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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quando começamos a desistir de procurar algo que não fazemos ideia onde possa estar

Procurar uma agulha no palheiro | Portugueasy

 

Num dia, temos tudo arrumadinho, organizado, cada coisa no seu respectivo lugar.

Depois, à medida que o tempo vai passando, vamos usando, tirando do sítio, e colocando depois, por falta de tempo, ou preguiça, para qualquer lado que seja prático, no momento.

E assim, ao longo de meses, e anos, lá se vai a organização. 

Porque nunca há tempo para arrumar quando ainda são poucas coisas, e acabamos por acumular tudo, dificultando a missão de procurar aquilo que há muito perdemos, não sabemos onde paira, nem onde possa estar.

 

Procuramos num lado, mas não está.

Procuramos noutro, mas só encontramos mais confusão.

E, às tantas, perguntamo-nos se, o que procuramos, ainda existirá. E se ainda existe, se algum dia o iremos encontrar. Ou encontrar a tempo.

Por vezes, quando não fazemos ideia de onde procurar, começamos a perder a esperança, e a achar que o melhor é dar por perdido definitivamente.

Se é certo que não devemos desistir, também é verdade que essa busca indefinida nos leva a perder muito tempo, sem saber se trará o resultado esperado.

E se até encontrarmos? Em que condições estará? Poderá voltar a ser usado? Servirá ainda o mesmo propósito? Ou foi tempo perdido para encontrar algo que, de qualquer forma, já não serve?

Quem sabe só assim, aceitando que não vale a pena procurar o que podemos nunca encontrar, ou que pode não estar no mesmo estado que um dia conhecemos, possamos dar oportunidade a algo novo.

 

Mas fica sempre a dúvida se, tendo a sorte de encontrar, não estaria tal e qual como tínhamos deixado, apenas abafado com tudo o que tínhamos, entretanto, atirado para cima...

 

Trabalhar com um computador marado!

Desenho de Um computador portátil pintado e colorido por Lalisatan ...

Não é fácil.

O primeiro passo é ligar.

Depois, para o teclado e rato funcionarem, tenho que carregar sempre na tecla F5.

Está, então, operacional. Ou mais ou menos!

 

Nem todas as teclas funcionam, pelo que tenho que activar o teclado no ecrã.

E depois, é escrever umas letras no teclado normal, outras no do ecrã.

É passar o tempo todo a maximizar e minimizar o teclado no ecrã, ou a desviá-lo de cima para baixo, ou da esquerda para a direita, e vice-versa, para poder ver o que estou a escrever.

É estar sempre a pôr a página, o documento ou o local certo para colocar o cursor e escrever, porque ele abre outras que não são as que quero.

 

E, como está mesmo muito marado, não posso ter muitos páginas de internet abertas ao mesmo tempo senão, dá-me aquela mensagem irritante "Ah bolas", e fecha-me tudo!

 

Por vezes, volta a bloquear e lá tenho eu que carregar no F5.

Também acontece mudar sozinho para ecrã inteiro, e depois não deixar voltar ao normal.

 

Nos dias mais difíceis, que por acaso até nem têm ocorrido com frequência ultimamente (ele sabe que eu tenho que trabalhar e preciso da colaboração dele), é reininiar várias vezes, para ver se deixa fazer o mínimo.

 

É um portátil que já há muito estava com problemas, e só se usava para desenrascar, até porque comprámos um novo para a minha filha utilizar para a escola.

Mas tem sido, apesar de tudo, bastante útil nestes tempos de teletrabalho.

O pior, é voltar a escrever num pc normal!

Dou por mim a ir lançada, como se ainda estivesse a trabalhar com teclado no ecrã, e só depois me lembro que não é preciso!

Porque não se deve deixar um trabalho para a última hora

Resultado de imagem para trabalhos escolares

 

Em primeiro lugar, porque, quanto mais tempo deixamos passar, mais probabilidades há de que, o tema que queremos, já tenha sido escolhido, e nos tenhamos que contentar com os que restam, ou com sugestões dos professores.

A minha filha tinha que fazer um trabalho de análise de um poema de Camões, do manual, para este período. Não escolheu logo e, quando o fez, já todos estavam escolhidos.

É certo que os poemas do manual não chegavam para todos os alunos e, por isso, a professora disse que poderiam escolher outros.

Ela assim o fez mas, entretanto, quando marcou a sua apresentação e mostrou o poema, já estava escolhido também.

A apresentação estava marcada para ontem. Na sexta-feira à noite, ela enviou email à professora com o nome do novo poema escolhido e pediu, caso já estivesse a ser trabalhado, que a professora facultasse a lista dos poemas já escolhidos.

A professora respondeu-lhe no domingo, ao final da tarde, que o poema já estava escolhido também, e que veriam na aula outra opção.

Ou seja, já era o segundo trabalho feito, e "deitado ao lixo".

Tudo isto poderia ter sido evitado se, por um lado, ela tivesse pensado no trabalho mais cedo e, por outro, se a professora tivesse dado logo os poemas já escolhidos, para ela não andar a perder tempo em vão.

