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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

O limite da paciência

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"Por qué no te callas?!"

 

 

Sabem aquele momento do dia em que, finalmente, podem pegar no vosso livro e aproveitar para ler um bocadinho, e acabam por ficar quase meia hora na mesma página, porque quem está por perto só quer conversa e nunca mais se cala? 

 

Esta poderia ter sido eu, ontem!

 

 

Os vários estádios da paciência:

"Não estavas com fome?"

"É melhor ires jantar!"

"Mas não estavas a jantar?"

"Vai lá comer."

 

15 minutos depois, ainda com vontade de conversar, e eu: 

 

"É melhor ires tomar banho."

"Daqui a pouco estás a fazer a digestão"

"Mas ainda aqui andas?"

"Vai tomar banho."

 

Nisto, já lá vai quase meia hora, e eu a ventilar...

Até que, ultrapassado o limite da paciência, saiu isto, em alto e bom som, que até as gatas se assustaram:

 

"É pah, deixa-me ler o livro!"

 

 

 

 

 

 

 

 

Paradise - Paraíso

 

Há dias em que pensamos que valia mais não termos acordado…

Em que não fazemos nada, mas sentimo-nos mais cansados do que se tivéssemos trabalhado…

Em que só nos apetece fugir e que ninguém nos chateie…

Em que não conseguimos ter paz nem sossego…

Mas, quando chegamos ao limite, se nos dessem a escolher entre continuar cá com a nossa vida, com todos os prós e contras, com todas as pessoas e tudo o que faz parte dela, e o que ainda virá, ou viver numa espécie de mundo à parte, num paraíso onde não nos precisaríamos de preocupar com nada, qual seria a nossa escolha?

Entre uma vida de alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, facilidades e dificuldades, lutas, turbulências e tranquilidade…ou uma vida em que não teríamos que nos preocupar com trabalho, com dinheiro, com a casa, com a família, com os filhos, em que tudo nos seria proporcionado?

Qual seria a nossa decisão sabendo que qualquer uma delas seria irreversível, sabendo que viver no paraíso, implicaria deixar de existir para as pessoas que amamos e são importantes para nós, sabendo que teríamos a possibilidade de observá-las de onde estivéssemos, mas impotentes para interferir nas suas vidas?

Eu escolheria, apesar de tudo, continuar na minha vida!    

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