Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A Passagem de Ano que não era para ser... mas foi!

 

O meu marido iria estar a trabalhar.

Eu e a minha filha iríamos passar em casa.

Mas, quis o destino, que a empresa onde o marido trabalha fosse vendida, a nova não quisesse aquele cliente, e os funcionários daquele posto ficassem todos sem trabalho, no último dia do ano!

Valeu o meu marido já desconfiar que as coisas podiam dar para o torto, e ter arranjado outro trabalho "just in case", o que foi uma boa aposta, tendo em conta a situação.

 

Assim, acabámos por poder estar os três juntos, e festejar de outra forma.

Reservei mesa no bar onde costumamos ir nos últimos anos. Com uma filha de 15 anos, a querer divertir-se, mas ainda sem idade para discotecas, seria o ideal.

 

A ideia era jantar lá, dançar e entrarmos no novo ano da melhor forma.

Quando chegámos, estava mais composto que no ano passado, o que prometia.

No entanto, pouco depois das 22 horas, começou o Karaoke. A sério, que numa passagem de ano, a essa hora, se lembram de fazer Karaoke? Ainda por cima, com músicas para dormir? E com a maioria a cantar pior que o Zé Cabra e a dar-nos ainda mais sono?

 

Anos houve em que o proprietário nos brindava com várias músicas cantadas por si. Este ano, esteve mais escasso.

O próprio equipamento de som parece que, de ano para ano, está pior e com mais problemas.

Enfim...

Nessa altura, já me estava a arrepender de lá ter ido.

 

 

 

Lá dançámos uma ou duas músicas.

Foi distribuído o espumante e as passas a que tínhamos direito mas, como nem eu nem a minha filha íamos beber, fui pedir duas garrafas de água.

O rapaz que andava a servir ficou de levar.

A meia-noite estava a chegar, e nada de águas. Acabámos por brindar só com as garrafas de espumante.

O rapaz, esse andava a dançar com a namorada.

Só depois de eu ter ido ao balcão pedir à proprietária as águas, é que ele apareceu a pedir desculpa.

 

 

A imagem pode conter: 3 pessoas, incluindo Marta Isabel, pessoas a sorrir, pessoas em pé, noite e interiores

 

Depois da meia-noite, a música já era melhor e a minha filha fartou-se de dançar. A noite era mais para ela e, se ela se divertiu, então valeu a pena.

Pouco depois da uma da manhã, decidimos que estava na nossa hora de ir embora. 

Tem que haver sempre uma "ovelha ranhosa" e ontem não foi excepção: um homem, já meio bêbado, andava a meter-se com todas as mulheres na pista de dança e, quando saíram todas, começou a ir às mesas.

Antes que viesse para o nosso lado, pegámos nas nossas coisas e fomos pagar a conta.

 

Nos dois anos anteriores, havia um valor fixo para a entrada, mas que correspondia a consumo mínimo.

Assim, no primeiro ano, pagámos 25 euros. No ano passado, os 20. E ainda trouxemos umas 4 garrafas de água para casa, para justificar o consumo (sugestão da proprietária).

Este ano, estávamos convencidos que seria igual.

Qual não é o nosso espanto quando nos é apresentada a conta, e percebemos que, além das entradas, tudo o resto foi cobrado à parte.

Se, até ali, a vontade de lá voltar já não era muita, depois disto, acabou de vez. 

Não pelo facto de ser cobrado à parte, em si, mas por nem sequer nos terem informado de que as coisas este ano funcionavam de forma diferente.

Acabei por pedir coisas para justificar o consumo que, se soubesse de antemão que tinha que pagar à parte, nem pediria.

 

Mas, já que se quiseram armar em espertos e, inclusive, cobrar à minha filha o valor de adulto, quando até 18 anos era metade do preço, disse que estava a ser cobrado valor a mais.

A senhora pediu desculpa, devolveu então os 5 euros, mas diz que nunca imaginou que a minha filha tivesse apenas 15 anos! Que, olhando para ela, nunca lhe daria essa idade.

 

E assim foi a nossa entrada em 2020!

 

 

IMG_8787.JPG

Agora, digam lá de vossa justiça: alguma vez esta miúda parece ter mais de 18 anos, ou dar-lhe-iam os 15, que tem?! 

Os homens também trabalham nas limpezas?!

Imagem relacionada

 

Já tenho visto homens a limpar janelas de prédios ou montras de estabelecimentos, mas foi a primeira vez que vi um homem a fazer limpezas num serviço público onde, até então, sempre tinha visto mulheres.

