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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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A final do The Voice Kids e a homenagem à Catarina Furtado

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No fim de semana decorreu, entre sábado e domingo, a grande final do The Voice Kids.

 

No sábado, foram escolhidos 5 finalistas, de entre os 8 em competição.

Uma escolha difícil, dado o talento de todos aqueles jovens.

Muitas vezes, no programa dos adultos, olhamos para os finalistas e pensamos: cantam bem, mas não está ali "a voz".

Neste, das crianças/ adolescentes, olhamos e pensamos: tanta "voz" que há por aqui. Tantos que podiam ser dignos vencedores.

E foi a meio desta gala, que aconteceu um dos momentos emocionantes da noite e que, por mais que queiramos, não conseguimos evitar deitar umas lágrimas que, do lado de lá, era necessário conter - a homenagem da Carolina e da Marisa à apresentadora Catarina Furtado!

 

 

 

O que dizer da Catarina?

Sim, ela tem momentos em que exagera na histeria.

Sim, ela está sempre a interromper quando os mentores falam.

Sim, ela tem algumas saídas um pouco infelizes de vez em quando.

Mas também é verdade que ela está ali de coração.

Que acompanha aqueles jovens desde o início, sofre com eles e por eles, alegra-se com eles e e por eles, incentiva-os, anima-os, valoriza-os.

Que há uma grande cumplicidade entre ela e os mentores.

Que é uma apresentadora que se coloca, de certa forma, ao nível dos concorrentes. 

Que é carinhosa, amiga, confidente.

E que, para lá dos programas de televisão, a Catarina é uma grande mulher.

Uma mulher de causas, sem que isso a faça andar a pavonear-se ou a mostrar-se mais do que o necessário, para ajudar quem realmente precisa.

Uma mulher consciente do seu valor, das suas missões. 

Uma filha. Uma mãe.

E, como o título da música diz, a Catarina é linda.

Foi uma homenagem merecida!

 

 

Quanto à final, propriamente dita, ganhou, como já se esperava, o Simão.

Curiosamente, nas duas últimas edições, venceram concorrentes que, na fase das batalhas, foram eliminados pelos mentores iniciais, e salvos por outros mentores que, assim, garantiram a vitória.

Tinha acontecido com o Luís Trigacheiro, inicialmente da equipa do Zambujo, e agora com o Simão, que era da equipa do Carlão.

 

Se era o meu preferido? 

No seu género, ele não deixa de ter um vozeirão, para os seus 13 anos.

A Rosa Antunes, por exemplo, que não chegou a domingo, tinha um timbre característico, e era uma possível vencedora.

A Rita também tem um enorme potencial, tal como a Maria Inês.

O Nuno Siqueira, não o tendo ouvido noutras fases, conquistou-me com a sua voz no tema do Lewis Capaldi.

Por isso, como disse a Carolina Deslandes, importa mais o que façam daqui para a frente, a ajuda que possam ter para lhes dar o impulso, e a sua vontade e garra para trabalhar, aproveitando as oportunidades que surgirem.

 

Parabéns a todos, por elevarem a fasquia dessa forma!

 

 

Imagem: The Voice Portugal

 

 

 

Por vezes, conversar é como caminhar sobre um campo minado

Imagem relacionada

 

“Ela queria discutir com todas as forças, mas isso roubar-lhe-ia ainda mais energia.

Para o caso de não te teres apercebido, estou cansada. Teria gastado mais tempo a discutir contigo, do que a que tenho para gastar.”, do romance “Não É Bem Meu”.

 

 

Por vezes, estamos tão cansados que se torna difícil manter uma conversa com alguém, sobretudo quando meras conversas banais, tendem a tornar-se verdadeiras batalhas pela defesa de cada um dos pontos de vista.

Nem sempre é preciso levar uma conversa ao limite, espremê-la até se conseguir tirar o sumo todo, debater o assunto como se a nossa vida dependesse disso. Há conversas que, pelo contrário, devem ser leves, descontraídas.

E nem sempre uma opinião diferente significa contrariar o que o outro diz ou pensa. São apenas opiniões, cada um é livre de ter a sua. Não precisamos de enveredar por um "braço de ferro", em que só pode haver um vencedor, e um vencido.

