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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Espelho meu, espelho meu...

A atriz surgiu com um rosto completamente diferente num evento em Hollywood

Haverá alguém mais irreconhecível do que eu?!

 

Há uns tempos atrás foi a Renée Zellweger.

Há menos tempo, a Catherine Zeta-Jones (embora a diferença não seja tão visível).

Agora, Uma Thurman.

Se o objectivo é não deixarem escapar a beleza por entre os dedos, parece-me que não está a chegar a bom porto.

Quanto mais fazem para manter a beleza de outros tempos, mais parecem envelhecer. Muitas, na intenção de não verem a sua carreira esmorecer devido à idade, e de não perderem o lugar tão duramente conquistado em Hollywood, submetem-se a qualquer tipo de cirurgia ou tratamento que lhes devolva a juventude perdida, mas acabam por ver concretizados os seus maiores receios, na sequência dos resultados exagerados ou desastrosos dessas fórmulas miraculosas.
E nós, espectadores, habituados à beleza natural, e própria da passagem dos anos, olhamos agora para essas mulheres e perguntamo-nos quem serão. Porque, simplesmente, não as reconhecemos!

Sobre o Testamento Vital e o seu registo

 

No livro “Uma Escolha por Amor”, de Nicholas Sparks, as personagens principais, Travis e Gabi, sofrem um acidente de viação tendo, esta última, ficado em coma.

Algum tempo atrás, Gabi observou de perto um casal cuja mulher se encontrava em coma há vários anos, e percebeu como o grande amor que os unia se foi deteriorando com o passar do tempo, e quase levou à destruição do marido.

Por isso mesmo, imaginando a ela e Travis em semelhante situação, quis evitar que o mesmo acontecesse com eles. E foi assim que, por mera formalidade e precaução, assinou um documento no qual expressava, sem lugar para dúvidas que, caso sofresse um acidente e estivesse mais do que três meses em coma, deveriam dar o seu caso por perdido e, consequentemente, desligar as máquinas que a ligavam à vida.

Assim, o seu marido poderia seguir em frente com a sua vida sem haver o risco de o amor que sentia por ela se perder.

E mesmo com um documento oficial, ela sempre exigiu a promessa de que ele cumpriria a sua vontade.

Ora, aqui no livro, era Travis quem estava na posse do documento, e o único que poderia accioná-lo, ou ignorá-lo.

Contra as suas promessas, e a vontade da sua mulher, ele ignorou. Ao quarto mês, ela acordou do coma!

Felizmente, não havia um Registo Nacional do Testamento Vital nem, tão pouco, uma base de dados onde o mesmo estivesse registado, e que os profissionais de saúde fossem obrigados a consultar. Caso contrário, Gabi não estaria ainda hoje, ao fim de tantos anos, feliz com o marido e as suas filhas.

 

Mas, afinal o que é o testamento vital e para que serve?

Um testamento vital tem como objectivo deixar expressa a vontade em relação aos cuidados de saúde que se quer, ou não, receber em fim de vida, caso se esteja impossibilitado de o expressar de forma autónoma, ou seja, um documento em que cada cidadão, maior de idade e capaz, pode manifestar a sua vontade sobre os cuidados de saúde que deseja ou não receber caso fique numa situação de incapacidade. 

Podem constar do documento disposições que expressem a vontade clara e inequívoca do outorgante sobre:
• Não ser submetido a tratamento de suporte artificial das funções vitais;
• Não ser submetido a tratamento fútil, inútil ou desproporcionado ao seu quadro clínico e de acordo com as boas práticas profissionais, nomeadamente no que concerne às medidas de suporte básico de vida e às medidas de alimentação e hidratação artificiais que apenas visem retardar o processo natural de morte;
• Receber os cuidados paliativos adequados ao respeito pelo seu direito a uma intervenção global no sofrimento determinado por doença grave ou irreversível, em fase avançada, incluindo uma terapêutica sintomática apropriada;
• Não ser submetido a tratamentos que se encontrem em fase experimental;
• Autorizar ou recusar a participação em programas de investigação científica ou ensaios clínicos.

O testamento vital tem de ser formalizado através de um documento escrito, assinado presencialmente perante funcionário devidamente habilitado do Registo Nacional do Testamento Vital ou, se enviado por correio, a assinatura tem de ser reconhecida por notário. Não pode ser enviado por correio electrónico. Deve ser entregue no centro de saúde da sua área de residência.

Tem um prazo de 5 anos a contar da data da assinatura, renovável mediante declaração de confirmação. E, a partir de agora, passa a existir uma base de dados onde os testamentos vitais estão registados e que os profissionais de saúde são obrigados a consultar.


O testamento vital pode não ser respeitado? Quais são os seus limites?
Sim, pode. A lei prevê algumas situações em que isso pode ocorrer:

- quando se comprove que o doente não desejaria manter as directivas ou se verifique evidente desactualização da vontade manifesta no testamento face ao progresso dos meios terapêuticos, entretanto verificado;

- quando as circunstâncias não sejam aquelas que o outorgante previu no momento da sua assinatura;
- em caso de urgência ou de perigo imediato para a vida do paciente, a equipa responsável pela prestação de cuidados de saúde não tem o dever de ter em consideração as directivas antecipadas de vontade, no caso de o acesso às mesmas poder implicar uma demora que agrave, previsivelmente, os riscos para a vida ou a saúde do outorgante.
O testamento vital não pode, ainda, ser contrário à lei, à ordem pública, ou determinar uma actuação contrária às boas práticas. E o seu cumprimento não pode provocar deliberadamente a morte não natural e evitável.

Resta saber como funcionará tudo isto na prática, e se trará mais benefícios ou desvantagens, mais desejos cumpridos ou arrependimentos, mais agradecimentos ou reclamações... 

 

SOS Animal

 

Mais um programa que a minha filha me pôs a ver!

E desaconselhável para pessoas sensíveis!

Todos sabem a minha preferência por gatos mas, ao ver este programa, é impossível ficar indiferente à forma como chegam a encontrar alguns animais, seja de que espécie forem.

Cães maltratatos, gatos abandonados, e até aves feridas, há de tudo um pouco por este país fora. Há pessoas que, de facto, mais valia não terem animais, do que os terem e não cuidarem deles.

Fiquei emocionada com o pato "Duck" e a forma como ela reconheceu e agradeceu a forma como a Sandra tratou dele. Fiquei embevecida com a pequena coruja tão sossegadinha na caixa transportadora. Fiquei irritada quando um determinado senhor perguntou, com a maior naturalidade, se podia mandar abater o seu cão de caça, uma vez que estava aleijado e já não lhe servia para nada! Fiquei contente quando encontraram uma família para a gatinha, e com o coração apertado quando disseram que um dos cães tinha sido enxotado à paulada pelos donos e, já na rua, mordido várias vezes por outros cães.

Infelizmente, duvido que o programa ajude a mudar mentalidades. Quanto muito, pode dar a conhecer o projecto e ajudar a angariar verbas para a associação. 

Mas, pelo menos, faz a sua parte!

 

 

Tratamentos inovadores

Apesar de tudo, a minha filha mantém a boa disposição!

E depois de vir do hospital, transformou-se em médica, a consultar toda a gente lá em casa!

O diagnóstico era sarampo com "purpula" e problemas nos vasos "sanguinos"! Já o tratamento por ela recomendado era, decididamente, inovador: lagartixas, grelos tremidos, e o mundialmente famoso desconhecido "Xarope Formiga"!

 

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