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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Morangos com Açúcar 2023 - segunda temporada

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Estreou, no primeiro dia do ano, a segunda temporada da série de 2023, dos Morangos com Açúcar.

Está bem melhor que a primeira, a nível de suspense, e prende muito mais.

Ainda que as actuações continuem pobres no que respeita à maioria das personagens, não se nota tanto, porque estamos mais interessados em saber o que vai acontecer a seguir, e quem está por detrás de tudo.

A segunda temporada, que na Prime Video já está disponível na totalidade, termina com várias surpresas, e explicações.

Ficamos a saber o que aconteceu aos alunos desaparecidos, e quais os motivos.

Ainda assim, ficam algumas situações por aprofundar ou explicar melhor e, ou isso acontece na terceira e última temporada, ou fica a sensação que, apesar de terem tentado, ficaram peças por encaixar no puzzle, ainda que se consiga perceber a imagem final.

 

 

Imagem: tvi.iol.pt

 

Morangos com Açúcar 2023 - primeira temporada

Morangos com Açúcar 2023 | TVI Player 

 

Não sou grande fã da série, nem tão pouco acompanhei as temporadas anteriores, à excepção da que teve como protagonistas o David Carreira e a Gabriela Barros.

No entanto, fiquei curiosa quanto a este regresso, num novo formato.

 

"Morangos com Açúcar" sempre foi uma espécie de escola, de formação de actores, de exposição de talentos, e de lá saíram os veteranos que ainda hoje participam em telenovelas, filmes, séries. Alguns que enveredaram por outras áreas dentro do pequeno ecrã. Ou que, eventualmente, se internacionalizaram.

Então, embora tenha ficado decepcionada com o desempenho da maior parte do elenco, tenho que me relembrar que, para muitos dos mais novos, é a estreia, e ainda terão muito para aperfeiçoar. Já quanto aos mais velhos, é mais difícil desculpar. 

E nota-se bem a diferença, na forma de actuar, entre os actores portugueses, espanhóis e brasileiros.

 

A sensação que fica é que é tudo muito forçado, sem graça, sem sal. Diálogos fraquinhos. Interação que não convence.

No entanto, os últimos episódios redimem-se, e acabamos a temporada a desejar ver o que fica por descobrir. E ainda haverá muito para descobrir.

 

Quanto às personagens, pela positiva, destaco o Fred. É impossível ficar indiferente àquela autêntica "personagem"!

A Kika, ao início, irritava-me, mas foi-me surpreendendo e é, também, uma das minhas favoritas.

Pela negativa, a professora Dalila, sobretudo quando faz um discurso aos gritos. O Simão, que só no final da temporada melhora. E o Crómio, que não sei se sempre foi cromo, ou se é da idade. Entre muitos outros.

 

No que respeita à história, tudo começa com a exibição pública de um vídeo íntimo de Carol, uma das alunas do colégio, que leva ao seu desaparecimento.

Enquanto tentam descobrir o que aconteceu naquela noite, quem gravou o vídeo, quem o partilhou, e o que aconteceu a Carol, vão surgindo suspeitos. 

Bruno é um deles. Só que, a determinado momento, também ele desaparece.

E como não há duas sem três, no último episódio mais um aluno tem o mesmo destino, depois de ser revelado o seu segredo. E que segredo!

Portanto, chega-se ao fim desta primeira parte com muitas perguntas, muitas dúvidas, e quase tudo por esclarecer.

Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

 

Quem por aí já viu?

 

 

 

Imagem: tviplayer

 

O (tão aguardado) casamento real!

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Há muito que se ouvia falar do casamento da Infanta Maria Francisca de Bragança e Duarte Martins.

Em parte, pela polémica do voluntariado.

Depois, pela escolha do Palácio Nacional de Mafra para a cerimónia religiosa.

Pelo bolo partilhado com a população, que estava toda convidada.

E pela realeza que se esperaria na nossa terra.

