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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Férias - dia 1: um grande susto!

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Quem me conhece sabe que gosto, e tenho receio, de cães, em igual medida.

Eles até podem ser inofensivos, mas se vejo algum a vir direito a mim, penso logo o pior.

Ontem, estava a vir para casa, na rua, quando oiço ladrar.

Olho para o lado, e vejo um cão daqueles corpulentos, com cara de mauzão, a correr na minha direcção, no recinto da Igreja.

 

Assustei-me, mas pensei: continua em frente, o dono está a chamá-lo, não vai acontecer nada.

Nisto, oiço um estrondo. O cão saltou o muro. Vai-me atacar.

E, de repente, nada.

 

Olho para trás, e vejo que o cão está magoado.

Não conseguia pousar a pata da frente.

E fiquei com pena dele. Coitado.

 

Ou o impulso foi muito. Ou não mediu o salto. Ou caiu mal.

A pessoa que o estava a chamar ainda reclamou com ele, por ter saltado.

E um outro homem, que estava com eles, reclamou com o primeiro, por ter deixado o cão saltar.

 

O que sei é que a culpa não foi, decididamente, do cão.

E se ele não se tivesse magoado? O que teria acontecido?

É melhor nem pensar nisso.

 

E, como manda a tradição, em tempo de férias, há almoço obrigatório no McDonald's.

Já não ia lá desde Novembro, quando éramos 4.

Desta vez, fui apenas com a minha filha, que está de férias comigo.

Completámos a colecção de copos.

 

Outro encontro, quase obrigatório também, é no centro de saúde.

Porque isto, quanto mais anos passam, mais coisas aparecem para chatear.

 

Vamos ver o que nos reserva o segundo dia de férias!

 

 

Fui picada por uma aranha!

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Que melhor maneira de iniciar o dia?!

Que melhor forma de começar uma segunda-feira?!

Ai estás com sono? Vais ver como despertas num instante!

 

Ia eu, como de costume, abrir as cortinas da entrada.

Mal toco na cortina, sinto a picada e largo-a, de imediato, ao mesmo tempo que o meu agressor cai para cima da cadeira.

Que susto! Quase tive um ataque cardíaco, mas sobrevivi!

 

Com muito cuidado, espreito para ver, cara a cara, quem era a bicha. 

Não sei quem se assustou mais, ou quem teve mais medo de quem.

Tirei-lhe foto.

Já sabem, se me acontecer alguma coisa, é esta a assassina!

 

Não, desta vez não era a pescadora. Era, segundo o Google, uma aranha dos troncos grande.

Ah, pois! Fui pesquisar.

Esta minha casa é toda uma diversidade de fauna.

Mas não sem, antes, abrir a porta da rua, pegar na manta onde ela caiu, e mandá-la para a rua.

 

Sim, para que fique registado, não a matei!

Embora ainda tivesse tentado, mas a bicha escapuliu-se.

E segundo dizem, ela ataca para se defender, mas o seu veneno é inofensivo.

Veremos...

 

Tenho, desde pequena, pavor de aranhas.

Definitivamente, não temos uma boa relação.

Mas isto de invadir a minha casa e, ainda por cima, me atacar, já é demais!

 

Para já, foi só uma picada no dedo. E está normal.

Espero chegar ao fim do dia sã e salva!

 

 

Uma Páscoa trovejada

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Nunca tive nada contra a trovoada, até ter apanhado um valente susto.

Depois disso, prefiro vê-la/ ouvi-la longe.

Mas, desde que me lembro, a trovoada por aqui começava por se ouvir ao longe e, depois, ia-se aproximando, até estar bem perto de nós.

E costumava demorar algum tempo: meia hora, uma hora, às vezes mais.

 

No entanto, como já nada é como era antes, também a trovoada não é diferente.

Por isso, na semana da Páscoa, ela lembrou-se de aparecer de forma abrupta, inesperada, e "a matar"!

