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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Reencontrei-me em Havana, de Leonor Santos

Reencontrei-me em Havana

 

A culpa é um fardo demasiado pesado para se carregar uma vida inteira.

E, por vezes, serve de desculpa para fugir aos problemas, para justificar decisões, para afastar, e se afastar, daqueles que estão ao seu redor.

Mas também pode servir de impulso para a mudança, para a descoberta, para a conquista.

Tudo depende da forma como for gerida, e da direcção em que for impulsionada.

 

Luiza passou seis anos da sua vida a deitar por terra tudo o que tinha sonhado para si, e a castigar-se, pelo acidente que tirou a vida à sua irmã mais nova.

Porquê? Porque se sentia responsável, culpada.

Era ela que ia ao volante. Foi ela que se enervou, foi ela que acelerou, foi ela que não conseguiu controlar o carro, e se despistou.

Os últimos momentos, antes de tudo acontecer, a última vez que viu a irmã com vida, passaram-se numa discussão entre ambas.

Mas, se o acidente, só por si, já lhe trouxe culpa suficiente, esta ainda se acentuou mais por conta de um segredo, que viremos a descobrir mais tarde.

 

A trabalhar como empregada de limpeza, depois de se licenciar em jornalismo, e afastada dos pais, com quem não fala há dois anos, Luiza descobre, entre as coisas da irmã, uma lista, escrita por esta, de coisas que quereria fazer antes de morrer.

E é assim que Luiza dá, finalmente, uma “utilidade” à culpa, e a usa no sentido positivo, mudando a sua vida.

Ultrapassando os medos do passado, e enfrentando os desafios do presente.

Haverá espaço, nesse presente, para se reconciliar com tudo, e com todos aqueles que ficaram para trás?

Haverá tempo para uma nova vida, livre de culpas, mágoa e ressentimento?

 

"Reencontrei-me em Havana" é um livro de escrita simples e objectiva, que se foca nos factos, sem perder tempo em grandes enredos e floreados, indo ao que realmente interessa, e de leitura fácil e rápida, que mostra que, ainda que nem sempre haja uma razão para as coisas acontecerem, há que reter ou descobrir aquela que melhor ajude a superar o que de pior esse acontecimento trouxe com ele.

 

 

Sinopse

 

"Luiza tem uma vida perfeita ou pelo menos é o que todos pensam. Uma jovem prestígio apaixonada pela escrita, com tudo para ter um futuro fantástico. Um passado traumático e um segredo enorme aterrorizam-na.

Quando a irmã morre num acidente de viação, Luiza desiste de tudo! Desiste da sua vida, da sua carreira, das suas paixões… Afasta-se dos mais queridos e de tudo que em tempos foi.

Anos passados, Luiza encontra uma carta da irmã, onde esta enumera os seus desejos. Esta pode ser a sua única oportunidade de conseguir, finalmente, seguir com a sua vida.

E assim, parte numa viagem ao desconhecido, aquilo que mais teme. Mas será que a sua vida tomará um novo rumo? Será esta viagem capaz de fazer Luiza esquecer o sofrimento e dor de tantos anos?"

 

 

 Autor: Leonor Santos

Data de publicação: Outubro de 2020

Número de páginas: 142

ISBN: 978-989-52-9033-8

Colecção: Viagens na Ficção

Idioma: PT

 

 

Porque não participaria num programa como O Carro do Amor!

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Depois do Casados à Primeira Vista, talvez porque perceberam que não vale a pena investir em casamento, lua de mel, 2 meses de vida paga e ainda um divórcio - até porque todos os casais, a esta altura, já estão divorciados - a SIC optou por um formato mais leve, descontraído, e muito mais barato!

"Ora governem-se lá com um primeiro encontro ou, por azar do primeiro, com um segundo, e contentem-se com umas voltinhas de carro. O que acontecer depois, é problema (e despesa) vosso!"

Confesso que alguns concorrentes até têm a sua graça, mas não é um programa que siga de forma recorrente, e sobre o qual esteja a par de tudo o que por lá acontece.

 

 

Ainda assim, depois de vos ter apresentado vários motivos pelos quais não participaria no programa antecessor, e que se prendiam com questões mais delicadas e com maior relevância, venho agora explicar porque, apesar de este ser um programa mais descontraído, e haver uma menor pressão nos concorrentes, e na forma como a participação afecta a sua vida, eu não participaria n'"O Carro do Amor", e é tão simples quanto isto:

 

Quando ando de carro, a não ser que se esteja a conversar sobre um tema que realmente me interessa, sobre o qual tenha algo a dizer, e me entusiasme, prefiro fazer as viagens calada, a ouvir música, a apreciar a paisagem e, de preferência, que ninguém fale comigo!

 

Ou seja, seria muito difícil para mim fazer conversa de circunstância ou conversa de engate para prender a atenção de quem está do outro lado, e tão pouco teria paciência para ouvir o que a outra pessoa iria inventar, só para ver se levava um sinal verde!

