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Marta - O meu canto

Guardamos tanta coisa só para nós - opiniões, sentimentos, ideias, estados de espírito, reflexões, que ficam arrumados numa gaveta fechada... Abri essas gavetas, e o resultado é este blog!

Marta - O meu canto

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Desapareceram, de Haylen Beck

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E se, de repente, vos tirassem os vossos filhos? Se não soubessem para onde os levaram, nem tão pouco se estão vivos ou mortos?

E se, as únicas pessoas a quem poderiam recorrer numa situação destas, são aquelas que levaram os vossos filhos, e em quem não podem confiar?

Quando ninguém acredita em nós, e nos acusam de algo que não fizemos, quando os verdadeiros culpados andam à solta, e têm todas as hipóteses do mundo de escaparem impunes, o que fazer?

Haverá ainda esperança, para mãe e filhos?

 

Há alguns anos atrás, Mya e Danny discutiram, e Mya decidiu passar alguns dias fora, levando a sua filha Sara consigo. Quando Danny volta a ter notícias, Mya está presa, e não há sinal de Sara. Tudo leva a crer que ela fez alguma coisa à filha. Ela jura que foi a polícia que a levou. Danny nunca acreditou totalmente na mulher, e ela acabou por se suicidar.

 

Na actualidade, Audra está a fugir de um marido violento e das assistentes sociais que lhe querem tirar os filhos, entregando a guarda dos mesmos ao pai, levando consigo Sean e Louise. Agarrando-se à oferta de uma amiga, que os convidou para ficar lá uns dias, Audra achava que tinha encontrado uma solução temporária.

Mas tudo se desmorona quando um xerife a manda parar, com o pretexto de ter excesso de carga na carrinha, e se oferece para distribuir a bagagem entre a mesma e o seu carro. Ao mexer nas suas coisas, o xerife encontra um saco de marijuana, e leva-a até à esquadra, para esclarecer a questão. 

Ao mesmo tempo, os filhos são entregues à agente Collins, que os promete levar para um lugar seguro, enquanto a mãe resolve a situação. 

Mas os planos do xerife são outros e, de um momento para o outro, Audra passa a ser acusada de homicídio dos seus próprios filhos. Tendo em conta o seu passado de álcool e drogas, nada abona a seu favor, e ninguém acredita na sua versão dos factos. Nem a sua amiga lhe dá a mão, desligando-lhe o telefone na cara, quando Audra lhe pede ajuda.

 

No entanto, para Danny, este caso fá-lo relembrar algo pelo qual ele próprio já passou. Uma vez, pode ser um acaso. Duas vezes, não pode ser coincidência, pois não?

Será que Audra consegue escapar à prisão, e recuperar os filhos? Conseguirá Danny, as respostas que sempre procurou para as suas perguntas?

"Desapareceram" aborda, de forma leve, a violência doméstica e, ao mesmo tempo, o tráfico de crianças. Se a autora poderia ter desenvolvido mais os temas, sobretudo o segundo? Talvez...Se há livros que têm informação a mais, este talvez precisasse de uma melhor exploração do tema. De qualquer forma, valeu a pena.

Um livro viciante, que não conseguimos parar de ler até saber como vai terminar a história, e que eu recomendo!

 

 

Sinopse:

Um thriller de suspense sobre a luta desesperada de uma mãe para encontrar os seus filhos...

Audra anseia chegar à Califórnia.
Finalmente arranjou coragem para fugir do marido que a maltrata, podendo assim proporcionar a si e aos seus dois filhos um novo começo. Juntamente com Sean e Louise, atravessa o país, por estradas secundárias, discretamente e com toda a cautela para não chamar a atenção.
Quando um inquietante xerife a manda parar em pleno deserto do Arizona, Audra faz tudo para se manter calma e esconder o nervosismo. Tem mesmo de o fazer. Mas, ao revistar a carrinha de Audra, o xerife tira da bagageira um saco com marijuana que ela nunca tinha visto e o seu estado de nervos transforma -se em pânico. Ela julga que aconteceu o pior.
Mas está enganada. O pior ainda está para vir.

Com um ritmo de tirar o fôlego e de um suspense implacável, Desapareceram... é um thriller perfeito sobre a luta de uma mulher contra o mal inimaginável para salvar o que há de mais importante na sua vida. Chocante até à última página.

E se fosse consigo a violência doméstica?

 

"E Se Fosse Consigo?" trouxe ontem a debate uma problemática bem actual - a violência doméstica.

