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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Le Chalet

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Tudo começa quando um grupo de jovens volta a Valmoline, uma aldeia situada nos Alpes franceses, isolada de tudo e de todos, onde cresceram e viveram a sua infância, naquela que é uma reunião de amigos, com o objectivo de celebrar o casamento de um deles.

 

 

Os primeiros a chegar são Manu e Adèle. Esta mostra um comportamento um pouco estranho, mas pode ser apenas devido à gravidez. Sabemos que nessa fase as mulheres têm uma outra sensibilidade, e as hormonas dão cabo de nós.

Mais tarde, chegam Alice e Fabio, Sébastien e Maud, Laurent e Tiphaine, Olivier e Mathilde, e Thierry e Erika.

Todos vão ficar instalados no antigo chalé, agora remodelado onde, há 20 anos atrás, habitou a família Rodier, que desapareceu sem deixar rasto, pouco tempo depois.

 

 

No caminho da estação para o dito chalé, mal passam a ponte, esta sofre uma derrocada que os isola na aldeia, e impede qualquer outra pessoa de lá entrar. Terá sido um mero acidente?

O que é certo é que começam a desaparecer algumas pessoas que ali habitam, outros estranhos acidentes acontecem, e todos ali correm perigo. Uma armadilha que nunca antes foi utilizada naquela região, um parafuso que, de repente, impede a porta da câmara frigorífica de abrir por dentro, o quadro das telecomunicações que aparece totalmente destruído, deixando-os sem rede e qualquer forma de comunicação com o exterior. É muita coincidência...

 

 

E chegam à conclusão que, quem os está a tentar matar, é alguém do grupo, porque sabe de todos os passos que eles dão.

Mas quem será? 

Com Laurent, Thierry, Erika, Olivier e Tiphaine assassinados, as suspeitas começam a cair sobre Fabio e Maud mas... será que serão mesmo eles os responsáveis? E porquê?

 

 

Ao mesmo tempo, vamos acompanhado a história ocorrida há 20 anos atrás, com Jean-Louis Rodier, a sua mulher, Françoise, e os filhos de ambos, Julien e Amélie.

Julien tornou-se, nessa altura, amigo de Alice e, posteriormente, namorado. Mas, à excepção de Manu, o melhor amigo de Alice, nenhum outro rapaz gostava de Julien, que foi vítima de bullying por parte dos rapazes da aldeia, sobretudo, Sébastien.

Há 20 anos, Sébastien era apaixonado por Alice, e rejeitado por ela. Algo que ainda hoje acontece.

Philippe, o dono do chalé e do bar da região, apesar de casado com Florence, traía-a com Christine, a empregada do bar, e tentou a sua sorte com Françoise, sem sucesso.

Por sua vez, Françoise foi traída pelo marido, que se envolveu com Muriel, irmã de Philippe.

Na aldeia, vive ainda Alexandre Gossange, um eremita que, em tempos, foi um grande matemático, e que é primo de Françoise.

 

 

Estarão os acontecimentos de há 20 anos relacionados, de alguma forma, com as mortes do presente?

Um coisa é certa: Sébastien parece ser o único sobrevivente, mas também o culpado de todas as mortes. E Adèle parece nunca ter existido, a não ser na sua imaginação.

Estará o chalé amaldiçoado?

Ou haverá um outro motivo para este dizimar da aldeia?

 

 

Confesso que achei o primeiro episódio muito parado e pouco convincente.

É difícil perceber quem algumas personagens de agora eram antes.

No início, achei que a Adèle estaria meio louca. Depois, com o desenrolar da história, percebe-se quem ela é.

A música do genérico é sinistra, digna de um filme de terror!

Achei a Alice parecida com a nossa Carolina Torres, e o Sébastien com o Edmundo Vieira :)

 

 

É uma série francesa que recomendo para quem gosta de suspense e muito mistério, que só se vai descobrir no final, e que me supreendeu, pelo menos metade dele!

Alta Mar é... altamente!

 

"A história passar-se nos anos 40, a bordo de um navio transatlântico, que vai de Espanha para o Brasil, e foca-se em duas irmãs que embarcam à procura de uma nova vida e por lá conhecem outras personagens.
Durante a travessia, ocorre um assassinato e, ao se investigar a origem do crime e a identidade do assassino, começam a desvendar-se segredos obscuros.
Amor, intriga e uma teia de mentiras entrelaçam-se, a bordo de um navio que guarda um segredo terrível nas suas entranhas e onde cada camarote encerra uma história. Só uma coisa é certa: o assassino está a bordo."

