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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

As primeiras batalhas do The Voice Portugal

O que é que se passou nestas batalhas, em que aqueles que nem deveriam estar nesta fase superaram algumas das melhores vozes que foram escolhidas?

 

Foto de The Voice Portugal.

Catalina x Mariana - tal como a mentora Aurea, ficava a Catalina. Ao contrário do Anselmo, não virava a cadeira para a Mariana.

 

 

Foto de The Voice Portugal.

Laura x Mauro - tal como já se suspeitava, depois da foto da semana passada, a escolhida de Anselmo foi a Laura. Eu escolheria o Mauro. Felizmente, ambos ficaram. Naquele momento...

 

 

Foto de The Voice Portugal.

Tiago x Inês - a Inês era daquelas concorrentes que eu não teria passado nas provas cegas, enquanto o Tiago era um dos favoritos. Nesta batalha, o Tiago foi medíocre, e a Inês teve todo o mérito. Mas, claro, a Marisa iria sempre escolher o Tiago. A Inês acabou por ser salva, mas por pouco tempo.

 

 

 

Rosa x Jessica - uma das batalhas mais fraquinhas da noite. Curiosamente, achei a Rosa mais segura que a Jessica. Para mim, por esta batalha, nenhuma delas seguiria em frente. Não tendo nada a ver com os dotes vocais achei, em termos de forma de estar, esta Rosa muito diferente da que vi na prova cega, para pior, mais convencida e trombuda. Com a Jessica, nunca fui com a cara dela. 

 

 

Paulo x Bruna - confesso que, só pela atitude da Bruna durante os ensaios, merecia ter sido eliminada. O Paulo tem o timbre, tem o feeling (que nesta música não conseguiu passar) e sabe cantar. A Bruna, que nos ensaios estava fraquinha, conseguiu uma excelente prestação na batalha, surpreendendo-me. O Paulo, não conseguiu passar a mensagem, e foi justa a decisão de ficar com a Bruna. Vamos ver se o Paulo se aguenta na cadeira, e não vai para casa.

 

 

Foto de The Voice Portugal.

Maria x Kaio - outra das batalhas mais fraquinhas na noite, com mérito para o Kaio, que era daqueles que eu não escolheria para esta fase, mas que acabou por ter melhor prestação que a Maria, que era outra das candidatas favoritas. Nesta batalha, a Maria não esteve nada bem. A escolha foi justa, embora saibamos (ou assim pensamos) que a Maria, em outras circunstâncias, dará 10 a 0 ao Kaio. 

 

 

Foto de The Voice Portugal.

Inês x Laura - a melhor batalha da noite! Esteve tudo lá, em termos de postura, vocais, garra, presença em palco, cumplicidade. Pessoalmente, penso que a Inês sobressaiu um pouco mais, e achei justa a escolha da mentora.

O que não compreendi, foi o facto de ninguém ter virado a cadeira para salvar a Laura, que merecia mais ocupar a cadeira onde está a Mariana. Terá sido pelo facto de não precisar deste programa para nada, e quererem dar lugar a quem está agora a começar?

 

 

Foto de The Voice Portugal.

Inês e Jorge x Fábio - a terceira batalha mais fraca da noite. Dispenso o beatbox. A Inês esteve bem em termos de postura, e soa bem nos graves. No refrão, e voz mais aguda, é para esquecer. O Fábio acabou por pouco sobressair no meio daquela confusão. Apesar de o duo não virar costas e ignorar o seu adversário, como chegámos a ver em outras batalhas, também não houve grande interação entre eles.

 

 

Foto de The Voice Portugal.

Diana L. x Diana M. - as Dianas portaram-se bem e foi, talvez, a segunda melhor batalha da noite. É óbvio que a Aurea iria escolher a Diana Lucas, e irá fazê-lo sempre, enquanto puder. A Diana M. foi salva. Vamos ver se consegue manter o seu posto.

 

 

Não sei se gosto muito destas cadeiras do "Tudo ou Nada". Mas sempre é mais uma oportunidade (por vezes mascarada - ficas aí até salvar outro(a) melhor que tu) para os concorrentes. É a benesse, antes do golpe final!

 

Imagens The Voice Portugal

Da ida à TV, em representação do Clube de Gatos

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Não vai acontecer.

Irá acontecer?

É possível que aconteça.

Vai mesmo acontecer!

Está quase...

Está a acontecer!

Já passou.

Aconteceu mesmo!

Aconteceu mesmo?

Já foi há tanto tempo!

 

Por coincidência, à saída de cena, encontrei uma antiga colega de liceu, a Inês (beijinho Inês, e se estiveres a ler este post, já sabes que te queremos a ti e ao teu bichano no clube)! Diz ela que, quando percebeu que eu ia lá, disse aos colegas para me porem a falar porque, daquilo que se lembrava de mim, eu era muito caladinha. É verdade. 

Sempre fui mais de estar no meu cantinho, e não ter que falar em público, porque corava, bloqueava, ficava cheia de nervos, era uma tortura. Ainda hoje sou assim. 

Mas uma pessoa tem que enfrentar desafios, tentar superar os seus receios, fobias e lutar pelo que quer.

 

Não vai acontecer.

Quando enviei o email à Sic, pensei que o "não" estava sempre garantido, mas até podia dar certo. No entanto, o meu pensamento era de que não daria em nada, até porque o programa da tarde iria acabar.

