Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

"Inveja": como Sandra Brown consegue sempre surpreender-me!

Inveja, Sandra Brown - Livro - Bertrand

 

Já aqui falei que os livros da Sandra Brown costumam seguir uma linha contínua, e é disso que gosto nesta autora.

No entanto, por vezes, ela arrisca noutros atalhos.

O ano passado, tinha referido o quanto Sandra Brown me tinha surpreendido com um estilo diferente.

Este ano, voltou a fazê-lo, com a sua última obra "Inveja"!

 

Embora se assemelhe mais ao género habitual, a autora mudou a forma de nos apresentar a história.

E, se o início me entusiasmou, pouco depois comecei a pensar que seria o primeiro livro dela a não me cativar como os restantes.

Felizmente, algumas páginas depois, conseguiu voltar a prender-me e, a partir daí, não mais parei.

 

"Inveja".

Um sentimento tão pouco nobre, sentido por tanta gente, muitas vezes sem sentido, e que pode levar a acções e consequências graves, quando desmedida e levada ao extremo.

E é sobre inveja esta história de dois amigos que, um dia, deixaram de o ser.

Um deles, sobrevive para contar a história.

O outro...

 

E se, de repente, a verdadeira história vier à tona?

E se, de repente, as personagens de um mero livro, representarem pessoas reais, acontecimentos reais, e o desfecho que a vida real irá ter, se todo o plano correr como planeado?

Claro que, como todos os planos, também este terá as suas falhas, e os seus imprevistos, que poderão mudar todo o curso da história.

 

 

Sinopse:

Arrebatada com o manuscrito que acabou de receber, Maris Matherly-Reed, editora de ficção, tenta entrar em contacto com o seu autor, um homem envolto em mistério. E Parker Evans, em reclusão numa ilha remota é - compreensivelmente - um indivíduo complexo e insondável.

Apesar da garantia de um contrato de edição, o escritor parece relutante em dar continuidade à sua história, precisando do encorajamento constante de Maris. E é assim que a editora vai tendo, capítulo a capítulo, vislumbres de um relato tenebroso: a trágica viagem de três amigos que partem numa excursão noturna de barco da qual regressará apenas uma pessoa…

À medida que o texto vai avançando, porém, Maris não deixa de se perguntar se haverá alguma verdade nas palavras que está a ler. Perturbada também com a crescente atração que sente por Parker, resolve voltar para Nova Iorque e descobrir se, de facto, não passará tudo de ficção... Mas a morte de uma pessoa que lhe é próxima só parece confirmar a presença de um assassino - uma pessoa disposta a tudo para conseguir o que quer...

 

"A Corrente", de Adrian McKenty

a-corrente-adrian-mckinty-minha-vida-literaria.jpg

 

Gostava de ver um filme baseado neste livro.

Dos pouco (quase nenhuns) livros que li este ano este é, sem dúvida, o melhor.

 

O que faria eu se, de repente, me ligassem a dizer que a minha filha tinha sido raptada e que, para a ter de volta, teria eu mesma que raptar o filho de alguém?

Se soubesse que estava a ser controlada, e que bastaria um passo em falso para a matarem?

Faria o que me pedissem, claro. Tal como fizeram todas as mães/ pais d'A Corrente, e como continuarão a fazer aqueles que tiverem o azar de serem escolhidos como alvos.

Ainda que isso signifique entrar num pesadelo, que pode nunca ter fim e que destrói, de outras formas, todas as vítimas envolvidas.

 

Há alguém, no topo da corrente, que move os cordelinhos das marionetas que escolhe, e que as mantém aprisionadas enquanto assim o entender, ainda que não lhes dê movimento. Alguém que quer continuar a brincar com as vidas dos outros, a troco de emoções, e dinheiro.

Quem são essas pessoas, e o que as levou a iniciar A Corrente?

Poderá esta ser quebrada? E a que preço?

