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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Sobre a série Quicksand

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PP sugeriu esta série da netflix, e eu segui a sugestão!

 

Quicksand é a primeira série sueca original, baseada no romance best-seller do reconhecido autor Malin Persson Giolito.

Poder-se-á dizer que esta estreia até foi bem sucedida: uma série com abordagem de temas actuais, pequena, com algum suspense. Mas não deixa grande marca.

 

 

Diria que é uma tentativa de aproximação a "13 Reasons Why", pelos temas que aborda - sexo, drogas, abusos, violência, adolescência - que tenta, ao mesmo tempo, aproximar-se do suspense de "Elite", sem o conseguir tão bem, e ao fio principal - um estudante que mata um colega.  

 

 

Mas Quicksand é mais do que isso.

 

 

É uma reflexão sobre como, muitas vezes, os pais são demasiado permissivos, demasiado superficiais, demasiado deslumbrados com o luxo e riqueza, demasiado despreocupados, desinteressados ou, por vezes, fúteis.

 

A determinado momento, Maja questiona a mãe "Porque nunca me perguntas nada importante?".

 

O facto de um filho ser um brilhante aluno, ajuizado, confiável, responsável, e nunca se meter ou dar aos pais qualquer tipo de problema, não significa que não precise dos pais. De apoio, de segurança, de protecção, de perceber que os pais se interessam pela sua vida, pelo que fazem, pelo que sentem.

E, se algo de errado se passa, há que mostrar abertura para que os filhos se sintam à vontade para falar sobre isso.

 

Não me parece que isso tenha, alguma vez, acontecido na família de Maja.

 

 

Por outro lado, por muito que os pais se preocupem e até mostrem essa abertura, ainda assim, não têm uma varinha de condão, ou uma bola de cristal, para adivinhar o que se passa com os filhos. Como tal, é importante que estes não tenham receio, e conversem sobre o que estão a passar, denunciem, peçam ajuda. Por vezes, não conseguimos nada sozinhos.

 

Como diz o professor de Maja "O facto de seres uma miúda responsável, não te obriga a responsabilizares-te pelos outros". 

 

 

 

Mas Maja, ainda assim, assume essa responsabilidade de tentar ajudar Sebastian, o namorado, que vem de uma família totalmente desestruturada, e se tenta abstrair da ausência da mãe, e da indiferença e rejeição do pai, através das drogas.

Sebastian é um menino rico, que pode ter tudo o que quer, e possa ser "comprado" pelo dinheiro, mas que não consegue ter aquilo que nenhum dinheiro no mundo compra - amor, compreensão, afecto, pais presentes.

Por isso, entra numa espiral da qual dificilmente conseguirá sair, arrastando consigo quem estiver mais próximo de si que, no caso, será Maja.

Ao ver a relação entre Sebastian e o pai, Claes, surge-me a seguinte questão: 

 

Agirão, em muitos casos, os pais, da forma que agem, como consequência do comportamento dos filhos? Ou será, em contrapartida, o comportamento dos filhos, um reflexo das acções de muitos pais?

 

Será o comportamento de Sebastian justificado pelas acções do pai para com ele ao longo de toda a vida? Ou agirá o pai dessa forma, como consequência do comportamento errático do filho?

 

 

 

Começamos a série com vários corpos no chão da sala de aula, e Maja a ser levada como suspeita do homicídio. Ao longo dos seis episódios, é-nos dado a conhecer, aos poucos, como tudo se desenrolou até chegar ao fatídico dia, ao mesmo tempo que vamos acompanhado os dias que Maja passa detida, sem poder ter qualquer contacto com outros, nem visitas, a não ser o advogado, o padre, o psicólogo e a guarda prisional, que a tenta ajudar como pode, nos momentos em que Maja parece prestes a enlouquecer e desistir sabendo que, já condenada aos olhos de todos, o será também em tribunal, esperando-lhe 14 anos de prisão.

 

 

 

A verdade é que Maja mudou muito desde que conheceu Sebastian. Tornou-se numa outra pessoa. 

E que ela disparou a arma e matou a sua melhor amiga Amanda, e o namorado, Sebastian, sabemos. Ela própria o confessa.

As circunstâncias e o porquê de o ter feito, é o que temos que descobrir.

Ela conta a sua versão, mas há uma testemunha, sobrevivente, que afirma o contrário. Verdade, ou orgulho ferido? Verdade, ou desejo de que alguém pague pelo que aconteceu? Verdade, ou aquilo que se  pensa ser a verdade?

Quem diz, afinal, a verdade, e quem mente?

E o que acontecerá a Maja?

A dúvida manter-se-á até à luta final entre acusação e defesa, de onde sairá o tão temido veredicto.

 

 

 

 

 

 

Sinopse:

"Quando uma tragédia tem lugar na escola preparatória nos subúrbios ricos de Estocolmo, Maja Noberg, uma estudante normal, é julgada por um assassinato. Quando os eventos do dia são revelados, também os detalhes mais privados da sua relação com Sebastian Fagerman e da sua família disfuncional são descobertos."

