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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Temos, todos, de ter um dom?

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Todos temos um dom?

Ainda que não saibamos qual é?

Ainda que não o tenhamos descoberto?

Há que diga que sim. Mas...

 

Temos, todos, obrigatoriamente, de ter um dom? Um talento especial?

Temos, necessariamente, de ser bons, ou melhores, em algo em particular?

Será assim tão errado não nos destacarmos em nada específico?

Não irá gerar, essa espécie de busca, uma pressão e insegurança desnecessárias?

 

 

 

Dança com as Estrelas: a gala mais emotiva!

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Não costumo ver o Dança com as Estrelas mas, este sábado, a minha filha estava a ver e apanhei a parte inicial, da desistência de um concorrente.

Entretanto, ontem, acabei por ver o programa completo.

E foi, certamente, a gala mais emotiva até ao momento.

 

Primeiro, pela desistência do Bernardo, convidado como todos, que tem levado, semana após semana, com críticas à sua permanência em competição quando é, claramente, o concorrente que menos sabe dançar, tirando o lugar a quem merecia mais.

Foi uma atitude bonita de se ver.

Teve consciência de que, a continuar, pelo apoio que tem dos fãs, estaria a ocupar um lugar no qual não se sentiria confortável, e que seria injusto, perante os seus colegas, com mais talento para a dança.

E também porque aquilo é só um programa de televisão. A via dele não dependia da permanência, ou da vitória.

Nunca foi isso.

Quer-me parecer que ele foi convidado e que, de certa forma, não querendo dizer "não", se viu a embarcar naquele desafio no qual afirmou, desde o primeiro dia, que era um "pé de chumbo".

 

Sejamos honestos: qualquer programa, cuja votação esteja a cargo do público, arrisca-se a decisões injustas. Nem sempre o público vai pelo talento. Mas, verdade seja dita, também nem sempre o júri, entendido no que está a ser avaliado, é imparcial.

Num programa ou competição em que os concorrentes estão a apostar as suas fichas, a tentar a sua sorte, a querer uma oportunidade ou a lutar por um prémio, e reconhecimento, que lhes pode mudar a vida, compreende-se a injustiça de ficar pelo caminho, quando se é melhor do quem quem fica.

Sempre assim foi. E continuará, infelizmente, a acontecer.

 

Mas, no Dança com as Estrelas, ninguém está ali a competir nesse sentido.

A ideia que fica é que aqueles concorrentes estão a divertir-se, a superar-se, e a entreter o público.

Só isso.

Claro que gostam de passar à gala seguinte. Claro que gostam de ganhar.

Mas não é o mais importante.

A prova disso foi mais uma atitude, desta vez, do Miguel Cristovinho, no final quando, ao se ver apurado e, com isso, vendo a amiga terminar o percurso, pôs o seu lugar à disposição desta (o que não foi aceite pela produção).

No Dança com as Estrelas, há camaradagem, amizade, união. E competição, sim, mas saudável.

Porque, no fundo, nenhum deles está dependente do programa, ou da vitória para nada. Nenhum deles vai fazer carreira na dança.

 

Estes foram dois dos momentos mais marcantes da gala.

Mas não só.

Os concorrentes deram a conhecer-se um pouco mais, e dançaram músicas que lhes dizem muito, e que contam um pouco da sua história.

Foi bonito ver o Nelson Évora começar a actuação com a bandeira portuguesa e a medalha que coloca, na imagem, ao pescoço do pai.

Foi bonito ver a garra da bailarina, par do Bernardo, na última dança com o concorrente.

Foi bonito ver a Luisinha a dançar enquanto a avó tocava piano.

 

Ainda bem que, pelo meio, houve momentos mais descontraídos, com a Sílvia Rizzo, a Ana Guiomar e a Matilde Breyner a contagiar com energia e boa disposição.

 

 

Imagem: tviplayer

 

 

A final do The Voice Kids e a homenagem à Catarina Furtado

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No fim de semana decorreu, entre sábado e domingo, a grande final do The Voice Kids.

 

No sábado, foram escolhidos 5 finalistas, de entre os 8 em competição.

Uma escolha difícil, dado o talento de todos aqueles jovens.

Muitas vezes, no programa dos adultos, olhamos para os finalistas e pensamos: cantam bem, mas não está ali "a voz".

Neste, das crianças/ adolescentes, olhamos e pensamos: tanta "voz" que há por aqui. Tantos que podiam ser dignos vencedores.

E foi a meio desta gala, que aconteceu um dos momentos emocionantes da noite e que, por mais que queiramos, não conseguimos evitar deitar umas lágrimas que, do lado de lá, era necessário conter - a homenagem da Carolina e da Marisa à apresentadora Catarina Furtado!

 

 

 

O que dizer da Catarina?

Sim, ela tem momentos em que exagera na histeria.

Sim, ela está sempre a interromper quando os mentores falam.

Sim, ela tem algumas saídas um pouco infelizes de vez em quando.

Mas também é verdade que ela está ali de coração.

Que acompanha aqueles jovens desde o início, sofre com eles e por eles, alegra-se com eles e e por eles, incentiva-os, anima-os, valoriza-os.

Que há uma grande cumplicidade entre ela e os mentores.

Que é uma apresentadora que se coloca, de certa forma, ao nível dos concorrentes. 

Que é carinhosa, amiga, confidente.

E que, para lá dos programas de televisão, a Catarina é uma grande mulher.

