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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A rosa

(1 Foto, 1 Texto #69)

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Li, por aí:

"Nunca são as diferenças entre as pessoas que nos surpreendem.

São as coisas que, contra todas as expectativas, temos em comum."

 

Eu acrescentaria que não só entre as pessoas.

À partida, não vemos qualquer semelhança entre uma pessoa e, por exemplo, esta rosa.

 

No entanto, ambas terão a sua beleza.

Ambas têm cartacterísticas próprias.

Ambas lutam contra a ideia formada que os outros têm delas.

 

Podem ser "espinhosas".

Magoar, ainda que não intencionalmente.

Mas são, igualmente, sensíveis. 

 

Numa dia podem estar viçosas, vivaças.

No outro, mais murchas.

Nunca, perfeitas.

 

Podem ser poderosas e, ao mesmo tempo, frágeis.

Podem guardar, em si, muitos segredos.

E, ainda assim, abrirem-se totalmente, se o ambiente à sua volta o proporcionar.

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

Há sempre algo que nos surpreende

(1 Foto, 1 Texto #60)

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Quantas vezes pensamos que já vimos tudo o que havia para ver num determinado sítio.

Que não adianta quantas vezes lá passemos, o que nos tem a oferecer é o mesmo de sempre.

E, depois, ironicamente, quando menos esperamos, há sempre algo que nos surpreende.

 

Pode até não ser da forma como esperaríamos, ou gostaríamos, ou como imaginámos.

Mas não deixa de nos surpreender.

 

E não é que tenhamos desesperadamente que procurar alguma coisa nova.

Até porque, muitas vezes, nem saberíamos bem o que, ou onde, procurar.

É, apenas, não perder a esperança, e estar atentos.

 

Desta vez, foi um simples cogumelo.

Quem sabe, da próxima, o que será. 

 

Assim é a natureza.

Assim é a vida!

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto 

Natureza: pequenos detalhes de um dia banal

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Percorremos, frequentemente, os mesmos caminhos. E pensamos que já nada de novo têm para nos surpreender.

No entanto, a natureza está sempre a surpreender-nos!

 

 

 

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No passeio onde passo quase diariamente, seja para ir para a paragem do autocarro, seja a caminho das compras, deparei-me no fim de semana com esta imagem, a fazer jus à expressão "crescer como cogumelos".

 

 

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Já no "caminho encantado", que liga a zona onde moro à estrada que dá para o cemitério, encontrei estas folhas verdes num muro.

 

 

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No sentido oposto, e em direcção ao ecoponto onde diariamente coloco o lixo, as folhas das árvores já nos lembram que é Outono.

Ainda existem pessoas capazes de me surpreender positivamente!

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A minha filha foi convidada para o aniversário de duas amigas e colegas de turma (irmãs gémeas).

Hoje em dia, os almoços/ jantares, na adolescência, são entre amigas, sendo que os pais, quanto muito, vão levar e buscar.

E cada um paga o seu.

 

Neste caso, pelo que percebi, a minha filha era a única da turma a ir ao almoço, que seria mais para a família (pais, tios, avós), sendo que os pais ficaram de vir buscá-la mas, como o almoço era cá em Mafra e estavam atrasados, acabei por ir com ela até ao restaurante, onde lhe fiz companhia, até eles chegarem.

Quando as aniversariantes chegaram com a tia, deixei a minha filha com eles, e voltei para casa.

Até porque depois do almoço iam todos para casa das miúdas, para cortar o bolo.

 

Entretanto, ao final da tarde, enviei mensagem à minha filha, a perguntar se era para ir buscá-la. Disse que não era preciso, que a traziam a casa. Pedi-lhe só para enviar mensagem, quando estivesse a vir. 

 

Passado um pouco, recebo uma chamada de um número que não conheço.

Era a mãe das amigas.

Ligou-me para pedir desculpa pelo atraso no almoço.

Para agradecer por ter deixado a minha filha celebrar o aniversário das filhas com elas.

A dizer que ficava muito contente com esta amizade.

E a fazer já um novo convite.

Aliás, dois.

Um para a minha filha, para uma celebração que irão fazer lá mais para a frente.

Outro para nós, mães (e padrastos) nos conhecermos pessoalmente.

E a informar que, como tinham ficado sem carro, seriam os tios a trazer a minha filha.

 

Como combinado, os tios deixaram a minha filha à porta de casa.

Fui agradecer-lhes.

Parecem pessoas impecáveis.

 

Pela minha filha, mandaram comida da festa, uma fatia de bolo de aniversário, e ainda legumes e outras coisas.

Além de tudo isto, pagaram-lhe o almoço.

 

Posso estar a ser muito ingénua, ou até precipitada, mas gostei das pessoas.

Gostei dos gestos delas para connosco, e para com a minha filha.

Hoje em dia, isso é cada vez mais raro.

Senti que, pela primeira vez, em vez de sermos nós a fazermos de tudo para a minha filha poder estar com as amigas, e assumirmos a responsabilidade, foi alguém que o fez por nós. Que teve esse cuidado, e atenção.

São pessoas que, de certa forma, pensam e agem de forma semelhante à nossa. 

 

Agora é esperar que esta amizade permaneça, apesar dos caminhos diferentes que irão, certamente, seguir na vida.

Eu fico feliz.

E, pelo que percebi, a mãe delas também!