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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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A primeira semifinal da Eurovisão e o curto reinado de Conan

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"Dare to Dream" é o lema desta 64ª edição do Festival Eurovisão da Canção, e penso que é o que todos os concorrentes que participam se atrevem a fazer: sonhar!

Sonhar em representar o seu país, sonhar em participar nesta gigantesca festa da música, sonhar em voar mais alto a nível musical, sonhar em cumprir sonhos antigos, sonhar em ser diferente, e aceite por essas mesmas diferenças...

Incluindo o nosso Conan Osíris que, ao contrário das primeiras previsões, acabou por ter um curto reinado na Eurovisão, tendo sido eliminado ontem. Ainda assim, ele atreveu-se a sonhar, e penso que terá sido um sonho cumprido, apesar do desfecho.

 

 

 

 

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Gostei da actuação do Conan, independentemente de não apreciar a música. E não seria de esperar que o feito conseguido por Salvador Sobral se repetisse. Aliás, creio que o único motivo pelo qual estivemos na final, o ano passado, foi por estarmos automaticamente apurados, graças a vitória no ano anterior. Senão, desconfio que ficaríamos pelo caminho, tal como este ano.

 

 

Mas isso não significa, propriamente, desmérito.

Tal como Portugal, houve muitas outras músicas a ficarem pelo caminho, que mereciam continuar, e outras a serem apuradas, nem se sabe bem como.

 

 

Nesta primeira semifinal, não consegui encontrar "aquela" música".

Começou com uma imitação fraquinha de "Fuego" e terminou com um sem fim de "Na na na" pobrezinho.

Pelo meio, as minhas favoritas eram Hungria, Grécia e Estónia.

Acrescentei, até perfazer as 10 - Montenegro, Finlandia, Eslovénia, Bielorrussia, Sérvia e Bélgica.

Passaram 5 das minhas escolhidas, embora apenas 2 das favoritas.

 

 

 

 

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A música da Polónia pareceu-me mais uma actuação chinesa ou japonesa. Só faltou às concorrentes os olhos em bico!

A canção da Eslovénia não é má. Até se entranha à segunda ou terceira vez. Mas pareceu-me um pouco monótona. Ainda pensei que o rapaz, a determinado momento, fosse fazer dueto com a companheira, mas não. Parecia estar ali só a enfeitar, a completar o quadro, enquanto ela cantava para ele.  

Já o representante da Bélgica, parecia ter sido atirado aos tubarões, ou enfiado num colete de forças - pouco se movimentava, e parecia não estar totalmente à vontade. Houve quem comparasse a canção a "City Lights". Prefiro a última.

Adorei a forma como as representantes da Austrália se apresentaram em palco, embora não tenha achado a música nada por aí além. Obviamente, como país convidado, parece haver um acordo implícito que obriga à escolha deste país para a final, seja qual for a música.

 

 

Aguarda-se a segunda semifinal, amanhã, para ver se surgem melhores músicas.

Entre as 3 canções dos "big five", que foram apresentadas ontem, confesso que as da Espanha e França parecem-me boas candidatas.

 

 

E por aí, viram a semifinal?

Quais eram as vossas preferências?

 

Procuramos nos livros o que gostaríamos de viver no mundo real?

 

O que é que nos fascina nos livros?

O que nos leva a gostar tanto de ler? 

 

Será pelas histórias de amor que nelas encontramos, das quais nós próprios gostaríamos de ser protagonistas?

Será pelas viagens que gostaríamos de fazer, e não podemos, viajando e ficando, assim, a conhecer outros lugares através do que nos é relatado no livro?

Será pelos heróis que gostávamos de ter nas nossas vidas, e que não passam de personagens fictícias?

Será pela acção e aventura que podemos, de certa forma, experimentar, quando a nossa vida é tão monótona e precisamos de nos abstrair dela?

 

Será que procuramos nos livros, e nas histórias que eles nos contam, aquilo que gostaríamos de viver no nosso mundo real, e na nossa vida?

 

Talvez sim... talvez não... 

Há livros que nos dão lições de história, outros que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, outros que nos irritam, outros que não nos dizem nada. Haverá histórias que gostaríamos de viver, e outras que nem nos nossos melhores pesadelos gostaríamos de estar. 

 

E daí que algumas histórias nos façam sonhar?

 

 

Que nos façam, de certa forma, voltar atrás no tempo e recordar algumas fases da nossa vida que já não voltam? 

Que nos transportem para um futuro, que até não nos importavamos que fosse nosso?

 

Isso não significa que não estejamos bem com a vida que temos, e que queiramos à força sair dela, procurando nos livros aquilo que não temos e que não vivemos. Apenas significa que o livro e a sua história cumpriram a sua missão!

 

E o que seria de nós sem sonharmos, sem recordarmos as coisas boas do passado, sem desejarmos coisas boas para o futuro? O que seria de nós se apenas nos restringíssemos à nossa vida real, sem um pouco de fantasia e ficção pelo meio?

 

Não nos devemos esquecer quem somos

 

Como falei num anterior post, é fundamental termos sonhos e objectivos definidos para a nossa vida. São eles que nos fazem ir à luta, seguir em frente e querer atingir as metas a que nos propusemos.

Mas, atenção: nesse processo, não devemos deixar que os nossos desejos se tornem desmedidos, que passem por cima de tudo e todos, que nos façam esquecer quem somos, de onde viemos, os valores em que nos foram transmitidos. Ter ambição é bom, mas na medida certa. 

Não devemos ignorar as pessoas que sempre estiveram ao nosso lado, ou deixar de ter tempo para o que realmente importa e é mais valioso.