 

Quando se começa a dissecar cada conversa que se tem, perdemos a vontade de conversar, porque isso exige-nos uma energia que não temos para gastar, um esforço que não temos vontade de empreender, em algo que não faz sentido.

Assim, deixamos de conversar, de nos manifestar, de dar opiniões, optando pelo silêncio, ou pela concordância com o que a outra parte diz. 

 

Por outro lado, quando se entra por esse caminho, o que acontece é que nos sentimos a caminhar sobre um campo minado. Sabemos que temos que ter cuidado onde pisamos, que a caminhada até pode decorrer sem incidentes mas que, qualquer passo em falso, pode fazer explodir uma mina e atingir-nos. Qualquer frase ou palavra pode tornar-se uma armadilha a ser usada contra nós. 

Como tal, deixamos de querer entrar em qualquer campo que seja, preferindo ficar quietos, para não correr perigo de activar o explosivo.

 

 

 

 

 

O melhor pastel de nata é o da Ericeira!

Foto de O Pãozinho das Marias.

 

O Pãozinho das Marias venceu o concurso do melhor pastel de nata de Lisboa!

Naquela que é a segunda participação nesta competição, o pasteleiro Francisco Duarte venceu a 9ª edição do concurso "O Melhor Pastel de Nata", inserido no festival Peixe em Lisboa, a decorrer até domingo, no Pavilhão Carlos Lopes.

Na edição 2017 do concurso participaram 26 estabelecimentos com fabrico próprio da região da Grande Lisboa. Houve duas provas de pré-seleção, antes de se decidir os 12 finalistas que estiveram em concurso nesta quarta-feira. Para além da pastelaria O Pãozinho das Marias, estava também entre os finalistas a pastelaria Pólo Norte, de Mafra.

O júri foi composto por Virgílio Gomes, pelo enólogo Domingos Soares Franco, a jornalista Cristina Liz, a blogger Isabel Zibaia Rafael e o especialista em doces Carlos Braz Lopes.

Os critérios de seleção foram o aspeto, o toque da massa, o sabor e consistência da massa e do recheio.

 

Foto de O Pãozinho das Marias.

 

 

Imagens O Pãozinho das Marias

A Tua Cara Não Me É Estranha - Final

Atrevo-me a dizer: estavam à espera que o programa chegasse ao fim, para darem "show"?!

Ou esta gala foi a prova de que os artistas e múscicas que calham aos concorrentes não os favorecem em nada?

 

 

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O David Antunes escolhe Joe Cocker, e surge irreconhecível, e irrepreensível na sua imitação, mostrando mais uma vez porque foi um dos finalistas e favoritos à vitória.

 

 

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Outro concorrente que também se transformou por completo e que, se eu não tivesse visto, não faria a mínima ideia de quem era, foi o Sérgio, com o seu Stevie Wonder!

 

 

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E o que dizer da Melânia Gomes, como Amália?! Houve momentos em que parecia que estava a ver a própria! Uma das melhores imitações da Melânia, sem dúvida.

 

 

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Outra concorrente que deu tudo nas últimas galas, e nesta não foi diferente, foi a Marta Andrino. Desta vez, escolheu Lorde para imitar, e mostrou o que vale.

 

 

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Jorge Mourato escolheu David Bowie, e fez uma excelente imitação, em termos de timbre, muito parecido com o original. 

 

 

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Darko optou por Jeff Buckley que, confesso, nunca vi nem ouvi, mas gostei de o ver.

 

 

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As imitações que não me convenceram mesmo foram as da Carolina Torres e da Maria Sampaio.

 

 

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E o vencedor foi: David Antunes!

 

 

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Confesso que estava à espera que a Alexandra votasse no Darko. Relativamente aos restantes jurados, imaginei que escolhessem o David, que mereceu esta vitória, não só pelo excelente trabalho, como também pela humildade com que sempre encarou este programa.

 

 

Imagens www.tvi.iol.pt/programa/a-tua-cara-nao-me-e-estranha/

The Voice Portugal - a final

Fernando Daniel é o vencedor do The Voice Portugal

 

Pergunta pertinente do meu marido, relativamente a esta final do The Voice Portugal:

"Se já sabes quem vai ganhar, porque é que vais ver?"