 

E por aí, alguém se atreveria a participar neste formato?

Como gostam de fazer as vossa viagens de carro: com conversa, ou sem ela?

 

 

 

Imagem: Espalhafactos

 

Das longas viagens de carro...

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Sou só eu que não gosto de longas viagens de carro, ainda que com paragens pelo caminho?

Não é que não goste de andar de carro, sobretudo porque vou no lugar do pendura e posso apreciar a paisagem.

Mas, ao fim de mais de uma hora de viagem, começam-se a doer as costas e as pernas, começo a não ter posição para estar, começo a ficar com os braços e mãos dormentes.

Depois, não há conversa para tanto tempo de viagem, nem sempre se apanha uma rádio com boa música, e o silêncio começa a dar sono.

Além do mais, longas viagens sinificam muito tempo em estrada, e pouco tempo para ver o que quer que seja, para depois fazer toda a viagem de regresso novamente.

E, muito tempo na estrada, a não ser que estejam quase desertas, é sinónimo de stress, com receio que algum condutor venha, distraído ou armado em esperto, para cima de nós (trauma ainda não superado desde o acidente com o camião), que se traduz em contração constante, só relaxando quando chego ao destino.

 

Por isso, o máximo que me atrevo a fazer, numa viagem, é de 3 horas, e já me custa. Qualquer outra teria que ter várias paragens, e não regressar no mesmo dia.

 

E por aí, como se dão com as viagens de carro de várias horas?

Procuramos nos livros o que gostaríamos de viver no mundo real?

 

O que é que nos fascina nos livros?

O que nos leva a gostar tanto de ler? 

 

Será pelas histórias de amor que nelas encontramos, das quais nós próprios gostaríamos de ser protagonistas?

Será pelas viagens que gostaríamos de fazer, e não podemos, viajando e ficando, assim, a conhecer outros lugares através do que nos é relatado no livro?

Será pelos heróis que gostávamos de ter nas nossas vidas, e que não passam de personagens fictícias?

Será pela acção e aventura que podemos, de certa forma, experimentar, quando a nossa vida é tão monótona e precisamos de nos abstrair dela?

 

Será que procuramos nos livros, e nas histórias que eles nos contam, aquilo que gostaríamos de viver no nosso mundo real, e na nossa vida?

 

Talvez sim... talvez não... 

Há livros que nos dão lições de história, outros que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar, outros que nos irritam, outros que não nos dizem nada. Haverá histórias que gostaríamos de viver, e outras que nem nos nossos melhores pesadelos gostaríamos de estar. 

 

E daí que algumas histórias nos façam sonhar?

 

 

Que nos façam, de certa forma, voltar atrás no tempo e recordar algumas fases da nossa vida que já não voltam? 

Que nos transportem para um futuro, que até não nos importavamos que fosse nosso?

 

Isso não significa que não estejamos bem com a vida que temos, e que queiramos à força sair dela, procurando nos livros aquilo que não temos e que não vivemos. Apenas significa que o livro e a sua história cumpriram a sua missão!

 

E o que seria de nós sem sonharmos, sem recordarmos as coisas boas do passado, sem desejarmos coisas boas para o futuro? O que seria de nós se apenas nos restringíssemos à nossa vida real, sem um pouco de fantasia e ficção pelo meio?

 

A primeira viagem escolar

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Este ano a minha filha veio para casa com uma novidade: a turma vai fazer um mealheiro ao longo do ano, para depois realizar uma actividade ou passeio.

E as minhas sirenes entraram logo em alerta máximo!

 

Viajar? Com esta idade? Para onde?

 

Não há nada de concreto ou explícito, a mensagem só falava em passeio ou actividade, o que não é muito esclarecedor. Cada aluno que quiser participar deve levar 1 euro para a escola todas as semanas. E eu fiquei bastante apreensiva relativamente à participação da minha filha.

É que se for para fazer um passeio aqui para estes lados, como é habitual, é uma coisa. Viajar para fora do país, é outra. E, se para a primeira hipótese até estou inclinada a colaborar, para a segunda nem por isso.

Sei que algumas turmas do 7º ano costumam fazer viagens a Madrid, Londres ou a Paris, com os professores, tipo visita de estudo. Se for esse o caso, não sei se quero deixar a minha filha embarcar numa viagem dessas. Chamem-me mãe galinha, protectora, que não quer deixar a filha ganhar asas e voar, mas considero que nesta idade ainda é cedo para viagens destas, e para depositar a responsabilidade pela minha filha unicamente nas mãos dos professores.

Talvez no 9º ano, e já ela um pouco mais velha, consiga deixá-la ir. Neste momento, não me parece.

Ainda assim, e como não sei mesmo se será isso, lá autorizei a participação e vai começar a levar o dinheiro. De qualquer forma, a qualquer momento, conforme vinha no recado da directora de turma, podemos desistir e reaver o dinheiro entregue.

 

E por aí, qual é a vossa opinião acerca das viagens escolares? Com que idade fizeram as vossas?