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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

2021 será um ano de "reconstrução" e não tanto de "salvação"

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Sabem quando uma tempestade ou catástrofe ocorre e, depois de passar, nos deixa a braços com os destroços?

Pois a pandemia não é muito diferente.

Ouço muitas pessoas falarem do ano 2021 como o ano em que tudo será melhor, tudo será diferente, em que, quem sabe, nos vamos ver livres, da pandemia.

Eu não o vejo assim.

Se 2020 foi o ano em que ela passou por nós e nos atingiu com mais severidade, 2021, com ela ainda presente, será o ano em que vamos estar a avaliar os estragos, a lidar com os destroços por ela deixados, a ver o que é possível salvar e o que tem que ser construído de raiz, feito de novo.

2021 é o ano em que lidamos com as consequências, como a ainda maior desigualdade social, com o desemprego no caso dos que ficaram sem trabalho, com as dívidas daqueles que viram os seus rendimentos afectados com cortes e medidas extremas, com todas as outras doenças e problemas de saúde que ficaram "pendentes", provavelmente, com uma crise económica, e sabe-se lá que mais.

Tal como, após uma tempestade, as pessoas lidam com a falta de água e luz, com as dificuldades de acesso, com problemas de saúde pública, dela decorrentes.

 

E, muitas vezes, esse "pós tempestade" é tão ou mais duro que a tempestade em si e, sem dúvida, mais duradouro.

É preciso coragem. Resiliência. Determinação. 

E sim, esperança, também.

Mas, da mesma forma, a noção de que não haverá nenhuma varinha mágica ou feitiço, que nos devolva em meros dias ou meses, aquilo de tínhamos antes.

Da poeira que o vento levanta no ar...

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Por vezes surge, de repente, uma rajada de vento que levanta a poeira no ar, e a faz andar ali, num remoinho, sem saber onde vai parar, nem quando vai voltar a assentar.

Esta semana, sinto-me a poeira nesse remoinho.

Estava tão bem no chão e, de repente, veio a rajada de vento não sei de onde, nem como, e arrastou-me com ela.

E, agora, estou aqui no meio do tumulto, ansiosa para que ela passe depressa, que os nervos se vão embora, e que a incerteza se esclareça.

À espera que a rajada se desfaça, e me volte a pousar no chão, em terreno seguro.

Para que tudo volte ao normal. 

 

Tornado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois de muito adiar esta leitura, não resisti mais e tive mesmo que o tirar da estante!

E o que posso dizer é que este último livro da Sandra Brown não me desiludiu!

Sim, tem tudo aquilo que os outros também têm: a protagonista feminina, o "bad boy" por quem ela se apaixona e que até se pode revelar boa pessoa, um crime, muitos suspeitos (uns mais óbvios que outros), muito mistério, um assassino à solta e um desfecho que ninguém esperava.

Mas nem por isso deixou de ser uma história brilhante, como só ela sabe escrever, e de me fazer ansiar pelo próximo!

Cada história é diferente e cada uma prende o leitor de uma forma especial.

Esta última teve origem no assassinato de uma jovem adolescente no dia em que um violento tornado varreu toda a região, e que dezoito anos mais tarde deu origem a um livro com esse mesmo nome, e que é também o título do livro da Sandra Brown.

O que é curioso porque ler os livros da Sandra Brown é como ser apanhada por um tornado, andar a girar dentro dele e, no fim da leitura, voltar de novo a pousar os pés na terra, ainda meio "atordoados" com o final da aventura.

A diferença é que as personagens da história querem esquecer esse tornado que mudou para sempre as suas vidas, e nós, leitores, ansiamos pela chegada da próxima tempestade!

Qual é a tempestade de hoje?

 

Depois de alguém ter aborrecido, e bem, a "menina Stephanie", fazendo-a descarregar toda a sua fúria em cima de nós, no passado fim de semana, e quando já pensávamos que tudo voltaria ao normal, após uma segunda-feira de aparentes tréguas, heis que volta o mau tempo.

Vento forte, chuva, queda de neve e agitação marítima marcam presença nesta terça-feira. Evoluímos de avisos vermelhos e laranjas para amarelos mas, mesmo assim, este tempo não convida ninguém a sair à rua.

Infelizmente, para muitos, não há outra opção. E para quem não anda de transportes, é melhor preparar as capas, as galochas, e uma reserva de guarda-chuvas porque, à semelhança de outros dias de temporal, serão muitos os que se irão partir, voar, despedaçar e parar ao caixote do lixo mais próximo.

Quem será que enfureceram desta vez? 

A Stephanie lá fora...

 

...e eu cá dentro!

Aqui na vila, a fúria da Stephanie fez-se sentir desde manhã, com mais vento que chuva.

As palmeiras ameaçavam perder a rama. 

As antenas ameaçavam voar.

No quintal da frente, tudo o que andava à solta batia contra o portão.

O cenário não era nada animador. Tão depressa clareava como escurecia. E o vento continuava a soprar com força, sem tréguas. 

A tampa da minha caixa de correio, tive que colar com fita isoladora, para não partir!

E foi o único momento em que saí à rua!

O resto do dia foi passado em casa. E foi o melhor que eu fiz!