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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Pesquisa obsessiva

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O filme começa, e digo ao meu marido: "olha, ia dizer que aquilo era a imagem do ambiente de trabalho do pc". Era mesmo! Parecia que estávamos no pc, mas na tv.

 

 

Uma família, contituída por pai, mãe e filha, aparenta ter tudo para ser uma família feliz.

A mãe, tira fotos e guarda vídeos das fases mais importantes da vida da filha, que guarda em pastas, no computador. Faz lembrar alguém?!

A filha vai crescendo. A mãe acaba por falecer de cancro. E a família feliz desfaz-se.

 

 

Num dia como outro qualquer, Margot avisa o pai que vai passar a noite a fazer um trabalho de biologia em casa das amigas, e que não espere por ela, porque será uma directa. Parece querer despachar o pai, não dar grandes explicações.

No entanto, a meio da noite, liga várias vezes ao pai, que não atende. Tenta através de ligação pelo facebook, sem sucesso.

E, no dia seguinte, o telemóvel dela está desligado, e ele não consegue falar com a filha que, fica a saber, faltou nesse dia às aulas, e há seis meses que não vai às aulas de piano, para as quais o pai lhe deixa dinheiro todos os meses.

 

 

É a partir desse momento que o pai de Margot dá início a uma pesquisa obsessiva através da internet, para descobrir onde ou com quem ela poderá estar, ou o que lhe poderá ter acontecido.

Ao longo do filme, tudo parece mostrar que David e Margot não têm uma boa relação, desde a morte da mãe, e que ele não conhece, de todo, a filha.

Com a ajuda de uma detective premiada, David terá que aceder a todas a redes sociais da filha, e até às pastas da falecida mulher, para conseguir contactos, pistas, informações.

 

 

E as descobertas que vai fazendo, podem-se revelar duras, surpreendentes, inesperadas, e até trágicas, prevendo-se aquele desfecho que ninguém quer, mas já todos esperam. 

A não ser que nada o que estamos a ver seja mesmo assim, tal como o estamos a ver!

 

 

Do refúgio nas redes sociais, à procura de alguém com quem se possam identificar, passando pelo roubo de identidade (bem a propósito d'A Rede), o filme mostra o mundo e a forma como as pessoas vivem a sua vida na actualidade, dando importância a coisas e situações muitas vezes superficiais, mas desvalorizando aquilo que mais importa.

No entanto, essas mesmas redes sociais acabam por ter um papel determinante na resolução deste mistério.

 

 

Achei fantásticos os programas que por ali tinha o pai da Margot, para encontrar números de telefone e até saber mais sobre alguém, com base numa simples imagem pesquisada no Google. Por aqui, não sei se já chegámos a esse nível.

 

 

A resposta à pergunta "O que aconteceu com Margot?" só a saberemos mesmo no final mas, se estivermos atentos, mas mesmo muito atentos, podemos descobrir quem está por detrás do que quer que seja que lhe tenha acontecido, antes desse momento. E garanto-vos que está muito bem pensado!

Emoji: O Filme

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A minha filha queria ir ao cinema. De entre os filmes que haviam, ela escolheu este. E adorou!

Já valeu a pena por isso.

O meu marido ia adormecendo na primeira parte. Diz que a segunda parte compensou e deu o dinheiro por bem empregue.

 

Já eu, achei o filme mediano, tendo em conta o que já se fez, em termos de animação e mensagem a transmitir.

É actual, sem dúvida, e damos por nós a pensar em todos aqueles emojis que usamos no dia-a-dia nas conversas e mensagens. Damos por nós, juntamente com as personagens, a percorrer o visor do smartphone, e percorrer os espaços entre as diversas aplicações, entrando numas, saindo de outras, com direito a passwords, firewall, reciclagem, hackers e muito mais.

 

No final da primeira parte, a sensação foi: ok, muito giro, mas não passa nada para este lado. Já no final do filme, após a moral da história, fica a decepção por um enredo tão fraquinho.

 

A mensagem: a amizade está acima de qualquer protagonismo, porque de nada serve sermos os maiores, estando sozinhos, e devemos aceitar, e ser, aquilo que somos, e não aquilo que os outros querem que sejamos.

 

 

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O portador do smartphone, que vai colocar em risco a vida de todos os emojis

 

 

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Hi-5, Gene e Rebelde, os salvadores da pátria

 

 

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A má da fita

Transcendence: A Nova Inteligência

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Um filme que tem fantasia a mais para o meu gosto, mas que nos faz pensar em algumas coisas como:

- ter cuidado com aquilo que desejamos porque, um dia, quem sabe, isso pode vir a ser concretizado, e tornar-se mais assustador do que benéfico

- a ciência é espectacular, mas há certas coisas que devem permanecer como estão, e deixar a natureza seguir o seu curso, sem interferir

- por muito boas que sejam as intenções de alguém, quando se lança nestas experiências, até que ponto a capacidade de controlar tudo e todos, e o próprio mundo, não desviarão alguém do seu carácter, e a sede de poder não a levará a actos abomináveis?