 

No entanto, entre os testemunhos de casos reais, e a encenação por parte dos actores, ficaram algumas coisas por mostrar e dizer no programa de ontem:

 

- a maior parte das cenas de violência doméstica não ocorre em público, mas sim dentro de quatro paredes;

- a maior parte dos agressores mostra uma faceta totalmente diferente perante os vizinhos, amigos e até familiares (seus e da vítima), de homem educado, atencioso, pacífico, que em nada corresponde ao seu verdadeiro carácter, quando está com a vítima a sós, o que leva a que, muitas vezes, terceiros não acreditem na vítima;

- na encenação efectuada ontem, e estando aquele homem a mostrar-se violento em público, era mais provável que se mostrasse também para com quem estava a intervir, principalmente, as mulheres;

- por muita coragem que as vítimas de violência doméstica demonstrem, em muitos dos casos essa coragem tem como consequência a morte das mesmas, e de formas cada vez mais macabras. Ainda assim, o que será preferível? A morte quase certa vir aos poucos, ou haver uma possibilidade de se livrar desta problemática com vida?

- mais uma vez, tal como na violência no namoro, apenas mostraram agressores do sexo masculino, ignorando o facto de haver cada vez mais violência doméstica sobre os homens;

 

E o que é importante reter:

- quando ocorre uma agressão, não será única, mas apenas a primeira de muitas, e cada vez mais graves;

- a partir do momento em que há conhecimento de casos de violência doméstica, está mais que provado que não basta sinalizar as vítimas. Na maioria dos casos sinalizados, a polícia nada faz, ou só decide actuar quando não há mais nada a fazer;

- as vítimas, mesmo que consigam escapar com vida aos agressores, continuam a ser as maiores prejudicadas, porque vivem permanentemente com medo, porque vivem "refugiadas", presas, ou em constante fuga, porque perdem algo ou alguém que amam nessa luta (filhos);

- a justiça tarda, e falha demasiadas vezes;

- as ameaças, não só à própria vítima, mas também à sua família, são bastante inibidoras de qualquer acto de coragem que as vítimas possam querer intentar;

- uma vítima de violência doméstica não precisa de ouvir críticas relativamente à sua inércia, à sua passividade, ao seu receio, não precisa que duvidem da sua palavra, que digam que é normal, que desculpem o agressor, mas sim que a compreendam, que a apoiem, que lhe dêem uma ajuda efectiva;

 

E desse lado, o que acrescentariam a esta lista?

 

Ao assistir ao programa de ontem não fiquei indignada por mais pessoas terem passado por aquela cena sem intervir, mas incrédula com um senhor que, a um metro da cena, assiste impavida e serenamente e, quando questionado pela Conceição Lino sobre a conversa que tinha acabado de ocorrer ao seu lado, sai-se com esta "conversa? qual conversa? eu não ouvi conversa nenhuma"!

A não ser que o senhor tivesse problemas auditivos, ou quissesse frizar que o que tinha acabado de acontecer não era uma conversa mas sim um acto de violência (quer física, quer psicológica), mostra o quanto as pessoas fingem ser cegas, surdas e mudas a estas situações, quando não é nada com eles. Teria ganhado mais se tivesse dito que tinha percebido, mas estava com medo.

E com um outro senhor que, para ajudar a actriz, não se chegou à frente, mas soube vir dizer de sua justiça quando outras pessoas se juntaram aos actores, e criticaram o comportamento do marido agressor "ele não está a agredi-la, está a chamá-la à razão!"

 

É triste...mas é real! 

Sobre Um Refúgio para a Vida

 

Acabei esta semana de ler o livro Um Refúgio para a Vida e, como já esperava, gostei muito mais do livro do que do filme.

Eu dividiria a história em três partes, ligadas entre si, que nos mostram três vidas e três pessoas diferentes.

 

Erin/ Katie

Uma mulher meiga, carinhosa e apaixonada que, um dia, amou o seu marido. Uma mulher que não teve uma infância muito feliz, embora também não tenha sido trágica, e que pensou encontrar, no seu marido, a segurança que lhe faltava. Puro engano! Tornou-se ainda mais insegura, passou a viver com medo, e a odiar o seu marido e a si própria, por não conseguir mudar o rumo dos acontecimentos. Uma mulher corajosa e engenhosa que, quando percebeu que o seu destino, se não agisse, seria a morte, foi buscar forças onde nem sabia que as tinha e arriscou fugir, procurar o seu refúgio para a vida.

 

Kevin

Um homem déspota, possessivo, agressivo, controlador, egoísta e alcoólico, que não gostava que a sua mulher fosse amiga de ninguém. Um homem que não a deixava ir a lado nenhum sozinha, que passava pela casa quando estava por perto, ou ligava para o telefone de casa aleatoriamente, só para se certificar que ela lá estava. Que controlava todos os seus passos, o dinheiro que ela gastava. Que batia, pedia desculpas, mas logo a seguir voltava a agredir. Um homem que afirmava que a amava e que não gostava de lhe bater, mas que ela o fazia perder a cabeça por ser tão egoísta e só pensar nela. Que a faz acreditar que a culpa era dela. Um homem crente que se guiava, à sua maneira e como mais lhe era favorável, pela Bíblia.

