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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

15 minutos a suster a respiração

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Hoje de manhã fui levar a minha filha à escola. Não chovia muito. 

Como ainda tinha tempo, voltei a casa, em vez de seguir directamente para o trabalho. Ainda em casa, vejo um relâmpago. Mau sinal. Oiço o trovão ao longe.

Quando voltei a sair, chovia a potes. Fiz uma paragem na casa da minha mãe, para deixar algumas coisas, e ver se a chuva acalmava. 

De repente, outro relâmpago. E mais dois de seguida. "Estou feita!", pensei.

 

 

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Quem me conhece, sabe que sempre andei na rua a trovejar e nunca tive medo.

Até que, em 2011, por esta altura, apanhei um susto tão grande que me deixou traumatizada. Precisamente quando estava a ir, de manhã, para o trabalho. 

Estava a chover e trovejar. Eu tinha andado meia dúzia de metros quando, de repente, ficou tudo branco à minha volta e, quase simultaneamente, um estrondoso trovão pareceu deitar tudo abaixo.

Só me lembro de ter pensado que tinha morrido ali mesmo "Já fui"! Fiquei em estado de choque!

Desatei a chorar no meio da rua. Consegui ligar para o meu marido e ir falando com ele, enquanto caminhava até ao trabalho. Fui acalmando, embora algum tempo depois ainda tremesse.

A partir desse dia, sempre que tenho que andar na rua com trovoada, entro em pânico. Cada relâmpago, cada salto! 

 

 

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Mas como não tinha outro remédio senão vir trabalhar, lá me fiz ao caminho, aproveitando que a chuva era mais fraca. Foram 15 minutos a modos que a "suster a respiração", até finalmente chegar ao destino, momento em que pude respirar de alívio, são e salva!

A ver a minha vidinha andar para trás

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Desde o acidente que tivemos em 2015, que é conhecido o meu trauma por camiões.

Depois desse acidente, já apanhei três ou quatro sustos, alguns mais por ilusão de óptica, outros mais justificados.

Hoje foi dia de ver, novamente, a minha vidinha andar para trás, à custa de um camião.

O meu marido entra na rotunda, partindo do princípio que o dito cujo, como não fez pisca, seguiria em frente. Eu também esperava que assim fosse, mas não. O camionista, mesmo não tendo feito pisca, virou para o nosso lado, e foi por um triz (e porque o meu marido entrou devagar talvez já a prever essa situação) que o camião não chocou connosco.

A Viagem de Arlo

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Desde que ouvi falar pela primeira vez deste filme, que o quis ir ver ao cinema. 

Na altura, acabou por não se proporcionar. No entanto, no passado domingo, como tínhamos gravado, decidimos ver os três, para terminar a tarde em família, no quentinho. 

Posso dizer que é dos melhores filmes de animação que já vi, e recomendo a quem ainda não teve oportunidade de o fazer!

 

 

 

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Tudo começa com o nascimento de três dinossauros, perante um pai e uma mãe expectantes por ver pela primeira vez as suas crias. Eram três ovos de tamanhos diferentes. Os dois menores, escondiam bebés de tamanho normal e muito activos e traquinas. O terceiro ovo, o maior, para surpresa dos pais, trouxe um pequenino dinossauro, muito medricas, e sem saber muito bem o que fazer agora que saíra do ovo - Arlo.

 

 

 

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Arlo era, de certa forma, discriminado pelos irmãos por ter medo de tudo, e não conseguir fazer nada do que era suposto, como deveria ser feito, atrapalhando assim o trabalho deles também. Os pais, para guardar o produto das colheitas para o inverno, construíram uma espécie de celeiro em pedra, e era lá que colocavam as marcas das patas, quando assim o merecessem, por terem feito algo de grandioso.

Já todos tinham deixado a sua marca, menos Arlo. E isso deixava-o triste.

 

 

 

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Um dia, o pai dá-lhe uma missão: apanhar a "criatura" que lhes andava a roubar a comida armazenada. Se ele conseguisse fazê-lo, teria direito à sua própria marca.

No entanto, Arlo deixou a criatura fugir, ao invés de a matar. O pai, frustrado e tentando mostrar ao filho como devia ter agido, acaba por ir longe demais e, quando se apercebe disso, é tarde. Num gesto que quase se poderia interpretar como um pedido de desculpas, e para salvar a vida do filho, acaba ele por morrer. E Arlo fica com um trauma que dificilmente irá ultrapassar.

