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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Quase três horas à espera da afixação das turmas!

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Liguei ontem para a nova escola da minha filha, para ver se me sabiam informar quando seriam publicadas as turmas.

Informaram-me que seria ontem, a partir das 18 horas, e que deveria ir antes das 20, porque senão o porteiro não deixaria entrar.

 

 

A minha filha chegou lá já passava das 18.30 horas. Ainda não se sabia de nada. Os portões estavam fechados, as turmas por afixar. 

A essa hora, já estava um grande grupo à espera, desde as 18 horas.

Eu saí do trabalho, e fui ter com ela à escola. Cheguei perto das 19.30 horas. Ainda nada. Apenas a informação de que estavam para sair, e que o horário tinha sido alargado até às 21 horas.

 

 

Estava um frio de rachar, vento, já doía os pés à maioria das pessoas.

Algumas desistiram. Outras, foram chegando.

Perto do portão, um grupo de jovens a fazer adivinhar onde a minha filha se vai meter!

Sempre que saía um professor, dizia que estava quase. Que já estavam a ser afixadas.

Ah e tal, mais 20 minutos.

Já eram 20.30...

 

 

Quando, finalmente, perto das 21 horas, abriram o portão, era ver todos a correr para o local, para chegar primeiro, e conseguir ver a sua turma.

Tentámos no bloco mais vazio, mas era do 12º ano.

Voltámo-nos para o outro lado. Toda a gente ao molho, como se estivessem ali a entregar notas de 100 euros ao pessoal.

Espreitámos numa das pontas. Eram do 11º ano. Fomos à ponta contrária. Eram turmas dos cursos tecnológicos.

Para nosso azar, as turmas que queríamos estavam no centro, no meio da confusão.

 

 

Lá conseguimos furar.

Encontrei a turma de Artes. Abaixo, duas de Línguas e Humanidades. Ela não estava em nenhuma.

Estiquei-me um pouco, para ver as do lado. Lá encontrei o nome dela!

Só tive tempo de tirar uma foto, e tivemos que sair dali antes que ficássemos entaladas.

 

 

E sim, acaba por ser uma estupidez termos ido todos a correr ver as turmas ontem, quando as mesmas vão ficar ali afixadas por algum tempo, e poderíamos vê-las com mais calma, noutra altura.

É o que eu tenciono fazer.

Mas a maioria dos que ali estávamos queríamos ter a confirmação de que os nossos filhos ficavam colocados na escola escolhida.

 

 

Em casa, com calma, percebemos que não há um único aluno conhecido da minha filha na turma dela. Escola nova, colegas totalmente novos.

À partida, terá as disciplinas que escolheu. Pelo menos, aparecem lá, com a cruzinha assinalada em alguns dos alunos da turma. Provavelmente, terá essas disciplinas com alunos de outras turmas que também as tenham escolhido.

 

 

Esperemos que não seja uma saga idêntica quando saírem os horários!

Incerteza até ao último momento

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Na próxima semana saem as notas finais, e é semana de matrículas para o 10º ano.

O curso está escolhido, bem como as disciplinas pretendidas.

Mas nada está garantido. É preciso que haja alunos suficientes para o curso, e para as disciplinas específicas que ela quer. 

E é preciso que seja admitida na escola pretendida.

 

 

Nos últimos anos, esta seria a altura de encomendar os manuais escolares, que chegariam lá para Agosto, mês em que comprava o material escolar básico.

E ficava descansada até ao início do ano lectivo.

 

 

Este ano, sinto-me de pés e mãos atados, sem poder despachar tudo como queria.

Tenho que esperar que saiam as turmas, para ver se ela ficou na escola e curso que quer. E, provavelmente, tenho que esperar (não sei se através da turma dá para ver) pela publicação dos horários, no início de setembro, para saber que disciplinas vai ter e, assim, que livros comprar.

Claro que posso sempre comprá-los antes mas, depois, se for preciso trocar, é mais complicado.

Só que não gosto de deixar tudo para a última hora e, este ano, sinto que vai ser incerteza até ao último momento.

 

 

Alguém por aí já passou por uma situação semelhante? 

Quando é que se fica a saber que disciplinas vão ter (se as escolhidas, ou outras por falta de alunos)?

É arriscado comprar já os livros?

Ou setembro é mais arriscado, por estarem esgotados ou em ruptura de stock?

O que há de novo neste ano lectivo?

