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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Para ver quando não há mais nada para ver!

 

Foi esta a frase que mais disse um dia destes ao meu marido, quando estávamos a ver trailers de filmes que nos pudessem interessar!

O meu marido punha um, perguntava-me o que eu achava e eu respondia "é bom para ver naqueles dias em que não há mais nada de jeito para ver!".

A seguir, outro, e a mesma resposta. Mais um, e resposta igual!

Diz-me ele então: "Dizes o mesmo para todos! Mas afinal o que é isso de ser bom para ver quando não há mais nada para ver?".

Pois bem, é difícil explicar, mas vamos lá ver se me faço entender: eu gosto de um determinado tipo de filmes - com muita acção, suspense, um bom romance, entre outros. Nem sempre dão bons filmes, ou bons filmes para o meu gosto, na televisão.

Nessa altura, se me está mesmo a apetecer ver um filme, existem alguns que se enquadram nessa expressão, ou seja, apesar de não serem bem o meu género, nem nada de espectacular ou emocionante, até se vêem quando não há mais nada para ver ou fazer.

E depois, há aqueles que nem pensar em vê-los! Ainda no outro dia me pus a ver o Locke, e ao fim de 10 minutos desisti! Mais de uma hora de filme com um homem ao volante e a falar ao telemóvel (sei disso porque andei o filme todo para a frente)? Tenho mais que fazer! 

 

 

 

Sobre os trailers e as sinopses, e o seu efeito contrário

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O "trailer" de um filme costuma apresentar as cenas escolhidas, com frases de efeito sobrepostas às cenas, ou com um narrador que motiva o espectador a assistir ao mesmo. Tem por objectivo gerar interesse no seu lançamento, mas destina-se, acima de tudo, a atrair a atenção do público alvo, e levá-lo a comparecer à exibição do filme completo, tentando obter um recorde de audiência no dia da sua estreia e, assim, fazer história.

Quando pretendemos escolher um filme para ver guiamo-nos, normalmente, pelo seu trailer ou pela sua sinopse, embora no trailer tenhamos uma ideia melhor daquilo que vamos ver.  

O mesmo acontece com os livros. O objetivo da sinopse é fazer com que o leitor entenda os pontos principais do texto original, e é essencial para fazer com que os leitores se interessem, ou não, pelo resto da obra. Funciona como uma espécie de chamariz.

Mas, de há uns tempos para cá, tenho assistido (pelo menos no meu caso isso aconteceu) ao efeito contrário ao pretendido.

Vejo o trailer, por exemplo, do "Em Parte Incerta". Já li o livro, sei que a história é boa e que, à partida, vou gostar do filme, mas o trailer não me inspira minimamente a vê-lo.

E quando quis contagiar o meu marido para que visse o "Cavalo de Guerra", sabendo eu que o filme era espectacular, mostrei-lhe o trailer e só pensei: "realmente, o trailer não mostra nada que entusiasme"!

É certo que o contrário também acontece. Muitas vezes entusiasmamo-nos com um determinado trailer, vamos com as expectativas em alta e saímos defraudados. Ou compramos um determinado livro com base na sua sinopse e depois arrependemo-nos.

Afinal, publicidade enganosa é o que não falta neste mundo. E não gostamos, de forma alguma, de ser enganados.

Mas seria bom que também não desfavorecessem tanto algumas obras surpreendentes (porque merecem bem mais que isso) sob pena de o efeito ser o inverso, de as pessoas seguirem adiante sem curiosidade ou vontade de ver ou ler, e com isso perderem algo de que, certamente, iriam gostar. 

 

 

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