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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Smart mPen - the right pen to write!

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Se a minha filha fosse boa a desenho, teria optado por Artes.

Se fosse boa em marketing, teria escolhido esse curso.

Mas não. Foi para Línguas e Humanidades.

E o que é que a professora de inglês lhes pediu?

Que criassem um produto, destinado a adolescentes, e um anúncio publicitário!

Ao fim de uns dias, porque a imaginação por aqui não era muita, nasceu a Smart mPen.

 

 

"Certifica-te de que não perdes parte das informações mais importantes.
Compra a tua Smart MPen agora por apenas 130 euros!


Esta caneta, com o mesmo formato de uma caneta normal, funciona com base na inteligência artificial que lhe permite fazer tudo sozinha.
O utilizador só precisa de escolher o que pretende.
Existem cinco comandos possíveis: Gravar (para falar), Capturar (para imagens), Baixar (para descarregar diretamente para o computador), Escrever (para escrever em papel comum) e Desenhar (reproduz uma imagem em papel comum).
Ideal para alunos que nem sempre conseguem seguir tudo o que os professores dizem ou escrevem no quadro.

Com a Smart MPen, não precisas de te preocupar mais.


Porquê Smart MPen?
Porque guarda na memória tudo o que queres guardar, como alguém a falar ou uma imagem. Depois, esta caneta inteligente faz todo o trabalho por ti."

 

 

Por aí, compravam a Smart mPen?

 

Voltar ao registo manual das compras quando as máquinas se avariam!

Dicas Grátis Aki: COMO FAZER CONTA DE PORCENTAGEM SIMPLES

 

Acho que estou tão habituada ao actual sistema de registo das compras, através dos códigos de barras, que já quase nem me lembro como funcionavam as máquinas registadoras antigamente, quando os preços ainda eram etiquetados e colados em cada produto individualmente.

De qualquer forma, penso que até mesmo há umas décadas, as máquinas registadoras mais antigas faziam a conta por si (desmintam-me se estiver enganada), depois de inseridos os dados manualmente.

 

Hoje em dia, com as máquinas modernas, basta o código de barras, e ela faz tudo o resto - a soma, a subtracção em caso de anulação, o valor a pagar e o troco a dar. Quase nem precisam de saber matemática, os funcionários.

É um sistema prático, rápido e eficiente.

Quando funciona. E nunca tinha visto não funcionar. Até ontem!

 

Tive que ir a um minimercado aqui perto do trabalho comprar uma garrafa de água. Estava fila para entrar, e quem estava nas duas caixas em serviço nunca mais saía. A fila para as caixas também era grande.

Só depois percebi o que estava a acontecer.

As máquinas não estavam em funcionamento e, então, cada funcionária tinha que estar a anotar numa folha o código, o preço e a quantidade de cada produto, de cada cliente, e a fazer a soma à mão. E, como se não bastasse, ainda tinham que pedir às colegas para verem os preços de determinados produtos.

Vá lá que tinham uma calculadora para fazer as contas, senão ainda teriam mais esse trabalho, de fazer as contas manualmente, e pôr em prática os conhecimentos básicos de matemática.

Podem não acreditar mas há muito boa gente que, de tão habituada que está a fazer contas nas máquinas, desaprendeu a fazer uma simples conta de somar ou subtrair.

 

Isto aconteceu num minimercado, com meia dúzia de clientes.

Não quero imaginar o que seria uma situação destas num super ou hipermercado, com a afluência que têm. Seria impensável!

 

Ao final do dia, quando passei por lá a caminho de casa, a saga dos apontamentos continuava.

Acho que aquelas funcionárias já não deveriam poder ver mais preços à frente!

 

Mães ausentes

De que são feitas as mães? – Carla Félix

 

Na última semana acompanhei duas séries e, em ambas, havia uma mãe que, como é óbvio, diz amar os seus filhos mais do que tudo na vida mas, ainda assim, uma mãe ausente.

