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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Somos apenas um número

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Um número que dá jeito ter à mão, quando tem utilidade e serve os interesses de quem dele precisa, mas também, noutras ocasiões, um número a mais, que se pode facilmente dispensar. 

 

Um número que, num dia, faz a diferença, e contribui para um resultado extremamente positivo. Um número que faz todo o sentido manter, um número importante. E, no entanto, noutro dia, apesar de tudo, um número do qual é necessário abdicar. Porque não é indispensável à equação. Porque a conta faz-se na mesma, sem ele.

 

Por muito que, em determinados momentos, nos convençam, e nos convençamos, do nosso valor, visível quando tudo corre bem, a verdade é que seremos apenas um número, quando as situações assim o exigirem.

 

E o meu sobrinho, até aqui sempre elogiado pelo bom trabalho desempenhado, que a determinado momento esteve em vias se ser promovido, foi agora informado de que o seu contrato não irá ser renovado.

Não é que não seja bom no que faz. 

Simplesmente, revonar o contrato significaria tornar-se efectivo na empresa.

E, neste momento, com o sector parado, sem grandes perspectivas de que a receita venha a aumentar significativamente, a ordem é para trabalhar com o que é mais difícil dispensar, e dispensar todos aqueles que podem, enquanto podem.

 

É a Covid-19, a fazer a primeira "vítima" na família e a mostrar, como se nos pudessemos esquecer que, no fundo, somos apenas um número.

E, no entanto, somos tão mais que isso...

 

 

"Olha por Mim", na SIC

Olha Por Mim estreou e liderou no confronto direto com TVI

 

A sério, SIC?

Não podiam ter continuado com o "Estamos Aqui"? 

Tinham que nos "presentear" com este programa deprimente e tão parvo, que não convence ninguém?

 

No sábado, tinha eu acabado de ver uma série, quando me deparo com este programa. Já estava a mudar para outro lado mas o meu marido e a minha filha queriam ver, então, lá deixei ficar, e vi com eles.

Que o programa seja útil para que se descubram pessoas que não se vêem há anos porque, de alguma forma, acabaram por perder o contacto, ainda compreendo. A televisão tem outros meios que o cidadão comum não tem, e consegue fazer verdadeiros milagres, em nome das audiências.

 

Mas no caso de pessoas que estejam chateadas uma com a outra, em que tenha havido zangas, problemas, afastamento intencional, alguém acredita que basta irem a um programa de televisão para tudo ficar resolvido?

Eu não!

Das duas uma: ou aceitam participar, e percebe-se que é só pelos 5 minutos de fama ou, se realmente se quiserem entender, fazem-no fora das câmaras, sem se expôr.

 

Partindo do princípio que não existe um guião pré definido, e que as coisas aconteceram naturalmente, mostraram primeiro um pai a querer voltar a ter contacto com o seu filho, sendo que este não se mostrou receptivo em dar essa oportunidade. Não sei qual foi o motivo que o levou a rejeitar a participação mas, se fosse comigo, eu não aceitaria.

Soa a falso, a hipócrita. Se há situações para resolver, resolvem-se entre as partes envolvidas, sem necessidade de ir para a televisão.

 

Depois, a própria dinâmica da experiência, não abona muito a favor do programa.

Percebo a ideia do olhar, mas o tempo que ali ficamos a ver a olharem um para o outro, é excessivo. Dá vontade de mudar de canal, ou fazer uma pausa até estarem autorizados a falar um com o outro.

E, mais uma vez, a etapa seguinte não faz sentido. Se as pessoas aceitaram participar, e chegaram até à fase do olhar, parece-me lógico que, independentemente do que possa resultar desse encontro, irão querer falar um com o outro, logo, aquela retirada para pensar se querem voltar para a mesma sala, ou ficar por ali, é estúpida.

 

Apesar de já há muito utrapassado, gostava muito mais de ver o velhinho "Ponto de Encontro"!

 

Respondendo à pergunta da SIC:

“Pode um olhar entre duas pessoas que se afastaram, voltar a uni-las? 

O que une não é o olhar, é o que as pessoas realmente sentem. O olhar, quanto muito, deixa esses sentimentos transparecerem. Ou não...