E porque não?

É um trabalho digno, como qualquer outro, e os homens podem limpar tão bem ou mais que as mulheres, sem medo de deitar mãos a um balde, uma vassoura ou uma esfregona.

Fiquei positivamente surpreendida embora, a situação em si, talvez indique que, hoje em dia, quer sejam homens ou mulheres, as pessoas têm que se agarrar a qualquer trabalho que as faça ganhar dinheiro suficiente para sobreviverem, mesmo que sejam limpezas, algo do qual quase todas fogem.

 

O detergente da loiça, um desejo e um rebuçado!

Resultado de imagem para diamante rebuçados

 

Ontem, quando fui lavar a loiça do almoço, estreei o detergente com aroma a laranja. 

E veio-me, imediatamente, à memória, aqueles rebuçados "diamante", com sabor a laranja, que sempre adorei, pelo sabor ácido que têm!

Comentei com a minha filha e o com meu marido, que logo se fez ao caminho para me ir comprar os ditos rebuçados.

 

Passados uns minutos, lá chegou ele com uma embalagem de diamantes. 

Um de laranja para mim, um de tangerina para a minha filha e um de limão para o meu marido.

Soube-me mesmo bem! Deu para matar as saudades e o desejo. E ainda me atrevi com um segundo, de tangerina, que também é bastante ácido, como eu gosto.

Foi a conta certa. Já mestava a sentir o efeito do ácido na língua.

 

Dizia a minha filha:

"Oh mãe, agora cada vez que lavares a loiça, chupas um rebuçado!"

 

Respondi-lhe: 

"É melhor não, senão quando acabar a embalagem de detergente, já eu estou com diabetes!"

 

O que vale é que a embalagem é pequena e, dividindo por todos, não corro esse risco.

Mas não esperava que o meu marido fosse mesmo comprar os rebuçados.

Quem tem um marido assim, tem tudo!

Cenas estranhas e sinistras que nos acontecem

Resultado de imagem para surpresa

 

Ontem fui com a minha filha ao chinês, para ver se arranjava umas botas.

À vinda, passámos pela colónia dos gatos e, como estavam juntinhos a comer, ia aproveitar para tirar umas fotos.

De repente, do nada, aparece ali um rapaz a meter-se na cconversa:

 

"Isso não é a garagem. Isso era a entrada para o lar. Já foram muitas coisas deitadas abaixo. Já não está nada como era." E fica ali um bocado parado a olhar para nós, até se resolver a seguir caminho!

 

What?!

Nós nem sequer estávamos a falar disso. Estávamos a falar sobre se um gato seria gato ou gata!

 

Antes dessa conversa, estava eu a dizer à minha filha que, de certeza, haveria alguém que entrava ali dentro, porque a comida que lá estava ao meio não tinha ar de ter sido atirada do lado de fora, mas sim colocada ali.

E a minha filha "então, devem entrar da mesma maneira que a outra mulher entra".

Quando damos por isso, vemos a mulher dos gatos lá dentro, no telheiro, como uma assombração! 

Esteve ali o tempo todo. Ouviu a conversa toda.

 

Está resolvido o mistério de quem entra lá, quem tira de lá as caixas de plástico que eu ponho, ou despeja a comida numa caixa maior e as põe umas dentro das outras, para eu encher de novo.

E ela, ou atravessa paredes, qual fantasma, ou deve ter um truque para abrir aquela porta porque, das vezes que tentei, nunca consegui.

Verdade seja dita, também não quero ser apanhada a invadir propriedade privada, e ser detida pela GNR!

Como arruinar totalmente uma surpresa...

Resultado de imagem para falta de consideração

 

... e mostrar uma completa falta de consideração e de respeito por quem a quis fazer com a melhor das intenções.

 

Chego à conclusão que as boas intenções não chegam, e que a bondade não compensa, porque ninguém dá valor a isso.

 

Desde o início do mês que tivemos a ideia de fazer uma surpresa a um amigo da Inês. Há bastante tempo que não estavam juntos e, como os convites que fizemos aos pais para cá virem ter connosco, ou foram recusados com desculpas esfarrapadas ou, simplesmente, ignorados, sem direito a qualquer resposta, achámos que o rapaz iria gostar da surpresa.

Era o único fim de semana de folga do meu marido, a Inês não tinha que estudar para testes, e o rapaz tinha feito anos esta semana, pelo que, para além da prenda, levámos um bolo e espumante das crianças.

