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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

A psicologia das cores

No outro dia fui às compras à hora de maior calor, a pé.

Pelo caminho, ao olhar para o meu lado esquerdo, tinha ervas completamente secas, amarelas, e fiquei ainda com mais calor. Fez-me lembrar os desertos!

 

Mais à frente, do meu lado direito, vejo árvores e muito verde, e a sensação foi logo refrescante.

 

Por aqui posso deduzir que, apesar de ser uma ilusâo, as cores influenciam o nosso pensamento e as nossas sensações. É aquilo a que chamo a psicologia das cores!

A relva não é mais verde do outro lado!

 

Não é raro queixarmo-nos da nossa vida, e de tudo o que dela faz parte. Também é frequente, em determinados momentos, invejarmos as vidas, os acontecimentos, a sorte e a felicidade das outras pessoas. Fazendo lembrar aquele ditado que diz que "a relva é sempre mais verde do outro lado" - aquele onde nós nunca estamos!

Mas não é, de todo, verdade. E, com um outro ditado, é fácil derrubar essa teoria "quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro"!

Porque nem tudo aquilo que parece, é. E, muitas vezes, o quadro bonito que os nossos olhos vêem, representa somente isso - uma pintura que mascara a realidade. Ou somos nós que nos deleitamos tanto com a superfície, que não queremos observar mais a fundo para perceber o que a pintura representa.

 

Isso acontece, frequentemente, em vários aspectos e a vários níveis como, por exemplo, em relação aos nossos filhos.

Por vezes, damos por nós a desejar que eles fossem mais como esta ou aquela criança que conhecemos. Porque é mais calma, porque é mais desembaraçada, porque não faz birras, porque se entretem sozinha, porque não tem mau feitio... Mas desengane-se quem pensa que os filhos dos outros não têm defeitos. Porque têm! E é perfeitamente normal!

Faz parte de todos nós. Cada um é como é e, se há certos aspectos que se podem melhorar, outros pertencem ao nosso carácter e não os podemos alterar.

E digo isto porque, nestas semanas, em que tenho convivido mais com crianças além da minha filha, constatei isso mesmo. Há crianças que tendem a portar-se bem e a ser bem educadas quando lidam com pessoas que não conhecem bem e com quem não têm confiança. Mas isso não significa que, no seu ambiente familiar, na sua zona de conforto, sejam assim. Por outro lado, há crianças que lidam com essas mesmas pessoas estranhas como se de colegas da mesma idade se tratassem, embora aparentem ter uma boa educação. Há crianças cuja espontaneadade revela inocência, e outras autoridade.

A verdade é que, nem os nossos filhos são tão maus, nem os dos outros tão bons como queremos acreditar. E quem diz os filhos, diz tudo o resto. Apenas temos que valorizar mais os aspectos positivos, aceitar os defeitos e sentirmo-nos gratos por tudo o que temos!

 

Sensação de Liberdade

 

 

Há momentos, na nossa vida, em que temos necessidade de fazer alguma coisa, que nos faça relembrar e reviver a sensação de liberdade!

Principalmente quando vivemos, dias e dias, presos à nossa rotina diária, que mal nos deixa tempo para respirar.

Durante toda a semana saio de casa cedo e chego tarde. O tempo que passo em casa, ou é para dormir, ou para as tarefas domésticas.

Chega então o fim-de-semana. A minha filha vai passar o dia com o pai, e o meu namorado vem ter comigo. No dia seguinte, ou estou com os dois, ou estou com a minha filha.

Em seguida, tenho pela frente mais uma semana de trabalho! E um novo fim-de-semana chega!

Um dia para estar com a minha filha e, finalmente, o dia em que estou sozinha!

É um bom motivo para dar pulos de alegria – tenho finalmente um dia só para mim, para fazer o que me apetecer!

Mas a verdade é que não é bem assim. Esse é o dia em que aproveito para fazer uma limpeza mais elaborada à casa, que o dia-a-dia não permite.

É claro que conseguir guardar algumas horas de quinze em quinze dias para me dedicar ao que mais gosto, não é tarefa fácil.

Por isso mesmo, é perfeitamente normal que ao fim do dia me sinta sufocada por estar fechada em casa, e com uma urgente necessidade de sair à rua, de apanhar ar, de sentir a liberdade invadir-me, nem que seja por breves instantes.

E, hoje, a liberdade manifestou-se em tons de cinzento e verde! O cinzento, do céu carregado, ameaçando a chegada de um temporal a qualquer momento. E o verde, das árvores que me rodeiam, enquanto caminho!

É um belo cenário, desafiador…a natureza no seu melhor…ou pior, dependendo da perspectiva de cada um. Mas eu gosto deste tempo, e naquele momento pouco me importava se ia começar a chover, a trovejar ou qualquer outra coisa.

Sentia-me livre! E isso era o mais importante!

 

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