E foi assim que, às 19 horas da véspera da apresentação de um trabalho, ela teve que começá-lo e acabá-lo, sem qualquer preparação.

 

 

Ainda a propósito da escolha do tema, quanto mais cedo pensarmos nele, melhor e maior a pesquisa que podemos fazer, para nos ajudar à escolha, consoante a quantidade e qualidade de infornação existente para cada um dos temas, e que melhor poderá ser trabalhada e desenvolvida.

Se pesquisarmos, dentro do tema geral, ou do específico no qual tínhamos interesse, e percebermos que há muito para falar, podemos reservá-lo para nós com antecedência.

Já se deixarmos para o fim, e tivermos que ficar com "as sobras", arriscamo-nos a que, para o tema que nos calhou, não haja informação suficiente ou importante, e não consigamos fazer um trabalho tão bom.

 

 

Em terceiro lugar porque, caso tenha que haver alterações nas datas de entrega ou apresentação, e estas sejam adiantadas, não corremos o risco de o trabalho não estar pronto, adiantado ou sequer começado.

Por vezes, apesar de haver uma data específica para entrega/ apresentação dos trabalhos, os professores podem, por diversos motivos, adiar a mesma ou, como já chegou a acontecer, adiantá-la.

Nesses casos, se o trabalho já estiver feito ou quase, facilita-nos muito a vida. Já se estiver ainda no início, ou se ainda não tivermos, sequer, pegado nele, arriscamo-nos a fazê-lo à pressa, e a não ficar no seu melhor, prejudicando a nota.

 

 

Se for preciso escolhermos uma data para entrega/ apresentação da mesma, quanto mais cedo o fizermos, melhor garantimos a reserva desse tempo que iremos ocupar, não nos arriscando a que, por qualquer motivo, o tempo fique todo ocupado e não haja vaga para nós.

Quanto mais cedo escolhermos uma data, mais hipóteses temos de reservar o dia que nos dá mais jeito, e de nos organizarmos.

Caso deixemos para mais tarde, podemos não ter hipótese de escolha, e ter que ficar com a vaga que sobra, numa semana/ dia que já tenhamos também outras apresentações ou testes.

Por outro lado, embora os professores tenham que dar a mesma oportunidade a todos os alunos, e a contabilizar o tempo/ número de aulas que irão dispender com as apresentações de todos, pode acontecer, pelos mais variados motivos, o tempo disponível não chegar para todos e, quem chega por último, arrisca-se a não conseguir apresentar o seu trabalho, ficando penalizado.

 

 

Por último, quanto mais cedo o trabalho estiver feito, mais tempo nos sobra para preparar a apresentação ou, caso seja só para entrega, para nos dedicarmos a outros trabalhos ou, simplesmente, aproveitar o tempo livre, sem stress!

 

Abdicar da vida, pela carreira, ou da carreira, pela vida?

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Gosto de comunicar, de pesquisar, de entrevistar mas, nem uma única vez, pensei seguir a área do jornalismo. 

Muitas vezes o meu marido diz-me: devias investir nessa área. Ao que eu lhe respondo sempre: o facto de gostar de uma coisa, não quer dizer que tenha que fazer dela profissão ou carreira.

Da mesma forma que ele, apesar de gostar tanto de animais, não tem, obrigatoriamente, de ser médico veterinário, por exemplo.

 

Claro que haverá áreas que interessam a determinadas pessoas e que, por isso mesmo, querem seguir porque isso as realiza e faz felizes. E que o ideal, sempre que possível, é trabalharmos em algo que gostemos. Mas não tem que ser uma regra. Até porque, gostanto de diferentes áreas, não seria fácil exercê-las todas ao mesmo tempo.

 

Assim, e escolhida aquela que mais queremos ou nos agrada ou, simplesmente, aquela que, não nos agradando, é a que tem melhor saída profissional, há que mostrar o que valemos, dar o nosso melhor, decidar a nossa vida a ela, até porque é ela que nos dá o sustento.

Mas há quem leve a sua carreira a um extremo, de quase abdicar da sua vida, pelo trabalho. Muitas vezes, durante anos a fio.

Até há bem pouco tempo, era essa a tendência, sobretudo por parte das mulheres, que além de tudo o resto, queriam afirmar-se e mostrar o que valiam, num mundo de homens.

 

Hoje em dia, parece-me que a tendência se está a inverter.

Parece-me que, hoje, as pessoas estão a abdicar das suas carreiras, para recuperar a vida que naõ viveram até agora.

Há cerca de 2 anos, um conhecido do meu marido abdicou da sua carreira de engenheiro, e do belo salário que ganhava, para se tornar recepcionista num ginásio, e treinador de futebol de crianças nos tempos livres.

Aquilo que perdeu em dinheiro, ganhou em descanso, em horas com a família, em paz, e a fazer algo que gosta. E não se arrepende.

