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Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Navegar sem destino

(1 Foto, 1 Texto #97)

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Compreendo a frase, tem alguma lógica, mas não concordo totalmente.

Acredito que, mesmo navegando com destino, e com o devido planeamento, há coisas que não estão nas nossas mãos, que não controlamos, que não dependem de nós - o tal vento que, muitas vezes, contra as expectativas e previsões a favor do rumo que traçámos, se lembra de soprar contra.

Por outro lado, percebo que andar à deriva, sem saber para onde, sem qualquer plano ou destino concreto, sem uma rota traçada, para além de nos fazer perder tempo, pode não nos levar a lado nenhum, e deixar-nos perdidos no oceano. 

Mas, por vezes, mesmo no meio do incerto, pode surgir um vento favorável, com o qual não estávamos a contar e, ele próprio, empurrar-nos na direcção certa, levando-nos a bom porto. 

E por aí, concordam com a citação?

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

Pela praia

(1 Foto, 1 Texto #88)

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Abriu a época balnear.

Não que isso tenha alguma importância. Afinal, as pessoas vão à praia quando querem.

Seja verão ou inverno, esteja frio ou calor.

Haja um bocadinho de sol, e é vê-las deitadas ao sol, ou a dar uns mergulhos na água gelada.

 

Mas, como eu dizia, abriu a época balnear. Oficialmente, vá.

Já se vêem as bandeiras: a azul, que todos os anos lhe é atribuída e, naquele dia, a amarela.

A praia estava bem composta.

No mar, vários surfistas, nem se percebe bem a fazer o quê, porque passaram o tempo deitados nas pranchas, sem apanhar qualquer onda digna de exibição.

 

Na areia, as delimitações das zonas vigiadas pelos nadadores salvadores - menos de metade de todo o areal.

Pergunto-me o que acontecerá a quem ouse tentar afogar-se uns metros ao lado.

E os toldos e barracas, para quem gosta de se proteger, e dizer que tem ali uma "casa alugada na praia"!

 

Ao longo do caminho, vemos as esplanadas cheias.

Pessoas a almoçar. Ou a lanchar.

A petiscar, ou a tomar um cafezinho.

Pessoas a refrescar-se, e a pôr a conversa em dia, com vista privilegiada para o mar.

 

Junto a uma das casinhas do pessoal dos toldos, três homens conversam, como se estivessem em casa.

Estão ali a ganhar o deles.

Umas horinhas bem compensadas, enquanto trabalham para o bronze, apenas de calções e chinelinho.

E lavam as vistas, apreciando as garinas que por ali passam. 

Até que a sede leva a melhor, e fazem uma pausa, para a cervejinha!

 

Depois há quem, como eu, apenas ande por ali a passear.

O vento desagradável, que se fazia sentir, não demoveu ninguém.

Por enquanto, ainda se sente o cheiro a maresia.

Até ser substituído pelo do protector solar, nos próximos tempos.

 

 

Texto escrito para o Desafio 1 Foto, 1 Texto

E este Martinho, que estava possuído?!

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Avisados, estávamos!

Mas acredito que não esperávamos os ventos ciclónicos, que se fizeram sentir ao longo da madrugada, com rajadas superiores a 130km/h.

Acordei já com a ventania no seu pior, e confesso que receei que os vidros das minhas janelas não resistissem, e se partissem todos.

Estive ali algumas horas acordada, a ver se o Martinho acalmava a sua fúria. Algures, nessas horas, ficámos sem electricidade.

 

Hoje, a manhã acordou com sol. Como que a anunciar a chegada da Primavera.

Mas com muitos estragos: fios de electricidade caídos na minha rua, contentores derrubados e sem tampas, janelas e vidros de varandas partidos, madeiras arrancadas.

No Palácio dos Marqueses, as fechaduras das portadas cederam com o vento, e abriram-se.

E, em frente, no logradouro da Igreja de Santo André, esta árvore caída.

 

Uma coisa é certa: nunca mais vamos olhar para o "Verão de São Martinho" da mesma forma!

 

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Desabafos

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Estou fartinha de depressões, rios atmosféricos e outros fenómenos dos tempos modernos.

Todas as semanas há um diferente.

Antigamente, era apenas, chuva, vento e trovoada. 

 

E cansadinha desta moda de dar nomes de pessoas a tudo e mais alguma coisa.

Ora vem o Aitor. Ora chega o Kirk. Ora volta a Leslie.

Quero lá saber se têm nome!

 

Não deixa de ser vento, chuva, trovoada.

E, bem vistas as coisas, também estou saturadinha dos três!

Quero é sol 

Aitor: andor!

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Vai, que não fazes cá falta.

Aposto que, em pouco tempo, já fizeste estragos suficientes.

A somar àqueles que outras intempéries já tinham trazido. 

Por aqui, não sei se por influencia do teu parceiro - rio atmosférico - as estradas, parques de estacionamento e ruas transformaram-se, em pouco tempo, em verdadeiros rios, mas terrestres.

Portanto, com rio no ar (muita chuva), e rio em terra, agora que já me fizeste levar com um banho forçado, e já descarregaste a tua depressão, vai à tua vidinha, e deixa-nos em paz!