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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Pessoas que gostam de ser o centro do universo

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Gostam. E, parece-me, precisam.

São aquelas pessoas que, num primeiro momento, cativam todos à sua volta.

São simpáticas com todos. Prestáveis. Amigas.

Sim, são daquelas que dizem que são amigas de toda a gente.

E são! Desde que sejam elas o centro das atenções. Da bajulice. Da preocupação e dos cuidados.

Desde que sejam elas a estrela, e ninguém mais as ofusque.

 

Porque, quando isso acontece, a máscara cai.

E passamos a ver pessoas mesquinhas, invejosas, traiçoeiras.

Daquelas que até aceitam ver alguém bem, mas nunca melhor do que elas.

Pessoas que elevam a incoerência ao nível máximo.

Que se acham senhoras e donas da razão. 

Mesmo que não tenham nenhuma.

 

 

 

Mentiras que se contam

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Ah e tal, o pensamento positivo atrai coisas positivas.

Ah e tal, fé e confiança são meio caminho andado para coisas boas acontecerem.

Ah e tal, isto e aquilo dão sorte.

Pois...

Mentiras que se contam!

 

Naquele dia, nada resultou.

Nem positivismo. Nem fé. Nem confiança.

Nem rezas. Nem rituais. Nem torcidas.

Nem amuletos da sorte. Nem mantras.

 

Naquele dia, o Universo estava, simplesmente, do contra.

Aliás, os sinais já tinham começado na véspera.

E continuaram ao longo daquele dia, até ao momento da verdade.

Que, obviamente, correu mal.

 

Naquele dia, a sorte não esteve do seu lado.

Ah e tal, foi como tinha de ser.

Da próxima vez será melhor.

Estava destinado.

Pois...

Mais mentiras que se contam!

 

A culpa foi do imprevisto do dia anterior.

Ou do tempo, que decidiu chover.

Ou do trânsito, que complicou.

Ou do dia que escolheu.

Ou da hora em que saiu à rua.

 

Foi de si.

Foi dos outros.

Foi de tudo. 

Mas, no fim, porque não, mais uma mentira: a culpa foi da banana!

 

Coincidências, escolhas, acções e consequências

 

"Se Ira Levinson não tivesse tido um acidente de carro, e Luke e Sofia não tivessem passado naquele local naquele momento, parado e auxiliado Ira, nada do que aconteceu a seguir teria acontecido. Não saberiam um pouco da história de Ira, não teriam comprado aquela pintura, e não teriam a vida que resultou dessa simples acção…

Se Amanda tivesse ido ao encontro de Dawson no cemitério, ele não estaria mais tarde no bar, e não poderia ter salvo a vida do filho do homem que muitos anos antes, por acidente, matou. Não teria levado um tiro mortal e o seu coração nunca teria salvo o filho de Amanda, a mulher que sempre amou…

Se Travis tivesse cumprido a promessa que, um dia, fez à sua mulher Gaby, ela não estaria mais com ele. Mesmo indo contra os últimos desejos da sua amada, Travis fez uma escolha. E foi a escolha certa…"

 

 

Serão as nossas vidas, e as vidas destas personagens, pontuadas por uma série de coincidências? Ou será que, como diz Margarida Rebelo Pinto, não há coincidências?

Paul Kammerer acreditava nelas. Disse ele que, quando se dá uma coincidência, sempre se dão muitas mais, porque elas dão-se em séries, não são factos isolados. E assim surgiu a sua teoria da serialidade.

Ele defendia que, assim como o universo tende para a entropia/ desordem, também tende para a ordem e harmonia. Deste modo, haveria vários agrupamentos de factos e coincidências.

Coincidência ou não, a verdade é que a nossa vida rege-se por acções e decisões, que implicam escolhas.

A vida é feita de escolhas – algumas boas, outras não tão boas, algumas acertadas, outras erradas mas, ainda assim, são aquelas que fazemos – e essas escolhas têm as suas consequências. Se algumas escolhas são um erro, não devemos desanimar – é com os erros que aprendemos! E se uma escolha implica sempre optar por uma de várias coisas, é inevitável que, ao escolhermos uma, perdemos todas as outras e o que delas poderia advir. Quando damos um passo em frente, alguma coisa deixamos para trás.