 

Alex

Um homem pacato, trabalhador, viúvo, pai de dois filhos, que tenta como pode, ser pai e mãe para aquelas crianças. Um homem que fez uma promessa à sua falecida esposa, de voltar a ser feliz e encontrar uma nova mulher e mãe para os seus filhos. Um homem que se irá apaixonar por uma ilustre desconhecida que, certo dia, “deu à costa” em Southport. Um homem que irá proporcionar a Katie, aquilo que ela sempre sonhou ter e viver.

 

Erin tenta então, pela última vez, escapar das agressões do marido e arma um plano que acaba por levar a cabo enquanto ele está fora em trabalho. E vai parar a Southport, onde vai conhecer Alex e os seus filhos, e apaixonar-se de novo. Conhece também uma nova amiga muito especial, sua vizinha, Jo para os amigos, que a vai acompanhar até aos momentos finais.

Já a viver uma relação com Alex, a agora Katie só vai ter paz quando o seu marido deixar de a perseguir. E Kevin vai persegui-la, como um louco, até às últimas consequências, nem que para isso tenha que matá-los aos quatro. Mas a sua amiga vodka acaba por ser a sua perdição…

 

É um excelente livro sobre a violência doméstica, que recomendo!

Basta!

 

Num momento em que notícias como a da reconciliação de Rihanna com Chris Brown, ex-namorado que há anos atrás a agrediu fisicamente, enchem as revistas, a par de outros crimes mais revoltantes como as violações na Índia ou as agressões que muitas mulheres são vítimas por parte dos maridos, aqui vai um artigo sobre uma realidade que pode não acontecer só aos outros. 
É a minha sugestão para o mês de Março para o blog ConsultaClick, e que poderá ler em:

 

http://consultaclick.pt/blog/2013/03/01/nao-acontece-so-aos-outros/

Não acontece só aos outros...

Cada vez que lia uma notícia sobre violência doméstica, o meu pensamento era sempre o mesmo: "Como é que uma pessoa se sujeita a isto?", "Porque é que não faz nada", ou ainda "Eu nunca iria permitir uma situação destas".

Como o nosso pensamento muda, quando estamos no meio da situação, como protagonista, e não apenas do lado de fora como mero espectador!

Desengane-se quem pensa que este é um problema típico de pessoas sem estudos e de classe baixa, que afecta apenas as mulheres. Cada vez mais, percebemos que é um crime que não escolhe sexo, classe social ou formação.

E pode acontecer mesmo aqueles que um dia disseram que nunca iriam admitir que tal lhes acontecesse.

Numa situação dessas, o que fazer? Apresentar queixa, afastar-se do agressor e pôr logo ali um ponto final ao nosso papel de vítima.

Mas, se é assim tão simples, porque é que muitas vezes não agimos para evitar que se repita? A explicação é simples - gostamos mais de quem nos agride do que de nós próprios!

Quando assim é, ficamos cegos, surdos e mudos! Inventamos mil e uma desculpas para nos convencer, a nós e aos outros, que foi uma coisa que aconteceu uma vez e não voltará a acontecer.

Perdoamos quem nos agride porque foi uma questão de descontrolo, porque não havia intenção de o fazer.

Pior, chegamos ao ponto de muitas vezes nos culpabilizarmos pela agressão de que fomos vítimas, como se o outro tivesse alguma razão para cometer tal acto!

Outras vezes, não agimos por medo - medo de mais violência, medo de ver concretizadas as ameaças, medo do que nos possa acontecer.

Afinal, sabemos bem como funciona a justiça, e o que acontece aos criminosos e agressores quando são acusados pelas vítimas. Quantas vezes são detidos e saem logo em seguida? Quantas vezes se tentam vingar por terem sido denunciados? Quantas vezes o pior não acontece, sem que ninguém faça nada, apesar das várias acusações já apresentadas nos serviços competentes?

A verdade é que as vítimas não conseguem confiar em ninguém, não acreditam que as consigam proteger do que mais receiam.

E algumas vezes também, por medo de serem julgadas. Por medo do que possam vir a dizer sobre elas, por vergonha...

Quando assim é, sujeitam-se e acomodam-se sem reclamar. É o pior que podemos fazer - quem faz uma vez faz duas, e quem faz duas faz três. Os agressores acham que têm esse direito, porque afinal nós permitimos que eles pensassem assim, e não param.

Em qualquer caso de violência doméstica, não falamos apenas de agressões físicas. Há agressões psicológicas que, muitas vezes, nos marcam mais que meia dúzia de nódoas negras.

Não condeno as vítimas que não conseguem sair desse pesadelo. Por outro lado, admiro todas aquelas que têm a coragem de agir e reagir.

Acima de tudo, são um exemplo de quem soube e conseguiu dar a volta e lutar por si próprio, pela sua dignidade, pela sua saúde física e mental, pela sua vida. São um exemplo de quem venceu em vez de se deixar vencer! E nada é mais compensador do que essa sensação!

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