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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Três anos sem Tica

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Porque já tantas palavras foram usadas para descrever as saudades que sentimos, a falta que a Tica nos faz, e o quanto nos custou a sua partida, hoje digo apenas que custa menos. Vai custando menos, a cada ano.

A dor vai dando lugar à nostalgia.

A tristeza, à nostalgia.

A frustração, à resignação.

A despedida, às boas recordações. 

 

 

Achei uma nota de 5 euros

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Eu, a carochinha de serviço, habituada a encontrar na rua moedas de 1 e 2 cêntimos, esporadicamente uma moedita de 10 ou 20 cêntimos, e uma única vez uma moeda de 50 cêntimos, mais habituada a perder notas sem saber bem como, do que a encontrá-las, achei uma nota de 5 euros!

 

Li no outro dia, que encontrar moedas na rua pode ser um sinal, uma forma de aqueles que já partiram comunicarem com quem cá está.

Curiosamente, encontrei a nota no dia 25, um ano após a morte da Tica. Coincidência?

Suponho que sim. Até porque era um nota, e não uma moeda!

Mas o que quer que signifique, a verdade é que deu jeito. 

Um ano sem a nossa Tica

Tica

 

 

Primeiro dia sem a Tica

Segundo dia sem a Tica

Terceiro dia sem a Tica

Um mês sem a Tica

Cinco meses sem a Tica

 

E faz hoje um ano que a Tica partiu...

Como disse, há uns dias atrás, à Mula, este dia nunca fará parte do passado. É um dia que nunca esquecemos. Uma dor e saudade que nunca passa. E há dias em que volta a doer tanto como naquele em que tudo aconteceu.

 

O susto de não a ver em casa...

Os nervos de ir procurá-la antes que fosse tarde...

A aflição de vê-la caída no chão, inerte...

O pânico de não saber o que fazer, e o veterinário nunca mais atender...

O choque ao perceber que não havia nada a fazer, e que ela não estava mais no mundo dos vivos...

 

Depois, veio a minha própria inércia e falta de reacção. Como me arrependo de ter deixado o veterinário levá-la naquela noite...

 

"Já não há nada que possam fazer por ela. Está morta. É apenas um cadáver. Vai começar a cheirar mal. Se não têm onde enterrá-la, será melhor levá-la já, para cremar."

 

E nós, parvos, deixámos que a levassem...E nunca nos despedimos dela como queríamos. Mas estávamos ainda tão incrédulos, que nem conseguimos raciocinar.

Hoje, temos duas meninas  - a Becas e a Amora - por quem já estamos rendidos. E muitas vezes, têm gestos e acções tão parecidas com a Tica que me vejo a dizer "estás armada em Tica!?". No outro dia, ao olhar para uma fotografia da Amora, sem me aperceber no início de quem era, dei por mim a pensar que era a Tica, e só então percebi que, por vezes, até fisicamente há semelhanças.

 

 

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Há dias em que o tempo passa a correr que nem me dá tempo para pensar.

Outros, em que tenho que me focar naquilo que é necessário naquele momento.

E outros em que me lembro das coisas boas que vivi contigo.

Mas há dias em voltam à memória todas as imagens daquele dia fatídico, volta toda a saudade dos momentos passados contigo, toda a frustração de teres partido sem aviso, quando ainda tinhas tanto para viver...

Volta toda a culpa por aquilo que devia ter feito por ti, e não fiz, crente de que eras a gata mais feliz e saudável do mundo, que nada te afectaria, e só morrerias velhinha. 

Volta toda a revolta, por te terem arrancado de mim, por não te terem permitido viver uma vida ainda mais feliz ao nosso lado, por muitos anos.

Tínhamos uma relação especial, tu e eu...E, embora ame as tuas afilhadas, não é a mesma coisa.

 

Tica 18

Tu eras a minha castanhinha linda! E sabes que no outro dia encontrei o teu ratinho velhinho? Lembrei-me logo de ti. Um sinal, quando se aproximava esta data que não deveria ter existido há um ano.

 

 

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Esta imagem é a que tenho sempre no computador, como fundo. Nunca mudei.

 

 

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As tuas fotografias continuam espalhadas pela casa, para te termos mais perto de nós.

 

 

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E tu, continuas a ter o teu lugar, único e especial, dentro do meu coração...

Espero que, onde quer que estejas, também não te esqueças de mim, de nós... 

 

 

 

 

 

Cinco meses sem a Tica

 

Faz hoje 5 meses que partiste...

Parece que foi ontem. E, por outro lado, parece que já foi há tanto tempo.

Estamos em Julho, o mês do teu aniversário! Já terias completado os 4 aninhos!

 

Partiste, mas todos os dias vemos um bocadinho de ti em cada uma das tuas amigas que agora temos em casa:

 

- a Becas vai beber água na tacinha do lava-loiça, tal como tu fazias. E também já aprendeu a tentar esgueirar-se pela janela da entrada, mas é ainda mais atrevida, porque ela própria empurra a janela para conseguir passar!

- a Amora é muito parecida contigo fisicamente, embora tu fosses a nossa castanhinha, e ela tenha mais tons de cinza. Mas quando se olha para o seu focinho, é fácil lembrar-me também de ti!

Em vários gestos do dia-a-dia, conseguimos vislumbrar um pouco de ti mas, ao mesmo tempo, elas conseguem ser muito diferentes.

Estamos rendidos a elas, sim.

Mas tu continuarás a ser a nossa eterna princesa, a nossa referência, e sabemos que as estás a abençoar e tomar conta delas onde quer que estejas!

O teu dono tirou este fim-de-semana os teus vasos das ervas, do sítio onde eu os tinha posto. Diz que já está na hora de te deixar seguir, em paz. Pode até ser. Mas estranhei não vê-los lá. Há-de passar.

O que importa é que te temos sempre no nosso coração,e nunca de lá sairás! 

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