 

Irá acontecer?

Foi com surpresa que recebi o contacto deles, para participar na rubrica do programa novo, que iria estrear, com mais alguns membros do Clube. Falei com alguns membros, sobre essa possibilidade, mas ainda era algo incerto.

 

É possível que aconteça.

Depois tivemos a questão da incompatibilidade de horários, de trazer os gatos, de haver membros suficientes, e estivemos naquela - iremos, não iremos? Será que vai mesmo acontecer? É possível, mas sem grande euforia.

 

Vai mesmo acontecer!

E foi então que a Inês Dias nos confirmou que conseguiu fazer uma troca, e nos colocar no programa de dia 17, dia em que dava para todos irmos. Ia mesmo acontecer. Mas só na própria semana partilhámos a notícia com todos!

 

Está quase...

Os nervos a fazerem-se sentir pela espera, pelas pessoas que nos iriam estar a ver, por imaginar como seria e o que aconteceria lá, e os dias a passar e a aproximar-se cada vez mais a hora.

 

Está a acontecer!

Quando lá chegamos, acho que passa tudo. Não há volta a dar nem nada a fazer. É cabelos, maquilhagem, preparar tudo, pôr microfones, entrar no intervalo, pôr tudo a jeito, contagem decrescente e estamos no ar, em directo, para milhões de espectadores. Sair de fininho enquanto as câmaras focam o outro lado, e de volta aos bastidores.

 

Já passou.

Ok, já está. Já podemos respirar de alívio. Prova superada!

Sim, porque para além do objectivo principal, havia inerente o objectivo de superar a vergonha, o medo do público, os bloqueios de falar em directo e por aí fora. Faz parte da experiência da vida.

 

Aconteceu mesmo!

Passado o momento, chegamos a casa e vemos a gravação e as fotos e ainda estamos em euforia - aconteceu mesmo! Foi real.

 

Aconteceu mesmo?

Mas não criamos falsas expectativas, e sabemos que foi uma oportunidade que poderá ser boa, mas há que regressar à Terra e continuar a trabalhar. Não somos mais famosas por isso. Somos pessoas iguais às que éramos, e daqui a uns tempos vamos olhar para trás e pensar: aconteceu mesmo?

 

Já foi há tanto tempo!

E um dia, esse acontecimento vai fazer parte das nossas boas recordações da vida, e vamos falar dele com saudades!

 

E assim dou por encerrado este capítulo!

 

Viver Sem Ti, de Jojo Moyes

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Não li ainda o primeiro livro - Viver Depois de Ti, tendo apenas visto o filme.

Talvez por isso me tenha custado um pouco ler a sequela - Viver Sem Ti. Porque eu quero ver todas estas cenas desenrolarem-se no ecrã. Quero recordar a Lou, quero ver as suas expressões, as suas reacções, quero ver vida nas personagens novas que agora chegam. Depois de se conhecer, e "conviver" com a Lou, é difícil não voltar a olhar para ela, e tentar apenas imaginar através das palavras da autora.

 

À semelhança do que já por diversas vezes foi dito, esta história não é tão avassaladora como a primeira mas, ainda assim, prende os leitores.

A mim, fez-me ainda pensar em vários cenários que, com a leitura, percebi que não iriam acontecer, como por exemplo:

- o acidente da Lou - imaginei que ela iria precisar de recuperação, que seria feita pelo Nathan, anterior fisioterapeuta do Will

- a pessoa do passado do Will, que Lou iria encontrar - sempre pensei que fosse o Nathan, e que um possível romance, a acontecer, seria entre os dois

 

Depois, com a leitura, percebe-se que o acidente foi apenas um "meio" para a autora nos levar até onde queria, e com um desenvolvimento que não estaríamos, certamente, à espera.

Quem será então essa pessoa do passado de Will? Eu confesso que, quando me deparei com ela, me perguntei se seria mesmo verdade? É que seria a última coisa que podia esperar. Nunca tal me passaria pela cabeça.

E, se não é Nathan que irá conquistar o coração de Lou, quem será?

 

Viver Sem Ti é, numa palavra, uma história de "superação", a todos os níveis. Superação da morte do Will, não só pela Lou, mas também pelos seus pais. Superação por parte da família da Lou, pelas decisões por ela tomadas. 

É uma segunda oportunidade que chega para todos. Uma janela que se abre, depois do fechar de uma porta. O regresso às origens e, ao mesmo tempo, um passo para o futuro. O reencontro e a reconciliação, depois da mágoa e vergonha. 

Há ainda espaço para a autora dar um pouco mais de relevo à vida do casal formado pelos pais da Lou, e uma certa "emancipação" ou "desabrochar" de uma mãe de família e dona de casa, que se transforma numa mulher mais livre e independente, pensando talvez, pela primeira vez, em si própria em vez de nos outros.

E para mostrar os problemas das famílias desestruturadas e os riscos que os adolescentes, criados nesse ambiente, correm, nomeadamente, brincadeiras e situações em que se colocam que poderão, mais tarde, ter impacto na sua vida, na sua forma de se ver e de agir.

 

Depois desta leitura, só fiquei com uma dúvida: se os títulos das duas obras não deveriam ser trocados!

É que no primeiro, ela terminará a viver sem o Will. E neste, terá que refazer a sua vida e aprender a viver depois do Will - um ano e meio depois dele ter feito parte da sua vida. 

 

Qual é a vossa opinião?

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