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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

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Da ascensão meteórica à queda abrupta de Bruno Lage

A BOLA - As razões para a queda inesperada de Bruno Lage (Benfica)

 

A história repete-se?

Há cerca de um ano, e após um conjunto de maus resultados para o Benfica, sob o comando de Rui Vitória que, outrora, tinha sido um grande treinador e trazido ao clube várias vitórias, Bruno Lage, técnico ao comando da equipa B, assumia o cargo de treinador principal, para o que restava da época.

De repente, os jogadores que, até ali, não jogavam nada, deram o seu melhor. A equipa, que já dava o campeonato por perdido, recuperou e sagrou-se campeã.

E Bruno Lage, um homem humilde e simples, sem grandes pretensões, tornou-se o herói encarnado, ao conseguir o quase impossível, em tão pouco tempo, e com resultados extraordinários, que fizeram dele um treinador muito desejado.

Dizia-se, na altura, que os jogadores estavam fartos de Rui Vitória, e fizeram tudo para ele sair. 

 

Após um final de época como o de 2018/2019, não se esperava menos desta em que nos encontramos, dos jogadores que por lá continuaram, e do treinador que tinha dado provas do seu valor.

Só que, da mesma forma que se deu a ascensão meteórica de Bruno Lage, também a sua queda foi abrupta.

Bruno Lage conseguiu o melhor, e o pior.

E se, no final da época passada, Bruno Lage estava na mó de cima, no topo, hoje, sai pela "porta dos fundos" de uma equipa e de um clube no qual já não consegue fazer mais.

 

Mas, será a culpa, unicamente, de Bruno Lage?

O que mudou no treinador de há uns meses, para este que hoje vemos?

A sua tática esgotou-se? 

Será que os jogadores também quiseram "fazer-lhe a cama" para o mandar embora?

 

E os jogadores?

O que mudou nos jogadores que o ano passado davam tudo, para este ano, em que parecem não saber o que fazer em campo?

Perderam-se?

Acreditava-se, antes da paragem forçada, que estariam cansados pelas sucessivas competições e jogos.

Então, e agora?

Foi por falta de treino e preparação? Por descanso a mais?

 

É certo que há anos bons, e anos menos bons. E que vitórias, derrotas e empates fazem parte do jogo. Mas é estranho uma equipa passar do 8 para o 80 e, opostamente, do 80 para o 8, em tão pouco tempo.

 

Com a saída de Bruno Lage, assume o cargo, novamente, o técnico ao comando da equipa B, desta vez, Renato Paiva. 

Mas, para Renato, não sobrará muito tempo para grandes feitos, uma vez que chega quase em final de época.

Resta saber quanto tempo lá ficará. E quem será o próximo...

 

Imagem: abola

Quando um jogador desautoriza o seu treinador em pleno jogo

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Aconteceu no passado domingo, na final da Taça da Liga Inglesa, que se disputou entre o Chelsea e o Manchester City.

Por duas vezes assistido em campo, e já a terminar o tempo de prolongamento, o treinador do Chelsea, Maurizio Sarri, achou por bem substituir o guarda-redes Kepa, pelo seu colega de equipa, uma vez que, devido às queixas que foi apresentando, poderia não estar no seu melhor, para defender os penaltis.

Mas Kepa, achou que não havia necessidade. Que estava bem. Que podia continuar em jogo.

Só que o mostrou da pior forma, fazendo braço de ferro com o treinador, desautorizando este, fazendo birra e desrespeitando o seu colega que já tinha aquecido e estava pronto a entrar.

 

 

Duas pessoas estiveram mal nesta situação: jogador e treinador.

 

Kepa esteve mal porque, acima de tudo, deve respeito ao treinador. E se o treinador acha que ele deve ser substituído, por muito injusto que possa ser, só deve acatar essa decisão, ainda que não concorde com ela.

Esteve mal a partir do momento em que achou que só ele poderia defender a baliza do Chelsea, e que o seu colega poderia pôr em risco a vitória da equipa. Por muito que ele pense que "já que fiz até aqui, vou até ao fim" ou que se sentisse em plena forma física para continuar, ainda assim, não era motivo para fazer a birra que fez em pleno campo, e para a recusa veemente em sair e ser substituído.

Até poderia estar a fazê-lo pela equipa, mas a ideia que passou foi a de que só estava a pensar em si, e na sua vontade.

 

Sarri esteve mal porque, apesar das várias vezes em que pediu ao jogador para sair, sem que este o fizesse, não impôs a sua autoridade como treinador, mostrando que os jogadores podem fazer o que bem entendem, que ele não tem mão nem pulso firme para os comandar.