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- Novos horários, com o último tempo a terminar às 18.30h quando, no ano passado, tinham conseguido evitar isso e se gabavam desse feito

 

- As aulas passam dos habituais 45 minutos para 50 minutos

 

- A turma recebeu alunos de outras turmas, e viu partir os colegas que vinham desde o 7º ano, para outras turmas, quando a directora de turma tinha antes dito que, à partida, a turma se iria manter

 

- Mantêm-se alguns professores que ela não se importava nada que mudassem, voltam alguns professores de quem já achava que já se tinha visto livre

 

- Chegam professores novos para o lugar daqueles que mais queria que ficassem

 

 

Ainda há poucos dias a minha filha me dizia: mãe, este ano estou motivada, e vou-me aplicar ainda mais.

Depois disto, bem pode munir-se de motivação extra, que bem vai precisar!

Vem aí mais um ano lectivo!

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Começa esta semana mais um ano lectivo!

Nestes derradeiros dias de férias, pais e alunos dirigem-se às escolas para ver as turmas e os respectivos horários, marcar refeições, confirmar cacifos.

A contagem decrescente já começou.

A maior parte dos alunos estão ansiosos por rever os antigos colegas, por conhecer os novos colegas e professores. Sim, é isso o que mais os faz querer que as aulas recomecem, e não propriamente o voltar a estudar.

Parece que ainda há pouco tempo estavam a ir de férias, e três meses parecia tanto tempo...E já estão de volta à escola. A opinião é unânime: estas férias foram as que mais depressa parecem ter passado!

Uma nova etapa para uns, uma continuação para outros, ele está aí. E, por mais que queiramos, não podemos fugir dele, não podemos adiá-lo.

O ano lectivo 2016/2017 está mesmo à porta. Resta-nos abri-la, deixá-lo entrar, e tentar encará-lo com optimismo e serenidade.

Um excelente ano para todos os estudantes!

 

Mudar as crianças de turma é ou não benéfico?

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No outro dia, na reunião escolar, o director de turma voltou a falar do mau comportamento geral da turma. E, a propósito, veio a lume a questão dos hábitos que eles traziam da escola primária, e do quão benéfico é para as crianças serem separadas dos colegas e integrarem em novas turmas, como forma de quebrar esses mesmos vicios.

Ah e tal, separam-se dos anteriores amigos, mas fazem novas amizades! É saudável!

Pode até ser, mas eu não concordo que seja uma medida imprescindível para pôr limites à conversa, ou assim tão benéfica para as crianças.

Uma criança que já era sossegada, irá continuar a sê-lo, ainda que tenha na turma os seus melhores amigos. Uma criança que já tinha por hábito conversar, continuará a fazê-lo, se não com os antigos amigos, com os novos que vier a fazer.

Cabe aos professores impôr ordem e estabelecer limites, repreender quando tiver que o fazer, chamar a atenção quando for necessário, aplicar um castigo apropriado quando se justificar. E os alunos têm que perceber que há horas para conversar, brincar e estar atentos às aulas. Têm que perceber que estão lá para aprender, e respeitar colegas e professor.

Uma professora que envia para casa um recado a informar os pais que não conseguiu dar a matéria numa das aulas, porque os alunos fizeram muito barulho, está à espera que os pais façam o quê? Se uma professora não se consegue impôr e fazer respeitar, está à espera que os pais, em casa, o façam por ela? São situações que têm que ser resolvidas na hora entre as pessoas envolvidas, não ao fim de umas horas, por quem não presenciou nem sabe ao certo o que aconteceu. E são situações que não se resolvem pelo simples facto de uma criança mudar de turma.  

Um dos encarregados de educação referiu que, em parte, algumas situções se devem ao facto de uma turma ser composta por 30 alunos, quando deveriam ser só 20.

O professor de história, que entretanto por lá apareceu, respondeu: "até podiam ser 50, desde que houvesse condições para isso", referindo-se ao pouco espaço de sala de aula em relação ao número de alunos. Mas também concordou que, numa das aulas de duas horas de quinta-feira à tarde, em que alguns alunos foram participar de uma actividade, a aula com os restantes correu muito melhor!

Se a mudança é benéfica para o seu desenvolvimento pessoal e social? Acredito que sim. Mas nem todas as crianças são iguais.

Há as que se adaptam bem a qualquer situação, as mais extrovertidas para quem é mais fácil estabalecer novas amizades, as que nunca se ligam muito a ninguém e, por isso mesmo, não lhes faz diferença mudar.

No entanto, existem algumas que estão, por vezes, muito unidas a dois ou três colegas há já vários anos, que criaram laços, e a quem é mais difícil aceitar a separação. 

Podem até ultrapassar, de forma bem sucedida, mas há ali um período em que se sentem um pouco deslocadas, perdidas, a tentar ser aceites pelos novos colegas, a tentar pertencer a algo.

E por mais que digam que as amizades ficam sempre, que não estão juntos na sala de aula mas encontram-se nos intervalos, ou que podem sempre combinar alguma forma de estarem juntos, sabemos que não é a mesma coisa!

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