 

 

Desde que li a sinopse desta série, que iria estrear em Maio na Netflix, que fiquei curiosa para a ver.

Aliás, esta, e mais umas quantas.

Mas, das que tinha começado a ver, fiquei-me pelo primeiro episódio.

Já esta, vi-a toda no mesmo dia!

 

 

São 8 episódios em que chegamos ao fim de um, com uma cena que nos faz querer ver logo o seguinte, e assim sucessivamente, até ao final.

Em cada episódio, suspeitamos de uma personagem diferente e, quando achamos que, afinal, aquela personagem até é boa gente, a série troca-nos as voltas. Mas, depois, nem tudo é o que parece e, talvez, aqueles que parecem culpados não o sejam.

E é assim que a série vai baralhando as cartas e deixando-nos em suspense, sem saber o que vai sair dali, e quem é culpado, ou inocente.

 

 

Eva e Carolina embarcam no navio de Fernando, noivo de Carolina, com destino ao Brasil, e casamento marcado durante a travessia, a bordo do mesmo.

A acompanhá-las, a governanta, a filha desta, e já no navio, o tio de ambas, Pedro, e o Dr. Rojas.

A viagem surge como um recomeço para todos, após a guerra, e depois do falecimento do pai de Eva e Carolina, e a venda da sua fábrica de sapatos.

 

 

Logo antes da chegada ao navio, Eva acaba por ajudar uma desconhecida que quase atropelaram, levando-a escondida num baú para dentro do navio.

Mais tarde, essa mulher é atirada ao mar, e Eva tenta investigar quem o poderá ter feito. Até que um passageiro de terceira classe confessa o crime, acabando o mesmo por ser encontrado morto, num suposto suicídio.

Alguém quer que a verdade permaneça oculta, e os passageiros tranquilos durante a viagem mas, ainda assim, são visíveis as distinções entre classes, e a forma como são tratados.

Por outro lado, percebe-se que alguém anda atrás de algo que as irmãs trouxeram para o navio, e que as pode colocar em perigo. Algo que terá a ver com a utilização ilícita da empresa de sapatos do pai, para negócios duvidosos. Uma prova que poderá levar alguém mpara a cadeia por muitos anos, e que tem de ser eliminada a qualquer preço.

 

 

E, basta confiar na pessoa errada, para que as consequências sejam as piores que se poderia imaginar.

Conseguirão Eva e Carolina perceber quem está, de facto, do lado delas?

Conseguirão escapar com vida?

E se o inimigo for a pessoa mais próxima, e a quem mais amam? 

 

 

 

 

 

Culpa, de Jeff Abbott

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Não é à toa que sou fã de Jeff Abbott, e ele mostrou, mais uma vez, que é merecedor dessa lealdade e preferência.

E que é possível, haja talento e imaginação, inovar e escrever algo totalmente diferente daquilo a que me tem vindo a habituar, e continuar a manter a fasquia alta, superando as expectativas.

 

 

Jeff Abbot é, por norma, sinónimo de espiões, perseguições, adrenalina, acção, muito mistério.

Mesmo que mudem as personagens, e a história seja outra, estes ingredientes não faltam.

Mas, por vezes, presenteia os leitores com algo um pouco diferente, ainda que mantendo o estilo.

Aconteceu com Beijo Fatal, que li há precisamente um ano (ele há coincidências), e voltou a acontecer agora, com Culpa!

 

 

Viver com a culpa de algo que fizemos já é mau. Viver com a culpa de algo que sabemos que não fizemos, mas de que somos acusados, é péssimo. Mas, viver com a culpa de algo de que não sabemos se somos ou não culpados, embora todos nos apontem o dedo, porque, simplesmente, perdemos a memória e não njos lembramos de nada, deve ser terrível.

 

 

Como o autor faz ver, a determinado ponto do livro, quando uma pessoa sofre de amnésia e não se lembra de nada da sua vida, todos aqueles que lhe são próximos, e mesmo todos aqueles que nos querem mal, podem reescrever a nossa história à sua maneira, e como mais lhes convém, brincando com a nossa vida como se fossemos marionetas nas suas mãos. Contando mentiras, fingindo algo que não são, ocultando segredos...

 

 

Jane e David eram amigos, vizinhos e colegas de escola.