 

Da mesma forma, o médico veterinário que fundou o Hospital Veterinário aqui da vila, que estudou tanto para se formar, que lutou tanto para se dedicar aos animais e ter um hospital a seu cargo, desistiu porque já estava farto.

 

Colegas do meu marido, seguranças, com mais idade, já começam a acusar o excesso de trabalho, as noites  fora de casa, o pouco tempo para a família, e a preferir postos e horários mais suaves.

 

Até mesmo eu, quando tive oportunidade de ir para um trabalho a ganhar um bom ordenado, pouco depois de terminar os estudos, disse que não. Iria sair de casa de madrugada, e chegar à noite. Não dava para mim. E era solteira na altura, e sem filhos.

Hoje, ainda menos abdicaria, a não ser por extrema necessidade, do tempo que ainda vou tendo com a minha filha, por uma carreira profissional, por um emprego bem remunerado, mas que me tirasse a liberdade que hoje tenho.

 

E por aí, do que abdicariam mais facilmente: qualidade de vida, ou da carreira?

Como perder totalmente a razão numa reclamação

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Ninguém que vá a um serviço de urgência, de um qualquer hospital, em plena época de gripes e constipações, a um domingo, poderá pensar que será atendido com a rapidez que desejaria.

Nós passámos por lá de manhã. Cerca das 11 horas.

Havia mais de 20 pessoas em espera. Estava apenas um médico a atender.

O segurança informou-nos disso mesmo.

Só às 16 horas estariam dois médicos de serviço. Mas, a essa hora, o número de pessoas em espera poderia ser ainda maior.

Optámos por tentar arriscar mais ao final da tarde.

 

Fomos para lá às 18.30 horas.

Não estava um cenário muito melhor que antes, mas íamos preparadas para ficar várias horas. Eu, com um livro. A minha filha com o telemóvel.

A sala de espera é acolhedora. Não havia muito barulho. A temperatura estava amena, nem frio, nem calor.

Entretidas, perdemos a noção de quem já estava quando chegámos, ou quem teria chegado depois.

 

Uma utente que por ali estava, foi falar com o administrativo. Estava com tonturas, dores de cabeça, há algum tempo à espera, e ninguém a chamava.

Ele deve ter ido falar com alguém. Voltou com a indicação de que ela teria de esperar um pouco.

O pouco foram vários minutos.

O administrativo ausentou-se, provavelmente, para jantar. Era só ele a dar entrada e a chamar os utentes para o gabinete.

A mulher, já farta de esperar, foi fazer queixas ao segurança, que era inadmissível. Que o administrativo só estava ali a dar entradas e não fazia mais nada. Que ela estava cheia de tonturas e pressão na cabeça, e ninguém a chamava. E que ia ficar ali à espera que o administrativo voltasse para reclamar com ele.

Às tantas, começa a dizer que estavam ali pessoas há horas, e nem água tinham para beber. Que havia ali crianças há horas, e nem uma máquina com comida tinham.

Como o segurança não deve ter apoiado as queixas, começou a reclamar do segurança. A coisa sobe de tom, a mãe da mulher também se mete, a dizer que o segurança só sabe estar ali ao telemóvel, e não faz nada.

Já se falava de chamar a GNR.

Ela lá continuava, que estava ali uma menina há duas horas com dor de barriga, e ninguém chamava. E por aí fora.

 

Ela até teria a sua razão para reclamar, do seu estado. Antigamente, mesmo que não fossemos logo atendidos e vistos pelo médico, em algumas situações, mandavam-nos entrar e até mesmo as auxiliares iam fazendo o que podiam, até o médico ir examinar.

No entanto, começou a perdê-la ao reclamar com, e das pessoas erradas.

Que culpa tem o administrativo, ou o segurança, que o médico não chame, que demore muito com cada utente? Que não haja uma triagem? Que não haja prioridades?

 

Começou a perdê-la quando, para se queixar da sua própria situação, e para ganhar apoio, começou a falar das crianças, e dos bébés presentes.

Pergunto-me se, eventualmente, apesar das suas queixas, ela os deixaria a todos passar à sua frente, já que estava tão preocupada com eles, mais do que os próprios pais?

De acordo com o administrativo, já não é a primeira vez que ela faz uma cena destas, e quer ser atendida primeiro que os outros. Embora ela diga que não é isso que pretende.

 

Compreendo que é muito tempo em espera, e que a pessoa acaba por ficar ainda mais doente ali, do que já estava.

Que, apesar de ser um espaço novo, inaugurado há pouco tempo, não está a funcionar da melhor forma e, como ela bem disse, não chega mudar tudo por fora, se por dentro não funcionar.

Ainda assim, é o que nos vai valendo, para situações menos graves.

E, convenhamos, cerca de 2 horas/ 2 horas e meia de espera, comparadas com as 5/6 ou até 8/10 que muitas vezes existem nos grandes hospitais, não é muito.

Ou acharia ela que, indo para outro qualquer, ficaria despachada mais cedo?

 

Não ouvi mais nada porque, entretanto, fomos chamadas.

E ela, lá continuou à espera.