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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Do amor...

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O amor não costuma fazer grandes amizades com as palavras. Sobretudo, quando essas palavras, pronunciadas inúmeras vezes, estão em constante contradição com a forma como aqueles que as dizem, agem.   

Outro dos grandes problemas do amor, é que nós queremo-lo tanto, que muitas vezes o procuramos em várias direções ao mesmo tempo, sem nunca chegar ao final de nenhuma, para saber se ele lá está. E, muitas vezes, tentamos alcançá-lo tão longe, quando ele está perto de nós. Simplesmente, não soubemos decifrar os sinais.

Talvez porque não estivéssemos ainda preparados para o encontrar, para o reconhecer, para o acolher.

Ou porque é tão mais fácil guiarmo-nos por ilusões, por fantasias que vamos criando na nossa mente e que, mais tarde, percebemos que não passaram disso mesmo.

Por vezes, conseguimos percebe-lo a tempo. Outras, chegamos tarde e desperdiçamos aquele amor que estava ali para nós.

Faz parte da vida…

E nós, vamos aprendendo com ela...

Da homossexualidade...

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No outro dia, ia com o meu marido e a minha filha a passear em Lisboa.

A pé, parámos numa passadeira, à espera do sinal verde. Por nós passou um casal, de mãos dadas, tendo ficado à nossa frente.

Enquanto esperavam pelo sinal, beijaram-se. Notava-se a felicidade no rosto e o ar apaixonado.

O sinal abriu, e seguiram o seu caminho, indiferentes a tudo e a todos, porque o amor é algo perfeitamente normal, e nada mais importa quando se tem a pessoa certa ao nosso lado.

Iam sorridentes, felizes...como nem sempre vemos nos casais com os quais nos deparamos.

 

Eram duas mulheres.

Poderiam ser dois homens.

Poderia ser eu e o meu marido.

 

E daí?

 

A felicidade de cada um, só cada um pode lutar por ela e vivê-la. 

A vida de cada um, só a si diz respeito, e a mais ninguém. E o amor é universal.

 

Viver a vida dos outros

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Por vezes, a vida pode ser tão desmotivante, que algumas pessoas passam a dedicar o seu tempo a viver a vida dos outros, a fazer seus os sentimentos, as alegrias e as dores dos outros, sem perceber que apenas estão a enganar-se a si próprios.

Quando essas vidas acabam, procuram outras às quais se agarrarem, para darem algum sentido à sua própria vida, porque não a conseguem viver de outra forma.

 

A nossa história somos nós que a fazemos!

Foto de Marta E André Ferreira.

 

Existem pessoas que entram nas nossas vidas sem o esperarmos.

Algumas chegam como um furacão, arrebatam-nos, levam-nos a entrar num turbilhão de emoções, e partem como se nunca tivessem passado por nós, deixando para trás o rasto da destruição que provocaram. Deixando-nos a tentar unir os cacos, a reerguer-mo-nos, a superar a tristeza e a desilusão.

Outras, chegam de mansinho. Não nos apercebemos logo delas, mas estão lá.

E, com o tempo, os nossos olhos abrem-se para quem está ali à nossa frente, e o coração, sarado, volta a sentir felicidade, paixão, amor.

De repente, a nossa vida ganha mais cor, os nossos dias iluminam-se de um brilho especial, tudo fica mais fácil, mais emocionante, mais divertido, mais forte.

São pessoas com as quais nos sentimos bem, seguras, que sabemos que estão lá, nos bons e nos maus momentos, que não nos deixam cair, que nos apoiam e incentivam, que fazem tudo valer a pena.

Se essas pessoas ficarão para sempre nas nossas vidas, ninguém o poderá saber com certeza. Talvez sim… Talvez não…

Mas, mais importante que isso, são os momentos que vivemos juntos. As aventuras, os sorrisos, as brincadeiras, os gestos, as palavras, o carinho, a amizade, o amor que sentimos, os abraços, os beijos, o aconchego, a paz, tudo o que de bom sentimos quando estamos juntos.

E que, um dia mais tarde, recordaremos, sozinhos, numa outra vida, todas as histórias que vivemos, e que fizeram de nós a pessoa que em que nos tornámos.

Ou juntinhos, a relembrar como a nossa história começou, e o que ainda nos reserva no futuro!

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