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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Os padres ainda vestem batina?!

 

Estou tão habituada a ver os padres vestidos com roupa normal, ou na igreja com aquelas vestimentas brancas, que achava que estas batinas já tinham caído em desuso.

No entanto, ontem, no Lidl, deparei-me com um padre que ainda usa uma destas batinas pretas, com botões de cima abaixo e apenas com um colarinho branco. 

O pobre homem até se devia estar a sentir mal com aquela vestimenta, sob o calor intenso que se fazia sentir.

Olh'á Bola de Berlim

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Verão sem praia não é verão! E praia sem Bolas de Berlim, não é praia!

Não se aplica no meu caso mas serei, por certo, uma minoria.

Ainda me lembro de ir para a praia com o meu pai, era eu ainda uma pré adolescente, e andar por lá uma senhora já com os seus 50 anos, com a pele morena e envelhecida pela idade, e pelo sol debaixo do qual caminhava ao longo de toda a praia, com os cestos de batatas fritas Titi num braço, e a arca dos bolos no outro.

E tanto as crianças como os adultos a chamavam para comprar alguma coisa para comer. Apesar do lanche que já levávamos de casa, um pacote de batatas ou o nosso bolo preferido eram um mimo extra que tornava a nossa ida à praia ainda mais espectacular!

Depois, com o tempo, e os bares que foram surgindo junto às praias, esta tradição caiu um pouco em desuso.

Nos últimos anos que tenho frequentado a praia, nunca mais vi ninguém a vender. Até ter ido este ano à Praia dos Pescadores, e me deparar com um vendedor!

Mudam-se os tempos, mudam-se os produtos, e os vendedores.

Agora, é a vez deste homem, aparentemente novo, passar os dias a trabalhar onde todos nós nos divertimos, descansamos e relaxamos, ou refrescamos no mar, debaixo do sol escaldante, a circular por toda a praia, de um lado para o outro, gritando o célebre bordão "Olh'á Bola de Berlim".

Não sei até que ponto será lucrativa esta venda ambulante nas praias, mas admiro estes vendedores que, para ganharem o seu sustento ou um dinheiro extra, têm que se submeter a diversas exigências antes de iniciar a sua actividade, e são depois postos à prova todos os dias na praia, nem sempre sob as melhores condições.

São as novas gerações a dar, muitas vezes, continuidade ao trabalho dos pais e familiares que se iniciaram nesta actividade há décadas atrás.

E nas praias que costumam frequentar, também existem estes vendedores?

 

 

Fruta, peixe e pão fresquinho à porta!

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Quando eu era pequenina,

quando eu era pequenina... (ok, vamos lá deixar de cantorias)

Quando eu era pequenina, havia uma senhora que vinha vender fruta de porta em porta ou, melhor dizendo, parava em determinados sítios ao longo das ruas, apitava, e lá íam as pessoas espreitar o que trazia e comprar frutas e legumes.

Lembro-me de ir, muitas vezes, com a minha mãe. Parava no largo mesmo por trás da nossa casa, ficava perto e tinha produtos frescos, baratos e de qualidade. Mas, ao fim de muitos anos, deixou de aparecer.

 

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Mas a venda de produtos porta a porta não se ficou pela fruta. Começou a vir, entretanto, uma peixeira. Eu não sou muito apreciadora de peixe, mas não sei até que ponto o peixe chegaria às mãos de quem comprava, ainda fresquinho. No entanto, ao fim de algum tempo, foi para outra freguesia, e não voltou.

 

 

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E como nestas coisas de vendas ambulantes não pode faltar o alimento principal, também tivemos uma padeira, que veio fazer esta volta desde que eu era pequena, até a minha filha ter a mesma idade que eu tinha no início!

Entretanto, começou a fornecer para as grandes superfícies.

Agora quase toda a gente tem carro, e vai fazer todas as suas compras às grandes superfícies. Mesmo as pessoas mais idosas, aproveitam a boleia dos filhos e netos. Mas antigamente, havia apenas os mini mercados, que nem sempre ficavam perto de casa. E os preços nem sempre compensavam. 

Por isso, estas carrinhas que vinham vender este tipo de produtos à porta das pessoas tinham muita clientela, e davam imenso jeito.

Recentemente, aqui na zona onde moro, começou a vir novamente uma carrinha de venda de pão. Só prova que, apesar da modernização do comércio, ainda há tradições que se vão mantendo.

 

Quem disse que no Natal...

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...temos que jantar bacalhau cozido com batatas e couves?

Em casa do meu irmão, o Bacalhau foi à Mil Diabos! Já nós, em casa dos avós do meu marido, jantámos um delicioso Bacalhau com Natas!

 

...não ia chover?

Aqui em Mafra, desde a hora do almoço até ao meio da tarde, choveu e com força! Depois, voltámos a ter céu azul!

 

...tem que ser o Pai Natal a distribuir os presentes?

Aqui por casa, foi a Menina Natal que se encarregou disso!

 

...gostamos de ouvir música natalícia a toda a hora?

Gosto de algumas músicas, mas tudo o que é demais enjoa. E as rádios, nesta época, exageram!

 

...que só podemos abrir as prendas à meia noite, ou no dia seguinte, de manhã?

Aqui, abrimos as prendas ao final da tarde do dia 24, antes de irmos jantar ao Alentejo. E hoje, vai a minha filha abrir mais prendas em casa do pai.

 

...os milagres acontecem?

Não foi exactamente um milagre, mas mais uma boa surpresa. O meu marido ficou apenas de prevenção, mas passou a noite de Natal connosco. Por isso, o que seria uma noite em casa a três (eu, a Inês e a Tica), tornou-se num jantar de família fora de casa, com um bom jantar, lareira acesa, e animação.

E foi assim o nosso Natal de 2014, com muitas fugas à tradição, mas mantendo o mesmo espírito!

 

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