Não nos devemos esquecer que hoje podemos ter tudo mas, amanhã, podemos não ter nada! Na vida, tudo é efémero.

Sonhar, sim! Podemos até deixar que a nossa cabeça viaje pelo desconhecido, por tudo aquilo que gostaríamos que um dia acontecesse. Mas com os pés assentes na terra.

Ter ambição, sim. Mas acompanhada de humildade.

Evoluir e ser bem sucedida, sim. Mas não esquecer as nossas raizes! 

Em busca de objectivos

 

A maioria das pessoas desiste de sonhar, e de lutar, porque pensa que o sonho apenas conduz à desilusão. A partir daí, agarram-se ao concreto, àquilo que conhecem (mesmo que não as satisfaça), e acomodam-se, entrando num estado de profunda apatia, de desistência, tornando-se uma espécie de zombies…”

 

Quantas vezes desejamos ter esta ou aquela coisa, sonhamos ser isto ou aquilo, e nos lamentamos por ainda não o termos conseguido.

É nessa altura que nos dizem “em vez de pensares no que não tens, e te lamentares por isso, dá antes valor ao que possuis, ao que já atingiste, ao que já conseguiste”!

Concordo plenamente, que devemos dar valor ao que temos e conseguimos, em vez de pensarmos e lamentarmos o que não temos.

Por outro lado, dizem-nos que não nos devemos acomodar, e deixarmo-nos ficar por aquilo que temos.

Pelo contrário, é imprescindível ter objectivos para concretizar, metas para atingir, de forma a alcançarmos tudo aquilo que ainda não temos e tantas vezes sonhamos (embora nos digam para não pensar tanto nisso, porque afinal já temos o que temos!).

E que objectivos são esses que devemos ter? Que precisamos de ter? E onde procurá-los? Onde encontrá-los?

Dentro de nós próprios, evidentemente! Então, e se eu simplesmente não tiver nenhum objectivo? Será que não tenho mesmo? Se tenho, não os consigo descobrir…

Ou até talvez tenha encontrado alguns, mas com eles vem a certeza de que não vale a pena alimentá-los, porque sem dinheiro, não há concretização possível.

Que sonhos, que objectivos procuramos geralmente realizar?

- Estudar e/ ou tirar um determinado curso, licenciatura, mestrado, bacharelato;

- Arranjar um trabalho;

- Comprar uma casa própria;

- Casar com a pessoa que ama (depois de a encontrar);

- Ter filhos;

- Viajar;

- Praticar alguma actividade ou hobbie;

- Tirar a carta de condução;

- Comprar um carro;

- Fazer uma dieta;

- Deixar de fumar;

- Morar sozinho, deixar a casa dos pais;

- Cortar com determinado vício…

 

 

Ora, eu não me revejo em nenhum destes objectivos – fiz o 12º ano porque não quis estudar mais (nem vontade tenho de o voltar a fazer), encontrei um trabalho onde estou há 11 anos (não é propriamente o trabalho de sonho, mas estou efectiva, pagam-me, e não trabalho aos fins de semana, como sempre desejei), casei, divorciei-me, tenho uma filha, moro com ela numa casa alugada (porque não tenho intenção de comprar uma), nunca quis tirar a carta de condução porque não me imagino sequer a conduzir, e ter um carro não está dentro das minhas possibilidades financeiras, não tenho vícios, não preciso de dietas, tenho o namorado que desejei, não tenho tempo para actividades extra (até para poder estar um pouco sozinha quase tenho que pedir licença)…

Viajar, já foi um sonho e, consequentemente, um objectivo. Neste momento, não me entusiasma tanto, e ainda que assim fosse, não há dinheiro!

Se se pode considerar um objectivo, gostava de ir este ano ver o espectáculo ALEGRIA, do Cirque du Soleil. Mas, também para isso, não há dinheiro.

Gostava de criar uma instituição de solidariedade social e, claro está, ainda menos dinheiro há.

Ou seja, não há nada que eu neste momento consiga identificar como objectivo para a minha vida. Isso significa que estou a viver ao “sabor da maré”, caminhando para onde a vida me leva. Em vez de levá-la eu para onde quero.

Se me perguntarem “mas tu não sonhas”? Claro que sonho! Mas de que adianta sonhar se, como alguém disse, esses sonhos, “só levam a desilusões”? É por isso que, qualquer que seja a ideia que, eventualmente surja, ou me apresentem, nem sequer chega a florescer – é cortada de imediato, rejeitada naquele preciso momento.

Em vez disso, agarro-me ao que tenho, à minha morna realidade, à minha vidinha de sempre, ao marasmo e à monotonia que a caracteriza.

E, se é verdade que muitas vezes nem penso nisso e consigo viver bons momentos dentro dessa realidade, também é verdade que há dias em que percebo o rumo, ou a falta dele, que estou a dar à minha vida. Não me sinto totalmente satisfeita, a apatia instala-se e sinto-me, de facto, uma zombie.

Se é triste? É! Mas se é angustiante parar, pensar e perceber que não tenho objectivos, e que, por isso mesmo, estou insatisfeita e não sou completamente feliz, mais angustiante é obrigar-me a uma busca interior, tentando encontrar objectivos que eu sei que neste momento não existem, como se disso dependesse toda a minha felicidade.

O objectivo principal é o meu bem-estar, e esta demanda não é, de todo, algo que me deixe mais animada e feliz.

Afinal, se e quando tiver objectivos, estes irão surgir por si mesmos e, nessa altura, eu estarei apta a identificá-los. A partir daí, restará saber o que fazer com eles…

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