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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Os degraus da escada da vida

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Quando ainda não temos noção, tentamos subi-los, só para ver onde vão dar.
Depois, quando ganhamos noção, ficamos com receio de os escalar.
Há dias em que preferimos ficar onde estamos.
Outros, em que nos decidimos a subir, porque há que andar para a frente, tentar, não desistir, alcançar o cimo da escada que nos propusemos a subir.
 
Por vezes, ficamos cansados a meio.
Algumas, tropeçamos. Caímos. Voltamos ao degrau inicial. Nessa altura, levantamo-nos, e tornamos a tentar.
 
Outras, conseguimos mesmo chegar ao cimo da escada. E ficamos felizes pela meta alcançada. 
É então que percebemos que, aquela que pensávamos ser a meta, é apenas um patamar conquistado.
E outros tantos nos esperam.
 
Na verdade, a vida é uma longa escadaria.
 
Já subi vários degraus até aqui. Esperam-me outros tantos.
E que, quando aí chegar, novos degraus surjam.
 
Porque são eles que nos fazem mover, e viver...

Quando transformamos a vida numa eterna competição

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A vida pode ser feita de competições, mas nem tudo na vida tem que ser uma competição.

Nem sempre tem que haver o melhor ou pior.

Nem sempre uns têm que perder, para outros ganharem.

Nem sempre têm que estar uns em baixo, para outros estarem em cima.

Nem sempre, porque uns são maus, os outros têm que ser bons.

 

Será que não conseguimos ver que, apesar de diferentes, podemos estar ao mesmo nível, ainda que de formas distintas?

Que, por vezes, comparações e competições são apenas inúteis, e sem sentido?

 

 

 

As cordas a que nos queremos agarrar na vida

Cada um tem seu poço, e não precisa sair dele sozinho. | by Elivelton  Rodrigues | Medium

 

Muitas vezes, na ânsia, e no desespero de querer sair do poço à força, e ainda que só tenhamos dois braços, e duas mãos, mais cordas fossem lançadas, mais as que tentaríamos agarrar, sem sequer olhar para elas.

Queremos tanto sair dali, agarrar todas as oportunidades, que nos seguramos a todas. Correndo o risco de não conseguirmos agarrar nem uma delas, até ao fim do percurso.

Quando, se parássemos para reflectir, para observar, para prestar atenção, bastaria apenas agarrar a "certa", para conseguirmos subir até onde queríamos.

Por vezes, mais do que tentar agarrá-las todas, ou uma que seja, deveríamos tentar perceber se aquilo que nos traz realização pessoal está do lado de fora do poço ou, pelo contrário, está ali mesmo, connosco, mais perto do que imaginamos.

Porque, ainda que as consigamos agarrar todas, subir e chegar ao topo, pode acontecer continuarmos a não nos sentir realizados.

Simplesmente, encontrarmo-nos, outra vez, num outro poço, à espera de outras tantas cordas, numa busca que se arrasta pela vida fora, sem nunca alcançarmos aquilo que nem sabemos bem o que procuramos.

 

 

 

Perder um filho é perder um pedaço de nós...

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É perdermo-nos, também nós...

É ficar sem ar...

É ficar sem chão...

É sentir uma dor tão forte no coração, que parece que também ele quer deixar de bater...

 

É sentir arrancada uma parte de nós...

Sem dó, nem piedade...

A vida, eventualmente, segue sem ela...

Tem que seguir... Sobretudo, se houver quem ainda dependa de nós...

Mas nunca mais será a mesma.

Não há nada que substitua esse pedaço, ou nos devolva a vida como ela era antes, completa.

 

É perceber que queremos tanto proteger os filhos e, ainda assim, nunca os conseguiremos proteger o suficiente.

É sentir que a nossa missão foi interrompida, muito antes de terminada.

É sentir que, a esse filho, lhe foram cortadas as asas. Vedado o caminho que começava a trilhar...

Ninguém cria um filho, para vê-lo ficar pelo caminho, sem viver a vida para a qual o preparou, e onde queria vê-lo, feliz e realizado, a passar por todas as etapas que, também os pais, um dia, passaram, mas à sua própria maneira.

 

O tempo atenua a dor.

Apazigua o espírito.

Acalma o coração.

Embala a lembrança.

Mas não nos faz esquecer, que uma parte de nós, um dia, cedo demais, antes de nós, se foi...