeiro dueto, “Aquela Canção”, foi interpretado com Cuca Roseta. Seguiu-se, “Ficas-me Bem”, com Ella nor, editado em formato digital a 22 de setembro.

 

Para ficarem a saber mais, deixo-vos com a entrevista ao Miguel Gameiro!  

 

 

 

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Miguel, começo por perguntar como nasceu a paixão pela música?

A paixão pela música tenho-a desde sempre. Começou a intensificar-se nos tempos de liceu.

 

Para além da música, cozinhar é outra das suas paixões. A música e a culinária são uma combinação perfeita? Como é que vai conjugando as duas?

O trabalho de um músico é muito sazonal. Trabalhamos bastante no Verão e ficamos com algum tempo livre no resto do ano, quando não estamos em estúdio. A cozinha entra nesses espaços.

 

 

 

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É mais fácil criar a letra para uma música, ou inventar uma receita nova?

Tal como na música, tudo está inventado. Limitamo-nos a recriar e a desafiar o que está instituído. Gosto muito das duas.

 

O Miguel iniciou o seu percurso na música como vocalista e guitarrista dos Pólo Norte. No entanto, mais tarde, aventurou-se numa carreira a solo. Como foi essa nova experiência?

Foi uma necessidade de me exprimir musicalmente de uma outra forma. Foi uma vontade de me reinventar também. Incomoda-me o estático e o garantido. Acho que o processo evolutivo, requer mudanças.

 

Hoje em dia, as pessoas ainda o continuam a reconhecer como membro da banda Pólo Norte, ou como Miguel Gameiro, vocalista a solo?

Ambas. Não ligo muito à forma como me reconhecem. Não ligo ao facto de ser conhecido como quem "aparece". Prefiro o reconhecimento por quem me acompanha e conhece realmente o meu trabalho.

 

 

 

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“Maria” é o novo trabalho discográfico, composto exclusivamente por duetos com cantoras. Como é que surgiu esta ideia?

Dei-me conta que a grande parte das canções que escrevi para outras pessoas, foram para mulheres. Fez sentido por isso e por querer celebrar a mulher em todas as suas faces.

 

Considera que este nome – Maria - representa, de alguma forma, todas as mulheres portuguesas?

Por isso mesmo o escolhi. Também por ser o segundo nome da minha mãe.

Mas será talvez o nosso nome mais Português no feminino.

 

Como é que foi feita a escolha das artistas para os duetos?

Procurei as mulheres que se cruzaram no meu percurso e que admiro.

“Aquela Canção”, com Cuca Roseta, e “Ficas-me Bem” com Leonor Andrade (Ella nor) foram os primeiros singles editados em formato digital.

 

Pode levantar um pouco o véu sobre o próximo tema a ser lançado?

Posso. Será alguém dotada de uma voz Enorme!

 

Por onde vai andar o Miguel Gameiro nos próximos meses?

Estarei em Abrantes, em concerto de Auditório, no dia 20 de Outubro, e na Marinha Grande, no dia 25.

 

Que conselho deixaria a quem está agora a iniciar o seu percurso no mundo da música?

Paciência e determinação...

 

Miguel, muito sucesso para este novo projeto, e mais uma vez obrigada pela sua participação e disponibilidade!

 

 

 

 

Nota: Esta conversa teve o apoio da editora Farol Música, a qual cedeu também as imagens e vídeos.