 

Esta é uma história que mexe connosco porque, de repente, somos vítimas e atacantes ao mesmo tempo. Criticamos aquilo que fazem aos nossos mas, ao mesmo tempo, somos obrigados a fazer o mesmo a outros. Sofremos pelo que nos fizeram, mas iremos fazer sofrer, aqueles a quem vamos fazer exactamente o mesmo.

De um momento para o outro, tornamo-nos criminosos. Hipotecamos o nosso destino, com uma dívida que nunca estará saldada, e passaremos a viver uma vida que nunca mais nos pertencerá inteiramente.

Mas havia outra alternativa?

Não.

E quem criou esta corrente, sabe que os filhos são, de entre todos, aqueles que as pessoas salvarão a qualquer custo. Qualquer pai/ mãe, fará tudo pelos seus filhos.

Para manter a corrente alinhada, e sem elos fracos, A Corrente dá uma ajuda, a par com uns avisos de que é melhor não inventar muito, para não arcar com as consequências, não só para si, mas para outros intervenientes da corrente, e respectivas famílias.

 

Mas Rachel não se conforma com a situação que está a viver com a sua filha, ambas a definhar, sem conseguir ultrapassar aquilo pelo qual passaram, e sem poder falar disso com ninguém, colocando todos os dias uma máscara que, às tantas, já não consegue disfarçar o que sentem.

É por isso que Rachel está disposta a correr o risco de tentar travar A Corrente.

Porque, apesar de a sua filha ter voltado para si, viva, está a morrer a cada dia que passa, psicologicamente. 

E Rachel não o irá permitir. Só não sabia era que, nesse desafio, iria encontrar A Corrente tão perto de si...

 

Costuma-se dizer que as mulheres são, muitas vezes, a fraqueza dos homens, que os leva a cometer erros que deitam tudo a perder.

Neste caso, foi a fraqueza de uma mulher, que levou ao fim d'A Corrente.

 

 

Retrato de Uma Espia, de Daniel Silva

Retrato de uma Espia, Daniel Silva - Bertrand Editora

 

O livro já tem alguns anos.

Tinha começado a lê-lo, mas abandonei-o ainda nas primeiras páginas. Não estava a gostar. 

Voltou à estante, e por lá ficou, até há uns dias, quando voltei a pegar nele, à falta de outra coisa para ler.

Tive que voltar ao início, para perceber.

 

Como foi o primeiro e único livro que li deste autor, não acompanhei algumas das personagens, e respectivas histórias passadas, mas também não influencia a forma como lemos a presente.

Não é um daqueles livros em que tive vontade de ler página após página, sem parar. Fui lendo aos bocados, até que já mais para o final conseguiu cativar.

 

É uma história sobre confiança, e sobre traições.

Sobre espírito de equipa, e de sacrifício.

Sobre alianças, e conflitos de interesses.

Sobre fazer o que é certo, porque assim queremos, e ser obrigado a fazer o que nos ditam as normas, a religião, as origens.

Sobre crenças. Aquelas que contribuem para um futuro melhor, e as que dizimam centenas de inocentes.

 

Este é um livro que aborda o terrorismo, o islamismo, o poder.

A simplicidade, e a sofisticação.

A astúcia, a ambição, e a resiliência e resignação.

 

No fundo, naquele grupo de espiões, que tenta salvar o mundo com as "armas" que tem ao dispor, existe uma espécie de família, em que cada pessoa tem um pedaço de vida normal que, a qualquer momento, tem de pôr de parte, por uma causa maior.

E ninguém deixa ninguém para trás, ainda que nem sempre se consiga cumprir as promessas feitas.

 

 

 

Sonhos que davam filme

Agente Secreto Maria Treinamento Espião Aventura Ação Jogo ...

 

Marta tinha sido colocada a trabalhar, como agente infiltrada, numa empresa suspeita de negócios ilegais.

A sua missão era recuperar o dinheiro que esta empresa havia roubado, e que escondia naquele escritório.

Parecia ser um dos seus primeiros trabalhos, e não estar muito confortável com o mesmo.