A ideia era aparecermos lá de surpresa, pelo que averiguámos, disfarçadamente, se iria estar por casa.

Tinha tudo para dar certo, para proporcionar um momento feliz e uma tarde divertida.

 

Mas foi um completo fiasco.

Chegámos, ligámos para o amigo dela, e não atendeu. Ligámos duas, três, quatro vezes. Nada. Ligámos para o pai dele. Várias vezes. Não atendeu.

A Inês enviou então mensagem para o rapaz para ele atender o telemóvel. Respondeu-lhe que não podia, que não conseguia falar por estar doente. 

Dissemos para o pai ligar, então. O pai manda uma mensagem a dizer que já liga, para esperarmos um pouco, que está a fazer uma coisa.

A "coisa", disse-nos depois, era esperar que o telemóvel carregasse, porque não gosta de falar com o telemóvel em carga. 

E nós, no carro, à espera.

A Inês enviou nova mensagem para o amigo a dizer que estávamos à porta, para lhe fazer uma surpresa. Nunca mais lhe respondeu.

Entretanto, o pai lá nos liga, e explicamos o que se passa.

Pergunta, com aquele tom de quem não queria muito, ou mesmo nada "mas querem subir?".

Respondi-lhe que não queríamos estar a ir lá a casa sem mais nem menos, a incomodar, e que tínhamos pensado ir até ao shopping lá perto, por ser abrigado, mas que ele visse como lhes dava mais jeito. Disse que ia falar com o filho, e já dizia alguma coisa, porque o filho estava deitado, doente. Desde que chegámos, já tinha passado quase meia hora.

 
Dali a pouco liga de novo, a dizer que era melhor ficar para o próximo fim de semana!
Aí, passei-me mesmo.
A sério?! Pego no bolo que comprámos, e guardo-o até ao próximo fim de semana? 
Parece que estão a gozar connosco.
 
Fomos ali de propósito, gastámos dinheiro em gasolina e nas coisas, e estavam-nos a mandar para trás, e voltar no fim
de semana seguinte. Isso tem algum cabimento?
Disse-lhe que não fazia sentido nenhum e que, se ele pudesse pelo menos ir à porta, que lhe entregávamos a prenda e com o resto haveríamos de fazer alguma coisa.
 
Recebeu-nos do lado de fora do prédio. Em nenhum momento nos sugeriu que, pelo menos, subissemos, ou sequer entrassemos no prédio, para não estarmos a falar ali na rua ao frio. 
Desculpou-se que também não tínhamos dito nada. Se era surpresa, não era para dizer nada.
E que era melhor ficar para o próximo sábado. Respondi-lhe que no próximo sábado não podíamos, porque o André ia trabalhar. Mas nem sequer disseram "vamos lá nós". Não. Nós é que tínhamos que ir lá novamente.
 
Somos sempre nós que temos que ir. É preciso muita lata! 
A Inês entregou a prenda do amigo e virou costas ao pai.
 
E ele, mais uma vez com a maior lata, perguntou "ela está chateada?".
"O que é que acha? Ponha-se lá no lugar dela e no nosso lugar."
O meu marido ainda disse: ele queixava-se que a Inês não lhe falava muito, agora não se admire se ela nem sequer lhe falar.
 
Sinceramente, não percebemos se são os pais que não nos querem lá, e não deixaram o filho dizer nada.
O rapaz depois por mensagem disse que queria ver a Inês, mas estava mesmo mal, que nem se conseguia levantar.
 
Mas, por muito doente que estivesse, querendo estar com a Inês, como dizia que queria, e não a vendo há tanto tempo, não quereria vê-la nem que fosse 5 minutos? Não gostaria que ela estivesse com ele mesmo estando doente? E porque é que estava a enviar mensagens e deixou de lhe responder?
Mas a atitude do pai é que ainda me está aqui atravessada, que falta de consideração e de respeito. Qualquer outra pessoa no lugar deles teria dito para entrarmos, nem que fosse só por uns instantes, para não termos ido em vão.
Comigo, nunca mais.
Se tiverem interesse, que se mexam e venham até cá.
Nós é que não pomos lá mais os pés, para ser tratados assim e fazer figura de parvos.
 
Somos nós que estamos a exagerar, e isto foi uma atitude normal, ou temos razões de sobra para estarmos chateados?

 

  • Blogs Portugal

  • BP