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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Para onde vai a nossa disposição...

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...quando somos "engolidos" por uma rotina diária que insiste em nos sugar, até não sobrar mais que um autómato, que sistematicamente repete as mesmas acções, nos mesmos horários, nos mesmos dias, e cuja eventual fuga a essa rotina seja apenas sinónimo de adiamento, e não de isenção de tarefas?

 

É um facto que não gosto de surpresas. Não gosto que me alterem a rotina sem pré aviso, nem gosto de agir consoante o momento. Gosto das coisas previamente organizadas, planeadas, ainda que nem sempre as consiga concretizar com a exactidão que esperava. Por exemplo, sempre que planeamos uma saída, por um motivo ou outro, atrasamo-nos sempre.

 

Se fizer algo que não estava nos planos já sei que, quando voltar à realidade, tenho o mesmo de sempre à minha espera, com a agravante de ter menos tempo para o fazer, ou ter de adiar, e fazê-lo noutro dia, em que já tinha planos feitos, que acabam por se ver também eles alterados.

 

Por outro lado, vejo que os meus dias começam e acabam exactamente da mesma forma. Começo os dias a fazer as mesmíssimas tarefas. Com sorte, apenas se altera a ordem pela qual as faço. O tempo está mais ou menos controlado para cada uma delas. E quando saio do trabalho, já sei que me esperam as mesmas coisas por fazer, por arrumar. E já sei como vai terminar o dia. Sem novidades, sem surpresas.

 

A essa hora, e tendo agido como um robot programado o dia todo, cansada da rotina do costume, é difícil encontrar a boa disposição, achar piada a algo que nos dizem, encontrar alguma paciência para parvoíces, ser contagiada pelo bom humor dos restantes, que tiveram certamente um dia melhor. O máximo que nos sai, é aquele sorriso forçado, e também ele programado, a fazer lembrar a robot Sophia.

 

É difícil voltar a ser humana, e a agir como humana, quando temos cada vez mais que nos tornar verdadeiras máquinas no dia a dia. 

 

Quando o despertador não toca...

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...o corpo é que paga!

 

É suposto levantarmo-nos, no máximo, às 7 horas, para as 08h/ 8h10m sair de casa.

Hoje, o despertador não tocou. Estava acordada, mas estava à espera que tocasse. Como estava a demorar, lembrei-me de ver as horas.

Eram 7h20m!

Chamei logo a minha filha e disse-lhe para se despachar, que eu ia fazer o mesmo.

Entre a higiene, o vestir, comer, tratar das gatas, fazer a cama, e ainda fritar douradinhos para o almoço, conseguimo-nos despachar até uns minutos antes do habitual, e deixei-a mais cedo que o costume na escola.

 

Na brincadeira, até lhe disse: se calhar o melhor é começarmos a acordar sempre a esta hora!

Qual é a idade certa para deixar os nossos filhos dormir em casa dos amigos?

 

Será que existe uma idade certa para os nossos filhos dormirem em casa dos amigos?

Talvez exista, mas essa idade difere de criança para criança, não é uma regra geral.

Em primeiro lugar, é preciso que os nossos filhos queiram fazê-lo e se sintam animados para tal. Nunca devemos impôr uma experiência dessas, convém que a iniciativa parta deles, ou então que se mostrem, pelo menos, receptivos à sugestão.

Mas isso só não basta. Imaginem que o vosso filho ainda usa fraldas numa determinada idade, ou faz chichi na cama de vez em quando, ou qualquer outro facto que o possa deixar envergonhado ou embaraçado perante os amigos. Será bom deixá-lo passar a noite na casa do amigo e arriscar? Talvez seja melhor esperar até essas situações serem ultrapassadas.

Depois, convém que a primeira vez a dormir fora de casa aconteça na casa de um amigo com quem eles costumem estar frequentemente, e cuja família nós conheçamos minimamente, porque isso irá deixar-nos, certamente, mais descansados. No entanto, estejam atentos porque pode acontecer o entusiasmo e excitação inicial dar lugar à saudade e apreensão, e os seus filhos ligarem a meio da noite a pedir para os ir buscar. Assim, é preferível que esse amigo não more muito longe.

A minha filha, por exemplo, foi convidada pouco tempo depois de ter conhecido uma menina na praia, com quem brincava, para dormir em casa dela, numa festa de pijama, com outras amigas dessa menina. E eu, na altura, pensei: ela nunca dormiu fora de casa (a não ser em casa dos avós ou do pai), nunca a deixei dormir em casa das colegas da escola, que conheço melhor e cujos pais conheço minimamente, porque haveria de deixá-la dormir em casa de alguém que só conheço de conversar uns dias na praia?

Confesso que fiquei com receio, e optei por não dar esse passo naquele momento. Hoje, e porque já lá estive algumas vezes em casa e conheço melhor os pais da amiga da minha filha, já seria diferente.

E, depois, convém que os nossos filhos já tenham alguma autonomia, embora em casa de outras pessoas eles tentem desembaraçar-se sozinhos de uma forma que não fazem em casa com os pais. Vestir e despir, higiene pessoa, calçar, entre outras, são tarefas que eles já devem dominar. 

Se já estão confiantes em deixarem os vossos filhos passar por esta experiência, levem-na até ao fim da melhor forma. Isso inclui não estarem constantemente a ligar para eles para saber como estão a correr as coisas e como se estão a portar. Combinem apenas um horário para um simples telefonema, e nada mais.

Mandem junto com o básico, algo que lhe possa dar confiança ou apoio, como um brinquedo, um boneco, a sua almofada, ou algo do género.

Acima de tudo, penso que é preciso haver vontade, confiança e serenidade, e tudo há-de correr pelo melhor!

 

Não sou perita, mas desenrasco-me

 

Não gosto de me pôr a fazer aquilo que não sei. Há quem tenha jeito para umas coisas. Há quem tenha para outras.

E alisar paredes, e pintar não são tarefas para mim. Eu sou mais de destruir as paredes!

Não tenho culpa que as paredes não prestem. Parece que são ocas. E assim que começo a tirar a parte que se vê, vem o resto da parede atrás!

Foi o que aconteceu no passado fim de semana. Na sala, esteve o meu marido a fazer a massa e o meu irmão a aplicar.

Na entrada, calhou-me a mim. Lá estive eu a aplicar massa na parede acabadinha de arrancar, e a pintar a divisão.

Não sou perita, mas desenrasquei-me! Vamos lá ver quanto tempo dura a minha obra prima. 

Mas espero não ter que me meter nisso outra vez. Prefiro deixar esse trabalho para quem sabe mais que eu, e ocupar-me com as limpezas e arrumações.

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