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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A minha primeira visita ao Pet Festival

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Nunca lá tínhamos ido.

A convite da Miau Magazine, para participarmos num workshop sobre gatos, lá estivemos ontem.

E aproveitámos para tentar ver tudo o que conseguíssemos, apesar de o tempo ser pouco.

Como visitante, deixo aqui as minhas impressões sobre este tipo de festivais, com vantagens e desvantagens.

 

 

 

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Lado positivo:

  • é um bom local para os donos de animais ficarem a conhecer novos serviços e produtos, e/ou até fazer umas compras;
  • para quem tenha disponibilidade e paciência para ouvir as pessoas que estão a apresentar os produtos, até podem vir de lá com umas amostras grátis;
  • para quem vá com essa intenção, ou decida na hora, pode adquirir algumas espécies de animais
  • a oportunidade de ver ao vivo determinados animais que não vê no seu dia-a-dia, e até ficar a saber mais sobre essas espécies
  • os workshops ministrados no local, sobre os mais variados temas, que podem ser bastante interessantes ou úteis para quem animais de estimação

 

 

 

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Lado negativo:

  • torna-se difícil apreciar tudo como se gostaria, dada a imensidade de visitantes que acorrem ao local
  • o barulho constante dentro do espaço
  • como existem vários eventos a decorrer em simultâneo, é possível que nem sempre nos consigamos concentrar em apenas um
  • torna-se difícil ficar indiferente aos animais que por ali estão, durante sabe-se lá quanto tempo, em exposição, e falo particularmente dos gatos, que estavam dentro das suas casinhas, praticamente todos com um ar cansado, aborrecido, a dormir, murchos - definitivamente, estes festivais não são para gatos

 

 

 

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Curiosidades:

Já estava à espera de encontrar diversas espécies, como répteis, aves, batráquios, animais da quinta, e por aí fora, mas haver um espaço dedicado às formigas, nunca imaginei!

Só me lembrava da praga que tivemos aqui em casa, o ano passado. E delas, nada contra mas, quero distância!

 

 

Constatações

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Nasci para ser mãe de gatos!

Sempre que sonho com bebés, eles acabam sempre, a meio do sonho, por se transformar em gatos que, de tão queridos e meigos, é impossível não adotar :)

Vejo-me mais vezes feliz rodeada de gatos, do que por bebés ou crianças pequenas!

 

E vantagens? São tantas:

Não ficamos com uma enorme barriga durante 9 meses, nem tão pouco passamos pela experiência aterradora do parto

Não temos que dar de mamar, dar biberon, mudar fraldas, dar banho

Não precisamos de comprar todo um novo guarda roupa, para nós e para eles

Não temos que gastar dinheiro em infantários, creches e afins, para os deixar enquanto trabalhamos

Não temos que gastar dinheiro em livros e material escolar, nem perder tempo com a escola, porque eles não precisam de a frequentar

Não fazem birras

Não temos stress nem cabelos brancos por conta de preocupações com a adolescência

Não corremos o risco de não gostarmos da vida que eles escolhem, ou das relações amorosas e de amizade que têm

E muito mais...

 

Ou seja - menos trabalho, menos despesas, menos preocupações, mais tempo, mais disposição, mais felicidade!

 

Para onde vai a nossa disposição...

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...quando somos "engolidos" por uma rotina diária que insiste em nos sugar, até não sobrar mais que um autómato, que sistematicamente repete as mesmas acções, nos mesmos horários, nos mesmos dias, e cuja eventual fuga a essa rotina seja apenas sinónimo de adiamento, e não de isenção de tarefas?

 

É um facto que não gosto de surpresas. Não gosto que me alterem a rotina sem pré aviso, nem gosto de agir consoante o momento. Gosto das coisas previamente organizadas, planeadas, ainda que nem sempre as consiga concretizar com a exactidão que esperava. Por exemplo, sempre que planeamos uma saída, por um motivo ou outro, atrasamo-nos sempre.

 

Se fizer algo que não estava nos planos já sei que, quando voltar à realidade, tenho o mesmo de sempre à minha espera, com a agravante de ter menos tempo para o fazer, ou ter de adiar, e fazê-lo noutro dia, em que já tinha planos feitos, que acabam por se ver também eles alterados.

 

Por outro lado, vejo que os meus dias começam e acabam exactamente da mesma forma. Começo os dias a fazer as mesmíssimas tarefas. Com sorte, apenas se altera a ordem pela qual as faço. O tempo está mais ou menos controlado para cada uma delas. E quando saio do trabalho, já sei que me esperam as mesmas coisas por fazer, por arrumar. E já sei como vai terminar o dia. Sem novidades, sem surpresas.

