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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Alta Mar é... altamente!

 

"A história passar-se nos anos 40, a bordo de um navio transatlântico, que vai de Espanha para o Brasil, e foca-se em duas irmãs que embarcam à procura de uma nova vida e por lá conhecem outras personagens.
Durante a travessia, ocorre um assassinato e, ao se investigar a origem do crime e a identidade do assassino, começam a desvendar-se segredos obscuros.
Amor, intriga e uma teia de mentiras entrelaçam-se, a bordo de um navio que guarda um segredo terrível nas suas entranhas e onde cada camarote encerra uma história. Só uma coisa é certa: o assassino está a bordo."

 

 

Desde que li a sinopse desta série, que iria estrear em Maio na Netflix, que fiquei curiosa para a ver.

Aliás, esta, e mais umas quantas.

Mas, das que tinha começado a ver, fiquei-me pelo primeiro episódio.

Já esta, vi-a toda no mesmo dia!

 

 

São 8 episódios em que chegamos ao fim de um, com uma cena que nos faz querer ver logo o seguinte, e assim sucessivamente, até ao final.

Em cada episódio, suspeitamos de uma personagem diferente e, quando achamos que, afinal, aquela personagem até é boa gente, a série troca-nos as voltas. Mas, depois, nem tudo é o que parece e, talvez, aqueles que parecem culpados não o sejam.

E é assim que a série vai baralhando as cartas e deixando-nos em suspense, sem saber o que vai sair dali, e quem é culpado, ou inocente.

 

 

Eva e Carolina embarcam no navio de Fernando, noivo de Carolina, com destino ao Brasil, e casamento marcado durante a travessia, a bordo do mesmo.

A acompanhá-las, a governanta, a filha desta, e já no navio, o tio de ambas, Pedro, e o Dr. Rojas.

A viagem surge como um recomeço para todos, após a guerra, e depois do falecimento do pai de Eva e Carolina, e a venda da sua fábrica de sapatos.

 

 

Logo antes da chegada ao navio, Eva acaba por ajudar uma desconhecida que quase atropelaram, levando-a escondida num baú para dentro do navio.

Mais tarde, essa mulher é atirada ao mar, e Eva tenta investigar quem o poderá ter feito. Até que um passageiro de terceira classe confessa o crime, acabando o mesmo por ser encontrado morto, num suposto suicídio.

Alguém quer que a verdade permaneça oculta, e os passageiros tranquilos durante a viagem mas, ainda assim, são visíveis as distinções entre classes, e a forma como são tratados.

Por outro lado, percebe-se que alguém anda atrás de algo que as irmãs trouxeram para o navio, e que as pode colocar em perigo. Algo que terá a ver com a utilização ilícita da empresa de sapatos do pai, para negócios duvidosos. Uma prova que poderá levar alguém mpara a cadeia por muitos anos, e que tem de ser eliminada a qualquer preço.

 

 

E, basta confiar na pessoa errada, para que as consequências sejam as piores que se poderia imaginar.

Conseguirão Eva e Carolina perceber quem está, de facto, do lado delas?

Conseguirão escapar com vida?

E se o inimigo for a pessoa mais próxima, e a quem mais amam? 

 

 

 

 

 

O Sítio Secreto de Tana French

 

E eis o livro que tanto tempo demorei para terminar!

O Sítio Secreto, da autora Tana French. Dois colégios, uma vítima mortal, oito suspeitas.

 

A história passa-se entre as raparigas do colégio St. Kilda's e os rapazes do colégio Colm's, e vai alternando entre a actualidade - um ano depois do acontecimento que desencadeou tudo o resto, e o que aconteceu até então.

E que acontecimento foi esse? Chris Harper, um jovem do Colm´s, aparece assassinado nos jardins do St. Kilda's. Nessa altura, as suspeitas recairam sobre o jardineiro, mas ninguém conseguiu provar nada e o caso ficou sem pernas para andar.

Um ano mais tarde, uma das alunas - Holly - filha de um polícia, leva até ao detective Moran uma fotografia do rapaz assassinado, com a legenda "Sei Quem o Matou"! Fotografia essa que encontrou no quadro do colégio designado por "Sítio Secreto". Um quadro onde qualquer aluna poderá afixar o que lhe apetecer dizer, sem que ninguém saiba quem foi que lá pôs.

Na posse dessa foto e da mensagem que ela contém, que não se sabe quem escreveu e colocou no quadro, Moran e Conway vão até ao St. Kilda's inquirir novamente todas as alunas. Será que foi alguma brincadeira? Ou alguém sabe ou viu mesmo alguma coisa e calou-se todo este tempo? E porque é que agora resolveu afixar essa mensagem? 

No entanto, de entre as alunas, apenas oito se destacam e se tornam suspeitas, divididas em dois grupos rivais. De um lado, Joanne, Gemma, Alison e Orla, também conhecidas por Daleks. De outro, Holly, Julia, Selena e Rebecca.

Foi nesta fase que fiquei estagnada, porque a autora vai contando o que foi acontecendo no colégio St. Kilda's, desde que este segundo grupo foi para lá estudar: as peripécias características de uma escola, as amizades, os encontros com os rapazes, o que fazem para se entreter nos tempos livres, as rivalidades, as competições, as implicâncias, as parvoíces próprias desta idade. Mas, acima de tudo, a autora vai descrevendo cada uma delas através dos seus comportamentos e acções.

Pelo meio, vamos tendo interrogatórios pouco esclarecedores, mentiras, omissões, protecção entre amigas e acusações entre rivais, num verdadeiro "jogo do empurra" de suspeitas de umas para as outras, para desviar a atenção delas próprias.

Só então, já quase a meio do livro, é reduzido o número de suspeitas a 4! Vão-se desvendando alguns segredos, vão-se ligando alguns pontos que ainda estavam soltos, e a autora faz-nos, num momento, acreditar que a assassina é uma determinada aluna para, no momento seguinte, nos dar a quase certeza que é outra, e logo em seguida, nos fazer mudar de opinião e concentrar a nossa atenção noutra, até que finalmente descobrimos como tudo aconteceu, os motivos, a justificação para determinadas acções, os segredos que se escondiam naquele colégio de freiras, os pactos, as promessas quebradas.

No final, resta apenas saber quem, afinal, colocou aquela mensagem no Sítio Secreto... 

Paranoias

 

Sabemos que algo não está bem quando nos deixamos invadir e afectar por paranoias, sejam elas quais forem.

Dizem os especialistas que a paranoia se caracteriza por um sentimento de desconfiança ou suspeita persistente, exagerada e, na maioria das vezes, injustificada. Pode ser discreta, mas também pode ser grave, e incapacitar a pessoa. No entanto, há que salientar que a simples desconfiança não é paranoia, especialmente se tiver por base experiências passadas, ou expectativas baseadas em experiências alheias. Mas é, muitas vezes, neste contexto que a palavra surge e é utilizada, em conversações e situações quotidianas. 

Ainda assim, mesmo que nem sempre o termo se adeque, a verdade é que, sejam paranoias, suspeitas ou desconfianças, não são saudáveis para ninguém. Tão pouco conseguimos ser felizes com elas a assombrarem. 

Por isso, sempre que alguma se consegue infiltrar sem que eu me aperceba a tempo de a impedir, e começa a querer controlar os meus pensamentos, tento recuperar o equilíbrio racional e emocional. Nem sempre é fácil. Mas também não me levará a lado nenhum deixá-la assumir o controlo da minha vida e da minha mente. 

 

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