Um casamento igual a qualquer outro mas, ao mesmo tempo, um acontecimento raro, a fazer lembrar os casamentos reais de Espanha ou Inglaterra mas, desta vez, em Portugal o que, queiramos ou não, suscita a curiosidade.

 

 

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Sábado, foi o dia!

Mafra quase parou para viver o casamento, e o momento.

Era toda uma romaria de pessoas a ir ver a chegada da noiva. Outras, que já o tinham visto, a dar uma volta enquanto decorria a cerimónia religiosa. Mais tarde, novamente algumas pessoas a dirigir-se ao Terreiro D. João V, desta vez à espera de ver a saída do casal e, quem sabe, provar uma fatia de bolo.

Estava muita gente, mas não tanta como acreditei que estaria.

 

Calhou marcarem-me consulta de optometria para a hora do casamento.

A loja fica mesmo em frente ao palácio.

Fui a pé.

Pelo caminho, fui vendo algumas pessoas conhecidas, que me diziam: "Então, já vais atrasada, a noiva já entrou" ou "Já não vês a noiva". Até pessoas que não conheço de lado nenhum acharam-se no direito de meter conversa "Olha, também vais ao casamento."

Pensei: "Senhores, há vida para além do casamento real!".

Será que uma pessoa já não pode sair de casa, que toda a gente acha que é para isso?!

 

Enquanto estava no oculista, ainda ouvi a parte dos votos dos noivos, mas confesso que era barulho a mais para mim.

Saí do oculista, arrisquei ir em frente. Vi um dos ecrãs gigantes, vi algumas carrinhas mas nem me apercebi que, algures por ali, estavam o Manuel Luís Goucha e a Rita Rodrigues na transmissão em directo para a TVI.

Havia pessoas a circular com bandeiras.

Fui às compras, e voltei para casa.

 

 

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E foi em casa que, evitando horas a fio ali em pé, e a confusão, fui acompanhando o evento na TVI.

A tempo de ver a Rita referir-se ao Terreiro D. João V como Terreiro Afonso V, ouvir o Manuel a repetir milhentas vezes que o vestido da noiva era de mikado de seda, ver a Manuela Moura Guedes e o apelidado "Rei de Queluz", seu marido, chegarem à Igreja, e por aí fora, e a Maria Cerqueira Gomes infiltrada no meio dos convidados, a entrevistá-los.

À entrada da igreja, o Padre Luís Barros, todo sorridente, a receber os convidados. Afinal, algo assim não acontece todos os dias.

 

 

 

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Sobre o casamento, propriamente dito, tenho a dizer que, tirando a parte de conhecer D. Duarte Pio e Isabel de Herédia como Duques de Bragança, pouco mais sabia, ou conhecia da família.

Por isso, é caso para dizer que conheci a noiva ontem, e gostei. Para além da simplicidade, uma grande simpatia. Quase não reconheci o pai, de tão magro que está, mas adorei a chegada dos dois na caleche, e D. Duarte com o seu panamá!

O noivo também parece simpático, mas talvez mais nervoso, por estar menos habituado a realezas, e eventos públicos para todo o país ver. Ainda mais o seu próprio casamento.

 

 

 

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Passei à frente a cerimónia, assistindo ao casal, já cá fora, a partir o tão aguardado bolo com uma espada (deve dar tanto jeito, de facto).

E, depois, a recepção dos convidados nos jardins do Palácio.

 

 

 

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Como disseram, e bem, é um casamento privado, que os noivos decidiram partilhar com o país.

Mas é um casamento como outro qualquer e, à parte determinados protocolos, e os títulos de muitos dos convidados, são pessoas como outras quaisquer.

Foi isso mesmo que deu para ver: pessoas a conviver, a comer e a beber, a tirar fotografias e selfies, ou simplesmente sentadas, a descansar. A partilhar um momento especial com a família e com os noivos.

E estes, agora casados, radiantes, como deve ser!

