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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A finalidade dos blogs com vários autores

 

 

Para que serve um blog com vários autores?

 

Na minha opinião, um blog composto por vários autores será um blog conjunto, onde vários autores se juntam para escrever sobre um mesmo tema (comum a todos) para o qual foi criado o blog, ou sobre diversos temas, se não houver uma temática específica.

Terá sempre que ter um fundador, como é óbvio! A pessoa que o imaginou, que o criou, que o personalizou, e que convidou os restantes autores, ou aceitou a sua participação no referido blog colectivo.

Essa pessoa é, por norma, o administrador.

Todos os autores/ participantes poderão ou não ser administradores, mas terão plena liberdade para escrever os seus posts no referido blog, aparecendo sempre o seu nome nas publicações.

Quando os bloggers aceitam o convite, ou pedem para participar de um blog colectivo, partem do princípio que poderão escrever os seus textos sem restrições.

 

 

 

É uma tendência cada vez mais frequente, e uma forma de diversificar ou ampliar o conteúdo de um blog, de manter um blog sempre actualizado (se todos escreverem, claro) e, de certa forma, de dar mais visibilidade ao mesmo.

Mas também há quem o faça pelo simples prazer de escrever e partilhar experiências, opiniões e pontos de vista entre amigos.

Podem-se estabelecer os dias em que cada um poderá escrever, organizar por rubricas, ou deixar que as coisas surjam naturalmente, e consoante a disponibilidade e inspiração de cada autor.

 

 

 

 

No caso do Clube de Gatos do Sapo, o primeiro blog colectivo que criei o mesmo surgiu para reunir, num mesmo blog, os autores de blogs da plataforma do Sapo que, tal como eu, eram donos de gatos e partilhavam a mesma paixão por estes animais, tendo ficado cada um dos felinos como membro do Clube.

Todos os participantes têm total liberdade para escrever sobre o que quiserem, relacionado com a temática do mundo felino, que foi a que deu origem ao blog. Estão todos como administradores, para que possam ter os mesmos privilégios que eu.

Ainda assim, por vezes, pedem opinião sobre alguma coisa, ou ajuda em questões mais relacionadas com a gestão, mesmo que pudessem esses mesmos autores fazê-lo.

 

 

 

Penso que é essa liberdade e autonomia que levam os autores a enveredarem por estes projetos, a gostarem de participar e querer ficar.

Mas será que isso se manterá assim, a partir do momento em que um administrador começa a impôr determinadas condicionantes a essa liberdade? Será que, ao limitar ou dificultar a publicação de um texto, o administrador não estará a afastar esses autores que fazem parte do blog colectivo?

E para que servirá, nesse caso, um blog com vários autores, se só lhes for permitido fazer aquilo que gostam e para que se propuseram, ou foram convidados a fazer, sujeitos a várias imposições e regras desnecessárias, ou sem sentido?

 

 

 

 

Porque é que temos tendência para pensar sempre o pior?

 

 

Quem me conhece já sabe que não costumo ser uma pessoa muito positiva dependendo, obviamente, da situação em si, e das circunstâncias. 

Há quem considere que isso é um grave defeito, mas eu prefiro ser "realista" e ter os pés bem assentes na terra, do que sonhadora e viver num mundo que só existe nos nossos sonhos.

Claro que, quando as coisas acontecem aos outros, tento sempre puxar pelo meu positivismo, ou desvalorizar a gravidade das situações. Mas quando me diz respeito, ou mais precisamente, à minha filha, vejo-me várias vezes a pensar o pior.

O episódio de ontem só veio comprovar esta teoria.

A minha filha tem o hábito de me ligar quando sai da escola, e quando chega a casa, para eu ficar mais descansada. Ontem, como sempre, ligou quando estava a sair. Como estava entretida com o trabalho, nem reparei nas horas, até porque algumas vezes ela liga um bom bocado depois de chegar a casa.

Entretanto, recebo uma chamada do meu pai a perguntar pela minha filha, porque ainda não tinha chegado a casa. Activou-me logo o botão "alerta vermelho"!

Já tinha passado mais do dobro do tempo que ela leva no caminho da escola a casa. Liguei logo para ela. Tinha o telemóvel desligado! 

Ainda com algum poder de discernimento, lembro-me de ligar para o meu marido, para saber se por acaso ela estaria com ele. Não me atendeu.

A esta altura já eu estava numa pilha de nervos, a pensar o pior!

Felizmente, ao fim de uns minutos, a minha filha ligou-me a dizer que estava a chegar a casa. Afinal demorou porque esteve à espera de uma colega de turma, para ver se vinha com ela e com a mãe para casa de carro, mas acabou por não ter boleia. Não passou de um valente susto.

