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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Migrantes ou vítimas de tráfico humano

(e como a sombra da morte os acompanha sempre)

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Há algo que é inevitável neste mundo: qualquer pessoa que não esteja bem no país onde vive, tentará a sua sorte noutros, que lhe pareçam melhores, seja quais forem os motivos que levaram a tal.

Só que nem sempre o conseguem fazer legalmente e, quando assim é, resta-lhes comprar a travessia, para a promessa de uma vida melhor. Travessia que não cobre riscos, acidentes ou até a morte de quem a compra.

É também esse desejo de melhores condições de vida que leva a que muitas pessoas apostem tudo em propostas de trabalho que, mais tarde, se revelam falsas, funcionando apenas como isco para o tráfico humano.

 

Assim, sejam migrantes ou vítimas de tráfico humano, sejam eles transportados em barcos, em contentores ou outra forma de transporte clandestina, uma coisa é certa: a sombra da morte acompanha-os sempre. E, em último caso, é com a própria vida que pagam o sonho e a esperança, que os levou a arriscar a partida, em busca de algo melhor.

 

Se, no caso dos migrantes, eles já têm a noção de que estão a participar numa missão arriscada, que pode correr mal, no caso das vítimas de tráfico humano, o choque com a realidade é maior, porque é algo que, certamente, nunca ponderaram vir a ocorrer.

 

As causas são muitas, mas todas têm um ponto comum: falta de condições humanas para transportar essas pessoas em segurança. 

As mais frequentes são afogamento, desnutrição, calor ou frio excessivo ou falta de oxigénio.

Muitas vezes, por abandono por parte de quem faz o transporte, e demora das autoridades em encontrar o local exacto onde se encontram, em tempo útil, e determinante para fazer a diferença entre a vida e a morte.

 

 

 

Imagem: euronews

 

Constatações

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Os actos terroristas, em Portugal, traduzem-se em incêndios.

Chegam pelas mãos de quem menos esperamos, por quem cá vive, por aqueles que deveriam ser os primeiros a proteger o seu próprio país, mas que pouco querem saber dele.

Mais de 500 incêndios num único dia, é terrorismo à mais larga escala. Nem os terroristas, que conhecemos como tal, levariam a cabo um acto como estes.

Atracção pelo fogo, vingança, questões económicas relacionadas com florestas/ madeira, ou pura maldade, as vítimas são sempre as mesmas: pessoas e animais que perdem tudo o que têm, incluindo a vida, e a nossa natureza cada vez mais destruída.

A Mãe Natureza consegue ser, muitas vezes, devastadora. Mas não se compara à destruição cada vez mais impiedosa, levada a cabo pelo Homem...

 

 

Imagem Expresso

Juntos por Todos - concerto solidário para com as vítimas dos incêndios

 

O Meo Arena recebe, no próximo dia 27 de junho, pelas 21 horas, o concerto solidário "Juntos por Todos". O concerto terá transmissão ao vivo na RTP, SIC e TVI, e em todas as rádios portuguesas garantindo assim, pela primeira vez, uma cobertura conjunta de um espetáculo.

 
 
Este é um concerto especial, de homenagem às vítimas dos fogos florestais, que continuam a lavrar em Pedrógão Grande e zonas limítrofes, e de angariação de receitas para ajuda às populações afectadas, por aquela que é já considerada uma das maiores tragédias na história do nosso país.
 
"Juntos Por Todos" é uma iniciativa co-produzida pela Sons em Trânsito, Nação Valente, MEO Arena, Blueticket, RTP, SIC e TVI, e une vários artistas portugueses, como Agir, Amor Electro, Ana Moura, Aurea, Camané, Carlos do Carmo, Carminho, D.A.M.A, David Fonseca, Diogo Piçarra, Gisela João, Hélder Moutinho, João Gil, Jorge Palma, Luísa Sobral, Luís Represas, Matias Damásio, Miguel Araújo, Paulo Gonzo, Pedro Abrunhosa, Raquel Tavares, Rita Redshoes, Rui Veloso, Salvador Sobral e Sérgio Godinho.

Os bilhetes, nas modalidades de bilhete geral (15 euros), bilhete geral extra (25 euros) ou bilhete donativo (15 euros),  já se encontram disponíveis em blueticket.pt e nos pontos de venda Fnac, Worten, El Corte Inglês, The Phone House, Pagaqui, ACP e Turismo de Lisboa.
A receita obtida será entregue à União das Misericórdias Portuguesas.
 
O evento conta com o Alto Comissariado da Fundação Calouste Gulbenkian, e o contributo das das editoras Sony Music Portugal, Universal Music Portugal, Valentim de Carvalho e Warner Music Portugal, na sua divulgação artística.
 
 
Artigo elaborado para o http://fantastictvsite.blogspot.pt/
 

Também fomos "atacados" pela Via Livre

Vialivre

 

A recepção da carta

Na nossa caixa de correio encontro hoje um aviso para levantar nos CTT uma carta, cujo remetente era a Via Livre, destinada ao meu marido. Nunca tinha ouvido falar da mesma, e não fazia a mínima ideia do que poderia ser.

O meu marido foi pesquisar na net, e percebeu que tinha a ver com cobranças ilegais de portagens, nas quais a maioria dos visados nunca tinha passado!

De qualquer forma, disse-lhe que o melhor era ele ir levantar a carta e ver do que se tratava.