Em vez disso, reclamou, mostrou frustração, ameaçou abandonar o estádio, para depois voltar atrás e dar o dito pelo não dito e, mais tarde, desvalorizar o incidente, como se se tratasse apenas de uma mera falha na comunicação.

 

 

A verdade é que, por ironia do destino, o Chelsea acabou por perder a partida e a taça para o seu rival, devido a um penálti que Kepa não defendeu.

E agora, para castigo, como punição pela sua atitude, o Chelsea fez saber que o jovem guarda-redes irá doar uma semana de salários à fundação do clube.

 

 

Na minha opinião, um bom jogador não é apenas aquele que joga bem, que mostra bons resultados em campo e traz mais valias para a equipa, mas também aquele que, apesar do seu talento, tem também carácter, humildade, que sabe que está ali pela equipa e em equipa, e não para se mostrar a si próprio, que sabe o seu lugar e o seu papel, e quem é que comanda a equipa, que sabe acatar decisões, que não se deixa vislumbrar facilmente pela fama, pela imagem, pelos milhões que ganha, esquecendo tudo o resto.

E por vezes, é preciso chamá-los de volta a terra.

Penso que a melhor forma de punir Kepa pelo seu comportamento, mais do que perder ali meia dúzia de euros (que para ele é uma agulha no palheiro do ordenado que recebe), seria com a sua permanência no banco nos próximos jogos que a sua equipa disputasse.

Claro que, no futebol de competição a este nível, é mais provável que o clube, e o treinador por arrasto, estejam mais interessados naquilo que poderão ganhar (ou perder) com as possíveis fragilidades da equipa ou até mesmo derrotas, na ausência do seu melhor guarda-redes, do que em formar civicamente os jogadores. 

 

 

No desporto não existem traições, existem negócios!

Imagem www.publico.pt

 

É a notícia do dia: Jorge Jesus abandona o Benfica, e assina contrato com o Sporting!

E, ao que parece, tem dado pano para mangas, e incendiado redes sociais, imprensa, e adeptos de ambos os clubes.

Por acaso li, no outro dia, algo sobre o Luis Filipe Vieira só deixar sair o Jesus se fosse para um clube estrangeiro. Pelos vistos, não foi bem assim!

E agora? Agora, o Benfica só tem que ter presente aquela velha máxima de que "ninguém é insubstituível". Nem mesmo Jorge Jesus!

Sim, olhando para tudo o que Jorge Jesus fez no Benfica, e olhando para qualquer outro treinador que venha agora para o clube, é normal que haja cepticismo e desconfiança quanto ao trabalho que o novo possa vir a desenvolver. Depois de termos um grande treinador, é difícil ver-mo-nos com qualquer outro, aparentemente, inferior.

Mas, já no ano passado, o Benfica perdeu, por exemplo, grandes jogadores, e na altura muitos questionavam o que iria ser da equipa sem eles. No entanto, ganharam o campeonato!

Se é traição de Jorge Jesus? Não me parece! No desporto não existem traições, existem negócios! E, por vezes, um pouco de paixão. Todos sabemos que Jorge Jesus é sportinguista. Talvez o amor pelo clube, e por uns milhões a mais no salário, tenham falado mais alto! De qualquer forma, ninguém é obrigado a ficar onde não quer. Se o contrato terminou, ele é livre de escolher para onde quer ir. Se não terminou, os interessados pagam o que têm a pagar e o assunto fica resolvido. O futebol é mesmo assim.  

Se vai ser uma traição o Jorge Jesus surgir como treinador do nosso adversário da Supertaça? Não! Então e aqueles jogadores que já jogaram pelo Benfica, ou por Portugal, e estão mais tarde a disputar jogos contra nós, em clubes adversários? Não interessa os que partem, interessa é os que ficam!

E até me parece que Jorge Jesus teve uma atitude inteligente. Em vez de ir para um qualquer clube estrangeiro, e correr o risco de fazer má figura, como já aconteceu a outros grandes treinadores que quiseram dar um passo maior que a perna, Jorge Jesus optou por ficar aqui mesmo na capital!  

Quanto ao Sporting, vamos lá ver como se vai dar o Jesus com aquele que se julga o Deus da verdade e da honestidade.

Para já, apesar das rivalidades, parece que existe um consenso em relação à contratação de Jorge Jesus, por parte dos adeptos de ambos os clubes: ninguém está a gostar da notícia! 