Uma mulher de causas, sem que isso a faça andar a pavonear-se ou a mostrar-se mais do que o necessário, para ajudar quem realmente precisa.

Uma mulher consciente do seu valor, das suas missões. 

Uma filha. Uma mãe.

E, como o título da música diz, a Catarina é linda.

Foi uma homenagem merecida!

 

 

Quanto à final, propriamente dita, ganhou, como já se esperava, o Simão.

Curiosamente, nas duas últimas edições, venceram concorrentes que, na fase das batalhas, foram eliminados pelos mentores iniciais, e salvos por outros mentores que, assim, garantiram a vitória.

Tinha acontecido com o Luís Trigacheiro, inicialmente da equipa do Zambujo, e agora com o Simão, que era da equipa do Carlão.

 

Se era o meu preferido? 

No seu género, ele não deixa de ter um vozeirão, para os seus 13 anos.

A Rosa Antunes, por exemplo, que não chegou a domingo, tinha um timbre característico, e era uma possível vencedora.

A Rita também tem um enorme potencial, tal como a Maria Inês.

O Nuno Siqueira, não o tendo ouvido noutras fases, conquistou-me com a sua voz no tema do Lewis Capaldi.

Por isso, como disse a Carolina Deslandes, importa mais o que façam daqui para a frente, a ajuda que possam ter para lhes dar o impulso, e a sua vontade e garra para trabalhar, aproveitando as oportunidades que surgirem.

 

Parabéns a todos, por elevarem a fasquia dessa forma!

 

 

Imagem: The Voice Portugal

 

 

 

Vi ontem o The Voice Kids e só me pergunto: eram mesmo crianças?!

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Costumo acompanhar o The Voice Portugal. O The Voice Kids, nem por isso.

Mas tinha aquela ideia de que seriam crianças a cantar e, ainda que com talento, com a maturidade e voz de crianças, que são.

 

Não poderia estar mais enganada!

Como disse o Carlão, ao ver a qualidade, maturidade, talento e seriedade com que os concorrentes ali se apresentam, "sabes que isto é o The Voice Kids...".

Pois, é difícil não ficar na dúvida porque as crianças que ali vão, pelo menos aquelas que eu vi são, sem exagero, melhores que muitos adultos que já passaram no The Voice Portugal.

Um miúdo de 12 anos com uma voz de um experiente fadista?

Uma miúda de 11 anos que compõe e já canta e toca os seus originais?

Que belas vozes estas, uma atrás da outra. Que postura. Que profissionalismo.

De onde saíram estas crianças?!

 

Espero, sinceramente, que nunca desistam e consigam concretizar os seus sonhos porque já têm tudo para o conseguir, se assim o quiserem!

Estes foram, dos que vi, os meus preferidos.

 

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Rosa

 

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Aurora

 

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Yasmin

 

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Simão

 

 

Imagens: The Voice Portugal

 

 
 
 

 

Estreou a 8ª temporada do The Voice Portugal

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E digo-vos que foi a primeira vez, numa prova cega, que, de forma geral, concordei com as decisões dos mentores!

Confesso que, no domingo, nem me lembrei que o programa ia estrear. Nem sequer pus a gravar.

Depois, quando fiquei a saber, não me apeteceu muito vê-lo. Seria mais do mesmo, e começo a ficar um pouco farta deste tipo de programas.

 

Mas...

Ontem, deu-me para dar o benefício da dúvida, e assistir ao programa.

Mantêm-se os dramas dos concorrentes mas, desta vez, com a diferença de que, nem mentores, nem apresentadores (sobretudo a Catarina), podem confortá-los com abraços, o que deve ser mais difícil. Ainda que tenha havido por ali uma proximidade que não sei se seria aconselhável.

 

Parece-me que os mentores estão (até ver) com uma mentalidade mais aberta quanto ao diferente, embora ainda se mantenham alguns velhos hábitos. 

Houve espaço para concertina, cante alentejano e música mexicana. Houve espaço para suavidade e simplicidade, mas também malabarismos de voz.

 

A primeira etapa de provas cegas foi uma boa supresa, cheia de grandes e diversificados talentos, como se pode comprovar pelo número de concorrentes que já ficaram seleccionados.

 

Os meus preferidos foram: João Amaral, Andor Violeta, Natacha Oliveira, Tiago Barbosa e Carina Leitão.

Trocava, talvez, a Catarina Pereira (seleccionada), pelo Carlos Villarreta (eliminado).

 

Gostei da atitude da concorrente Joana, ao afirmar que a sua prestação tinha sido fraca, e que percebeu que este tipo de programas não é para ela. Cantar sim, mas fora deles. 

Muitas pessoas podem perguntar-se como é que uma pessoa que faz da música a sua vida, sente nervos numa prova destas.

Penso que seja um pouco como aqueles alunos que sabem a matéria toda mas chegam ao teste, dá-lhes uma branca, bloqueiam, e tiram uma nota baixa. Se for preciso, basta entregar o teste, e começam a lembrar-se das respostas que deviam ter dado.

 

Notou-se, para já, uma preferência dos concorrentes pelo António Zambujo, provando que acreditam ter mais hipóteses com ele, do que com os restantes, e acabando para já, com o "reinado Marisa".

 

Vamos ver como correrão as próximas provas mas, para já, convenceu-me!

 

 

Imagem: The Voice Portugal