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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

E não é que já chove!

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E bem, aqui por Mafra!

A acompanhar a chuva, como não poderia deixar de ser, o seu amigo inseparável - o vento. 

Depois de uns agradáveis dias de primavera em pleno outono, temos agora uma tarde de verdadeiro temporal, em que nem vale a pena abrir o guarda-chuva, porque de nada adiantará nem protegerá.

 

Assim sendo, e por uma questão de poupança, o melhor é aproveitar já esta chuva abençoada para tomar banho.

E já agora, coloquem todos os baldes e recipientes que tiverem na rua, porque essa água que eles acumularem pode vir a dar imenso jeito!

 

 

Qual é a tempestade de hoje?

 

Depois de alguém ter aborrecido, e bem, a "menina Stephanie", fazendo-a descarregar toda a sua fúria em cima de nós, no passado fim de semana, e quando já pensávamos que tudo voltaria ao normal, após uma segunda-feira de aparentes tréguas, heis que volta o mau tempo.

Vento forte, chuva, queda de neve e agitação marítima marcam presença nesta terça-feira. Evoluímos de avisos vermelhos e laranjas para amarelos mas, mesmo assim, este tempo não convida ninguém a sair à rua.

Infelizmente, para muitos, não há outra opção. E para quem não anda de transportes, é melhor preparar as capas, as galochas, e uma reserva de guarda-chuvas porque, à semelhança de outros dias de temporal, serão muitos os que se irão partir, voar, despedaçar e parar ao caixote do lixo mais próximo.

Quem será que enfureceram desta vez? 

A Stephanie lá fora...

 

...e eu cá dentro!

Aqui na vila, a fúria da Stephanie fez-se sentir desde manhã, com mais vento que chuva.

As palmeiras ameaçavam perder a rama. 

As antenas ameaçavam voar.

No quintal da frente, tudo o que andava à solta batia contra o portão.

O cenário não era nada animador. Tão depressa clareava como escurecia. E o vento continuava a soprar com força, sem tréguas. 

A tampa da minha caixa de correio, tive que colar com fita isoladora, para não partir!

E foi o único momento em que saí à rua!

O resto do dia foi passado em casa. E foi o melhor que eu fiz!

 

Sensação de Liberdade

 

 

Há momentos, na nossa vida, em que temos necessidade de fazer alguma coisa, que nos faça relembrar e reviver a sensação de liberdade!

Principalmente quando vivemos, dias e dias, presos à nossa rotina diária, que mal nos deixa tempo para respirar.

Durante toda a semana saio de casa cedo e chego tarde. O tempo que passo em casa, ou é para dormir, ou para as tarefas domésticas.

Chega então o fim-de-semana. A minha filha vai passar o dia com o pai, e o meu namorado vem ter comigo. No dia seguinte, ou estou com os dois, ou estou com a minha filha.

Em seguida, tenho pela frente mais uma semana de trabalho! E um novo fim-de-semana chega!

Um dia para estar com a minha filha e, finalmente, o dia em que estou sozinha!

É um bom motivo para dar pulos de alegria – tenho finalmente um dia só para mim, para fazer o que me apetecer!

Mas a verdade é que não é bem assim. Esse é o dia em que aproveito para fazer uma limpeza mais elaborada à casa, que o dia-a-dia não permite.

É claro que conseguir guardar algumas horas de quinze em quinze dias para me dedicar ao que mais gosto, não é tarefa fácil.

Por isso mesmo, é perfeitamente normal que ao fim do dia me sinta sufocada por estar fechada em casa, e com uma urgente necessidade de sair à rua, de apanhar ar, de sentir a liberdade invadir-me, nem que seja por breves instantes.

E, hoje, a liberdade manifestou-se em tons de cinzento e verde! O cinzento, do céu carregado, ameaçando a chegada de um temporal a qualquer momento. E o verde, das árvores que me rodeiam, enquanto caminho!