 

 

Imagens: TVI

 

 

E já estreou o All Together Now!

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Por curiosidade, resolvi ver o novo programa de talentos da TVI, o tão falado e polémico All Together Now, apresentado pela Cristina Ferreira.

 

Tem algo de talentos, mas não me parece que seja um concurso para descobrir e apoiar talentos, já que os jurados funcionam um pouco ali como "opinião popular", consoante gostam ou não, consoante sentem o "click" ou não, e muitos outros critérios que nada têm a ver com talento ou qualidade.

Diria mais que é um programa de entretenimento, para quem está em casa a assistir, e mesmo para os jurados, que se vão divertindo, convivendo, dançando, mandando umas piadas e, pelo caminho, lá elegem alguém que acham que merece seguir em frente.

 

Gostei do tempo de duração, qb, sem intervalos e minibreaks para tudo e mais alguma coisa, sem grandes alongamentos sobre as vidas desgraçadas dos concorrentes, e sem grande suspense nas votações.

Achei piada à "parede de jurados".

Mas, como concurso, é muito fraquinho. Não merece a fama e os slogans que lhe atribuíram.

E a Cristina? Bem, foi a Cristina, a ser Cristina!

 

 

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Posto isto, o momento mais bonito, e talentoso da noite, foi a actuação da Nataliya e, depois, o momento em que partilhou a música com o Sérgio e a Hélia, ex concorrentes do The Voice Portugal, na área do canto lírico.

 

 

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O momento divertido ficou a cargo da jurada Rosinha, e do concorrente Virgílio.

 

 

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No entanto, em apenas duas palavras, diria que o melhor deste programa foi, sem dúvida, a Gisela João!

Ela é divertida, espontânea, desbocada, "louca" no bom sentido!

Fartei-me de rir a ouvi-la e a vê-la enquanto jurada.

 

 

Imagens: atelevisaocidadehojealltogethernow

 

 

 

Big Brother: A Revolução

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Parece que estreou no passado domingo aquele a que apelidaram de "Big Brother: A Revolução", um programa que pretendia celebrar os 20 anos do primeiro reality show exibido em Portugal.

Pois, para mim, a verdadeira revolução do Big Brother não é este programa, mas sim o anterior.

 

Esse, sim, foi uma verdadeira revolução a vários níveis:

- mudança da casa para a Ericeira (um verdadeiro retiro agora transformado em prisão)

- mudança de apresentador (pode não ter sido a melhor aposta, nem a prestação ter sido a melhor, mas foi diferente)

- uma escolha de concorrentes muito distintos entre si, e como há muito não se via em reality shows, cada um com as suas causas, umas melhor defendidas e debatidas que outras

 

Agora este novo programa, a que lhe chamaram "revolução", talvez por não haver regras ou estas poderem mudar a qualquer instante, e pelo aspecto que quiseram dar à casa, não me parece nada revolucionário. Parece-me mais um "Salve-se Quem Puder", no meio de tanta gente com a mania que é boa, e que sairá dali com um futuro garantido, misturado com um "Bem vindos à Selva".

 

Não se pode dizer que seja um regresso às origens, porque os primeiros Big Brothers não se assemelhavam tanto às "Casas dos Segredos" e aos "Love on Top" que lhe sucederam.

Quanto à Teresa Guilherme, a rainha dos reality shows, não nego o "à vontade" que tem para este tipo de programas, como um peixe na água.

Das primeiras vezes que vi o Cláudio Ramos a apresentar, desejei a Teresa de volta.

No entanto, pelo que vi no último domingo, fiquei com a sensação de que a Teresa fez o melhor ao longo dos últimos anos de apresentação neste tipo de programas, mas deveria ser um capítulo encerrado. 

Penso que nos cansámos da imagem, do discurso. A mim, apeteceu-me ver uma cara nova ali. 

 

Para já, não penso acompanhar este novo Big Brother.

Quem sabe lá mais para a frente.