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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Suspeitos", de Lesley Pearse

 

 

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"Suspeitos" é o mais recente livro de uma das minhas autoras favoritas.

No entanto, por várias vezes, tive de me certificar de que não estava enganada, e que a história era mesmo dela.

Porque, verdade seja dita, quando começamos a ler vários livros que, na sua maioria, andam sempre à volta do mesmo, desejamos uma mudança, ou surpresa. Mas, depois, quando a autora foge à norma, estranhamos.

 

Não terá sido a primeira vez que o fez mas, confesso, desiludiu-me um bocadinho.

Acho que houve um exagero na descrição inicial das personagens, sobretudo em termos físicos, que era desnecessária.

Depois, compreendo que a ideia era haver vários suspeitos, mas tantas personagens, a determinado momento, confundem-se. Valeu o esquema logo nas primeiras páginas.

 

O final também não foi surpreendente. Pelo contrário, foi previsível, e sem grandes reviravoltas.

Embora compreenda a mensagem que a autora quis passar, deveria, por isso mesmo, ter aprofundado mais a questão, o contexto, a personalidade e a convivência entre essas personagens. 

Tendo em conta o habitual número de páginas dos seus livros, umas páginas a mais neste, bem aproveitadas, não enfadariam ninguém.

 

 

Sinopse:

"Cuidado com o que desejas…
Nina e Conrad Best estão nas nuvens com a sua nova casa, a primeira que compram juntos. Sentem-se preparados para começar uma nova fase das suas vidas e Willow Close parece ser o lugar perfeito. Mas rapidamente percebem que algo está errado. No dia em que se mudam, encontram um grupo de vizinhos reunidos junto a um cordão policial. Umas das moradoras foi assassinada, o seu corpo encontrado no bosque.
A polícia acredita que alguém viu o assassino, mesmo que inadvertidamente, e decide entrevistar todos os moradores. Mas cada vizinho guarda seus próprios segredos. E todos eles estão longe de ser o que parecem à primeira vista. Coisas estranhas, até mesmo sombrias, acontecem atrás das suas portas fechadas…
Nina e Conrad pensavam ter realizado um sonho.
Estarão perante um pesadelo?"

"O Fim de Semana", na Netflix

(e como um filme pode gerar uma boa interação em família)

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Como já referi, ultimamente não tenho tido vontade de ver séries. E mesmo filmes, não tem aparecido nada que me cative.

No entanto, quando recebi a notificação de estreia de "O Fim de Semana", quis logo vê-lo. A minha filha também.

Assim, esperámos por um dia em que estivéssemos as duas livres, e fizemos a nossa sessão de cinema.

 

Curiosamente, mal começámos a ver, e sabendo sobre o que se tratava, demos início, as duas, à nossa lista de suspeitos - supeito n.º 1, suspeito n.º 2 - e por aí fora.

Fomos tecendo teorias. Formulando hipóteses. 

Fomos juntando suspeitos à lista. Eliminando outros.

Até equacionámos não ter acontecido nada.

 

Um filme, para me surpreender, tem que ir para além do óbvio.

Todos os suspeitos pareciam demasiado suspeitos para, de facto, o ser.

Da mesma forma, pessoas demasiado prestativas e simpáticas, levam-nos a desconfiar.

Posto isto, eu dei o meu palpite: uma pessoa que não tinha nada a ver, mas que seria, para mim, aquela "reviravolta" esperada.

A minha filha, por sua vez, apontou a mira para outra pessoa que, à partida, também não fazia qualquer sentido.

 

A verdade é que a disputa, no filme, e cá em casa, foi mesmo entre essas duas pessoas!

Ou eu estava certa. Ou era a minha filha que tinha razão.

E, no fundo, ambas estámos no caminho certo.

Apesar de apenas uma de nós "vencer o duelo", qualquer uma daquelas pessoas tinha cometido crimes e estava, directa ou indirectamente, ligada ao mistério.

 

Mais importante que isso, tivemos ali uma hora e meia divertida e expectante, armadas em detectives, e gerou-se uma boa interação.

E a minha filha acabou por mostrar-se mais crente na bondade e inocência das pessoas, que eu, defendendo até ao fim que acreditava na sinceridade de uma daquelas personagens.

 

Quanto ao filme, duas amigas vão passar um fim de semana à Crácia.

Uma delas, Kate, desaparece. A outra, Beth, é considerada suspeita.

Kate está a divorciar-se. Parece não estar feliz. E vinga-se como pode.

Beth, casada e recém -mamã, não está na melhor fase do seu casamento.

 

À medida que vamos vendo o filme, ficamos com a ideia de que Kate é uma "cabra" disposta a dar cabo da vida de Beth e não a melhor amiga, como se esperaria.

Mas, o que aconteceu, na verdade, a Kate?

O seu desaparecimento é involuntário? Ou propositado?

E se ela, realmente, morreu, quem a matou?

 

Com uma história simples e igual a tantas outras, este filme conseguiu cativar, e surpreender até aos últimos minutos!

 

 

 

Culpado!

 

Esta é a palavra mais temida por todos aqueles que estão a ser julgados pelos mais variados crimes, principalmente se esta sentença se traduzir em pena de morte.

Embora seja mais um tema polémico - por que razão punimos alguém que cometeu um crime, com um crime - não é sobre isso que quero falar, mas sim sobre o funcionamento da justiça que leva à condenação de suspeitos sem provas conclusivas, sem fundamentos válidos e, muitas vezes, de pessoas inocentes.

Porquê? Porque, nesses casos, não se procura o culpado, mas sim um culpado! Seja ele qual for. É mais prestigiante para todos que um caso seja encerrado com um suspeito condenado pelo crime, do que um caso pendente ou arquivado sem suspeitos. Por isso, é bastante conveniente encontrar um "bode expiatório", alguém que esteja no local errado à hora errada, alguém a quem possam atribuir as culpas, com base em suposições pouco consistentes, sem provas concretas mas com um motivo, aparentemente, credível.

Ainda que a possibilidade de essas pessoas serem, de facto, culpadas, seja reduzida, e se pudesse ir mais fundo na investigação, analisando toda a informação recolhida, seguindo todas as pistas e não apenas aquela que mais convém, esgotando todas as hipóteses possíveis, não é isso que acontece.

E assim se atiram, com frequência, inocentes para uma cela ou para um corredor da morte.

Mais tarde, podem até constatar que afinal erraram. Podem, quem sabe, ir a tempo de corrigir o erro. Ou talvez já seja tarde. O que nunca conseguirão fazer é apagar toda a transformação que a vida desses inocentes sofreu com tais enganos. E essa, é a pior consequência...

 

 

 http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=35964&op=all

 

 

Embora tenham sido vários filmes a darem o mote para o post de hoje, a verdade é que há casos bem reais!