E, lá está, era o que ele suspeitava! Uma carta para cobrança de portagem, ocorrida em setembro de 2016, com entrada em Faro!

Ora, escusado será dizer que nunca estivemos em Faro, logo esta cobrança é indevida.

Na dita carta, era-nos dado um prazo para pagamento, sob pena de a cobrança se converter num processo judicial. Era também mencionado que, caso não recebessemos a carta, seria enviada uma nova, desta vez, simples, e que o prazo se contaria a partir da recepção dessa, considerando-se entregue.

Pedia também, na eventualidade de não ser o meu marido o condutor da viatura nessa altura, que identificássemos o mesmo. Ora, não tendo emprestado o carro a ninguém, e já estando em nosso poder nessa altura, só poderia ser o meu marido o condutor.

 

O que fazer, então?

Não pagar, e reclamar?

Gastar para não pagar, ou pagar para não gastar?

O valor era de pouco mais de 3 euros. 

Enviar uma carta registada com aviso de recepção ficaria por esse valor. Compensaria?

O meu marido decidiu pagar, para não ter mais problemas, e porque o valor era pequeno. Mas se o valor fosse maior, já pensava duas vezes.

Ainda assim, estamos a ponderar se não valerá a pena responder e pedir a devolução. 

 

Mais alguém por aí foi atingido?

Ao que parece, e pelo que vimos na net, já é uma prática recorrente, e são várias as vítimas que se queixam destas cartinhas, e de burlas que as mesmas envolvem, a maior parte delas com referência à A22.

Quando feitos pedidos de esclarecimento, recusam-se a dar informação que, segundo dizem, não são obrigados a dar.

Outras vezes, as respostas tardam a chegar, ou nem sequer vêm.

Já passaram por alguma situação destas?

E se fosse consigo a violência doméstica?

 

"E Se Fosse Consigo?" trouxe ontem a debate uma problemática bem actual - a violência doméstica.

 

No entanto, entre os testemunhos de casos reais, e a encenação por parte dos actores, ficaram algumas coisas por mostrar e dizer no programa de ontem:

 

- a maior parte das cenas de violência doméstica não ocorre em público, mas sim dentro de quatro paredes;

- a maior parte dos agressores mostra uma faceta totalmente diferente perante os vizinhos, amigos e até familiares (seus e da vítima), de homem educado, atencioso, pacífico, que em nada corresponde ao seu verdadeiro carácter, quando está com a vítima a sós, o que leva a que, muitas vezes, terceiros não acreditem na vítima;

- na encenação efectuada ontem, e estando aquele homem a mostrar-se violento em público, era mais provável que se mostrasse também para com quem estava a intervir, principalmente, as mulheres;

- por muita coragem que as vítimas de violência doméstica demonstrem, em muitos dos casos essa coragem tem como consequência a morte das mesmas, e de formas cada vez mais macabras. Ainda assim, o que será preferível? A morte quase certa vir aos poucos, ou haver uma possibilidade de se livrar desta problemática com vida?

- mais uma vez, tal como na violência no namoro, apenas mostraram agressores do sexo masculino, ignorando o facto de haver cada vez mais violência doméstica sobre os homens;

 

E o que é importante reter:

- quando ocorre uma agressão, não será única, mas apenas a primeira de muitas, e cada vez mais graves;

- a partir do momento em que há conhecimento de casos de violência doméstica, está mais que provado que não basta sinalizar as vítimas. Na maioria dos casos sinalizados, a polícia nada faz, ou só decide actuar quando não há mais nada a fazer;

- as vítimas, mesmo que consigam escapar com vida aos agressores, continuam a ser as maiores prejudicadas, porque vivem permanentemente com medo, porque vivem "refugiadas", presas, ou em constante fuga, porque perdem algo ou alguém que amam nessa luta (filhos);

- a justiça tarda, e falha demasiadas vezes;

- as ameaças, não só à própria vítima, mas também à sua família, são bastante inibidoras de qualquer acto de coragem que as vítimas possam querer intentar;

- uma vítima de violência doméstica não precisa de ouvir críticas relativamente à sua inércia, à sua passividade, ao seu receio, não precisa que duvidem da sua palavra, que digam que é normal, que desculpem o agressor, mas sim que a compreendam, que a apoiem, que lhe dêem uma ajuda efectiva;

 

E desse lado, o que acrescentariam a esta lista?

 

Ao assistir ao programa de ontem não fiquei indignada por mais pessoas terem passado por aquela cena sem intervir, mas incrédula com um senhor que, a um metro da cena, assiste impavida e serenamente e, quando questionado pela Conceição Lino sobre a conversa que tinha acabado de ocorrer ao seu lado, sai-se com esta "conversa? qual conversa? eu não ouvi conversa nenhuma"!

A não ser que o senhor tivesse problemas auditivos, ou quissesse frizar que o que tinha acabado de acontecer não era uma conversa mas sim um acto de violência (quer física, quer psicológica), mostra o quanto as pessoas fingem ser cegas, surdas e mudas a estas situações, quando não é nada com eles. Teria ganhado mais se tivesse dito que tinha percebido, mas estava com medo.

E com um outro senhor que, para ajudar a actriz, não se chegou à frente, mas soube vir dizer de sua justiça quando outras pessoas se juntaram aos actores, e criticaram o comportamento do marido agressor "ele não está a agredi-la, está a chamá-la à razão!"

 

É triste...mas é real! 

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