 

A essa hora, e tendo agido como um robot programado o dia todo, cansada da rotina do costume, é difícil encontrar a boa disposição, achar piada a algo que nos dizem, encontrar alguma paciência para parvoíces, ser contagiada pelo bom humor dos restantes, que tiveram certamente um dia melhor. O máximo que nos sai, é aquele sorriso forçado, e também ele programado, a fazer lembrar a robot Sophia.

 

É difícil voltar a ser humana, e a agir como humana, quando temos cada vez mais que nos tornar verdadeiras máquinas no dia a dia. 

 

Focar num único rumo ou dispersar por vários?

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Na vida, há pessoas que:

 

Se contentam com pouco, estando satisfeitas com aquilo que têm. Embora sabendo que um pouco mais seria bem vindo, não consideram que isso justifique mudanças, e permanecem sempre da mesma forma, a não ser que algum facto involuntário as obrigue à mudança.

 

Querem sempre mais, nunca estando satisfeitas com aquilo que têm.

 

Ter ambição, desde que com conta, peso e medida, não é mau. Nem tão pouco desejar um futuro melhor, um bom ordenado, melhores horários, e outras regalias que não existem na situação actual.

Mas, dentro deste grupo, encontramos dois tipos de pessoas:

 

- as que sabem exactamente aquilo que querem, que definem a sua meta, e seguem esse caminho com um objectivo concreto, ainda que possa ser realizado ou não, e não se dispersam;

 

- as que querem várias coisas ao mesmo tempo, ou que não fazem a mínima ideia do que querem, e acabam por se dispersar por vários caminhos, que por vezes nunca chegam a atravessar até ao fim, mudando para outros que também não completam, numa tentativa de chegar a uma meta, seja ela qual for.

 

Mudar, se essa mudança é fundamental para o nosso bem estar, arriscar e perder, e voltar a tentar, enveredar por novos caminhos quando já vimos tudo o que tínhamos a ver nos antigos, quando chegamos à meta e precisamos de novas para alcançar, não tem que ser necessariamente algo de mau.

 

Mas eu gosto daquilo que é aparentemente seguro. Gosto de ter um plano, uma linha definida, uma meta concreta. E tenho alguma dificuldade em compreender aqueles que não têm esta forma de estar. Que hoje querem uma coisa, e é para norte que vão, mas amanhã já não é aquilo que querem, e afinal o caminho é para sul, e passados uns dias afinal querem ir para oeste, para chegar à conclusão que o caminho ideal é a este, e é isso que definitivamente querem. E, uns tempos mais tarde, já mudaram de ideias outra vez.

 

Para mim, é mais fácil uma pessoa conseguir algo focando-se nisso a 100%, do que querer várias coisas ao mesmo tempo, dispersando-se por todas elas, correndo o risco de não conseguir nenhuma. Como se costuma dizer "quem tudo quer, tudo perde" e "mais vale um pássaro na mão, que dois a voar".

 

É-me ainda mais difícil compreender quando se trata de adultos, com responsabilidades assumidas, que ambicionam estabilidade na sua vida. Porque esta dispersão parece-me tudo menos estável. Que miúdos acabados de sair do liceu, ou até da universidade, se sintam assim, ainda se compreende. Mas adultos, numa idade em que deveriam ter já a sua vida organizada, é mais difícil...

 

E, depois, pergunto-me: serão assim em tudo na vida? É que se, em determinados assuntos, essa dispersão e mudança constante de planos e ideias, não causam muitos estragos, haverá outras decisões que, depois de tomadas, não há volta a dar para voltar atráscom elas. E que está ao lado de pessoas assim sente tudo menos segurança e estabilidade.

 

E por aí, são mais de se focar, ou dispersar?

O que acham que trás mais vantagens ou desvantagens?

 

As vantagens de estudar com a minha filha

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Não, não vou dizer que ela aprende melhor, que tem melhores notas, e que o estudo conjunto se reflete numa melhor avaliação.

Mas, por vezes, ter olhado para a matéria que ela anda a dar nas aulas, ajuda a responder acertadamente a algumas perguntas a que, de outra forma, eu nunca saberia:

 

Qual é a capital do Lesoto?

 

Antananarivo

Dodoma

Maseru

Paramaribo

 

Ora, uma das coisas que a minha filha mais teve que fazer, a geografia, foi identificar países e capitais em mapas. Sabia que esta tinha sido uma delas, e apenas as duas últimas me diziam algo. A minha filha inclinava-se mais para Paramaribo. Eu, disse-lhe que ia mais para Maseru.

Se estivesse lá a jogar, tinha acertado!

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