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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Viver continuamente sob stress...

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... não é para mim.

Há quem goste dessa adrenalina, dessa correria, desse stress constante de viver sempre ali no limite, de ter mil e uma coisas para fazer e consegui-las, nem que seja no último minuto!

Para algumas pessoas, só assim a vida faz sentido, só assim se sentem vivas, activas, úteis.

 

 

Para mim, não dá.

A mim, faz-me sentir pressionada, ansiosa, preocupada, nervosa, stressada e, até, irritada.

Nunca fui disso, mas cada vez mais preciso de paz, sossego, calma, tranquilidade, de fazer as coisas ao meu tempo, e não em contrarrelógio.

De fazer as coisas por gosto, com a devida atenção dada a cada uma delas em particular, e não de as fazer de empreitada, como se costuma dizer "a aviar porcos".

 

 

Quando começo a ver muitas coisas a juntarem-se ao mesmo tempo, e percebo que não sei se terei tempo para todas elas, nem como vou dar conta delas em tempo útil e com a celeridade que, por vezes, é necessária, começo a entrar em parafuso.

Parece uma onda gigante que vem lá ao fundo e se está a aproximar, e da qual só nos apetece fugir.

No entanto, até ver, tenho-me mantido dentro de água e, quando a onda chega e passa por mim, afinal não era assim tão grande como parecia.

Até um dia...

 

 

E por aí, são daquelas pessoas a quem o stress dá energia e pica para viver, ou das que preferem a tranquilidade?

 

 

Azar com as sopas, sorte com...

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... nada!

 

Já é extremamente difícil conseguir que a minha filha coma sopa. Basicamente, ela só gosta de canja, e qualquer outra sopa desde que não tenha legumes, e não esteja muito grossa.

Como não tenho tempo, nem me apetece ter trabalho a fazer sopa, tenho por hábito comprar já feita.

Mas, ultimamente, não tenho tido sorte.

 

 

As sopas que compro no hipermercado, ou são autenticos purés de farinha, ou têm tal quantidade de legumes que, depois de escolhidos, pouco sobra.

 

 

A canja que comprava, num restaurante a caminho de casa, está cada vez mais parecida com tudo menos canja.

Comprei creme de legumes no mesmo sítio. Estava estragada. 

 

Quando fui ao hipermercado às compras, a sopa do dia não me agradava e, por isso, comprei uma embalada. Abri, aqueci, e estava estragada!

 

Agora tenho comprado numa pastelaria onde costumo comprar os bolos. Até agora, tanto a canja como a sopa de nabiças estavam boas. O problema é o tempo que uma pessoa perde para ir buscar uma simples sopa, em hora de ponta para almoços!

 

 

Realmente, não há nada como uma sopa caseira, feita por nós!

Um trabalho de Educação Visual que já me custou 50 euros

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E estamos a falar de uma disciplina normal, do ensino básico.

Nem quero imaginar se estivesse na área específica de Desenho, no ensino secundário.

 

 

A professora de Educação Visual propôs um trabalho, que consistia em construir uma letra em 3D, com 70 cm de altura, e 15 cm de largura e espessura, com materiais recicláveis, sob o tema oceanos.

Parece simples, e pouco dispendioso mas, para fazê-lo, foi preciso:

- cartão - tinha cartão em casa mas, ou estava todo vincado, com rugas e, ou era fino demais, ou não tinha o tamanho pretendido, por isso tivemos que comprar - cerca de 3 euros

- pistola de cola quente e recargas - cerca de 5 euros (acho que ainda não é possível outra forma)

- cola de madeira para a pasta de papel - cerca de 5 euros (aqui poderia ter optado pela receita caseira da farinha, mas não quis arriscar)

- tintas para pintar (4 cores) e pincéis - cerca de 33 euros (se alguém souber criar tintas caseiras, agradeço)

- cola para colar a areia e as pedrinhas - cerca de 2 euros

- papel eva para fazer os corais e peixes - cerca de 2 euros (podia ter pintado, mas assim ficaram mais bonitos)

 

Vá lá que a colega com quem tinha que fazer o trabalho arranjou areia e conchas para decorar, senão ainda acrescia os bilhetes de autocarro para a apanha de conchas e afins!

 

E ficou assim a letra I, que vai hoje finalmente ser entregue à professora.

 

 

Ainda dizem que o ensino é gratuito. Gratuito para quem?

Para os alunos, ou para nós, pais, não é de certeza!

Quando os filhos saem de casa dos pais

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Embora, na actualidade, estejamos a assistir ao quadro inverso, em que os filhos, por questões financeiras ou outras, ficam até cada vez mais tarde em casa dos pais ou, não estando lá, acabam por regressar para junto dos progenitores, o normal é que, a determinado momento, os filhos queiram dar uso às suas asas, e voem para as suas próprias casas, seja pelo casamento, ou porque querem viver sozinhos, ou dividir casa com os amigos.

 

 

Quando isso acontece, como fica a vida dos pais enquanto casal?

Como é que os pais encaram essa saída, e de que forma a mesma se reflecte na sua vida enquanto casal, agora que, de certa forma, deixaram de ter a responsabilidade de criar, educar e sustentar os filhos, de estar sempre ali para eles de forma mais presente, de se dedicar de forma tão intensa a eles?

 

 

Existem casais que aproveitam para renovar a sua vida a dois, para retomar velhas rotinas há muito esquecidas, para reacender a chama que já há muito ardia muito ténue, para viver da melhor forma esta espécie de nova liberdade, com muito mais tempo e disponibilidade.

Dá-se quase que uma redescoberta do amor, e da vida em conjunto.

 

 

Por outro lado, existem casais que, simplesmente, já não sabem viver a dois. 

Que estão, de tal forma, habituados a ter os filhos consigo, a a todo o trabalho, tempo e envolvência que lhe dedicam que, na falta deles, não sabem o que fazer, como agir, como estar apenas na presença do companheiro que, agora, lhes parece uma pessoa estranha.

E, por isso, acabam por se afastar do companheiro, refugiar-se em tudo os que os mantenha ocupados, sejam tarefas domésticas ou actividades com amigos, desporto, hobbies, ou apenas ver televisão, ler um livro.

Qualquer coisa serve de desculpa, para não ter que ficar na situação incómoda de estar com o outro a sós, de retomar um romance quando já nem sabem o que isso é, ou como o fazer.

 

 

E há os que não suportam mesmo o "fosso" que se gerou com a saída de casa dos filhos, e acabam por se separar. 

Por incrível que pareça, muitas vezes, os filhos são a "cola" que mantém os pais unidos.

E, ao saírem de casa, quebra-se o que unia os membros do casal, ditando o fim das relações.

As linhas com que "cosemos" a nossa vida

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Até as linhas mais resistentes tendem, com o tempo e o desgaste, a enfraquecer, e algumas vezes, a quebrar, quando sujeitas ao uso repetido, inadequado ou esticadas ao limite.

E nós, vamos dando um nó aqui, outro nó ali, para que a linha permaneça unida. Ou é ela que, por si mesma, vai formando nós.

Quando são poucos, e espaçados, quase nem nos apercebemos deles. A linha continua a passar sem grandes dificuldades.

Mas, um dia, deparamo-nos com uma linha totalmente preenchida com nós, que nos travam a todo o momento, que impedem o prosseguir do caminho, e torna-se difícil continuar a fazer o que quer que seja com ela.

Aí, ou tentamos desfazer os nós, e tentamos dar o melhor com cada uma das partes quebradas, ou os nós são tantos e impossíveis de desemaranhar, que a única solução é cortar a linha, e recomeçar do zero.

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