 

Quando surgiu a oportunidade, Marta conseguiu retirar de lá o dinheiro.

A empresa deu conta do desaparecimento, e começou a investigar. 

A agência para a qual Marta trabalhava achou melhor tirá-la de lá, antes que a descobrissem.

Até porque alguém filmou Marta durante a operação, e a denunciou.

 

Nessa altura, Marta já escapou de lá, e entra no carro onde estão os seus parceiros, Gustavo e Sandra. O próximo passo é depositar o dinheiro na conta a que pertence. Marta percebe que, sem máscara, não podem entrar no banco para o fazer, por isso, Gustavo procura o multibanco mais afastado, para que possam fazer a operação, sem serem vistos.

Marta leva o dinheiro. Sandra, os códigos das contas.

Mas ainda antes de fazer o que quer que seja, percebem que estão a ficar cercadas por pessoas que não têm a melhor das intenções e, mais uma vez, vêem-se obrigadas a entrar rapidamente no carro, para fugir dali.

Marta entra e tranca a porta, aconselhando os companheiros a fazerem o mesmo.

Gustavo arranca com o carro mas, como estão a ser perseguidos, considera que a melhor solução é atirarem-se, no carro, para o rio. 

Marta fica em pânico, tem medo de morrer afogada e agora, com a porta trancada, pode correr o risco de nem sequer conseguir sair, e de o seu maior receio se concretizar.

Vale-lhe Sandra, que a ajuda e a traz para a superfície, incentivando-a a continuar, enquanto vai ver onde está Gustavo, que ficou para traz.

 

Marta nada e consegue sair daquilo que julgavam ser um rio mas que, afinal era um tanque e que, à volta, tem apenas um corredor do qual não conseguem sair. E quem anda atrás deles, continua, e está pronto a matá-los.

Marta percebe que a sua única hipótese de viver, é fugir para o mato, que rodeia o tanque, correndo o mais depressa que pode, e escondendo-se entre os arbustos, enquanto os assassinos, a cavalo, andam por ali a ver se a encontram.

Correr no meio de ervas e plantas não é fácil, sobretudo quando não se tem a roupa adequada e, no caso de Marta, aquele casaco está a dificultar-lhe a vida, sempre a prender, e a travar-lhe os movimentos.

Mas não desiste. Pelo caminho, vai vendo umas cabanas mas, com receio de que a denunciem em vez de a ajudar, prefere continuar sozinha, por sua conta.

Depois de achar que nunca vai conseguir sair daquela floresta, que parece não ter fim, Marta avista finalmente um edifício, que lhe parece familiar, e onde pensa já ter estado antes.

 

Percebe que está numa fronteira, e só tem que correr mais uns metros para passar para o lado de lá, sem que lhe possam fazer mal.

Nessa última tentativa, mais uma vez, o casaco prende, e Marta teme não conseguir dar o passo final mas, por fim, é bem sucedida.

 

Nesse momento, surge Gustavo, que passa também a fronteira, ao mesmo tempo que Marta, sem forças devido à fuga e em choque, cai ao chão.

Gustavo corre até ela, baixa-se e diz-lhe:

"Fizeste um bom trabalho, Marta. Conseguiste. Tiveste muito bem, para quem não está habituada a ests coisas. Pena que tenha que te levar de volta para lá."

Marta, que apenas tinha simulado o desmaio, percebe assim quem é Gustavo:

"És tu o traidor!"

 

Quando tudo parecia perdido, Gustavo é baleado por Sandra, que entretanto os tinha seguido. É a segunda vez que Sandra salva Marta.

E é assim que ambas sobem as escadas do dito edifício, para chegar ao carro que as espera, e que as levará, sãs e salvas, de volta a casa, como se nada de mais tivesse acontecido.

 

 

Nota: tendo em conta que isto foi um sonho, e nos sonhos nem sempre existe lógica, não tentem perceber o porquê de determinadas acções, ou falta delas, e das situações em si

A Rapariga Sem Nome, de Leslie Wolf

Resultado de imagem para A Rapariga sem Nome, Leslie Wolfe

 

Como podemos combater os demónios do mundo, se não conseguimos aniquilar os nossos próprios demónios?