Mas já que querem dar tanto ênfase ao olhar, que tal mudar o nome para "Olha Para Mim"?

Porque, basicamente, é isso que os participantes vão lá fazer - olhar um para o outro, e não um pelo outro. 

Quando as aparências contam mais que tudo o resto

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Estava a ter início o estado de emergência, quando começaram a fazer alguma coisa neste edifício.

Pelo que soube, havia um comodato à Santa Casa da Misericórdia mas, como nunca chegaram a fazer nada, o edifício voltou para as mãos da Câmara Municipal, que entendeu que era urgente a intervenção, uma vez que estamos numa zona que até tem ao lado uma igreja e um palácio históricos, e não era estético.

Além disso, era usado para fins menos próprios, pelo que era preciso cortar o mal pela raiz.

E eu pensei "Mais vale tarde, que nunca. Ao menos, que dêem um uso ao edifício". 

Assim, como podem ver, toda a frente foi pintada, as ervas do quintal arrancadas, todo o lixo retirado e, apesar de não se conseguir ver, levaram o mobiliário velho que lá havia dentro.

Para evitar intrusos, entaiparam portas e janelas, à excepção de uma lá no alto.

Só que, para já, foi mesmo só isso que fizeram.

 

 

Edifício da Misericórdia de Mafra palco de actividades marginais ...

 

Durante anos, este edifício esteve assim: degradado, abandonado, esquecido. Servia para actos de vandalismo, para morada de drogados e sem abrigo, para colónia de gatos, para depósito de lixo.

Agora, é verdade, tem outro aspecto. Está mais bonito. De cara lavada. 

Mas falta tudo o resto.

De que adianta esta bonita aparência (que mais dia menos dia tende a desaparecer), se o edifício ficar, de novo, mais uns quantos anos sem qualquer uso ou utilidade?

Só para ficar bem na fotografia? 

 

 

Imagens: Marta e jornaldemafra

Trabalhar com um computador marado!

Desenho de Um computador portátil pintado e colorido por Lalisatan ...

Não é fácil.

O primeiro passo é ligar.

Depois, para o teclado e rato funcionarem, tenho que carregar sempre na tecla F5.

Está, então, operacional. Ou mais ou menos!

 

Nem todas as teclas funcionam, pelo que tenho que activar o teclado no ecrã.

E depois, é escrever umas letras no teclado normal, outras no do ecrã.

É passar o tempo todo a maximizar e minimizar o teclado no ecrã, ou a desviá-lo de cima para baixo, ou da esquerda para a direita, e vice-versa, para poder ver o que estou a escrever.

É estar sempre a pôr a página, o documento ou o local certo para colocar o cursor e escrever, porque ele abre outras que não são as que quero.

 

E, como está mesmo muito marado, não posso ter muitos páginas de internet abertas ao mesmo tempo senão, dá-me aquela mensagem irritante "Ah bolas", e fecha-me tudo!

 

Por vezes, volta a bloquear e lá tenho eu que carregar no F5.

Também acontece mudar sozinho para ecrã inteiro, e depois não deixar voltar ao normal.

 

Nos dias mais difíceis, que por acaso até nem têm ocorrido com frequência ultimamente (ele sabe que eu tenho que trabalhar e preciso da colaboração dele), é reininiar várias vezes, para ver se deixa fazer o mínimo.

 

É um portátil que já há muito estava com problemas, e só se usava para desenrascar, até porque comprámos um novo para a minha filha utilizar para a escola.

Mas tem sido, apesar de tudo, bastante útil nestes tempos de teletrabalho.

O pior, é voltar a escrever num pc normal!

Dou por mim a ir lançada, como se ainda estivesse a trabalhar com teclado no ecrã, e só depois me lembro que não é preciso!

Lidl "a caminho do amanhã" na preservação do ambiente

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Na Malveira, já há muito que os sacos de plástico tinham sido abolidos.

Aqui por Mafra, mantiveram-se até ao passado fim de semana.

Este sábado, quando lá fui às compras, já não havia. No seu lugar, estavam estes sacos de papel.

 

 

 

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Os sacos até são bonitos.

Mas em termos de resistência, não sei até que ponto aguentarão compras mais pesadas.