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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Por onde anda o romantismo?

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Não anda!

Quando, para além do trabalho fora de casa, passo cada dia:

- a limpar as leiteiras das gatas 5 ou 6 vezes ao dia

- a controlar a ração das bichanas, dar atenção, brincar com elas

- cozinhar

- fazer camas que mais parece que andou por ali um furacão, de tão desarrumadas que estão

- a lavar camiões de loiça que se foram acumulando ao longo do dia, porque não há tempo para o fazer antes

- a arrumar tudo o que ficou desarrumado

- a ter que estender ou apanhar roupa, para não acumular no fim de semana

- a despejar vários sacos de lixo que vão ficando por ali à espera do uns minutos disponíveis para tal

 

A ter que fazer isto tudo sozinha, porque o marido tem dois trabalhos e só vai a casa comer qualquer coisa e dormir umas horas, e a filha está ocupada com a vida escolar

E repeti-lo dia após dia, ao longo de toda a semana...

... não é fácil ter boa disposição quando a noite ou o fim de semana chegam, e estar em modo romance.

Por norma, estou cansada, desejosa de acabar tudo e deitar-me para ver se descanso e durmo.

Algumas vezes, fico mesmo de mau humor porque queria chegar a casa e poder relaxar, mas não posso. Porque pensava que naquele dia não haveria tanto por fazer, mas afinal tenho o mesmo, ou mais ainda.

 

Deve ser por isso que o romantismo, averso a estas más energias, foi passar férias prolongadas para outro lado. Ou então, tirou licença por tempo indeterminado.

E não é fácil fazê-lo voltar, apenas por meia dúzia de horas, no meio do caos.

 

 

 

Devem as mulheres dar valor aos maridos que as "ajudam" nas tarefas domésticas?

Tarefas domésticas - Inglês

 

Esta questão foi tema de debate há uns dias.

Logo para começar, a própria frase é discriminatória. 

Leva a crer que as tarefas domésticas são obrigação da mulher e que, qualquer uma que o homem faça, é uma ajuda que está a dar, um favor que faz à mulher que com ele vive.

Nunca, em todos estes anos, ouvi a frase ao contrário "devem os homens dar valor às mulheres que os ajudam...". E, ainda que ouvisse, continuaria a ser errada.

Há uns séculos atrás, faria sentido. Em pleno século XXI, não.

 

Ninguém ajuda ninguém nas lides domésticas.

Todos se servem, todos sujam, todos utilizam, logo, todos devem colaborar.

É um trabalho conjunto, para um fim comum.

Se o homem morasse sozinho, tinha que fazer as coisas. Porque é que, morando com uma mulher, já é considerado "ajuda"? E vice-versa?

Para mim não é ajuda, e não são acções que se devam valorizar, como se fossem uma atenção que se tem para com a outra pessoa.

Para mim são deveres de ambos.

São tarefas que devem ser feitas porque são necessárias, e não gestos que mereçam elogios, ou que se façam propositadamente, à espera de elogios e valorização.

Porque se ninguém as fizer, a casa tornar-se-á um sítio inabitável, onde ninguém se sentirá bem em morar.

 

Este texto é um bom exemplo da opinião que acabei de expressar aqui: 

como-um-homem-precisa-pensar-sobre-ajudar-a-mulher-em-casa/

 

E por aí, homens e mulheres, qual é a vossa opinião/ visão?