Mas porque é que o ser humano tem tendência para pensar ou esperar sempre o pior? Será um mecanismo de defesa? Querer estar mentalizado ou preparado para a pior das hipóteses, para não ter surpresas? Não se iludir para não se decepcionar? Não criar muitas expectactivas para não correr o risco de vê-las cair por terra? Será o pessimismo uma característica enraizada na personalidade de algumas pessoas?

Talvez um pouco de tudo isso. E daquilo que nos rodeia, do mundo em que vivemos, daquilo que presenciamos, ouvimos ou conhecemos. 

Mas tenho para mim que até as pessoas mais positivas sentem, de vez em quando, medo, dúvida e apreensão, e vêem-se, algumas vezes, confrontadas com o seu lado mais negativo, ainda que jurem a pés juntos que isso nunca acontece. E, da mesma forma, embora o possam negar, as pessoas mais negativas também têm esperança, sonhos e expectativas, e conseguem pôr o pessimismo de parte em algumas ocasiões!  

 

 

O que é isso de ser lumbersexual?!

 

Nada mais, nada menos, que uma nova tendência masculina, caracterizada por um estilo baseado na imagem dos lenhadores (lumberjack) ou madeireiros (lumber men) do Canadá e Estados Unidos, e que consiste numa aparência menos cuidada, barba de três dias, cabelo pouco penteado, camisa de flanela aos quadrados, calças largas e botas de trabalho. A rematar, um gorro e muitas vezes uma mochila às costas.

Aposta, acima de tudo, num ar descontraído, meio negligé, e mais rústico e masculino, sendo o oposto da imagem do metrossexual - homem urbano que tem uma grande preocupação com sua aparência física.

Entre as primeiras personalidades que aderiram a tendência estão os atores Cauã Reymond, Bruno Gagliasso, Ryan Gosling, Jake Gyllenhaal e Hugh Jackman.

Dia Mundial do Sorriso - Já sorriu hoje?!

 

E já fez alguém sorrir hoje?

Vá lá...não custa nada! E ainda não se paga taxa, sobretaxa ou qualquer imposto sobre o sorriso!

 

Por isso vamos aproveitar a "desculpa" de hoje ser o dia mundial do sorriso, para sorrirmos e fazermos sorrir!

Numa altura em que os portugueses o fazem cada vez menos, vamos contrariar essa tendência.

A data foi criada em 1963 por Harvey Ball, um artista de Worcester, Massachussets, que criou a imagem do smiley, reconhecida internacionalmente.

Mas não é só neste dia que nos devemos de lembrar de sorrir. Até porque o sorriso proporciona a sensação de bem-estar e é um grande aliado da saúde, pois pode ajudar a prevenir doenças e auxiliar o organismo a cumprir as suas funções diárias.

Aqui ficam alguns dos benefícios que uma boa dose de sorriso pode fazer por você:

- É benéfico para ao coração: o riso pode reduzir o risco de doenças cardíacas;

- Pode aumentar os níveis de colesterol bom no sangue:

- Diminui a pressão arterial: as risadas fazem com que o fluxo de sangue aumente, reduzindo a pressão arterial;

- Aumenta a absorção de oxigênio pelos pulmões: o ato de sorrir ajuda a inalarmos mais ar e, com isso, a expiração também fica mais forte. Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais é rapidamente eliminado, promovendo uma limpeza ou desintoxicação;

- Ajuda na digestão: os músculos que são mais estimulados quando rimos são os abdominais, o que provoca uma espécie de massagem no sistema gastrointestinal, melhorando a digestão;

- Ajuda na circulação do sanguínea: o ritmo cardíaco é acelerado quando sorrirmos. Quando a pulsação aumenta, o sangue circula mais intensamente no organismo, o que aumenta a oxigenação de todas as células, tecidos e órgãos;

- Diminui o stress: durante uma sessão de gargalhadas, os níveis de cortisol e adrenalina diminuem, e o cérebro passa a produzir endorfina, que proporciona o relaxamento;

– Faz bem para a pele do rosto: ajuda a combater as tão temidas rugas, uma vez que os movimentos durante o sorriso servem como um exercício para os músculos, o que faz propícia um esticamento da pele facial retardando o aparecimento de rugas;

- É tão saudável quanto exercícios físicos: a gargalhada estimula a circulação, produz endorfina e também movimenta os músculos, não só da face, mas também do abdômen, pernas, braços e pés;

- Melhora o bom humor e aumenta a autoestima. Para pessoas que estão com problemas de saúde, pode ajudar a diminuir o sofrimento da internação e deixar as pessoas mais confiante;

 

Mas ATENÇÃO:

Sorrir é contagioso! 