Como podemos ajudar e salvar outras mulheres, se não nos conseguimos ajudar a nós mesmas?

E se o demónio que anda à solta, for um elo comum a todas? Incluindo, àquela que já por uma vez conseguiu escapar, e que pode agora vir a cair na sua teia novamente, sem o saber?

 

Durante anos, Tess Winnett tentou encontrar o homem que a deixou, de tal forma, traumatizada que, ainda hoje, tem ataques de pânico.

Nem o facto de pertencer ao FBI a ajudou na sua incansável busca.

Na verdade, a única coisa que foi acumulando, enquanto agente especial do FBI, foram queixas, devido à sua forma de agir, muitas vezes impulsiva, contornando as regras, mas com resultados sempre acima das expectativas.

Ela sabe o que quer, sabe onde e como procurar, é perspicaz e intuitiva, e não tem medo de arriscar.

Habituada a trabalhar sozinha, desde que o seu parceiro morreu, vai ser difícil fazer agora parte de uma equipa, e lembrar-se dela, antes de agir por si mesma.

 

O mais recente caso de que foi incumbida, é o singular assassinato de uma jovem, às mãos de um psicopata que ela acredita já ter matado antes, e estar prestes a fazê-lo novamente, se não o conseguirem descobrir e travar a tempo.

Na verdade, tudo indica que o assassino fez outras vítimas, embora as semelhanças entre os crimes sejam inconclusivas, e que talvez esteja a aperfeiçar o seu método, para o derradeiro crime.

Mas, como descobrir quem é, e como apanhá-lo, sem colocar em risco as suas carreiras e, até, a própria vida?

Conseguirá Tess evitar o pior, com a mais recente vítima ou tornar-se-á, também ela, novamente, numa vítima deste homem?

 

A história está muito boa, e prende do início ao fim.

Conseguimos sentir a frustração deles, quando não sabem o que mais fazer, ou onde procurar, e cada minuto que passa é um minuto de sofrimento e tortura para a vítima, que poderá ser fatal.

E é fáci perceber porque Tess tende a passar por cima de burocracias inúteis, para ir directa ao que reamente importa.

Penso mesmo que, mais do que a história dos crimes e das vítimas, esta é a história de Tess.

 

Apenas não acho que o título escolhido para o livro tenha sido o melhor, até porque a Rapariga Sem Nome depressa é identificada, tal como as restantes vítimas.

 

 

SINOPSE

"Os olhos azuis vidrados, o belo rosto, inerte, coberto de cintilantes grãos de areia. Os lábios entreabertos, como que para libertar um último suspiro. Quem é a bela rapariga encontrada ao amanhecer numa praia deserta? Qual é o seu segredo?
A agente especial Tess Winnett, do FBI, procura incessantemente respostas. A cada passo, a cada nova descoberta, desvenda factos perturbadores que conduzem à mesma conclusão: aquela não foi a única vítima. O assassino que procuram já matou antes.

Escondendo também um terrível segredo, a agente Tess Winnett enfrenta os seus receios mais profundos, numa emocionante corrida para apanhar o assassino, que se prepara para acabar com outra vida. Descobri-lo-á a tempo? Será capaz de o deter? A que preço?

AS REGRAS DO JOGO MUDARAM.
TAL COMO A DEFINIÇÃO DE SERIAL KILLER.
TODOS DESEJAMOS TER ALGUÉM. MAS ESTAREMOS DISPOSTOS A MORRER POR ISSO?
A agente especial Tess Winnett é apaixonada, ousada, forte e temperamental. Não hesita em arriscar a vida, numa busca incessante por toda a verdade e por um seria killer cruel que anda a tirar vidas sem piedade. Inteligente, desenvolta e teimosa, Tess levará os leitores numa memorável e aterradora investigação neste empolgante e apaixonante thriller."