Um dia, tiveram um acidente de carro. Ele morre. Ela sobrevive. Mas acordou sem memória. Não se recorda dos últimos três anos da sua vida, nem do acidente.

No local onde tudo ocorreu, um bilhete de suicídio escrito por ela. E duas vidas destruídas. Uma pela morte. A outra pela rejeição, pela hostilidade e pela culpa de ter arrastado para a morte o seu amigo.

Todos lhe viram as costas, e quem está ao seu lado parece não o fazer pelos motivos certos.

 

No dia em que faz dois anos que tudo aconteceu, surge uma mensagem que se mostra fundamental, ainda que o objectivo não fosse esse, para a descoberta de toda a verdade.

Alguém parece saber o que, de facto, se passou naquela noite. Alguém que pode ilibar Jane e, ao mesmo tempo, apontar para outro culpado: "Todos vão pagá-las!".

As vítimas desta vingança sucedem-se, desde os paramédicos que auxiliaram Jane, aos amigos que viram os seus nomes presentes nos relatórios policiais.

Jane acha que pode ser Perri, mãe de David. E esta acha que só pode ser Jane, ou a sua mãe, a autora dos posts e mensagens, sob o nome de Liv Danger.

 

Os amigos de Jane parecem todos esconder algo dela.

A sua mãe parece querer interná-la à força.

 

Mas Jane não se irá deixar intimidar, e dará início à sua própria investigação, para chegar à dura verdade sobre o que verdadeiramente aconteceu, se o acidente foi mesmo uma tentativa sua de suicídio, ou se foi provocado por alguém que poderá estar mais próximo dela do que imagina.

 

E se a resposta a arrastar para a morte? À morte a que conseguiu escapar há dois anos atrás?

 

Depois da saga da personagem Sam Capra, tinha algum receio de não me entusiasmar por um novo livro diferente do autor, mas ele conseguiu calar-me, surpreender-me, e ficar ansiosa pelo próximo!

Perto de Casa, de Cara Hunter

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Um família como tantas outras celebra, naquele dia, o aniversário da sua filha Daisy, com uma grande festa no seu jardim, tendo por convidados as colegas de escola e amigas da menina, e respectivos pais, e os vizinhos.

Tudo corria aparentemente bem, até ao momento em que percebem que Daisy desapareceu. Terá saído sozinha? Ou alguém a levou? E se alguém a levou, quem poderá ter sido?

A polícia começa a fazer o seu trabalho e tenta reconstituir todos os passos de Daisy no dia do desaparecimento, recuando, a determinada altura, aos dias e semanas anteriores.

 

 

Ao mesmo tempo que se percebe que nem Sharon, a mãe, é a mulher e mãe perfeita que aparenta, nem Barry, o pai, é o típico pai de família, chegado aos filhos que se poderia pensar, tal como Leo, o irmão, que parece saber mais do que conta e esconder algum segredo, compreendemos que também a amizade de Daisy com as amigas não estava no seu melhor.

À medida que se vai desenrolando o fio da meada, vão surgindo surpresas atrás de surpresas, que podem explicar e justificar muita coisa.

Daisy parecia ser molestada pelo pai, vítima de ciúmes e inveja doentios por parte da mãe, ser odiada por algumas amigas, e encontrar-se clandestinamente com um rapaz ligado a redes de pedofilia e pornografia.

Todos eles tinham motivos. Nem sempre as famílias desestruturadas e problemáticas têm de ter, obrigatoriamente, no seu seio, alguém capaz de cometer os crimes mais hediondos. Por outro lado, até das famílias mais perfeitas pode surgir o mau da história.

 

 

O que a autora diz na capa do livro é verdade. 

Alguém levou Daisy. Alguém que todos conhecem.

Se, num primeiro momento, tudo aponta na direcção do pai, ou até do irmão, para depois de desviar para o rapaz misterioso com quem Daisy se encontrava, mais tarde, parece haver cada vez mais certeza de que realmente foi o pai, até ao momento em que as provas passam a apontar, sem sombra de dúvidas, para a mãe, que acaba por ser condenada.

 

 

Mas, será que Sharon assassinou mesmo a sua filha?

Será que Daisy está sequer morta?

Depois de tanto suspense, fiquei boqueaberta com o final da história, que é mesmo o ponto mais alto.

Estava mesmo ali à nossa frente a resposta! Mas, de tão insignificante ou indiferente, passou completamente ao lado!  