- poderá uma máquina substituir um humano a todos os níveis, e ser vista pelos demais como se fosse a pessoa, e não a máquina, que ali está à sua frente?

 

 

 

Sinopse:

"Will Caster é um dos mais importantes investigadores no campo da Inteligência Artificial, dedicando toda a sua vida a criar uma máquina capaz de pensar e sentir por si mesma. As suas experiências e criações controversas tornaram-no famoso na sua área de estudo, mas transformaram-no também num dos principais alvos dos grupos extremistas antitecnologia. Com o projecto quase concluído, Will é atacado por um grupo terrorista e deixado gravemente ferido. Antes que ele morra, Evelyn, a sua mulher, insere no seu cérebro um protótipo que lhe retira a consciência e a transfere para um supercomputador. Evelyn verifica que a mente de Will ressuscitou no processador da máquina e que continua a funcionar na perfeição. Porém, Caster revela uma vontade de adquirir conhecimento que parece ter perdido qualquer noção dos limites. Decidido a ganhar poder e controlar o mundo, ele tem um objectivo muito específico: tentar convencer a mulher a ligá-lo à internet para que ele se possa propagar por todos os computadores existentes e criar uma inteligência colectiva. Apesar de isso significar o sucesso de décadas de estudo e total dedicação, Evelyn percebe o impacto que poderá ter não apenas na sua vida, mas na de toda a Humanidade." 

A teoria da obsolescência programada

 

De certeza já se aperceberam, tal como eu, que determinados produtos que compramos actualmente não têm nem metada da durabilidade dos mais antigos.

Muitas vezes comentei com familiares que, hoje em dia, se fabricam, propositamente, produtos para durarem pouco, para que as pessoas se vejam obrigadas a comprar novos produtos ao fim de algum tempo.

Salvo algumas excepções, claro, se repararem, os produtos tendem a durar o mesmo tempo que oferecem de garantia. Findo esse prazo, é normal começarem a surgir problemas que terão de ser resolvidos à nossa custa. Isto quando não vêm com aquela conversa de "ah e tal, isso não vale a pena mandar arranjar, é melhor comprar novo"!

Acredita-se que é uma estratégia das empresas de programarem os seus produtos – ou o seu tempo de vida – para durar menos do que a tecnologia actual permite, levando o consumidor a comprar novos modelos. Isto é mais visível nos automóveis, electrodomésticos e produtos electrónicos.

No entanto, este fenómeno a que chamam de obsolescência programada, não é recente. Parece que já data dos anos 50, quando a explosão do consumo em massa mudou a forma de trabalhar de algumas empresas.

Há várias formas de esta absolescência acontecer: 

- o próprio consumidor considera que o produto que tem em casa já é velho, tendo em conta novos modelos que foram lançados

- quando as empresas diminuem a durabilidade dos seus produtos, forçando os consumidores a comprar o dobro ou o triplo do que comprariam 

- quando o arranjo dos produtos sai mais caro que a compra de um novo produto 

 

Esta situação provoca o aumento da produção de lixo, gera mais gastos de energia e matérias-primas, e emissão de poluentes.

Mas há quem defende que nada disto é real, e que o único motivo para que os produtos tenham menos durabilidade é o avanço da tecnologia e o progresso.

O que é certo é que a maior parte dos electrodomésticos que aqui tenho em casa, já duram há mais de 10 anos. E tenho quase a certeza de que, se for agora comprar novos, nem uma terça parte desse tempo devem durar!

 

 

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Alguém me diz onde fica o ambiente de trabalho?

 

A minha filha trouxe trabalhos de casa para fazer. Esteve à espera que eu chegasse a casa para fazê-los. Mas chega à conclusão que deixou o livro na escola! Que bom!

Digo-lhe para ligar o Magalhães e ver na minha pen se tenho o livro digitalizado. Confirma-se. Só há um problema - o Magalhães não dá para ligar à impressora, por isso, temos que ligar o computador novo. E assim fazemos.

O meu marido tinha criado duas contas, uma para ele e outra para a minha filha. Quis iniciar sessão na conta dela. Estive mais de 10 minutos à espera que as actualizações terminassem. Terminaram!

E agora? Alguém me diz onde fica o ambiente de trabalho desta coisa?! Procurámos, procurámos, e ao fim de mais 10 minutos, encontrámos!

 

 

Menos mal. Já no ambiente de trabalho, procuro desesperadamente O Meu Computador, mas nem sinal. Mais um tempo perdido até que, por fim, vejo em baixo um ícone de pastas. Abro-o e, voilá! Consegui chegar à pen! Abro o ficheiro, mando imprimir e...

...o tinteiro preto chegou ao fim! Um dia depois de ter substituído o de cor! 

Já completamente sem paciência, desliguei esta maravilha de pc e liguei o meu adorado Magalhães, só para ela ver a pergunta que não imprimiu e fazer os trabalhos.

Está mais que visto, e comprovado, que novidades e modernices tecnológicas não são para mim!

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