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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Já posso ter um ataque de nervos?!

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Estamos a pouco mais de duas semanas do final do primeiro período.

A minha filha tem ainda, por fazer, cerca de 5 ou 6 testes.

Todos os dias traz TPC's para fazer.

Tem um trabalho de Educação Visual para terminar em casa, porque as aulas não são suficientes.

 

 

Como se tudo isto não chegasse, tem ainda para fazer, em pares/ grupo:

  • um trabalho de português
  • um trabalho de espanhol 
  • um trabalho de inglês 
  • um trabalho de geografia
  • um trabalho de físico-química 
  • um trabalho de matemática 

 

 

Inês, já escolheram o artista espanhol para a entrevista? 

Não.

Inês, já pensaste qual a Lei de Newton que vais escolher? Já viste os links que te enviei?

Ainda não.

Inês, já combinaram entre vocês quando é que se juntam para fazer o trabalho de geografia?

Não.

 

 

É tudo para fazer até ao final do período, enquanto estuda e tenta não deixar nada por fazer, mas sem tempo nem cabeça para tudo ao mesmo tempo. E, pelos vistos, também sem muito interesse e responsabilidade.

 

 

Agora digam-me: ainda é cedo, ou já posso ter um ataque de nervos, já que a minha filha é a calma e relax em pessoa?!

 

Onde é que eu enfiei o raio dos livros?!

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O problema das pessoas demasiado organizadas é que não gostam de tudo ao molho e fé em deus, e arrumam tudo, para desocupar o espaço que será necessário para algo mais útil.

O problema de ter todos os anos ter montes de livros, cadernos e material para arrumar, é que já não sabemos onde pôr tanta tralha, e temos que inventar.

Lá arrumado fica! O pior é quando temos que descobrir, meses depois, onde é que estão!

 

 

Segunda-feira, depois da primeira aula de Educação Visual, veio a lista de material para casa. Era preciso a capa do ano anterior, até para ver que material lá estava, ou era preciso comprar.

Onde é que estará a capa? - pensei eu.

Comecei por procurar na sala. Nada. Havia uma, mas era mais antiga.

Vi no meu quarto, debaixo da cama. Nada.

Fui ver nas caixas que estão no corredor. Tirei caixa atrás de caixa e mais caixinhas, para não encontrar nada, e ter que pôr tudo no sítio novamente.

Até que fui ver debaixo da cama da minha filha, e lá estava ela!

 

 

Ontem, quando cheguei a casa, a minha filha disse-me que ia precisar do livro de Geografia do 8º ano, para o professor dar uma parte da matéria que alguns alunos não tinham dado o ano passado.

Boa! Onde é que eu terei guardado os livros?

Comecei pelas ditas caixas do corredor. Não encontrei.

Vi na sala. Não encontrei.

Tirei todas as caixas que tinha debaixo da minha cama. Nada.

Revirei todas as caixas que a minha filha tinha no quarto. Nem sinal.

Voltei às caixas do corredor, para ver ao pormenor. Só encontrava coisas do 7º, 6º, 5º e até da primária. Mas nada de oitavo ano.

Não sabia onde mais procurar.

Fomos jantar, mas o meu cérebro continuava a tentar perceber onde teria eu enfiado o raio dos livros, e andava de divisão em divisão, a olhar para todo o lado, à espera de descobrir o tesouro.

 

Uma coisa é certa: eu não dei os livros, não os deitei fora, e a casa não tem buracos. E tinha a certeza que deviam estar por perto.

Exclui a casa de banho e a cozinha. Sobravam dois quartos e uma sala, mas já tinha procurado em todos os sitios possíveis e imaginários.

Fui ao quarto da minha filha ajeitar os cortinados, e só então se fez luz!

 

Quando andámos a dar voltas à roupa que a minha filha não vestia, desocupámos a gaveta da cómoda. Teria lá posto os livros?

Num misto de "descobri a pólvora" e "se não estiverem ali, não sei que mais faça", abri a gaveta e, voilá: todos os livros e cadernos do 8º ano arrumadinhos!

Eu sabia que estavam por perto. Quase me mordiam!

Quem é que se lembra de arrumar livros numa gaveta?!

Das longas viagens de carro...