 

"Porque quero ouvi-los cantar e, lá bem no fundo, tenho esperança de que a votação me surpreenda!" - respondi eu.

 

 

Mas não. Tudo correu como previsto, sem grandes surpresas, provando que este tipo de programas passa muito por manipulação disfarçada, e interesses que vão muito além de escolher a melhor voz. E não digo que o vencedor não tenha merecido o seu lugar ou lutado por ele. Muito pelo contrário. O sucesso que o Fernando Daniel tem, deve-o a si próprio. À produção bastou aproveitar-se disso, e apanhar boleia - "vamos dar ao público o que ele quer, mas disfarçadamente, para não dar muito nas vistas".

 

E não tenho quaisquer dúvidas que o Fernando Daniel vai vender muitos mais álbuns e fazer muito mais sucesso que a vencedora do ano passado - a Deolinda. Basta olhar para a legião de fãs, visualizações no Youtube e, até, o apoio de um artista internacional -James Arthur.

Se o Fernando Daniel é, de facto, a voz? Na minha opinião, não é a voz. É, sim, uma voz que vende, mais virada para o lado comercial. Como dizia o José Carlos Pereira, num programa da concorrência, e com razão, há muitos grandes talentos desconhecidos em Portugal, e sem qualquer sucesso, que dificilmente chegam á superfície. E outros que, rodeados das pessoas certas, mesmo não tendo um grande talento, conseguem destacar-se e saltar para a ribalta.

 

 

Mas vamos lá à avaliação das atuações da gala final:

 

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Francisco Murta, com o tema Yesterday - não me convenceu. Mas teve mérito ao levar uma música nova.

Com a mentora Aurea mostrou o que vale, bem como no tema que já tinha interpretado anteriomente no programa, mas sem nada de novo.

 

 

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Fernando Daniel - com o tema Chandelier fez, na minha opinião, uma das suas piores atuações no The Voice. Nas restantes, esteve muito bem, mas soou a mais do mesmo. A única atuação em que me surprrendeu pela positiva foi aquela em que esteve ao lado do seu mentor.

 

 

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Marta Carvalho - fez uma boa atuação com o mentor, e no tema repetido, mas superou todos com a aposta num estilo diferente daquele a que nos habituou, mostrando um outro lado da Marta, em Dangerous Woman.

 

 

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Miguel Carmona - não gostei muito de o ouvir no primeiro tema, e gostei ainda menos de o ouvir com a Marisa, não tendo em nada ajudado a escolha musical. Ficou mais uma vez provado que o tema que levou os mentores a virarem as 4 cadeiras é o que lhe assenta que nem uma luva, e onde mais gostei de o ouvir.

 

 

 

Foto de The Voice Portugal.

 

Como já tinha referido anteriormente, a Aurea tinha um dos melhores trunfos do programa, e poderia mesmo ter sido a vencedora deste ano, se não tivesse apanhado um Fernando Daniel pela frente, na equipa do Mickael. Ainda assim, conseguiu um honroso 2º lugar.

 

A Marisa, mesmo que tivesse optado pela Andrea, não iria além do 3º lugar. Com sorte, poderia até ficar em 4º. Conseguiu repetir a façanha do ano passado e ficar-se pelo 3º.

 

O Anselmo cedeu o seu 2º posto à Aurea, depois de uma vitória, e ficou-se pelo 4º lugar, que já se sabia que iria para a Marta, a única mulher da competição.

 

O Mickael vence assim, pela 2ª vez consecutiva, uma edição do The Voice Portugal! Pode não ter grande voz para cantar, mas tem olho para os potenciais vencedores, e uma sorte imensa de estes o escolherem como mentor!

 

 

Quanto às votações, que foram mostrando ao longo do programa, começámos com o Fernando Daniel em primeiro, e o Francisco em segundo. Pouco tempo depois, e num claro apelo ao voto para o Fernando, colocam-no em 2º lugar. E o mesmo em relação à Marta e ao Miguel que, sabe-se lá como, mudaram ao fim de pouco tempo de posições.

 

Por último, e relativamente aos apresentadores, devo confessar que aquela elegância que sempre caracterizou a Catarina se perdeu algures pelo caminho. Péssima escolha de vestido, e péssima presença, a puxar para o "pindérico".

 

 

Imagens The Voice Portugal