Vamos lá ver até onde nos vai levar esta telenovela!

É oficial - Paulo Fonseca deixa o FCP

OM - FC Porto - Valais Cup 2013 - Paulo Fonseca.jpg

 

 

Tendo passado por equipas como o Pinhalnovense ou o Desportivo das Aves, Paulo Fonseca ganhou notoriedade pela época brilhante que fez, em 2012/ 2013, ao comando do Paços de Ferreira, que se classificou em terceiro lugar na liga.

Como é óbvio, o sonho de qualquer treinador é "voar mais alto", e a oportunidade surgiu com o convite para treinar os Dragões.

Mas, por vezes, é preciso ponderar se é o momento certo, se o "voo" é benéfico ou se ainda é cedo para determinadas ambições.

Treinar o Futebol Clube do Porto não é a mesma coisa que treinar o Paços de Ferreira - a responsabilidade e a pressão são maiores, os objectivos totalmente diferentes. Para mim, a decisão de Paulo Fonseca de aceitar o desafio não terá sido acertada. Penso que ele não estava ainda preparado para o desafio. E parece que ele se terá apercebido agora disso.

Mas a responsabilidade pelos maus resultados não se deve exclusivamente ao treinador. Como se costuma dizer, não se podem fazer "omeletas sem ovos". Uma equipa não é apenas o treinador. Os jogadores também fazem parte e têm a sua quota parte de responsabilidade.

O treinador pode orientar, definir estratégias, planear ataques ou defesas, mas são os jogadores que estão em campo, são eles que possuem a bola e a possibilidade de fazer a diferença. Claro que os jogadores não devem agir contra as instruções do seu "mister". Mas não me parece que haja instabilidade ou divergências a esse nível.

 

Para já Luís Castro, da equipa B, irá assumir o comando, embore pense que será uma solução temporária, a curto prazo. Veremos o que conseguirá fazer pela equipa.

Mas o futebol é mesmo assim. Há épocas felizes, e outras não tão felizes. Acontece a todas as equipas, até mesmo às melhores. E aos melhores treinadores também!

Pontapé de saída

 

Já por mim foi dito que, de futebol, pouco percebo.

No entanto, tenho a minha opinião e visão das coisas, assim como suspeitas, sejam elas devidamente fundamentadas ou não, e que preferia francamente não ver confirmadas.

Refiro-me, como benfiquista que sou, ao meu clube – o Benfica.

O que lá vai, lá vai. O que está feito, feito está. Não vale a pena voltar a falar do que perdemos, do que ficou por fazer, das tristezas que o final da época trouxe a todos os adeptos.

Mas, desde então, um pensamento permaneceu na minha mente – se o Benfica não conseguiu na época passada, não será nesta que vai conseguir. Há sempre um momento alto na vida e o do Benfica, era aquele que acabou por desmoronar.

A partir de então, o treinador foi altamente contestado e criticado. A decisão (insistência) do presidente de mantê-lo nesta época, colocou-lhe um peso e uma pressão adicional em cima. Afinal, será dos poucos a acreditar que o treinador é o indicado para levar o clube ao tão ansiado final feliz. E, de qualquer forma, se não fosse o Jorge Jesus, conseguiria um novo treinador adaptar-se à equipa, e a equipa a ele, e prometer resultados que o antigo treinador, em muitos anos, não conseguiu? Estaria o sucesso mais garantido?

Neste momento, os jogadores parecem ainda estar sob o efeito da nuvem negra da época passada. O luto ainda não está superado. E não sei até que ponto o gesto de Cardozo (infelizmente em público) não traduz a insatisfação, falta de confiança e desagrado dos restantes jogadores.

Ainda assim, com uma esperança a querer reacender, iniciou-se uma nova época. Que começou com água a ser lançada em cima da pequena chama, e a apagá-la! Nada que a pré-época não fizesse prever.

Parece-me que o treinador continua a cometer erros que não se podem admitir, talvez pela pressão a que está sujeito mas que, ainda assim, não os justifica. Neste momento, estamos à espera que o Benfica comece a atear o lume que apagou. Resta saber se conseguirá reunir condições para isso, e para mantê-lo até ao final. Tenho as minhas dúvidas…

Por isso, acredito que um Sporting, de certa forma, rejuvenescido e sem grandes ambições a curto prazo, nos possa vir a surpreender. E que um Benfica insatisfeito, não preparado e no limbo, possa descambar para uma situação ainda pior que a que se colocou na época anterior. E, alheio a tudo isto, no topo, para variar, o Porto!