Desaparecida - um filme que todos deviam ver

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A minha filha quis ver um filme ontem à noite.

Escolheu este.

Parecia-nos que seria um daqueles filmes habituais de adolescentes desaparecidas, em que estamos sempre à espera do pior: sequestro, violações, mortes...

 

Mas é muito mais do que isso. 

Desaparecida apresenta-nos duas mães, com atitudes totalmente opostas: a permissiva demais, e a repressiva de mais.

Cada uma tens as suas razões para agir dessa forma, sem que isso signifique que uma pouco se importa com o que a filha faz, e que a outra se preocupa sem necessidade.

A primeira dá total liberdade, sem qualquer limite ou travão. A segunda quer manter, o quanto puder, a filha numa bolha, livre de qualquer perigo.

De que forma é que o comportamento destas duas mães, em relação às respectivas filhas, as faz tomar as decisões que resultaram no seu desaparecimento?

 

 

 

Por outro lado, temos duas amigas. 

Uma que está habituada a fazer tudo o que lhe apetece, sem regras ou imposições, sem castigos, sem stress.

Que aparenta gostar da forma como a mãe lida com ela mas, no fundo, talvez a incomode tanta indiferença.

E outra que é responsável e tenta fazer as coisas certas, mas gostava que a mãe confiasse mais nela, e não a "sufocasse" tanto, como se ela fosse ainda uma criança.

Ambas têm 18 anos. 

 

Outra questão que o filme aborda é a amizade na adolescência, e a forma como essa amizade pode ajudar ou colocar em perigo. Até que ponto, em nome da amizade, devemos abrir excepções, quebrar as regras? Até que ponto devemos ficar junto aos nossos amigos, ou abandoná-los à sua sorte, quando não veem o perigo em que se estão a colocar?

Até que ponto os amigos nos podem influenciar negativamente?

 

 

 

E, no meio de tudo isto, onde andam os pais?

Ao que parecem, seja pelo trabalho que exercem, ou por mero descomprometimento, deixaram a educação e criação das filhas (e filhos) a cargo das mães, recaindo assim, sobre elas, a responsabilidade sobre o que lhes venha a acontecer.

Durante todo o filme, nunca apareceram.

 

 

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Mas, afinal, como é que tudo começa?

Kaitlin e Matty vão passar as férias da Páscoa num resort, juntamente com as respectivas mães e o irmão de Kaitlin.

Enquanto Lisa tenta que Rene descontraia e deixa a filha aproveitar as férias, Rene tenta controlar ao máximo a filha, com quem conversa, o que bebe, o que veste. As férias começam assim, com uma discussão entre rene e Kaitlin, que fica de castigo no quarto, sem permissão para sair.

No dia seguinte, tanto Kaitlin como Matty são dadas como desaparecidas, sem que ninguém saiba o que lhes aconteceu,ou para onde terão ido.

Depois de algumas buscas, as mães são informadas de que apenas uma adolescente foi encontrada. Qual delas terá sido? E o que aconteceu com a outra?

Terá sofrido às mãos daquele homem que tem aspecto de pervertido? Ou terá sido atacada pelo namorado, que entretanto tenta fugir do hotel?

 

 

A determinado momento, no filme, as mães trocam acusações entre si. Terá sido culpa de Lisa, por dar demasiada liberdade à filha que, por sua vez, leva a amiga para maus caminhos? Terá sido culpa de Rene, que por querer proteger tanto a filha, acabou por a empurrar para o perigo? Será culpa de Matty, que acha que está sempre tudo bem e nada lhes pode acontecer? Ou de Kaitlin, que sabia bem no que se estava a meter, e que a sua mãe não iria gostar e, ainda assim, não disse que não?

A haver alguma culpa, penso que terá que ser dividida por todos.

 

Mas haverá mesmo culpados? A verdade é que, como vimos, independentemente da liberdade e responsabilidade, ou falta dela, o que aconteceu poderia ter acontecido a qualquer um.

E no fundo, só se espera que todos saiam desta terrível experiência sãos e salvos, e unidos, como quando ali chegaram, seja nos momentos de dor e aflição, ou nos mais felizes.

 

 

Sinopse:

"Durante as férias, as amigas Kaitlin e Matty desaparecem num resort em San Diego. Determinada a descobrir o que aconteceu com a filha, a mãe de Kaitlin inicia sua própria investigação, ultrapassando todas as barreiras."

 

 

Vejam aqui o trailer

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