Em ambos os casos, a ausência deveu-se ao trabalho exigente de cada uma delas, que as obrigou a deixar os filhos aos cuidados de terceiros.

 

Sofia, apesar de viver com o seu filho Emil, estava tão embrenhada no seu trabalho de investigação criminal, que não fazia a mínima ideia do que se passava com o filho na escola, da criança em que ele se estava a transformar, e das consequências que a constante falta de uma mãe presente estavam a provocar a nível psicológico, no seu filho.

Apesar de morarem juntos, pouca ligação tinham. Sofia não sabia o que fazer com ele e, das poucas vezes em que prometia um programa a dois, acabava por ter que cancelar, por causa do trabalho.

Emil estaa a ser, basicamente, criado pela meia irmã ou por vizinhas, que tomavam conta dele quando a mãe não estava.

Atrevo-me a dizer que Sofia se sentia mais realizada e confortável a nível profissional, do que familiar. 

 

Já Emma, preparou-se toda a vida para ser astronauta e, especialmente, para a primeira viagem a Marte.

Durante essa missão, o seu marido sofre um AVC que o deixa numa cadeira de rodas, e a filha de ambos, a adolescente Alexis, terá que lidar com a doença do pai, com a ausência de 3 anos da mãe, com a hipótese de a mãe não regressar a casa, com o primeiro amor e com todas as inseguranças próprias da sua idade.

Como é que se pode educar alguém à distância? Como é que se pode participar do crescimento de um filho, com uma ausência tão longa, na fase em que mais precisa dos pais?

E como se pode delegar essa função numa "equipa de apoio"? 

Ainda assim, ao contrário de Sofia, desde cedo se vê Emma a querer voltar para casa, a querer voltar para a família, a sofrer pela distância.

 

Será mesmo possível, para estas mães, conciliar a vida profissional e familiar? 

Ou terão que abdicar de uma delas, para se poderem focar totalmente na outra?

Chegou Setembro

Setembro – O mês do regresso! – MaisOpinião

 

Chegou, num ápice, um daqueles meses que mais divide as pessoas: as que o adoram, e as que o detestam.

Chegou Setembro.

E, com ele, uma infinidade de dúvidas. De incertezas. De "ses".

 

Com a chegada de Setembro, chega também o outono.

O regresso ao trabalho da maioria de nós.

O regresso às aulas para os estudantes.

 

E tudo isso em cenário de pandemia, que está longe de nos deixar, e ameaça até voltar a trocar-nos as voltas.

Num país que não me parece disposto a recuar, face a um possível aumento de casos, parece-me que a solução será aprender a conviver com esse aumento, tentar fintar o vírus para que não nos bata à porta e esperar que a situação não descambe.

 

Há quem veja este mês como um recomeço.

Não me parece que vá ser um bom recomeço. Nem prevejo que as coisas se tornem mais fáceis daqui em diante.

Se, noutros anos, setembro já não me agradava, este ano, ainda menos me inspira.

O regresso ao trabalho

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Foi molhado!

Aliás, parece que S. Pedro escolhe os dias em que vou trabalhar, para mandar tudo a que tenho direito.

Ao longo das últimas semanas, ia alternando o trabalho presencial, em alguns dias da semana, para fazer coisas que só podiam ser feitas no local de trabalho, e o teletrabalho, nos restantes dias.

Num desses dias em que fui trabalhar, choveu toda a tarde, até granizo, e trovejou até à noite!

Da minha janela, só via os relâmpagos a avisar que o que lhes seguiria. E até faltou, momentaneamente, a luz.

No último dia em que fui, já só chovia. A cântaros, a fazer jus ao ditado "Abril, águas mil".

 

Hoje, foi dia de regresso definitivo ao trabalho e, para me dar as boas vindas, mais chuva.

Espero que este regresso molhado seja prenúncio de regresso abençoado!