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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Modo Avião, na Netflix

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Tinha, há muito tempo, este filme na minha lista, para ver. 

Vi-o no fim de semana. 

E vale a pena!

 

É o retrato da realidade dos jovens de hoje, dos influencers, dos youtubers e de todos aqueles que vivem das, e para, as redes sociais, em função delas, deixando de ter vida própria, e sem saber o que fazer sem um telemóvel por perto, sem seguidores, sem likes, sem tecnologia.

 

Se são mais felizes assim?

Podem até achar que sim. Mas nem sempre são.

E, por vezes, é preciso medidas drásticas, um corte radical, para se redescobrir o que realmente importa, e como podemos ser felizes na vida real, sem depender do que os outros querem, pensam, acham ou decidem para nós.

 

O melhor momento para viver é o "agora"

O desafio de viver no presente – Matrika

 

Quando somos novos, depositamos todos os nossos pensamentos e planos no futuro.

O que há-de vir. 

Quando terminarmos os estudos. Quando entrarmos no mundo laboral. Quando formarmos família. Quando tivermos a nossa casa. E tantas outras coisas que idealizamos para o nosso futuro.

Por vezes, estamos tão focados nesse futuro, e tão ansiosos para que chegue depressa e saia tudo como planeámos, que nem aproveitamos o tempo que estamos a viver naquele momento.

Estamos lá fisicamente mas, mentalmente, já estamos mais à frente. Demasiado à frente.

 

Por outro lado, quanto mais os anos vão passando por nós, mais nos focamos nas memórias do que já vivemos. Nas recordações de tempos passados, de quando tínhamos isto, ou fazíamos aquilo.

De forma totalmente inversa, viramo-nos para o passado, esquecendo que, por muito que já tenhamos vivido, enquanto cá estivermos, não chegámos à meta, há sempre algo mais à nossa frente. 

 

O único momento em que não pensamos muito no que já passou, e nem queremos saber do que está por vir, encontra-se a meio do nosso percurso de vida.

Porque ainda não estamos na fase saudosista, de quem pensa que já não tem muito mais para aproveitar, nem na fase de ainda planearmos o futuro, que já percebemos que nem sempre corre como o imaginámos, e mais vale deixar as coisas acontecerem, sem grandes expectativas.

Por isso mesmo, para quem está nesse patamar de vida, o melhor momento para viver, é o "agora"!

Das pedras com que nos deparamos no nosso caminho

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Sabem aquela expressão "As pedras que encontrar no caminho, guardarei todas, para um dia construir um castelo"?

Para algumas pessoas, não é apenas uma frase, é mesmo a sua forma de estar na vida.

 

Enquanto algumas usam essas "pedras" como desculpa, para não avançar, ou guardam-nas, em jeito de peso que são obrigadas a carregar, dificultando-lhes a vida, outras encontram formas de lhes dar uso, de utilizá-las a seu favor, e seguir em frente.

 

Há quem passe a vida a lamentar-se pela tragédia, e quem se alegre, apesar de, ou graças, a ela.

Há quem se valha dos maus momentos, para justificar o facto de não fazer nada. E quem se sirva deles para ir à luta.

Há quem transforme a dor em mágoa. E quem a transforme em força.

Há quem se deixe moldar ao que de mau lhe aconteceu. E quem, apesar de tudo, mantenha a sua essência.

 

Há quem queira permanecer na escuridão. E quem procure encontrar a luz.

Há quem se resigne. E quem nunca deixe de procurar a saída. 

 

Haverá sempre quem passe a vida a vitimizar-se. E quem decida não se transformar para sempre numa vítima.

Haverá sempre quem queira viver a sua vida infeliz.

E quem nunca baixe os braços, para voltar a ser feliz!

 

 

Inspirado no post de ontem da Sofia, e em todas as pessoas que não se deixam vencer pelas adversidades da vida, que não desistem, que vão à luta. E que escolheram ser felizes!   

A vida que temos é, em parte, resultado das opções que tomamos

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A vida que, hoje, cada um de nós tem deve-se, em grande parte, às opções que, ontem, tomámos em relação a ela.

O problema é que, muitas vezes, quando as opções são tomadas, apenas se pensa no que irá acontecer naquele momento, mas nem sempre nas implicações que as mesmas terão no futuro.

As pessoas só se lembram dessas implicações quando esse futuro chega, e se torna presente. E só nesse momento se lembram que cada opção traz, inerente a ela, uma responsabilidade.

 

E agora?

Agora, é pensar se, apesar de não ser bem aquilo que estavam à espera, iriam sentir-se melhor em voltar atrás, em desfazer as opções tomadas, ou se isso as faria sentir ainda pior?

Será que não estão a ser demasiado derrotistas, demasiado negativas, sem perceber que, ainda assim, existe algo de bom que não conseguem perceber ou dar valor?

Que podem ter perdido algumas coisas mas, em contrapartida, ganhado outras igualmente boas?

Uma coisa é certa: as pessoas estão sempre a tempo de tomar novas decisões, de fazer escolhas ou opções que lhes tragam aquilo que sentem que lhes faz falta.

Mas sem esquecer que, aquilo que querem hoje, pode não ser aquilo que desejarão amanhã.

Da liberdade que se deve dar aos filhos

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Todos sabemos que, antigamente, havia liberdade a menos e que, pelo contrário, hoje em dia e cada vez mais, há uma tendência a dar liberdade a mais. Sabemos que o ideal, seria o meio termo.

Mas, mais do que muita ou pouca liberdade, acho que devemos também pensar no tipo de liberdade estamos a dar aos nossos filhos, e na forma como a mesma é dada, à medida que eles crescem, e para que possam crescer.

 

Porque existe uma forma e tipo diferente para cada etapa, para cada idade, e que devemos saber gerir, para que os nossos filhos saibam para que serve essa liberdade, e até onde podem ir, sabendo que, se a ultrapassarem, haverão consequências mas também que, não a ultrapassando, têm uma larga margem para usufruir dela e tirar o máximo partido, sem estarem limitados.

 

Porque uma criança a quem só lhe é dada liberdade para estar em contacto com o preto e o branco, não tem oportunidade de descobrir que o mundo pode ser mais colorido. 

Se mantivermos os nossos filhos dentro de uma pequena bolha, eles nunca saberão o que há para além dela.

Os nossos filhos não precisam que lhes sejam vendados os olhos, para aquilo que não queremos que eles vejam porque, mais cedo ou mais tarde, eles irão mesmo ver.

Não precisam que lhes amparemos as quedas porque, um dia, não estaremos cá para isso e, quando caírem, irá doer ainda mais.

 

Por vezes, é preciso soltar a mão, deixá-los dar os seus passos, ainda que sejam atabalhoados, ainda que não consigam manter-se em equilíbrio. E deixá-los cair. Porque só assim aprenderão com os erros, com a tentativa. Só assim saberão o que devem ou não fazer.

 

Mais do que proteger, é preciso preparar. Dar as ferramentas, para que eles as possam conhecer, manusear, e aprender a utilizar, adaptando a cada uma das fases da sua vida.