 

 

 

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Sem o marido para fazer o trabalho mais duro, sobra para a mãe de Arlo e os irmãos tentarem terminar as colheitas antes que chegue o inverno. Arlo continua a não ser de grande ajuda, embora tente sempre dar o seu melhor. 

Um dia, ele apanha a "criatura" dentro do celeiro, e decide ir atrás dele para o apanhar de uma vez. Mas um acidente acaba por levar Arlo para longe da família.

 

 

 

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É a partir desse momento que começa a viagem de Arlo, para voltar à sua terra, tendo que aprender a conviver com a "criatura", a superar medos, a enfrentar o perigo, e a perceber que há muito mais coragem dentro dele, do que ele próprio imagina.

 

 

 

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Como seria de esperar, embora parecesse improvável num primeiro momento, Arlo e Spot tornam-se grandes amigos e companheiros, defendendo-se um ao outro quando mais precisam.

 

 

 

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E a despedida será o momento mais doloroso. Se, no início, Arlo ainda tentou desviar Spot da família, que julgava morta, percebe depois que é junto dela que Spot deve ficar. Mesmo quando Spot tenta ir com ele, Arlo mantém-se firme, e impede-o.

Porque a verdadeira amizade é mesmo assim - querer que os nossos amigos fiquem bem.

 

 

Conseguirá Arlo encontrar o caminho para casa, e para a sua família? Conseguirá, finalmente, concretizar o seu sonho e colocar a marca no celeiro? Será ele capaz de pôr para trás das costas aquelas imagens que o paralisam, e fazer o que realmente quer?

 

 

A mensagem que retiramos deste filme é também a de que, quando necessário, vamos buscar forças onde nem sabíamos que as tínhamos, quando nos vemos sozinhos, somos obrigados a desenvencilhar-mo-nos da melhor forma, para sobreviver, e enfrentamos os maiores medos que possamos ter, para salvar aqueles que amamos. 

No fim, percebemos que somos alguém completamente diferente daquela pessoa que mostrámos no início, que achámos ser no início. E isso é tão bom!

Uma das piores viagens que já fiz

 

Comecei com fé e confiança mas, pouco tempo depois de estar na estrada, tudo mudou.

Passei de alguém que ia sempre distraída e não se apercebia de nada, a alguém que não consegue parar de olhar para a estrada, para os carros e para tudo o que acontece à volta.

Assustei-me várias vezes, o meu coração disparou outras tantas, chorei algumas vezes, fui rígida e tensa como uma estaca e ansiosa para que chegássemos ao destino.

Não apreciei a música, nem as belas paisagens que ia encontrando pelo caminho.

Na praia, pude finalmente descomprimir, relaxar um pouco e preparar-me para o regresso. Curiosamente, custou-me menos vir para casa, à noite.

Dizem os especialistas que estes traumas levam o seu tempo a passar. Espero que não seja muito.

A verdade é que não estamos seguros em lado nenhum, mas eu não me sinto segura na estrada. Sinto-me muito pequenina e frágil dentro de um carro. Pelo menos num autocarro estou lá em cima!

Não sei se algum dia me voltarei a sentir como antes do acidente mas, enquanto isso, tenho que continuar a andar e esperar que a cada viagem tudo se torne menos difícil.

 

Ainda sinto medo...

 

Hoje vamos voltar a tentar o mesmo destino que teríamos feito no dia do acidente.

Não posso dizer que fiquei muito traumatizada, ou talvez esteja mais do que perceba.

Já voltei a andar de carro. E tento ser confiante.

Mas assusta-me andar na estrada. 

Assustam-me os cruzamentos, as rotundas, os carros que se metem à parva, os que parece que se vão atravessar no nosso caminho, os que vêm na faixa contrária e parece que nos vão bater...

Este fim de semana a minha filha foi andar nos carrinhos de choque das crianças. Só havia dois carros na pista: o dela e o de um rapaz mais pequenino. Cada vez que o carro dela chocava com o outro, ou contra a pista, o meu coração saltava. Felizmente foi só uma volta, porque não aguentava mais.

Muitas vezes penso - desta vez escapámos. Da próxima não teremos a mesma sorte.

Mas não posso ficar em casa a pensar que se sair vou morrer. 

Tenho medo, sim. Mas não posso deixar que ele me domine. E é por isso que vamos hoje até Tróia. Com algum receio, mas também com confiança que tudo vai correr bem e com a esperança de que, com o tempo, o medo irá passar...

 

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