A meio da semana, hora de almoço, relâmpago enorme, do qual ainda uma pessoa não se tinha refeito quando, milésimos de segundo depois, soa um trovão que parecia que estava mesmo a rebentar em cima de casa, e os vidros da janela a estilhaçar-se (felizmente ficaram intactos).

Uma chuva forte logo em seguida, e a trovoada doi à vida dela, para outras bandas.

 

Depois disso, sexta, sábado e domingo, de madrugada, novamente a mesma cena.

Acorda uma pessoa assustada, sem preparação, sem pré-aviso, com um trovão enorme a ribombar como se o mundo fosse acabar, seguido de mais um ou dois, mas fracos, chuva, vento forte e, passados 10 minutos, tudo outra vez calmo, como se nem tivesse acontecido.

Não fosse o nosso coração ainda estar acelerado, do susto, e as gatas sem saber onde se enfiar, com medo.

Que grande susto!

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Estava eu descansadinha da vida, sentada no sofá, com a minha filha e as bichanas, quando ouvimos um barulho estranho.

Parecia que algo tinha disparado. Algo sob pressão.

 

Espreitei pela janela para ver se era a mangueira do senhorio. Nada.

Fui até à cozinha.

Um cheiro a gás horrível. E o barulho a vir da dispensa.

Onde temos as garrafas de gás.

Só pensei "isto vai rebentar e vai tudo pelos ares".

Achei que tivesse sido algo provocado pelo calor.

Chamei o meu marido, que estava a dormir.

 

Tínhamos as janelas abertas.

As luzes desligadas.

 

Andámos à procura de alguma coisa para desligar, mas não há nada.

Pelo que percebemos, só mesmo o redutor. O resto são os tubos que ligam ao fogão e ao esquentador.

O barulho de gás a sair continuava.

O cheiro a gás cada vez mais intenso.

 

Restava tirar as duas garrafas de gás para a rua.

Entre nervos, e receio, lá tiro a primeira garrafa e levo para a rua.

 

E é nesse momento que percebemos que, afinal, a fuga e pressão de gás a sair era da garrafa de gás do vizinho, que fica encostada à nossa dispensa.

Nem sei bem o que senti.

Ainda estava a recuperar do susto, mas foi um alívio.

 

Não um alívio total.

Porque o gás do vizinho, embora na rua, está encostado à nossa dispensa que é onde temos o nosso gás.

E se isto acontece à noite? 

E se, mesmo de dia, ele não estivesse em casa, e não desse pela fuga?

 

Cenas estranhas e sinistras que nos acontecem

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Ontem fui com a minha filha ao chinês, para ver se arranjava umas botas.

À vinda, passámos pela colónia dos gatos e, como estavam juntinhos a comer, ia aproveitar para tirar umas fotos.

De repente, do nada, aparece ali um rapaz a meter-se na cconversa:

 

"Isso não é a garagem. Isso era a entrada para o lar. Já foram muitas coisas deitadas abaixo. Já não está nada como era." E fica ali um bocado parado a olhar para nós, até se resolver a seguir caminho!

 

What?!

Nós nem sequer estávamos a falar disso. Estávamos a falar sobre se um gato seria gato ou gata!

 

Antes dessa conversa, estava eu a dizer à minha filha que, de certeza, haveria alguém que entrava ali dentro, porque a comida que lá estava ao meio não tinha ar de ter sido atirada do lado de fora, mas sim colocada ali.

E a minha filha "então, devem entrar da mesma maneira que a outra mulher entra".

Quando damos por isso, vemos a mulher dos gatos lá dentro, no telheiro, como uma assombração! 

Esteve ali o tempo todo. Ouviu a conversa toda.

 

Está resolvido o mistério de quem entra lá, quem tira de lá as caixas de plástico que eu ponho, ou despeja a comida numa caixa maior e as põe umas dentro das outras, para eu encher de novo.

E ela, ou atravessa paredes, qual fantasma, ou deve ter um truque para abrir aquela porta porque, das vezes que tentei, nunca consegui.

Verdade seja dita, também não quero ser apanhada a invadir propriedade privada, e ser detida pela GNR!