Resultado de imagem para viagens de carro

 

Sou só eu que não gosto de longas viagens de carro, ainda que com paragens pelo caminho?

Não é que não goste de andar de carro, sobretudo porque vou no lugar do pendura e posso apreciar a paisagem.

Mas, ao fim de mais de uma hora de viagem, começam-se a doer as costas e as pernas, começo a não ter posição para estar, começo a ficar com os braços e mãos dormentes.

Depois, não há conversa para tanto tempo de viagem, nem sempre se apanha uma rádio com boa música, e o silêncio começa a dar sono.

Além do mais, longas viagens sinificam muito tempo em estrada, e pouco tempo para ver o que quer que seja, para depois fazer toda a viagem de regresso novamente.

E, muito tempo na estrada, a não ser que estejam quase desertas, é sinónimo de stress, com receio que algum condutor venha, distraído ou armado em esperto, para cima de nós (trauma ainda não superado desde o acidente com o camião), que se traduz em contração constante, só relaxando quando chego ao destino.

 

Por isso, o máximo que me atrevo a fazer, numa viagem, é de 3 horas, e já me custa. Qualquer outra teria que ter várias paragens, e não regressar no mesmo dia.

 

E por aí, como se dão com as viagens de carro de várias horas?

Nunca percam a vossa capacidade de sorrir

 

Dias cansativos, trabalho que nunca mais acaba, stress, correria, casa para arrumar, filhos para cuidar, falta de tempo para aquilo que mais gostaríamos, são vários os motivos que nos fazem viver o dia a dia de forma mais séria, sem alegria ou grande disposição para sorrisos.

Mais ainda, se juntarmos a isso problemas, ou situações mais negativas que, por vezes, acontecem e nos apanham de surpresa.

Mas o que será de nós se, para além de tudo isso, perdermos também a nossa capacidade de sorrir? Podemos até não ter motivos para isso, mas é uma forma de tornarmos menos pesado o fardo que carregamos, de aligeirar uma situação complicada, de criar um momento descontraído numa vida onde tudo está programado ao pormenor.

Rir faz bem! Pode não nos resolver mais nada, mas pelo menos é benéfico para a saúde. E podemos rir do que quisermos.

Não tenham medo de parecer ridiculos. Aqui em casa, a palhaça de serviço sou eu! Não imaginam a quantidade de vídeos que a minha filha tem gravado, comigo a fazer figuras parvas e malucas como Martita (uma personagem que inventámos). O meu marido também colabora de vez em quando. E o que nos rimos depois quando vamos ver as figuras que fizemos!

Mesmo ao longo do dia vou dizendo umas parvoíces e fazendo umas figuras tolas. Se não fosse assim, a nossa vida seria séria demais.

Já basta toda a miséria e tristeza que nos rodeia. E, se temos que envelhecer e ficar com rugas, que seja das nossas risadas, e não de lágrimas derramadas por tristeza, que também não irão mudar o rumo das coisas.

Se conseguirmos sair de casa com um sorriso, nem que seja guardado no bolso ou na mala, para utilizarmos durante o dia, estamos no bom caminho!

Nunca percam a vossa capacidade de sorrir!

Como começar bem o fim de semana!

 

Haverá algo melhor que começar o fim de semana:

- com a Tica a ir chamar-me à cama, umas 3 ou 4 vezes, a afiar as unhas no colchão, a dar-me com a pata na cara e a puxar-me os cabelos, às 09 horas da manhã, não para lhe dar de comer, ou limpar a casa de banho, mas porque queria que eu a levasse à rua?!

- com as lâmpadas de casa a fundirem-se quando mais precisamos delas, e não ter nenhuma para substituir?

- com a máquina de lavar a não querer trabalhar, com uma luzinha vermelha, que eu não faço ideia do que seja no painel, e não conseguir pô-la a lavar ao fim de umas quantas tentativas, procurar pela casa toda onde pus o raio do livro de instruções, que nunca aparece quando é preciso e perceber, depois de ter revirado tudo, que afinal já tinha passado por ele, e achava que era da antiga televisão, descobrir que afinal a máquina tinha a função de segurança para crianças activada, e era por isso que a máquina não iniciava?

- com o rato do computador a não obedecer a nada do que eu faço?

 

E isto foi só para começar! Nem quero imaginar o que ainda estará por vir!

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