Sobre o Festival da Canção 2015 em Viena

Ontem, às 20 horas, estava confortavelmente sentada no sofá para assistir ao 60º Festival Eurovisão da Canção! 

Não conhecia nenhuma, mas estava expectante para ouvir cada uma das finalistas.

Já houve um tempo em que era um dos espectáculos mais aguardados do ano, a par com a eleição da Miss Portugal. Depois, deixei de ver. Muitas vezes, quando tomava conhecimento, já tinha acontecido. Talvez porque a participação e presença de Portugal não tem ajudado. E porque, quase sempre, as músicas vencedoras são eleitas mais por questões políticas, do que pela qualidade das mesmas.

No entanto, este ano, propus-me a ver e a celebrar o 60º aniversário do Festival Eurovisão da Canção.

Para começar, não posso deixar de elogiar a espectacular abertura, quer em termos de efeitos visuais, quer em termos musicais, com a bela música que deu voz ao lema do festival "Building Bridges" e que seria, para mim, uma boa candidata ao Eurofestival!

 

Não vou falar da Conchita, porque não percebi muito bem o que estava ela ali a fazer, a não ser pose para a câmara.

Mas vou falar de mais um importante momento que alia uma bela música a tecnologia e efeitos gráficos, também associada ao tema "Building Bridges", e que passou ainda antes de darem início ao grande espectáculo - Video Bridge.

 

E, com uma abertura destas, o festival prometia!

Mas confesso que as primeiras músicas não me encheram as medidas. Estava já eu a dar o meu tempo por desperdiçado, quando chega a vez da actuação da Lituânia. E, a partir daqui, foi difícil escolher uma favorita! Penso que foi um dos festivais em que gostei de mais músicas - Lituânia, Sérvia, Noruega, Grécia, Montenegro, Alemanha, Letónia, Roménia, Espanha, Hungria, Georgia, Azerbeijão, Russia e Albania.

Destas, as minhas favoritas à vitória seriam a Sérvia, a Roménia, a Espanha, a Georgia e a Rússia.

Mas estava a torcer pela Rússia, cuja actuação da Polina Gagarina me tocou, pela forma como ela própria sentiu a música, enquanto a interpretava.

 

A da Roménia também era muito bonita!

 

Infelizmente, os votos deste ano deram a vitória à música da Suécia, que até pode ter uma bela mensagem, mas não me convenceu. Parece uma música vulgar, que ouvimos diariamente nas rádios.

 

E, mais uma vez, se constatou que, neste tipo de festivais, nem sempre vencem as melhores! Com esta vitória, a Suécia torna-se o segundo país com maior número de vitórias, a última das quais há 3 anos, conseguida pela Loreen.

Foi também uma pena que o país anfitrião tivesse terminado nos últimos lugares da classificação, sem um único ponto, a par com a Alemanha mas, de facto, a música deixava muito a desejar. 

Ao contrário do seu país, que me pareceu encantador.

Resta-me louvar as mensagens transmitidas em cada uma das músicas, e os efeitos especiais que deram cor e um brilho especial a todas as actuações, valorizando-as ainda mais! E esperar que, no próximo ano, haja uma espectáculo ao mesmo nível do de 2015, e que Portugal possa lá estar!

 

 

 

 

 

And the winner is...

...Sweden!

 

 

Não há muito a dizer sobre esta edição do Festival Eurovisão da Canção em Baku, mas confesso que "sofri" até chegar a meio da votação.

Como já vem sendo hábito, Portugal não conseguiu qualificar-se para a final. Talvez tenha sido melhor. Ou arriscava-se a ficar nos últimos lugares.

Como sempre, há músicas divertidas, acrobacias que mais parecem saídas do circo, músicas que não valem nada, belas e poderosas vozes, canções mais indicadas para discotecas, mulheres que tentam conquistar votos através dos seus atributos não vocais, melodias que caem em graça, favoritas, e potenciais vencedoras!

Como em tudo na vida, gostos não se discutem, e existe aqui uma miscelânea de músicas para vários gostos.

Para mim, as candidatas à vitória seriam a Islândia, a Roménia, a Suécia e a Alemanha, embora tenha gostado de mais algumas. Penso que, pela primeira vez, uma música minha favorita vence!

A Sérvia também tinha o meu aval como vencedora.

O que me estava a tirar do sério, e me deixou completamente estupefacta, foi o facto de Rússia estar a receber tantos votos de vários países, tendo ficado em segundo lugar!

Andará tudo doido? Começo a pensar que Portugal ganharia mais se arriscasse enviar ao concurso um grupo de alentejanos cantando à sombra de um chaparro, ou então uma brigada do reumático!

É que não compreendo como é que as avozinhas da Rússia, com aquela canção, conquistaram até os portugueses, que lhes deram uma das mais altas pontuações!

Felizmente, a Suécia começou a destacar-se e a ganhar terreno face às suas adversárias!

E no final...euphoooooooooooooriiiiiiiiiiiiiiiiiiiiaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

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