Além de todos os benefícios já citados acima, o sorriso encurta a distância entre as pessoas e torna o mundo a sua volta ainda melhor.

 

Então, do que está à espera para começar já a sorrir?!

 

A regressão nas relações (em que degrau estamos hoje?)

“Não estamos próximos, vamos estar cada vez mais afastados e, qualquer dia, nem afastados estamos! – disse ele

Ela, não disse, mas pensou: concordo plenamente!”

 

De facto, aquela situação estava a tornar-se insustentável. E não podiam continuar assim. Ela bem dizia, vezes sem conta, que o casamento estragava as relações. Ele não acreditava. Ela começou a achar que, realmente, estava errada e ele certo.

Tudo parecia correr bem. A subida, degrau a degrau, progredia favoravelmente e estavam, aos poucos, a chegar ao topo.

Mas, sem se aperceberem, começaram a “tropeçar” um no outro, a regredir. Por cada degrau que subiam, desciam dois ou três. E, desde então, têm-se afastado cada vez mais do cimo da escada, e aproximado da base.

Há momentos em que ainda se vislumbra o casal de antigamente – único, cúmplice, romântico, divertido. No entanto, a maior parte do tempo, parecem dois adversários no ringue de boxe, a ver quem dá o golpe mais forte e derruba o outro.

Serão ainda as mesmas pessoas que há uns anos se apaixonaram uma pela outra e que, com o tempo, se vieram a amar? Sim, são as mesmas pessoas. Sim, são os mesmos sentimentos. O contexto é que é diferente. E é nesse contexto que estão a ser postos à prova.

A convivência diária no mesmo espaço, com tudo o que isso implica, fez surgir mudanças que, antes, nunca imaginaram, e as queixas (ainda que nem sempre pronunciadas verbal e directamente) não tardaram:

 

As queixas DELE

 

Ando a ficar farto:

- de ela reclamar comigo por tudo e por nada, como se nunca fizesse nada bem feito;

- de não poder falar daquilo que gosto porque nunca tem paciência para me ouvir;

- de não haver tempo para namorarmos;

- de não haver aquela proximidade de antigamente;

- de passarmos o pouco tempo que temos juntos a discutir;

- de ela andar sempre stressada e chateada;

- de ela nunca estar satisfeita com nada, nem contente com nada;

- de dar mais atenção à filha e à gata do que a mim;

- de estar sempre em último lugar na sua lista de prioridades;

- de andar sempre distante, a fugir e com desculpas.

 

As queixas DELA

 

Estou farta de quase tudo:

- de ser sempre eu a ter que me preocupar se há roupa para lavar, e pô-la a lavar;

- de ser sempre eu a ter que me preocupar se há roupa para secar, e pô-la a secar;

- de ser sempre eu a ter que limpar o caixote da gata;

- de ser sempre eu a ter que me preocupar se é preciso comprar comida e areia para a gata;

- de não poder dormir até mais tarde porque a gata me acorda de madrugada;

- de ter que me levantar cedo para pôr comida, limpar o caixote e abrir a janela à gata porque o dono não o faz;

- de ter que estar sempre a fechar a torneira que fica a pingar, quando já disse várias vezes para confirmar se fica bem fechada;

- de ter que estar quase sempre a limpar a bancada que fica suja, o tabuleiro que fica com migalhas, os azulejos ou o espelho da casa de banho que fica com espuma de barbear, o fogão que fica cheio de gordura;

- de ouvir falar de ginásio, músculos e futebol, de parecer que é só nisso que pensa e que a sua vida se resume a isso;

- de ele estar sempre a picar a falar de outras mulheres (às vezes já acho que não é a picar), quando as coisas já não estão a ir bem entre nós;

- de certas atitudes como dizer em voz alta, ao meu lado, que ia dançar com a rapariga que estava a dançar sozinha no bar, ou ir de propósito tocar no ombro da colega de ginásio no supermercado para lhe falar, como se não pudesse simplesmente dizer olá.

 

Ou seja, ele sente falta do tempo, da disponibilidade e da atenção que antes tinha, e ela sente que está sobrecarregada com trabalho que, antes, não tinha. Cada um tem as suas razões, válidas. E estão tão saturados que a tendência é afastarem-se cada vez mais, terem cada vez menos paciência e desejarem cada vez mais estar sozinhos do que com o companheiro.

Haverá alguma forma de evitar essa tendência, que acabará por, a longo prazo, destruir a relação?

A melhor forma será conversarem, tentarem chegar a um entendimento, emendar o que tiver que ser. Mas haverá sempre factores que escapam ao seu controlo e contra os quais nada podem fazer. E terão de aprender a lidar com eles. 

 

 

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