É um belo cenário, desafiador…a natureza no seu melhor…ou pior, dependendo da perspectiva de cada um. Mas eu gosto deste tempo, e naquele momento pouco me importava se ia começar a chover, a trovejar ou qualquer outra coisa.

Sentia-me livre! E isso era o mais importante!

 

Que dias...

 

Estava tão contente: era o meu último dia de trabalho da semana, ia ter quatro dias de férias, ia estar com a minha filha e com o meu namorado!

Na verdade, tinha combinado com o meu namorado que ele vinha cá dormir e almoçava connosco na sexta-feira, mas depois lembrei-me que ainda havia uma pizza que tinha ficado de reserva, e então disse-lhe para vir jantar!

Mas o dia já tinha ameaçado temporal, logo de manhã, no trabalho. Chego a casa dos meus pais, para ir buscar a minha filha que fica lá nas férias enquanto eu estou a trabalhar, e começo logo a ouvir queixas e reclamações. Nada que eu já não esteja habituada, porque conheço bem a minha filha! E ela, desde o dia de Natal que não tem facilitado.

Seguimos então para a minha casa - a minha filha vai para a sala ver desenhos animados com o meu namorado e eu, divido-me entre as arrumações do costume e a correcção dos trabalhos de casa que ela tinha feito à tarde, enquanto a pizza está no forno.

Na sala, já se nota o cheiro, mas falta tão pouco para acabar de corrigir...Não sei se alguém mais o sentiu, mas ninguém se levantou, tal como eu.

E, quando chego à cozinha, já a cheirar-me a esturro, deparo-me com uma pizza em carvão! Que lindo serviço!

Convido o meu namorado para jantar e estrago-lhe o jantar. E ainda fiquei chateada porque ele se recusou a comer a pizza!

Na verdade, acho que estava mesmo chateada era comigo própria, porque quando penso em alguma coisa, corre sempre mal.

Talvez se fosse eu até aproveitasse algum pedacinho da pizza, mas não seria isso que serviria de jantar.

Como já estava aborrecida e sem paciência, mal a minha filha começou a queixar-se que a carne tinha uma gordurita, peguei no prato e deitei tudo fora!

Podia ser que assim estivesse melhor. Às vezes a fartura faz mal.

Claro que quando cheguei à cama, já mais calma, me arrependi de ter agido impulsivamente e de me ter chateado por causa do jantar.

Há dias em que uma pessoa pensa que não vale nada, que não está cá a fazer nada, e nem consegue ser feliz nem fazer os outros felizes.

Fui mãe e nem consigo fazer com que a minha filha se porte bem, trate bem os avós e não faça birras, se calhar nunca devia ter sido, se não sei ser mãe.

E com o meu feitio, o mais certo será eu ainda acabar sozinha.

Sim, fiz um grande drama, mas naquele dia acabei por me sentir mesmo um lixo, depois de ter levado com tudo em cima.

No dia seguinte, acordei com uma enorme dor de cabeça, quase como se estivesse de ressaca, e sem vontade nenhuma de sorrir. O tempo tinha passado e não aproveitei nada como era suposto. 

Tinha marcado com a cabeleireira ir là à tarde, mas à última hora não atendeu porque estava doente. E já o meu namorado não aproveitou essas horitas para dormir, antes de ir trabalhar.

E só de pensar que a minha chave de casa desapareceu por causa disso mesmo. Para ele poder entrar em casa, disse-lhe para ficar com a chave que costumo ter sempre na porta. Mas quando foi ver, não havia chave, nem na porta, nem com ele, nem em lado nenhum. Lá teve que fazer uma cópia nova e gastar dinheiro.

A minha filha estava farta de andar de um lado para o outro e eu também.

Pelo menos, consegui fazer um jantar decente nessa noite, para me desculpar pelo da noite anterior.

E para completar, depois de passar o último dia do ano entre compras e cabeleireira, uma passagem de ano na cama a ver televisão e um primeiro dia do ano a fazer limpeza à casa, que mais posso eu desejar?!

Que dias...

 

 

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