Ao escolhermos, decidimo-nos por um determinado rumo, agimos em conformidade e, por cada acção nossa condicionamos, por vezes, não só a nossa vida mas também a de outras pessoas. Até mesmo daquelas que nem conhecemos ou imaginamos!

Será isso a comprovação da serialidade de coincidências a que Paul Kammerer se referia? Uma simples relação entre escolha-acção-consequência? Ou estará tudo escrito nas estrelas? Não faço ideia! 

Mas também não sei se gostaria de saber...

 

A Nossa Força Interior

   

 

 

“No final daquela tarde, o pai levou o seu filho para uma floresta, no cimo da montanha, e propôs-lhe uma experiência: o filho teria que ficar toda a noite naquele lugar, sozinho, de olhos vendados, sem poder chamar por ninguém, e só no dia seguinte, quando surgissem os primeiros raios de sol, poderia tirar a venda dos olhos, e sair de lá. Outra das regras era não poder falar dessa experiência com ninguém. O filho aceitou e, mesmo amedrontado com todos os barulhos que ouvia e com os perigos que corria, só retirou a venda quando, após aquela noite horrível, o sol apareceu. Descobriu então o seu pai, sentado ao seu lado. Na verdade, nunca o deixara. Estivera ali com o filho a noite toda, a protegê-lo!”

 

Dizem que Deus é como este pai. Também ele, embora não o consigamos ver, está sempre connosco para nos proteger, e não deixar que nada de mal nos aconteça.

Pois eu não acredito em Deus. Pelo menos não como alguém que esteja lá em cima, seja lá onde for, a olhar por todos nós cá em baixo.

Quantas vezes já nos questionámos sobre a sua existência, e sobre o seu poder? Quantas vezes já duvidámos que seja, de facto, real?

Vemos tantas desgraças acontecerem a quem não merecia. Vemos tantas pessoas, que só fazem mal, nunca ser castigadas. Assistimos a catástrofes, guerras, sofrimento, fome, e mortes “prematuras”, se assim lhes podemos chamar…Pessoas que vivem (ou sobrevivem) em condições desumanas...

A explicação que nos dão é simples – tudo o que acontece cá em baixo é obra do Homem, e não de Deus! Muito bem! Mas se Deus existisse, da forma como o descrevem, da forma como o “pintam”, não permitiria, de certeza, que metade destas coisas acontecesse.

Viveríamos num mundo mais justo, se houvesse alguém lá em cima, superior a todos nós, que nos protegesse, que nos encaminhasse, que estivesse connosco, que mantivesse a ordem das coisas. Mas talvez não dependa dele… Talvez sejam as leis do Universo! Talvez tudo o que acontece tenha uma razão de ser e uma explicação que nos escapa, ou que nem temos que dela ter conhecimento.

Seja como for, cada um tem as suas crenças, e há que respeitá-las.

Eu acredito que, a existir Deus, ele está dentro de cada um de nós e manifesta-se sob a forma de força interior. A nossa força interior, que nos faz mover, que nos faz enfrentar a vida e tudo o que elas nos traz, que nos faz acreditar em nós e naquilo que somos ou nos podemos tornar!

Se não tivermos fé, esperança, e se não acreditarmos em nós próprios, não conseguiremos acreditar em mais nada. Tudo na vida gira e move-se porque há uma força que o faz acontecer. E, a força que nos faz viver, é aquela que encontrarmos dentro de nós... 

Sonho de uma Tarde de Outono

 

 

Apetecia-me passear contigo ao longo da praia...

Parar, puxar-te para mim, enquanto tu me seguras daquela forma que só tu sabes, e beijar-te!

Beijarmo-nos e perdermo-nos, no tempo e no espaço, como se, naquele instante, tivéssemos sido transportados para outra dimensão!

Beijarmo-nos, como duas pessoas que se amam!

Aquela praia, ainda movimentada, começa a parecer inapropriada para consumar esse amor.

Por isso, mesmo cheios de desejo, paramos!

Ainda com a sensação de que acabámos de acordar, de regressar à terra quando já vislumbrávamos o universo, de voltar à realidade...

Mas, no fundo, felizes!

Estamos juntos, e temos todo o tempo do mundo!