Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Férias - dia 1: um grande susto!

1000034283.jpg

 

Quem me conhece sabe que gosto, e tenho receio, de cães, em igual medida.

Eles até podem ser inofensivos, mas se vejo algum a vir direito a mim, penso logo o pior.

Ontem, estava a vir para casa, na rua, quando oiço ladrar.

Olho para o lado, e vejo um cão daqueles corpulentos, com cara de mauzão, a correr na minha direcção, no recinto da Igreja.

 

Assustei-me, mas pensei: continua em frente, o dono está a chamá-lo, não vai acontecer nada.

Nisto, oiço um estrondo. O cão saltou o muro. Vai-me atacar.

E, de repente, nada.

 

Olho para trás, e vejo que o cão está magoado.

Não conseguia pousar a pata da frente.

E fiquei com pena dele. Coitado.

 

Ou o impulso foi muito. Ou não mediu o salto. Ou caiu mal.

A pessoa que o estava a chamar ainda reclamou com ele, por ter saltado.

E um outro homem, que estava com eles, reclamou com o primeiro, por ter deixado o cão saltar.

 

O que sei é que a culpa não foi, decididamente, do cão.

E se ele não se tivesse magoado? O que teria acontecido?

É melhor nem pensar nisso.

 

E, como manda a tradição, em tempo de férias, há almoço obrigatório no McDonald's.

Já não ia lá desde Novembro, quando éramos 4.

Desta vez, fui apenas com a minha filha, que está de férias comigo.

Completámos a colecção de copos.

 

Outro encontro, quase obrigatório também, é no centro de saúde.

Porque isto, quanto mais anos passam, mais coisas aparecem para chatear.

 

Vamos ver o que nos reserva o segundo dia de férias!

 

 

Páscoa: troquei o coelho pela vaca!

163448726_3737818966333381_5658944274139354854_o.j

 

A tradição já vem de longe.

Toda a genta sabe que Páscoa é sinónimo de ovos e coelhinhos.

E, nesta altura, em que as superfícies comerciais enchem as suas prateleiras com estes produtos, há quem não resista ao velho conhecido Coelho da Páscoa.

Não tenho nada contra os coelhos, mas eu não sigo a tendência.

E, quando me deparei com os vários animais por lá existentes, houve um que me captou logo a atenção, e foi "amor à primeira vista".

Não resisti à Vaca!

 

Até disse ao meu marido que, provavelmente, eu tinha gostado mais da vaca do que iria gostar a minha filha, e que ela iria preferir os chocolates que vinham junto.

Afinal, a minha filha também adorou a vaca, e já a baptizou de Vaca Mumu!

 

Curiosamente, já há uns anos tinha comprado umas mini vacas por altura da Páscoa 

Do Dia dos Namorados...

Resultado de imagem para dia dos namorados

 

Não sou tão fã, como em tempo fui, de celebrar este dia.

Longe vão os tempos em que comprava peluches, cartões amorosos, e recebia flores e chocolates.

Em que planeávamos almoços ou jantares, passeios românticos.

Em que tirávamos o dia, só para o casal.

 

Não sou contra, embora já não interprete o seu significado e importância da mesma forma.

Com o avançar da idade, das relações, e das celebrações, percebemos que algumas atitudes e gestos são apenas "o que se espera", o que é suposto fazer-se, o que é suposto acontecer. Nem sempre o sentimento está verdadeiramente presente.

 

Tão pouco vou entrar numa de "ah e tal, o dia dos namorados deve ser quando quisermos".

Porque é. Ou deveria ser... 

 

Mas, mais do que um dia, que uma data, que um presente, que uma tradição, muitas vezes falta aquilo que deveria ser o mais importante entre um casal.

Para mim, um casal em que cada um tem plena confiança no outro, um casal que se compreende, um casal em que cada um sabe ler o outro, ainda que sem palavras, um casal que se complementa, que se respeita, um casal em que existe amizade e amor, tem todos os motivos para celebrar esta data.

 

Se virmos bem, poucos são os que terão verdadeiros motivos para celebrar.

Todos os outros, é só mesmo porque sim.

Para mim, foi apenas um dia normal.

Os padres ainda vestem batina?!

 

Estou tão habituada a ver os padres vestidos com roupa normal, ou na igreja com aquelas vestimentas brancas, que achava que estas batinas já tinham caído em desuso.

No entanto, ontem, no Lidl, deparei-me com um padre que ainda usa uma destas batinas pretas, com botões de cima abaixo e apenas com um colarinho branco. 

O pobre homem até se devia estar a sentir mal com aquela vestimenta, sob o calor intenso que se fazia sentir.

Olh'á Bola de Berlim

IMG_2794.JPG

 

 

Verão sem praia não é verão! E praia sem Bolas de Berlim, não é praia!

Não se aplica no meu caso mas serei, por certo, uma minoria.

Ainda me lembro de ir para a praia com o meu pai, era eu ainda uma pré adolescente, e andar por lá uma senhora já com os seus 50 anos, com a pele morena e envelhecida pela idade, e pelo sol debaixo do qual caminhava ao longo de toda a praia, com os cestos de batatas fritas Titi num braço, e a arca dos bolos no outro.

E tanto as crianças como os adultos a chamavam para comprar alguma coisa para comer. Apesar do lanche que já levávamos de casa, um pacote de batatas ou o nosso bolo preferido eram um mimo extra que tornava a nossa ida à praia ainda mais espectacular!

Depois, com o tempo, e os bares que foram surgindo junto às praias, esta tradição caiu um pouco em desuso.

Nos últimos anos que tenho frequentado a praia, nunca mais vi ninguém a vender. Até ter ido este ano à Praia dos Pescadores, e me deparar com um vendedor!

Mudam-se os tempos, mudam-se os produtos, e os vendedores.

Agora, é a vez deste homem, aparentemente novo, passar os dias a trabalhar onde todos nós nos divertimos, descansamos e relaxamos, ou refrescamos no mar, debaixo do sol escaldante, a circular por toda a praia, de um lado para o outro, gritando o célebre bordão "Olh'á Bola de Berlim".

Não sei até que ponto será lucrativa esta venda ambulante nas praias, mas admiro estes vendedores que, para ganharem o seu sustento ou um dinheiro extra, têm que se submeter a diversas exigências antes de iniciar a sua actividade, e são depois postos à prova todos os dias na praia, nem sempre sob as melhores condições.

São as novas gerações a dar, muitas vezes, continuidade ao trabalho dos pais e familiares que se iniciaram nesta actividade há décadas atrás.

E nas praias que costumam frequentar, também existem estes vendedores?